20/03/2010
às 7:40 \ VejaA França atrás do balcão

Criação de empresas na França. A linha vermelha é o efeito espetacular do novo estatuto do microempreendedor
Na edição de VEJA desta semana:
Internacional: A França atrás do balcão
O governo francês diminui a burocracia, incentiva os pequenos empreendedores – e a abertura de empresas dispara
Antonio Ribeiro, de Paris
Com pouco menos da metade da população brasileira, a França vinha criando o dobro do número de empresas que o Brasil vê surgir anualmente – 260.000 por ano desde 2000. São dados incompatíveis com a ideia disseminada de que a França é um elefante estatal onde a maioria dos jovens sonha trabalhar para o governo. As informações recentes do Instituto Nacional da Estatística e dos Estudos Econômicos da França mostram que, impulsionado pela diminuição da burocracia e por incentivos fiscais, o empreendedorismo individual disparou. No ano passado, os franceses abriram as portas de 580.200 novas empresas.
O salto se deve à criação pelo governo de Nicolas Sarkozy de um “estatuto do microempreendedor” que, entre outras facilidades, permite ao interessado abrir e legalizar uma nova empresa via internet em minutos. O ambiente de negócios na França para empreendedores de maior porte ainda é moroso. Requer o cumprimento de sete procedimentos administrativos. Eles consomem, em média, cinco semanas até a expedição do alvará de funcionamento. O empreendedor brasileiro enfrenta dezesseis etapas e o processo pode levar meses.
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Tags: Nicolas Sarkozy


Dias depois do presidente Lula da Silva contar para um amigo confidente na RedeTV! que o mensalão — o maior show de corrupção da história do Brasil onde a estrela do PT brilhou como nunca — não passou de golpe da oposição, a organização Transparência Internacional (TI) divulgou sua famosa lista anual. O Brasil continua lá, quase na zona do rebaixamento, entre os países corruptos. O país recebeu 3,7 pontos, em uma escala da prática da propina de 0 a 10. É uma nota vergonhosa para uma das maiores economias do mundo. Aliás, é uma nota vergonhosa para qualquer um. Embora tenha galgado 5 posições na percepção da TI, o país ainda navega em baixíssimo nível de honestidade. Se o Brasil fosse uma concessonária de carros usados, ele seria a 75º opção confiável para um consumidor comprar o seu veículo. No auge do mensalão, entrevistamos Peter Einger, criador da Transparência Internacional, para VEJA. A entrevista foi publicada na edição 1927, de 19 de outubro de 2005, reproduzimos abaixo para refrescar a mémoria.






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