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Arquivo da categoria Terrorismo

17/02/2015

às 13:23 \ Terrorismo

Flores para o terror

floresterroristaA calçada em frente ao numero 1 da rua Svanevej, codigo postal 2200, bairro Norrebro, Copenhague, capital do Reino da Dinamarca, se matriculou na história como o palco de morte do terrorista Omar Abdel Hamid El-Hussein. O facínora executou de modo covarde dois inocentes e feriu mais cinco. No entanto, quem passa pelo lugar percebe, no mínimo, o rastro de homenagem bizarra: flores.

Com alguma chance, o transeunte pode assistir outra cena. Desta vez, capaz de causar confusão. Jovens muçulmanos retiram as flores e, em seguida, as depositam alguns metros de distancia do lugar exato em que a polícia dinamarquesa abateu o jihadista. Pode se pensar que há algum senso de vergonha e pudor. Enfim, que estão em desacordo com a solidariedade a um terrorista. Mas não. A atitude é simplesmente respeito ao preceito do Islã que proíbe reverência aos mortos com flores. Simples assim. Ou talvez não.

Sacou? Tá ligado?

O que sempre foi proibido e o que era autorizado permanecem inalteráveis durante séculos e séculos até hoje. O menor questionamento, por mais pertinente que seja, é impensável, permitido ou cogitado.

A maioria desses jovens europeus justificam a barbárie do terrorista — e não só eles — como se fosse uma reação natural. Quer dizer, caricaturistas ofenderam o profeta Maomé com imagens degradantes e, em consequência, receberam a justa punição. Qual? Nada menos que morte a bala.

Embora não se deva entrar na lógica da sandice, cabe perguntar, por simples efeito de reflexão: qual foi a provocação do vigia da principal sinagoga de Copenhague ou dos clientes da mercearia de produtos judaicos em Paris? Isso apenas para citar as vítimas fatais mais recentes entre tantas outras.

A resposta naturalmente é “nenhuma”. Posteriormente e de maneira mais profunda, argumenta-se que em um mundo civilizado não há provocação que mereça execução sumária como contrapartida.

O que há sim, é a prática cega de uma ideologia travestida de religião cuja natureza totalitária se arroga a explicar tudo, responder todas incertezas e não menos, apresenta a ordem a que todos devem se submeter. Se não for seguida a risca vem o pior: em seu nome se outorga a licença de matar de modo indiscriminado e por qualquer meio.

Em Nova York, Madri, Londres, Sidney, Nairobi, Amsterdam, Boston, Paris, Copenhague, Al-Baghdadi. Em toda parte, em cada canto do planeta em que há um mísero apreço pela liberdade e onde o cidadão livre se nega fazer parte obediente e submissa de um imenso califado nos moldes do século VII se mata inocentes em nome do Islã.

De passegem, outro ponto para reflexão: o aniquilamento completo de Israel e de todos que lá vivem, colocaria fim na sanha sangrenta? Isto feito, de que obra caritativa e benfeitoria para humanidade os justiceiros se ocupariam depois? Da farta distribuição de balinhas e bombons nos orfanatos?

Neste aspecto faz se necessário reconhecer no primeiro-ministro francês Manuel Valls a coragem rara entre seus pares. A de conciliar o  nome exato com o devido sentido. Algo indizível em público pelos pseudo moderados que, por vezes, de modo inconsciente e outras, malandramente, por insidiosa má fé, ajudam carburar a barbárie e a procrastinação contra ela através de eufemismos fajutas. Seus “sim, mas”, “yes, but”, “oui, mais”.

O nome do boi, como diz Valls,  é islamofascismo.

Por Antonio Ribeiro
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15/02/2015

às 2:22 \ Terrorismo

Terror jihadista faz escala em Copenhague

disparosPouco mais de um mês depois do atentado terrorista em Paris que deixou 17 mortos, na redação do jornal satírico Charlie Hebdo e numa mercearia de produtos judaicos, foi a vez de Copenhague tornar-se alvo insidioso do jihadismo covarde. Não foi por acaso. A Dinamarca é o país europeu depois da Bélgica de onde, proporcionalmente a sua população de 5,6 milhões de habitantes, saem mais voluntários jihadistas para os conflitos armados na Síria e Iraque. Só em dezembro do ano passado a polícia identificou 110 deles que ajudaram engrossar as fileiras dos grupos terroristas Estado Islâmico (EI) e Al Qaeda.

Durante encontro em um café do centro cultural Krudttønden em que acontecia debate cujo tema era “arte, blasfêmia e liberdade de expressão”, um terrorista mascarado conseguiu chegar até entrada do prédio e fazer mais de vinte disparos com arma automática, segundo registro sonoro levado ao ar pela BBC —  um detector de metais impediu o atirador de invadir a sala da reunião. Os relógios do Reino da Dinamarca  marcavam 15 horas e 30 minutos.

O documentarista Finn Nørgaard, de 55 anos de idade, que havia saído da sala, foi morto. O jihadista feriu ainda três policiais entre os quais, dois responsáveis pela proteção do artista sueco Lars Vilks, de 68 anos de idade, que em 2007 retratou o profeta Maomé como um cão. A caricatura junto com mais uma dezena, entre elas a de autoria de Kurt Westergaard que mostra Maomé com um turbante em forma de bomba, foi publicada pelo jornal dinamarques Jyllands-Posten e, posteriormente, reproduzida na França nas páginas do Charlie.

Vilks, ameaçado de morte desde a publicação da caricatura e alvo preferencial do ataque foi levado rapidamente para a câmara fria quando se ouviu os primeiros disparos durante a intervenção de Inna Shevchenko, lider do grupo feminista ucraniano FEMEN. Assim como Vilks, o embaixador da França na Dinamarca, François Zimeray, convidado como palestrante no debate, sobreviveu ao tiroteio. O debate continuou depois do atentado.

O terrorista fugiu em um Volkswagen Polo e abandonou o carro dois quilômetros mais para frente, perto de uma estação de trem. Através de uma telefone público chamou um radiotaxi que o levou a um parque proximo ao seu apaprtamento onde ficou uns vinte minutos. Voltou a sair as 16 noras e 37 minutos.  Por volta de uma hora do dia seguinte, perto da principal sinagoga de Copenhague, o terrorista executou com vários disparos na cabeça Dan Uzan, de 37 anos de idade e de crença judaica. Voluntário, Uzan fazia segurança de um Bar Mitzvá (filho do mandamento), rito que insere o jovem como integrante maduro na comunidade judaica. Havia mais de 80 pessoas na sinagoga de acordo com o rabino Rosenberg Asmussen. Neste segundo ataque, dois policiais ficaram feridos.

A polícia dinamarquesa organizou caçada a um homem descrito como “porte atlético,  1, 85 metro de altura, idade entre 25 e 30 anos” e que teria agido sozinho. Com a ajuda de um telefonema do motorista do radiotaxi que transportou o fugitivo a policia dinamarquesa localizou a casa do terrorista em Nørrebro, bairro popular e de desemprego elevado a noroeste da capital do pequeno reino escandinavo. Ao ser abordado por policiais na volta para casa às 5 horas da madrugada,  o terrorista respondeu atirando. Os policiais replicaram no mesmo dialeto. Resultado: o jihadista foi abatido.

Ao receber a notícia do atentado em Copenhague, o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu reagiu: “Uma vez mais, um judeu europeu foi morto, simplesmente, porque era judeu e este tipo de atentado vai se reproduzir.” O governo de Israel criou um plano de ajuda no valor de 45 milhões de dólares que se adiciona a dispositivos existentes para encorajar judeus da França, Bélgica e Ucrânia a irem viver no pais entre o Rio Jordão e o Mar Mediterrâneo.

Em 2014, Israel recebeu 26 500 imigrantes, um aumento de 32% em relação a 2013.  “Estamos preparados para receber imigração de massa vinda da Europa,” assegurou  Netanyahu. O primeiro-ministro israelense já havia feito o mesmo convite aos judeus franceses após o atentado de Paris. A França liderou a aliá (retorno) para Israel com quase 7 mil casos no ano passado. Na época, o primeiro-ministro da França, Manuel Valls, declarou “Sem os judeus franceses a França não é a França.”

Depois do atentado em Copenhague foi a vez do rabino Jair Melchior, maior autoridade da comunidade judaica da Dinamarca, ecoar no tempo, a premissa do lendário resistênte contra tirania Winston Churchill de que as guerras não são vencidas com retiradas. “Se nossa forma de afrontar o terror é fugir para algum lugar, devemos todos ir para uma ilha deserta”, alertou Melchior. De fato, quanto mais espaço se cede, mais chance haverá de ele ser ocupado até que, no final, as vítimas acabam isoladas.

Omar El Hussein

Omar El Hussein

Atualização: • O Serviço de Segurança e Inteligência Dinamarquês (PET) informou que o terrorista morto nasceu na Dinamarca, tinha 22 anos de idade e  ficha criminal pesada incluse com posse ilegal de armas. Porém sem ligação aparente com grupos jihadistas, mas a gangues que traficavam drogas. “O extremismo islâmico lhe forneceu razão para a ação violenta”, afirmou um especialista do banditismo dinamarquês.

• A imprensa dinamarquesa diz que se trata de Omar Abdel Hamid El-Hussein na imagem ao lado.

• O jornal Ekstra Bladet afirma que duas semanas antes do atentato, o terrorista estava cumprindo pena na prisão por ter esfaqueado a perna de um passageiro de trem suburbano.

• Dois suspeitos foram presos sob a acução de colaborarem como o terrorista para esconder armamento e encontrar refúgio.

 

Por Antonio Ribeiro
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09/01/2015

às 15:01 \ Terrorismo

Polícia mata os principais autores do atentado terrorista

merceariakoscher

Em duas operações sincronizadas, na gráfica de Dammartin-en-Goële e na mercearia judaica no leste de Paris, policiais do RAID, GIGN apoiados pelo BRI, forças de elite da gendarmaria e polícia francesa, abateram os irmãos Kouachi e Amedy Coulibaly, principais autores do atentado terrorista mais mortífero na França desde 1961. Aos treze mortos da barbárie adicionou-se mais três reféns executados por Coulibaly em Vincennes, no vigésimo distrito da capital. Quatro policiais tiveram ferimentos leves.

O “réfem” dos irmãos Chérif e Said Koubachi na fábrica não era um. Lilian, 27 anos de idade, desenhista gráfico da empresa Création Tendance Découverte, ficou escondido em um armário (60 por 80 centímetros) da cantina, embaixo da pia, sem que os terroristas soubessem que ele estava no local. O desenhista manteve a policia informada sobre o que acontecia no interior da gráfica através de “torpedos” enviados pelo telefone celular.

Amedy Coulibaly usou o telefone fixo da mercearia, mas não o desligou corretamente. O contato no outro lado da linha avisou a polícia que ele podia ouvir as conversas no interior da mercearia. Um agente da policia apoderou-se do telefone e ficou na escuta. Quando Colibaly iniciou a oração que normalmente precede ações suicidárias dos dijahistas, policiais do GIGN invadiram a mercearia.

A ameaça terrorista sem precedente não terminou como admitiu o presidente François Hollande em pronunciamento divulgado em rede de TV. Não há risco zero em parte alguma do planeta. Mas em apenas 48 horas depois do massacre covarde na redação do semanário satírico Charlie Hebdo, os policiais franceses identificaram, localizaram, cercaram e finalmente colocaram os terroristas fora de combate.

De um país com elevado apreço pelos valores democráticos e pleno Estado de Direito foi dada resposta efetiva à situação inédita provocada pela intolerância e pelo fanatismo. A reação da França merece admiração do mundo livre e dos homens de bem.

Por Antonio Ribeiro
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09/01/2015

às 10:50 \ Terrorismo

Dispostos a morrer atirando

cacher

Agentes do Grupo de Intervenção da Gendarmaria Nacional (GIGN), força de elite da polícia francesa, iniciaram negociação para tentar a rendição dos irmãos Chérif e Said Kouachi. Os principais autores do atentado terrorista em Paris que fez 12 mortos, o mais mortífero desde 1961, estão  completamente cercada pelas forças policiais,

Os irmãos Kouachi se entrincheiraram em uma gráfica situada na área industrial de Dammartin-en-Goële, no departamento Seine-et-Marne, suburbio nordeste de Paris à 15 quilômetros do aeroporporto Charles De Gaulle. Há um réfem. De acordo com Yves Albarello, deputado de Seine-et-Marne e que acompanha de perto o cerco, os terroristas estão em modo “nada a perder”. Disseram à polícia estarem dispostos a morrer atirando. Ou no jargão jihadista como “mártires”.

Mais cedo, o proprietário do carro Renault Clio roubado pelos Kouachi revelou o seguinte: “Estavam vestidos de combinação paramilitar e com armas em punho. Mostraram-se muito calmos, serenos e nada nervosos. Nem transpiravam. Jamais correram ou elevaram a voz. Tive a impressão de serem profissionais em operação. Quando sairam disseram que caso a imprensa fizesse perguntas, eu poderia dizer que eles pertencia a Al Qaeda Iêmen.”

Novo tiroteio seguido de sequestro.

Desta vez, em Vincennes, leste de Paris. O atirador armado de fuzil Kalashnikov (AK-47), metralhadora Scorpio, duas pistolas Tokarev 9 milímetros e tubos de dinamite fez, pelo menos dez reféns, entre eles, mulheres e crianças, em uma mercearia de produtos judaicos, o Hyper Casher. A polícia cercou o local. O criminoso gritou para os agentes: “Vocês sabem quem eu sou.” E como sabem. Trata-se de Amedy Coulibaly que quinta-feira assassinou uma jovem policial municipal em Montrouge com um disparo pelas costas. Ele saiu da prisão há dois meses depois de cumprir uma pena de 5 anos. Coulibaly conhece o terrorista Said Kouachi da prisão e do tempo em que faziam parte da mesma célula jihadista parisiense desmantelada no bairro de Buttes-Chaumont.

Por Antonio Ribeiro
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09/01/2015

às 7:20 \ Terrorismo

Polícia francesa cerca os terroristas

graficaPor volta das 8 horas e 30 minutos, horário da França, houve um intenso tiroteio próximo a área industrial de Dammartin-en-Goële, no departamento Seine-et-Marne, suburbio nordeste de Paris à 15 quilômetros do aeroporporto Charles De Gaulle (CDG).

Os irmãos Cherif e Said Kouachi, principais autores de atentado terrorista em Paris, detém um refem no interior de uma gráfica, a Création Tendance Découverte que tem apenas 5 empregados.

O ministro do Interior da França, Bernard Cazeneuve, confirmou que uma operação policial terrestre apoiada por cinco helicópteros está em andamento. Os pousos e decolagens do aeroporto CDG estão sujeitos ao desenrolar da operação.

Agentes do Grupo de Intervenção da Polícia Nacional, GIGN na sigla em francês, a força de elite da gendarmaria francesa, iniciaram negociação tentar a rendição dos sequestradores.

De acordo com Yves Albarello, deputado do departamento Seine-et-Marne, região na qual acontece o cerco policial, os irmãos Kouachi estão entricheirados e em modo “nada a perder”. Ou seja, dispostos a morrer atirando como “mártires” no jargão dos dijahista.

A polícia foi avisada da presença dos irmãos Kouachi na área pelo proprietario de um carro roubado pelos suspeitos do atentado terrorista que fez 12 mortos, entre eles, 8 jornalistas do semanário satírico Charlie Hebdo e dois policiais. Em seguida, o veículo foi identificado em uma blitz e perseguido até a fábrica.

O fugitivo que assassinou com tiro pelas costas uma jovem policial municipal, de 26 anos de idade, em Montrouge, interpelado depois de banal acidente atomobilistico, foi identificado. Trata-se de Amedy Coulibaly, de 32 anos de idade, que já foi condenado e  cumpriu 4 anos de prisão. O assassino conhece os irmãos Kouachi da prisão e do tempo em que faziam parte da mesma célula jihadista parisiense desmantelada no bairro de Buttes-Chaumont.

Por Antonio Ribeiro
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08/01/2015

às 9:47 \ Terrorismo

Terrorismo em Paris: polícia localiza os principais suspeitos

caneta

No mesmo dia do atentado terrorista em Paris, a polícia francesa identificou os dois principais suspeitos do massacre covarde no qual 12 pessoas foram executadas a sangue frio na sede do semanário satírico Charlie Hebdo: os irmãos Chérif e Said Kouachi, de 32 e 34 anos respectivamente. Os supeitos foram localizados a bordo de um veículo Renault Clio de cor cinza, na Picardia, norte da França. Uma caçada esta curso para capturar os fugitivos. Mais de 80 mil policiais participam da ação, entre eles os agentes de elite do RAID e GIGN.

Os suspeitos são de nacionalidade francesa e conhecidos do serviço de inteligência por terem participado de uma rede  jihadista que recrutava jovens para combater nas fileiras da Al Qaeda iraquiana. Chérif foi condenado em 2008 a três anos de prisão, com dezoito meses sob liberdade condicional. De acordo com o governo dos Estados Unidos, Said foi treinado pelo braço da Al Qaeda no Iêmen, o grupo terrorista mais ativo na Península Árabe (AQAP).

Embora fichados na lista de potenciais terroristas, os irmãos Kouachi nada fizeram que pudesse chamar atenção dos serviços de inteligência nos últimos meses. Ademais, são necessários, no mímino, 20 policiais para monitorar um suspeito 24 horas por dia. A França têm centenas de indivíduos com perfis semelhantes.

Na manhã de hoje, em Montrouge, 4,5 quilômetros ao sul do centro de Paris, após o furto de um carro, houve um tiroteio no qual o ladrão assassinou uma jovem policial e feriu outra pessoa. O assassino fugiu. Segundo o Ministério do Interior, o crime não tem até o momento relação com o atentado terrorista, mas é a brigada anti-terrorista que está investigando o caso.

Ao meio dia, horário de Paris, os sinos da catedral medieval Notre-Dame repicaram solenemente. Deputados se postaram na escadaria da Assembléia Nacional, o presidente François Hollande foi à sede da Policia ao lado Anne Hidalgo, prefeita da capital. Nas escolas, as aulas foram interrompidas e os estudantes ergueram-se dos assentos. Nas ruas e praças das cidades francesas respeitou-se um minuto de silêncio em homenagem às vítimas. Franceses e turistas empunharam lápis e canetas em demonstração de emotivo apreço pela liberdade de expressão e de imprensa.

Detallhe edificante: Charlie Hebdo cuja redação foi dizimada pelos terroristas irá as bancas na próxima quarta-feira com tiragem recorde: 7 milhões de exemplares. O jornal Liberation acolherá em sua redação os jornalistas do Charlie para eles preparem a edição do tabloide satírico.

Por Antonio Ribeiro
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07/01/2015

às 14:03 \ Terrorismo

Mesmo combate

 

terroristasO atentado terrorista em Paris na sede do tabloide Charlie Hebdo no qual foram executadas à sangue frio 12 pessoas, entre elas 10 jornalistas durante uma reunião de pauta do semanário satírico francês, tem parentesco próximo com a patrulhagem petista ao jornalismo independente no Brasil.

Ambos movimentos têm, fundamentalmente, um só objetivo, oliás, o mesmo: calar a imprensa. A diferença entre as duas sandices é só uma questão de meios. Se os terroristas pudessem lançar mão de um “marco regulatório da mídia” muito provavelmente teriam preferido a facilidade do decreto típico de regimes totalitários. Pense bem, por que arriscariam a vida em uma manhã de frio gacial se pudessem resolver a questão com uma simples canetada no aconchego de um palácio?

Entretanto, o mundo assistirá em breve o vigor da mobilização dos cidadãos franceses em favor de um dos pilares da democracia: a liberdades de expressão e de imprensa, conquistas cuja existencia depende da defesa intransigente e permanente. Insisto no ponto essencial: a melhor homenagem que se pode prestar aos jornalistas executados a sangue frio no atentado de Paris é apoiar os jornalistas vivos que, sistematicamente, são ameaçados e patrulhados por todo tipo de truculência e intolerância.


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Por Antonio Ribeiro
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07/01/2015

às 11:28 \ Terrorismo

Atentado terrorista em Paris: as primeiras imagens

Às 11 horas da manhã em Paris, dois terroristas mascarados, armados de fuzis automáticos Kalashinikov (AK47) e lança-granadas invadiram a sede do jornal satirico francês Charlie Heddo, no décimo primeiro distrito da capital, assassinando doze pessoas. Entre elas, dez jornalistas e dois policiais. O massacre ocorreu durante a reunião de pauta, momento previamente escolhido pelo numero de profissionais presentes e durou  5 minutos. Os disparos foram intercalados com gritos dos terroristas  “Vingamos o profeta”.  Trata-se do pior atentado na França desde 1995 e jamais um veículo de imprensa sofreu um ataque com igual truculência  e ousadia.

Enquanto este post é escrito, quatro pessoas estão entre a vida e a morte. Outras oito vítimas foram também feridas. O diretor do Charlie Hebdo, Stephane Charbonnier, o “Charb”, e o famoso cartunista Georges Wolinski foram mortos. O presidente da França François Hollande esteve no local, classificou o atentado de “barbarie exepcional”, enalteceu a liberdade de imprensa e prometeu capturar os autores que fugiram pela Porte de Pantin, em direção aos suburbios no norte de Paris. Hollande fará um pronunciamento hoje à noite em rede de TV. O ex-presidente da França, Nicolas Sarkozy declarou: “Foi um ataque direto, selvagem, a um dos princípios republicanos mais preciosos, a liberdade de expressão.”

A França está em estado de choque, mas em várias cidades estão sendo organizadas manifestações populares contra os atentados.


Por Antonio Ribeiro
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16/04/2013

às 8:12 \ Terrorismo

“Estarei na próxima”

A onda de choque da primeira explosão derrubou Bill Iffrig. O maratonista de 78 anos de idade levantou-se e cruzou a linha de chegada –  terceira vez em Boston. Em seguida, depois da segunda explosão durante a maratona mais tradicional dos tempos modernos, o natural de Lake Stevens, no estado Washington, disse que estará presente na próxima.

Quando o terror age com sua habitual covardia, ataca a humanidade inteira. Em um primeiro instante, emergem duas perguntas. Quem fez? E a natural incompreensão, por que? Se não se sabe ainda quem, para que a “Justiça jogue todo o seu peso”, como prometeu Barack Obama, a segunda resposta é a de sempre. Embora os terroristas e seus simpatizantes da hora possam avançar as mais esdrúxulas justificativas, trata-se de uma sandice.

Da parte das pessoas de bem haverá o luto respeitoso e a solidariedade com os parentes e amigos das vítimas, na sua maioria de espectadores. Entre eles estava um bostoniano de 8 anos de idade. Como milhares, Martin Richard foi assistir ao evento que reúne atletas do mundo inteiro e congrega tantas pessoas diferentes como em nenhum outro momento na sua cidade, apaixonada por esporte e pelas cores dos locais Celtics, New England Patriots e Red Sox. A irmã de 6 anos de idade do garoto assassinado perdeu uma perna e a mãe sofreu traumatismo craniano.

Desta vez, no entanto os terroristas tocaram diretamente em um grupo de indivíduos cuja resiliência está entre as mais admiráveis do planeta. Enquanto profissionais se esforçam para chegar primeiro, raro momento do esporte onde seus companheiros são também amadores, a maior parte dos maratonistas competem contra si mesmos. A crença férrea na vitória os faz continuar em frente até a linha final. É um dos melhores exemplos para luta permanente contra o terrorismo.

A próxima grande maratona está agendada para o domingo, 21 de abril, em Londres, uma cidade que já foi atacada brutalmente pelo terror em 2005. Desde então, mais precavidos, os londrinos continuam tocando o cotidiano sem se mostrarem aterrorizados. É justamente o que a barbarie deseja menos. Não será surpresa que Boston faça igual. Nick Bitel, diretor executivo da Maratona de Londres confirmou a corrida: “Ela vai acontecer com um sistema de segurança revisto e reforçado.” O mundo livre estará torcendo para os 36.000 maratonistas, gente como Bill Iffrig, e contra o terrorismo.

LEIA TAMBÉM: “O canal e a mancha

Por Antonio Ribeiro
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05/05/2011

às 3:07 \ Terrorismo

Bin Laden vivo ou morto

Casa Branca: Obama e Conselho de Segurança acompanham a operação em tempo real

Por que os Estados Unidos iriam mentir sobre a morte de alguém que poderia aparecer amanhã em vídeo no YouTube dizendo: “Olha aqui, seus bobocas, eu estou vivo!”?

O Blog de Paris no Twitter: @aribeirodeparis

Por Antonio Ribeiro
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