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Arquivo da categoria Terrorismo

09/01/2015

às 15:01 \ Terrorismo

Polícia mata os principais autores do atentado terrorista

merceariakoscher

Em duas operações sincronizadas, na gráfica de Dammartin-en-Goële e na mercearia judaica no leste de Paris, policiais do RAID, GIGN apoiados pelo BRI, forças de elite da gendarmaria e polícia francesa, abateram os irmãos Kouachi e Amedy Coulibaly, principais autores do atentado terrorista mais mortífero na França desde 1961. Aos treze mortos da barbárie adicionou-se mais três reféns executados por Coulibaly em Vincennes, no vigésimo distrito da capital. Quatro policiais tiveram ferimentos leves.

O “réfem” dos irmãos Chérif e Said Koubachi na fábrica não era um. Lilian, 27 anos de idade, desenhista gráfico da empresa Création Tendance Découverte, ficou escondido em um armário (60 por 80 centímetros) da cantina, embaixo da pia, sem que os terroristas soubessem que ele estava no local. O desenhista manteve a policia informada sobre o que acontecia no interior da gráfica através de “torpedos” enviados pelo telefone celular.

Amedy Coulibaly usou o telefone fixo da mercearia, mas não o desligou corretamente. O contato no outro lado da linha avisou a polícia que ele podia ouvir as conversas no interior da mercearia. Um agente da policia apoderou-se do telefone e ficou na escuta. Quando Colibaly iniciou a oração que normalmente precede ações suicidárias dos dijahistas, policiais do GIGN invadiram a mercearia.

A ameaça terrorista sem precedente não terminou como admitiu o presidente François Hollande em pronunciamento divulgado em rede de TV. Não há risco zero em parte alguma do planeta. Mas em apenas 48 horas depois do massacre covarde na redação do semanário satírico Charlie Hebdo, os policiais franceses identificaram, localizaram, cercaram e finalmente colocaram os terroristas fora de combate.

De um país com elevado apreço pelos valores democráticos e pleno Estado de Direito foi dada resposta efetiva à situação inédita provocada pela intolerância e pelo fanatismo. A reação da França merece admiração do mundo livre e dos homens de bem.

Por Antonio Ribeiro

09/01/2015

às 10:50 \ Terrorismo

Dispostos a morrer atirando

cacher

Agentes do Grupo de Intervenção da Gendarmaria Nacional (GIGN), força de elite da polícia francesa, iniciaram negociação para tentar a rendição dos irmãos Chérif e Said Kouachi. Os principais autores do atentado terrorista em Paris que fez 12 mortos, o mais mortífero desde 1961, estão  completamente cercada pelas forças policiais,

Os irmãos Kouachi se entrincheiraram em uma gráfica situada na área industrial de Dammartin-en-Goële, no departamento Seine-et-Marne, suburbio nordeste de Paris à 15 quilômetros do aeroporporto Charles De Gaulle. Há um réfem. De acordo com Yves Albarello, deputado de Seine-et-Marne e que acompanha de perto o cerco, os terroristas estão em modo “nada a perder”. Disseram à polícia estarem dispostos a morrer atirando. Ou no jargão jihadista como “mártires”.

Mais cedo, o proprietário do carro Renault Clio roubado pelos Kouachi revelou o seguinte: “Estavam vestidos de combinação paramilitar e com armas em punho. Mostraram-se muito calmos, serenos e nada nervosos. Nem transpiravam. Jamais correram ou elevaram a voz. Tive a impressão de serem profissionais em operação. Quando sairam disseram que caso a imprensa fizesse perguntas, eu poderia dizer que eles pertencia a Al Qaeda Iêmen.”

Novo tiroteio seguido de sequestro.

Desta vez, em Vincennes, leste de Paris. O atirador armado de fuzil Kalashnikov (AK-47), metralhadora Scorpio, duas pistolas Tokarev 9 milímetros e tubos de dinamite fez, pelo menos dez reféns, entre eles, mulheres e crianças, em uma mercearia de produtos judaicos, o Hyper Casher. A polícia cercou o local. O criminoso gritou para os agentes: “Vocês sabem quem eu sou.” E como sabem. Trata-se de Amedy Coulibaly que quinta-feira assassinou uma jovem policial municipal em Montrouge com um disparo pelas costas. Ele saiu da prisão há dois meses depois de cumprir uma pena de 5 anos. Coulibaly conhece o terrorista Said Kouachi da prisão e do tempo em que faziam parte da mesma célula jihadista parisiense desmantelada no bairro de Buttes-Chaumont.

Por Antonio Ribeiro

09/01/2015

às 7:20 \ Terrorismo

Polícia francesa cerca os terroristas

graficaPor volta das 8 horas e 30 minutos, horário da França, houve um intenso tiroteio próximo a área industrial de Dammartin-en-Goële, no departamento Seine-et-Marne, suburbio nordeste de Paris à 15 quilômetros do aeroporporto Charles De Gaulle (CDG).

Os irmãos Cherif e Said Kouachi, principais autores de atentado terrorista em Paris, detém um refem no interior de uma gráfica, a Création Tendance Découverte que tem apenas 5 empregados.

O ministro do Interior da França, Bernard Cazeneuve, confirmou que uma operação policial terrestre apoiada por cinco helicópteros está em andamento. Os pousos e decolagens do aeroporto CDG estão sujeitos ao desenrolar da operação.

Agentes do Grupo de Intervenção da Polícia Nacional, GIGN na sigla em francês, a força de elite da gendarmaria francesa, iniciaram negociação tentar a rendição dos sequestradores.

De acordo com Yves Albarello, deputado do departamento Seine-et-Marne, região na qual acontece o cerco policial, os irmãos Kouachi estão entricheirados e em modo “nada a perder”. Ou seja, dispostos a morrer atirando como “mártires” no jargão dos dijahista.

A polícia foi avisada da presença dos irmãos Kouachi na área pelo proprietario de um carro roubado pelos suspeitos do atentado terrorista que fez 12 mortos, entre eles, 8 jornalistas do semanário satírico Charlie Hebdo e dois policiais. Em seguida, o veículo foi identificado em uma blitz e perseguido até a fábrica.

O fugitivo que assassinou com tiro pelas costas uma jovem policial municipal, de 26 anos de idade, em Montrouge, interpelado depois de banal acidente atomobilistico, foi identificado. Trata-se de Amedy Coulibaly, de 32 anos de idade, que já foi condenado e  cumpriu 4 anos de prisão. O assassino conhece os irmãos Kouachi da prisão e do tempo em que faziam parte da mesma célula jihadista parisiense desmantelada no bairro de Buttes-Chaumont.

Por Antonio Ribeiro

08/01/2015

às 9:47 \ Terrorismo

Terrorismo em Paris: polícia localiza os principais suspeitos

caneta

No mesmo dia do atentado terrorista em Paris, a polícia francesa identificou os dois principais suspeitos do massacre covarde no qual 12 pessoas foram executadas a sangue frio na sede do semanário satírico Charlie Hebdo: os irmãos Chérif e Said Kouachi, de 32 e 34 anos respectivamente. Os supeitos foram localizados a bordo de um veículo Renault Clio de cor cinza, na Picardia, norte da França. Uma caçada esta curso para capturar os fugitivos. Mais de 80 mil policiais participam da ação, entre eles os agentes de elite do RAID e GIGN.

Os suspeitos são de nacionalidade francesa e conhecidos do serviço de inteligência por terem participado de uma rede  jihadista que recrutava jovens para combater nas fileiras da Al Qaeda iraquiana. Chérif foi condenado em 2008 a três anos de prisão, com dezoito meses sob liberdade condicional. De acordo com o governo dos Estados Unidos, Said foi treinado pelo braço da Al Qaeda no Iêmen, o grupo terrorista mais ativo na Península Árabe (AQAP).

Embora fichados na lista de potenciais terroristas, os irmãos Kouachi nada fizeram que pudesse chamar atenção dos serviços de inteligência nos últimos meses. Ademais, são necessários, no mímino, 20 policiais para monitorar um suspeito 24 horas por dia. A França têm centenas de indivíduos com perfis semelhantes.

Na manhã de hoje, em Montrouge, 4,5 quilômetros ao sul do centro de Paris, após o furto de um carro, houve um tiroteio no qual o ladrão assassinou uma jovem policial e feriu outra pessoa. O assassino fugiu. Segundo o Ministério do Interior, o crime não tem até o momento relação com o atentado terrorista, mas é a brigada anti-terrorista que está investigando o caso.

Ao meio dia, horário de Paris, os sinos da catedral medieval Notre-Dame repicaram solenemente. Deputados se postaram na escadaria da Assembléia Nacional, o presidente François Hollande foi à sede da Policia ao lado Anne Hidalgo, prefeita da capital. Nas escolas, as aulas foram interrompidas e os estudantes ergueram-se dos assentos. Nas ruas e praças das cidades francesas respeitou-se um minuto de silêncio em homenagem às vítimas. Franceses e turistas empunharam lápis e canetas em demonstração de emotivo apreço pela liberdade de expressão e de imprensa.

Detallhe edificante: Charlie Hebdo cuja redação foi dizimada pelos terroristas irá as bancas na próxima quarta-feira com tiragem recorde: 7 milhões de exemplares. O jornal Liberation acolherá em sua redação os jornalistas do Charlie para eles preparem a edição do tabloide satírico.

Por Antonio Ribeiro

07/01/2015

às 14:03 \ Terrorismo

Mesmo combate

 

terroristasO atentado terrorista em Paris na sede do tabloide Charlie Hebdo no qual foram executadas à sangue frio 12 pessoas, entre elas 10 jornalistas durante uma reunião de pauta do semanário satírico francês, tem parentesco próximo com a patrulhagem petista ao jornalismo independente no Brasil.

Ambos movimentos têm, fundamentalmente, um só objetivo, oliás, o mesmo: calar a imprensa. A diferença entre as duas sandices é só uma questão de meios. Se os terroristas pudessem lançar mão de um “marco regulatório da mídia” muito provavelmente teriam preferido a facilidade do decreto típico de regimes totalitários. Pense bem, por que arriscariam a vida em uma manhã de frio gacial se pudessem resolver a questão com uma simples canetada no aconchego de um palácio?

Entretanto, o mundo assistirá em breve o vigor da mobilização dos cidadãos franceses em favor de um dos pilares da democracia: a liberdades de expressão e de imprensa, conquistas cuja existencia depende da defesa intransigente e permanente. Insisto no ponto essencial: a melhor homenagem que se pode prestar aos jornalistas executados a sangue frio no atentado de Paris é apoiar os jornalistas vivos que, sistematicamente, são ameaçados e patrulhados por todo tipo de truculência e intolerância.


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Por Antonio Ribeiro

07/01/2015

às 11:28 \ Terrorismo

Atentado terrorista em Paris: as primeiras imagens

Às 11 horas da manhã em Paris, dois terroristas mascarados, armados de fuzis automáticos Kalashinikov (AK47) e lança-granadas invadiram a sede do jornal satirico francês Charlie Heddo, no décimo primeiro distrito da capital, assassinando doze pessoas. Entre elas, dez jornalistas e dois policiais. O massacre ocorreu durante a reunião de pauta, momento previamente escolhido pelo numero de profissionais presentes e durou  5 minutos. Os disparos foram intercalados com gritos dos terroristas  “Vingamos o profeta”.  Trata-se do pior atentado na França desde 1995 e jamais um veículo de imprensa sofreu um ataque com igual truculência  e ousadia.

Enquanto este post é escrito, quatro pessoas estão entre a vida e a morte. Outras oito vítimas foram também feridas. O diretor do Charlie Hebdo, Stephane Charbonnier, o “Charb”, e o famoso cartunista Georges Wolinski foram mortos. O presidente da França François Hollande esteve no local, classificou o atentado de “barbarie exepcional”, enalteceu a liberdade de imprensa e prometeu capturar os autores que fugiram pela Porte de Pantin, em direção aos suburbios no norte de Paris. Hollande fará um pronunciamento hoje à noite em rede de TV. O ex-presidente da França, Nicolas Sarkozy declarou: “Foi um ataque direto, selvagem, a um dos princípios republicanos mais preciosos, a liberdade de expressão.”

A França está em estado de choque, mas em várias cidades estão sendo organizadas manifestações populares contra os atentados.


Por Antonio Ribeiro

16/04/2013

às 8:12 \ Terrorismo

“Estarei na próxima”

A onda de choque da primeira explosão derrubou Bill Iffrig. O maratonista de 78 anos de idade levantou-se e cruzou a linha de chegada –  terceira vez em Boston. Em seguida, depois da segunda explosão durante a maratona mais tradicional dos tempos modernos, o natural de Lake Stevens, no estado Washington, disse que estará presente na próxima.

Quando o terror age com sua habitual covardia, ataca a humanidade inteira. Em um primeiro instante, emergem duas perguntas. Quem fez? E a natural incompreensão, por que? Se não se sabe ainda quem, para que a “Justiça jogue todo o seu peso”, como prometeu Barack Obama, a segunda resposta é a de sempre. Embora os terroristas e seus simpatizantes da hora possam avançar as mais esdrúxulas justificativas, trata-se de uma sandice.

Da parte das pessoas de bem haverá o luto respeitoso e a solidariedade com os parentes e amigos das vítimas, na sua maioria de espectadores. Entre eles estava um bostoniano de 8 anos de idade. Como milhares, Martin Richard foi assistir ao evento que reúne atletas do mundo inteiro e congrega tantas pessoas diferentes como em nenhum outro momento na sua cidade, apaixonada por esporte e pelas cores dos locais Celtics, New England Patriots e Red Sox. A irmã de 6 anos de idade do garoto assassinado perdeu uma perna e a mãe sofreu traumatismo craniano.

Desta vez, no entanto os terroristas tocaram diretamente em um grupo de indivíduos cuja resiliência está entre as mais admiráveis do planeta. Enquanto profissionais se esforçam para chegar primeiro, raro momento do esporte onde seus companheiros são também amadores, a maior parte dos maratonistas competem contra si mesmos. A crença férrea na vitória os faz continuar em frente até a linha final. É um dos melhores exemplos para luta permanente contra o terrorismo.

A próxima grande maratona está agendada para o domingo, 21 de abril, em Londres, uma cidade que já foi atacada brutalmente pelo terror em 2005. Desde então, mais precavidos, os londrinos continuam tocando o cotidiano sem se mostrarem aterrorizados. É justamente o que a barbarie deseja menos. Não será surpresa que Boston faça igual. Nick Bitel, diretor executivo da Maratona de Londres confirmou a corrida: “Ela vai acontecer com um sistema de segurança revisto e reforçado.” O mundo livre estará torcendo para os 36.000 maratonistas, gente como Bill Iffrig, e contra o terrorismo.

LEIA TAMBÉM: “O canal e a mancha

Por Antonio Ribeiro

05/05/2011

às 3:07 \ Terrorismo

Bin Laden vivo ou morto

Casa Branca: Obama e Conselho de Segurança acompanham a operação em tempo real

Por que os Estados Unidos iriam mentir sobre a morte de alguém que poderia aparecer amanhã em vídeo no YouTube dizendo: “Olha aqui, seus bobocas, eu estou vivo!”?

O Blog de Paris no Twitter: @aribeirodeparis

Por Antonio Ribeiro

30/12/2009

às 16:56 \ Terrorismo

Apertem os cintos e mantenham a guarda

I WANT YOU

I WANT YOU

Medidas de segurança são criadas para proteger. No entanto, elas complicam o cotidiano. No transporte aéreo de massa, o efeito está entre os mais fortes. Isto porque os aviões tornaram-se alvos preferidos de terroristas. Mas para continuar operando com eficiência e rentabilidade, horários de decolagem e pouso devem ser respeitados. A equação que tenta conciliar segurança com conforto e privacidade está aumentando o tempo entre um ponto e outro. O passageiro é obrigado a chegar no aeroporto com muito mais antecedência que outrora, onde submete-se a uma bateria de controles para  o embarque. E quando nem verificações rigorosas garantem segurança?

O engenheiro mecânico nigeriano Umar Faruk Abdulmutallab, muçulmano de 23 anos,  suspeito de ter sido treinado pela rede Al Qaeda no Iêmen, passou nos controles do aeroporto de Amsterdam. Embarcou no voo transatlântico 253 da Northwest Airlines, na noite do dia 25 de dezembro. Quando o Airbus da Northwest iniciou descida para Detroit, Abdulmutallab injetou líquido químico na pentrita, poderoso explosivo não detectado pelo sistema de segurança. Não fosse o alerta de um passageiro e a intervenção de outro, que dominou Abdulmutallab, teria havido uma explosão dentro da aeronave com 290 pessoas a bordo.

Houve falhas no controle de identidade. Abdulmutallab estava entre os 550.000 nomes da Terrorist Identities Datamart Environment (TIDE), lista oficial americana de indivíduos vinculados com o terror. O pai de Abdulmutallab, um proeminente banqueiro de Lagos e ex-ministro da Nigéria, havia prevenido as autoridades americanas sobre o comportamento radical do filho. Inteligência e listagem de terroristas são recursos de prevenção adicional. Nem todo terrorista tem antecedentes criminais. Os insanos que derrubaram as Torres Gêmeas, em Nova York, tinham fichas limpas, mas embarcaram com estiletes.

O incidente no voo da Northwest encetou acalorada discussão sobre as eventuais medidas de segurança para evitar o próximo ato de terrorista no ar. Desta vez, o protagonista, é um scanner 3D capaz de mostrar os contornos do corpo inteiro do passageiro e revelar a presença de objetos suspeitos. A tecnologia de ponta é bem mais eficaz que os atuais detectores de metais e máquinas de raio-X. Ela seria capaz de identificar a massa explosiva costurada no gancho da cueca de Abdulmutallab. Teme-se, no entanto, que imagens de passageiros sem roupas possam ser surrupiadas por funcionários da segurança aeroportuária e depois, desaguarem na internet. E, aí, como faz? A julgar pelos precedentes, a segurança prima sobre a privacidade. O obstáculo real será o custo da engenhoca. Nem todo aeroporto tem recursos para se equipar. Apenas 6 aeroportos nos Estados Unidos utilizam o sistema como detector principal.

scanner

Outra medida decorrente do incidente, bem mais controversa, é a proibição aos passageiros de levantarem dos assentos, nem para ir ao banheiro acompanhado por um tripulante, durante os 90 minutos finais dos voos. E não só. Eles não poderiam ter nada no colo, seja um laptop ou um simples travesseiro. Trata-se de algo absurdo, mas sobretudo ineficiente. O que é capaz de conter um terrorista durante um voo e nos últimos minutos? Os exemplos estão aí. Resposta: outro passageiro. O vigilantismo tem sido o mais eficaz sistema contra terroristas no ar. Uma vez que o que terrorista já está a bordo, todos os sistemas anteriores falharam. Dois fatores tem contribuído para evitar a tragédias neste caso, a reação física dos passageiros contra os terroristas e o reforço das portas que dão acesso à cabine de comando.

É uma triste constatação de tempos bicudos, mas quem embarca em aviões deve estar preparado para reagir em defesa própria e dos demais passageiros.

Por Antonio Ribeiro

11/11/2009

às 8:30 \ Terrorismo

Apagão na Casa Branca

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Barack Obama foi a Fort Hood, no Texas, prestar homenagem à memória de 13 soldados, assassinados pelo major americano de origem palestina, Nidal Malik Hasan. O oficial do III Corps, de 39 anos, psiquiatra de formação, executou os colegas descarregando mais de 100 balas sob os gritos de Allahu Akbar (Deus é grande, em árabe). Logo depois do presidente discursar diante de 13 rifles M-4, capacetes, pares de botas e fotografias das vítimas, teve lugar na Ala Oeste da Casa Branca, a tradicional entrevista à imprensa do porta-voz do governo, Robert Gibbs.

Um jornalista fez uma pergunta singela – que gente impertinente! – ao porta-voz: “Segundo a Casa Branca, qual é a definição de terrorista? Gibbs apresentou o seguinte apagão: “Eu não sou funcionário do Departamento de Justiça.” A oratória de Obama é considerada uma das mais talentosas que já habitou o principal endereço da Avenida Pensilvânia, em Washington. Ontem, no entanto, véspera de uma reunião onde o presidente discutirá quantos soldados americanos adicionais aos 21.000 enviará para o Afeganistão, ela perdeu em eloquência para o silêncio do porta-voz.

Por Antonio Ribeiro
 

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