Blogs e Colunistas

20/05/2011

às 18:53 \ Sem Categoria

DSK deixa a prisão de Rickers Island sob condicional severa

Depois de uma tentativa frustrada, a família de Dominique Strauss-Kahn conseguiu alugar um apartamento temporário que vai servir de prisão domiciliar por 4 250 dólares mensais. O prédio fica no numero 71 da rua Broadway, no sul da ilha de Manhattan, próximo ao Marco Zero, onde houve o atentado às Torres Gêmeas no dia 11 de setembro de 2001. O Empire Building, de 21 andares,  e fachada de granito branco de estilo neo-clássico, é de propriedade de uma empresa de segurança no qual habitam  também moradores na mesma condição de DSK. Trata-se de uma discreta mini prisão de luxo privada.

Mais cedo, o proprietário do apartamento no número 210 Leste da rua 65, desistiu de alugar o imóvel  quando soube a identidade do inquilino. O apartamento, no elegante Bristol Plaza, seria alugado em nome de Anne Sinclair, mulher de DSK, por 14 000 dólares mensais. Alguns moradores do Bristol acharam inconveniente a presença do novo vizinho que poderia atrair dezenas de paparazzi. Por algumas horas, a única morada certa do ex-diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), em Nova York, era uma cela de 12 metros quadrados na insalubre prisão da Rikers Island, o maior complexo penitenciário do mundo – 1,7 quilômetros quadrados para 14 000 detentos.

A liberdade condicional do acusado de tentativa de estupro e agressão sexual à imigrante africana Nafissatou Diallo, camareira do Sofitel New York, o obriga a ter um endereço monitorado por circuito interno de vídeo, alarmes contra fuga e vigiado em tempo integral por, pelo menos, um agente armado da companhia de segurança privada Stroz Friedberg, que tem o aval da promotoria e prestou serviços similares no caso do maior estelionatário conhecido, Bernard Madoff. Os custos, estimados em 200 000 dólares mensais, são inteiramente pagos pelo acusado. O principal candidato da oposição socialista a Nicolas Sarkozy nas eleições presidenciais da França de maio 2012 terá que usar um dispositivo eletrônico atado ao tornozelo para rastreamento por GPS em tempo real.

"DSK: Não no meu quintal"

DSK não poderá abandonar o perímetro da residência salvo para visitas médicas, ir ao culto religioso semanal, encontrar os advogados e atender as convocações judiciais. A Suprema Corte do estado de Nova York deverá ser avisada com 6 horas de antecedência de qualquer abandono da prisão domiciliar. Ainda que Strauss-Kahn tenha assinado documento que permite à Justiça americana pedir sua extradição em qualquer país sem passar por um magistrado, o promotor adjunto John McConnell, afirmou que DSK tem “boas razões para fugir dos EUA”. Se condenado com penas acumuladas, o acusado arrisca uma sentença de 74 anos de encarceramento. Ou seja, o resto da vida. DSK deverá ser julgado por um júri popular no início do ano que vem.

Leia o o post do Blog de Paris: “DSK é indiciado. Aguardará o julgamento em liberdade condicional nos EUA. Fiança é de 6 milhões de dólares.”

Por Antonio Ribeiro

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11 Comentários

  1. Fabio

    -

    22/05/2011 às 5:46

    Parece ate um piada a idéia de ter no Brasil o rigor da justiça americana. Brasileiro vive falando mal do conservadorismo e puritanismo deles. Claro que a justiça é um reflexo dos valores da sociedade. Antes de pedirem o modelo de justiça deles, reavaliem nossa leniência como indivíduos e sociedade.

  2. Antonio Ribeiro

    -

    21/05/2011 às 17:12

    Caro Amir,

    Obrigado pela leitura e envio do comentário.

    Os textos do Augusto Nunes que aprecio como você, ainda não são traduzidos para o francês. Só nós temos o previlégio. Concordo com você. Merecia sim.

    De Paris, um abraço

    Antonio Ribeiro

  3. Amir R. Diel

    -

    21/05/2011 às 15:20

    Prezado Colunista, boa tarde.

    Os seus textos são publicados apenas no Brasil (Veja) ou também em jornais parisienses?
    Se puder, de grande serviço para nosso país seria a reprodução aí em Paris do excelente texto – “O caseiro do Piauí e a camareira da Guiné” – postado ontem por seu colega Augusto Nunes aqui em nosso país.
    Verdadeira obra-prima.
    Grande serviço por divulgar os paradoxos entre as justiças brasileira e americana (que deveriam ser iguais em JUSTIÇA), bem como o posicionamento de brasileiros que não comungam com o comportamento deste infeliz governo que segue aos oito anos do anterior que, democraticamente eleitos, em parte nos envergonha.
    Não que tenhamos que prestar contas à outros países por tal descalabro, mas para que mostre a existência aqui de uma parcela menor (a que perdeu as eleições) que acredita ainda em honradez. Que desmonte também para parte da opinião pública internacional (espero que pequena) o mito “O cara”.

    Desculpe-me usar este espaço para tal sugestão, porém penso que o seu texto sobre Strauss-Kann tem tudo a ver com o do Augusto Nunes.

    Se for possível, faça-nos este favor.

    Obrigado e boa tarde.

    Amir Diel – Niterói, RJ.

  4. Zuleika Amaral

    -

    21/05/2011 às 13:07

    Pobre Strauss-Kahn, cidadão ferrado. Em dias, envelheceu a olhos vistos, fragilizado e desorientado. A vítima é negra, agravante seríssimo. O acusado terá que pagar! DSK, aprenda: mulher é grande perigo, por mais que o senhor goste delas!

  5. fernando

    -

    21/05/2011 às 12:10

    O Gilmar Mendes e o Mello deveriam ir fazer um estágio no país que ambos se inspiram ao prolatarem as sua pérolas e liberarem médicos estrupadores e mafiosos italianos…

  6. Syrthes Mendes Bianchini

    -

    21/05/2011 às 10:41

    Muitos criticam os Estados Unidos, criticam por inveja e incompetência. Quem dera o nosso Brasil fosse só semelhante no trato com os que infringem as leis de nosso país. Congresso, senadores, ministros, prefeitos, etc., estariam todos presos. Obs: com custos pago com dinheiro próprio.

  7. Luiz Carlos Padilha

    -

    21/05/2011 às 9:52

    Alpas, mais do que importar juizes dos EUA como o do caso Strauss-Kahn, seria preciso reformular toda a estrutura do judiciário brasileiro, que é totalmente conivente com os desmandos dessa nossa nação tupiniquim.

  8. Guimar Ameida

    -

    21/05/2011 às 9:00

    Que inveja eu tenho dos estadunidenses no quesito justiça.

  9. Alpas

    -

    20/05/2011 às 23:52

    Como seria bom se possivel importar juizes como o do caso de Dominique Strauss-Kahn,e exportar politicos brasileiros para qualquer parte do mundo!

  10. Gilmar Gama

    -

    20/05/2011 às 21:55

    Por que a justiça no Brasil nao tem a mesma força? Os pilotos americamos do jato que colidiu com o aviao da gol estão livres.

  11. flavio

    -

    20/05/2011 às 20:38

    O Sr. Strauss-Kahn teve o azar de cair nos Estados Unidos, e em 48 horas estava na frente da juíza. Multa de 1 milhão. Se fosse no Brasil com tantos recursos ele no máximo ia ser extraditado e a fiança R$ 150,00. Aqui é um país do outro mundo.


 

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