4-2-3-1 de Iniesta
Nossos treinadores podem tirar bom proveito se observarem na Eurocopa o resultado eficaz do arranjo que tentam copiar – inclusive Mano Menezes na Seleção. O 4 (zagueiros) – 2 (volantes) – 3 (meio-campistas) – 1 atacante. Favoritos como a Alemanha e Espanha jogam em cima do esquema. Porém, diferente da fraude brasileira. Os volantes (Xavi, Khedira) não são meros escudos, patrulheiros da defesa, zagueiros de luxo. Habilidosos, saem jogando, armam e até finalizam. Os alas (wingers como Iniesta, Nani) lembram o “ponta polivalente” de Zezé Moreira, a compensação de Zagallo à anarquia de Garrincha entre 1958 e 1962 e de Telê Santana primeiro como jogador do Fluminense e mais tarde, técnico de Éder, na Seleção de 1982. Eles continuam abertos também da linha divisória do campo para frente, não só avançam em diagonal para o meio do ataque. O atacante (Torres, Gómez) recebe munição e apoio permanente de um bloco de ataque vindo de trás que, por vezes, além dos três homens do meio-campo ofensivo com grande liberdade de movimento à Pepe Guardiola, conta com ajuda dos volantes e laterais. Enfim, não recebe apenas lançamentos, ou melhor, chutões para resolver a parada sozinho contra a zaga inimiga. Coisa do vetusto Joel Santana. A isso chamam de “ligação direta”. Na maioria dos casos, um eufemismo para “desperdíci
Tags: Alemanha, Andrés Iniesta, Espanha, Eurocopa, Fernando Torres, Joel Santana, Mané Garrincha, Mano Menezes, Mario Gómez, Mario Jorge Lobo Zagallo, Nani, Pepe Guardiola, Sami Khedira, Telê Santana, Xavier Hernández i Creus, Zezè Moreira


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