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Giovanni Trapattoni

19/11/2009

às 8:35 \ Futebol

Mãos ao alto!

jornaihenry

Os dois lendários e mais respeitados jornais de esporte da Europa publicaram nas suas primeiras páginas a história do lance vergonhoso — impedimento e toque duplo de mão do atacante e capitão do time, Thierry Henry — que classificou a França para Copa do Mundo da África do Sul. O francês L’Equipe titula: “Mão de Deus”. E faz um comedido editorial — Perfil baixo”— em cima da foto da ação. “Não há comemoração, mas alívio,” escrevem sobre o sentimento hoje entre os torcedores franceses. O italiano La Gazzeta dello Sport, é mais específico. Publica frase do treinador da Irlanda, Giovanni Trapattoni: “Che furto!” Quer dizer: “Que furto!”

Em Paris, os imigrantes e franceses de origem magrebina comemoraram a classificação da Argélia para Copa depois da vitória sobre o Egito. A maioria dos torcedores dos Bleus manifestaram desconforto e diferentes níveis de vergonha após a classificação da França. Em Zurique um porta-voz da FIFA descartou a possiblidade agurmentando que segundo as regras do futebol o arbitro do jogo tem a palavra final. Bem, segundo as regras do fubebol… toque de mão só vale para os goleiros.

Por Antonio Ribeiro

18/11/2009

às 21:41 \ Futebol

Mão de Henry classifica a França para Copa

Thierry Henry: "Foi mão, mas eu não sou o juiz do jogo"

Thierry Henry: "Sim foi mão, mas eu não sou o juiz do jogo"

A ação irregular do atacante francês que ajudou o passe para o defensor Gallas marcar o gol que classificou a França para Copa do Mundo da África do Sul foi ainda mais clara que a famosa “Mão de Deus” de Maradona contra a Inglaterra nas quartas-de-final da Copa do México, em 1986. Milhões de telespectatadores viram ao vivo. E reviram várias vezes nos videotapes. Só o juiz sueco Martin Hansson – e seus três colegas de arbitragem – não viu ou fingiu não ter visto.

Depois da partida, Thierry Henry admitiu ter controlado a bola com a mão. “Sim, foi mão, mas eu não sou o juiz do jogo,” disse o número 12 da França.  O italiano Giovanni Trapattoni, treinador da Irlanda, declarou: “Nós vimos o arbitro hesitar, olhar para o Henry, ele deveria ter lhe perguntado. Se o juiz tivesse colocado a questão ao Henry, o atacante teria dito.”

Veja o lance pelo vídeo da TV francesa TF1 onde Henry, em impedimento, toca duas vezes com a mão na bola:

Internautas organizaram um abaixo assinado pedindo a Joseph Sepp Blatter, presidente da FIFA, o uso de vídeos nas partidas de futebol para ajudar o árbitro decidir lances duvidosos. Ela está aqui. Dermot Ahern, ministro da Justiça da Irlanda e apaixonado por futebol, pediu a FIFA que organize um novo jogo. “É o mínimo que devemos para milhões de torcedores jovens ou ficará a impressão de que se você trapacear, você ganha.” Alguns torcedores iniciaram a campanha  na internet para boicotar produtos que Thierry Henry anuncia. A Gillette, fabricante de lâminas para barbear, escolheu o atacante francês, o tenista Roger Federer e o golfista Tiger Woods, porque segundo a companhia, eles representam os “verdadeiros valores do esporte”.

Por Antonio Ribeiro

 

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