16/05/2011
às 7:17 \ Voo AF447 (Rio-Paris)As caixas-pretas, enfim, falaram
Os dados de 1 300 parâmetros do A300 e o áudio da cabine de pilotagem foram integralmente recuperados. O Escritório de Investigações e de Análises (BEA) da Aviação Civil da França, órgão responsável pela apuração das causas do acidente com o voo AF 447 no qual morreram as 228 pessoas a bordo da aeronave da Air France, informa que fará “análises profundas e detalhadas” que irão durar semanas. O BEA afirma em comunicado que o resultado do estudo será publicado em relatório preliminar “durante o verão” europeu. Ou seja, junho, julho ou agosto.
O cartões de memória, semelhantes aos de câmera fotográfica digital, foram extraídos do FDR (Flight Data Recorder) – registros de 25 horas antes do acidente de 1 300 parâmetros do avião – e do CVR (Cockpit Voice Recorder) – duas horas gravações antes do acidente feitas por três microfones dentro da cabine de pilotagem. Em seguida, os microchips passaram por limpeza detalhada e secagem. A leitura dos dados e áudio foi filmada em video e gravada, segundo o BEA. Isso foi feito na presença de dois investigadores alemães do BFU, um americano do NTSB, dois britânicos AAIB e dois investigadores brasileiros do CENIPA, bem como um oficial da polícia judiciária francesa (OPJ) e um perito judicial.
As causas do acidente ainda não foram oficialmente declaradas. Especialistas fora do circuito do BEA sustentam que o congelamento e/ou entupimento por sujeira dos Tubos Pitot, responsáveis por indicar a velocidade do ar e portanto, do avião tiveram um papel capital na origem do acidente. Os sensores, situados na parte externa da dianteira da aeronave enviaram informações incoerentes para sistema sofisticado e quase autônomo dos computadores do A330. Os investigadores do BEA dizem que as falhas do Pitot são apenas uma entre várias causas do acidente.
Se ficar provado efetivamente que os Tubos Pitot forem a origem principal do acidente órgão investigador, no caso o BEA, fica em uma posição delicada. Durante mais de 10 anos o BEA recebeu 32 notificações de ocorrências onde houve falhas dos Pitot. O BEA jamais emitiu uma só advertência às companhias aéreas, fabricantes de aviões ou organismos de controle da aviação civil. Depois do acidente com o Airbus A330 do voo 447 da Air France, todas as companhias trocaram o modelo do sensor, fabricado pela francesa Thales, usado no avião que caiu, inteiro e de barriga, no Oceano Atlântico na madrugada do 1 de junho de 2009.
Leia o post do Blog de Paris: “Resgate das vítimas depende de exames de DNA“
A cobertura completa da tragédia com o voo AF 447 aqui
Tags: AF 447, AF 447 ultimas notícias, Air France, Airbus, BEA, BFU, caixas-pretas, NTSB, Thales, Tubos Pitot















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