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15/05/2011

às 2:42 \ Sem Categoria

Strauss-Kahn, diretor-gerente do FMI, é detido em NY

Strauss-Khan: Da suíte do Sofitel para prisão no Harlem

O francês Dominique Strauss-Kahn, diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), foi detido pela polícia de Nova York sob acusação de “agressão sexual, sequestro e tentativa de estupro.” As últimas pesquisas de opinião pública  para eleição de presidente da França, a ser realizada em maio do ano que vem, colocavam o socialista Strauss-Kahn, de 62 anos, em primeiro lugar,  à frente de Nicolas Sarkozy. DSK, como é chamado na França tinha com 23% das intenções de voto. Era seguido por Marine Le Pen, do Front National, a extrema direita francesa, com 17% e Sarkozy, com 16%. Mais de 60% dos franceses se declaram contra a reeleição do atual presidente.

O diretor-geral do FMI desde novembro de  2007 foi abordado por  três agentes portuários americanos na primeira classe do voo 023 da Air France, dez minutos antes da decolagem do aeroporto John Fitzgerald Kennedy (JFK) com destino à Paris. Stauss-Khan que não beneficia de imunidade diplomática estava sozinho e não foi algemado. “Do que se trata?”, Straus-Khan perguntou aos policiais. A detenção faz parte de investigação a partir de queixa da uma camareira negra,de 32 anos de idade, moradora do Bronx, funcionaria no Hotel Sofitel, localizado na rua 42, perto de Times Square,  centro de Nova York. Ela  alega ter sido molestada sábado no início da tarde na suíte número 2806 cuja diária é de 3.000 dólares.

O porta-voz do Departamento de Polícia de Nova York (NYPD, na sigla em inglês), Paul Browne, contou que a camareira entrou na suíte supondo que ela estivesse desocupada. Neste momento, DSK teria saído do banheiro “completamente despido”. Ele teria agarrado a camareira em uma tentativa de força-la a deitar na cama e fazer sexo oral. Sem sucesso, o diretor-gerente do FMI trancou a porta do aposento e, em seguida, ainda segundo o porta-voz, tentou arrastar a camareira do Sofitel para o banheiro quando, mais uma vez, teria molestado sexualmente a vítima. A camareira teria resistido e, finalmente, conseguido escapar.

DNA: Policiais no Sofitel

A camareira avisou funcionários do hotel que telefonaram para a polícia. Quando os policiais chegaram ao Sofitel, encontraram o celular de DSK e outros objetos de uso pessoal, esquecidos depois de uma partida apressada. Os policiais recolheram amostras de DNA na suite ocupada por Strauss-Khan desde sexta-feira, 13 de maio. A camareira foi encaminhada para o Hospital Roosevelt para tratamento de ferimentos leves. Depois da detenção, Strauss-Khan foi levado preso para uma delegacia do Harlem, bairro no norte de ilha de Manhattan  onde está sendo interrogado pela Unidade de Vítimas Especiais da Polícia de Nova York. – trata de crimes sexuais. Ele recebeu a visita do cônsul da França em Nova York e deverá se apresentar hoje em uma audiência com juiz americano. Se condenado, a legislação do estado de Nova York prevê uma pena de até  20 anos de prisão.

Jorge Tito, gerente do Sofitel New York, declarou que a camareira trabalha no hotel depois de três anos : “Gostaria de precisar que nossa funcionária nos dá inteira satisfação tanto no que diz respeito a qualidade do seu trabalho quanto no seu comportamento.”

Benjamim Brafman,  advogado do ex-ministro da Economia e de Finanças da França entre 1997 e 1999, durante governo do socialista Lionel Jospin, e casado com a famosa ex-apresentadora de telejornais na França Anne Sinclair,  afirmou que o cliente irá se declarar “não culpado”. Sinclair declarou “não ter dúvida” da inocência do marido DSK. Brafman foi advogado de Michael Jackson quando o cantor foi acusado de pedofilia.

Piroska Nagy

Esta não é o primeira vez que o diretor-gerente do Fundo, cujo mandato vai até setembro de 2012, é acusado de abuso sexual. Em 2008, a economista a húngara Piroska Nagy, alta funcionária do FMI para assuntos africanos e europeus,  ex- mulher do presidente do Banco Central da Argentina,  Mario Blejer, declarou ter sido molestada pelo chefe. O FMI à época apoiou seu diretor-geral embora tenha avaliado que Strauss-Khan havia cometido um “grave erro de julgmento.” O diretor-geral pediu desculpas aos subordinados e a mulher Sinclair. Nagy acabou sendo demitida junto com 600 funcionários em um plano de contenção de despesas elaborado por Strauss-Khan.

O FMI emitiu um comunicado lacônico informando que tomou conhecimento da detenção do seu diretor-gerente e que o organismo financeiro mundial continua “totalmente operacional e ativo” sob comando  interino do americano John Lipsky, o número 2 na hierarquia.

O deputado do Partido Socialista francês Jean-Chistophe Cambadelis afirmou que o “episódio não parece com os atos de Strauss-Khan”. Para Marine Le Pen, candidata declarada à presidência pela Front National, a carreira política de  Strauss-Khan está “encerrada”. Em entevista a TV France 2, o porta-voz do governo francês, François Bairon, recomendou “extraordinária prudência nas análises, comentários e respeito ao princípio de presunção de inocência”. O encontro de DSK com Angela Merkel para tratar da crise na Grécia, Portugal e Irlanda, previsto para hoje, foi retirado da agenda da chanceler alemã.

Leia o post do Blog de Paris: “Algemado, Strauss-Kahn deixa a delegacia do Harlem para exame de corpo delito. Na França, denúncia reaparece.”

Acompanhe a cobertura completa e atualizações permanentes sobre a prisão de Dominique Strauss, diretor-gerente do FMI, aqui no Blog de Paris.

Por Antonio Ribeiro

23/09/2010

às 18:46 \ Sem Categoria

Como é? Jornalistas contra a imprensa?

O Estado de São Paulo: “Protesto contra a imprensa marcado para hoje a partir das 19 horas no Sindicato dos Jornalistas de São Paulo.”

Em quase 30 anos no ofício, já vimos um montão nos quatro cantos do planeta, mas igual, é inédito.

Por Antonio Ribeiro

16/06/2010

às 18:21 \ Sem Categoria

Uma fotografia, nenhuma palavra

Pronto. Missão cumprida. A candidata do PT, Dilma Rousseff, posou para fotografias ao lado do presidente da França, Nicolas Sarkozy. E cumprida com louvor. Recebeu beijos na despedida de um encontro de 25 minutos no Palácio do Elysée, em Paris, solicitado pela candidata. Mas os marqueteiros de Dilma queriam mais. A entrada no interior do palácio do cinegrafista que a equipe da candidata leva a tiracolo na turnê promocional pela Europa. O objetivo era registrar o encontro de Rousseff com Sarkozy para o horário de propaganda eleitoral. O protocolo presidencial francês brecou a idéia.

Houve quem desejasse saber o que foi tratado no encontro imediatamente antes da sessão fotográfica e pelo qual Dilma classificou de “muito bom, muito gentil”. A candidata gastou um minuto e cinqüenta e dois segundos relatando platitudes. Um raro momento onde o discurso reflete exatamente o que aconteceu. Em uma palavra: nada. Antes de ser convidada gentilmente a deixar o pátio devido à chegada de um outro visitante, o chefe da igreja maronita libanesa, patriarca Nasrallah Boutros Sfeir, sobrou tempo para perguntar sobre a compra dos 36 Rafales franceses para a Força Aérea Brasileira (FAB) .

O maior gasto militar da história do Brasil — 12 bilhões de reais — não poderia estar fora da conversa entre a eventual presidente do país com Sarkozy. Embora fosse como apostar na vitória da Espanha contra a Suíça, a zebra desfilou a seu modo não só na Copa mas também na capital da França . “Não tratamos do assunto”, disse a canditada do PT. Mais cedo, Dilma recebeu o apoio à sua candidatura da principal  adversária de Sarkozy, a secretária-geral do Partido Socialista francês, Martine Aubry. O que é perto de nada.

Fora do roteiro, o brasileiro José Tadeu, ligado ao PT de Brasília, apareceu em frente ao hotel cinco estrelas Champs Elysée Plaza onde Dilma se hospedadou. No momento em que a candidata do PT despedia-se de Aubry, em mais uma sessão de fotografias, Tadeu  começou a gritar em português: “Sarney é igual a Hitler, Sarney é igual a Hitler, aqui é a França.” Dilma reganhou rápido sua suíte. Atônita, Martine Aubry quis saber quem era Sarney?

Por Antonio Ribeiro

16/06/2010

às 6:39 \ Sem Categoria

O Brasil luta sem classe: “Dilma! Dilma!”

Terminado o primeiro tempo da partida contra a Coréia do Norte, onde o Brasil lutou sem classe, o militante petista tentou fazer um coro pegar no tranco, em Paris: “Dilma!, Dilma!, Dilma para presidente!” As trezentas pessoas presentes no Cabaret Sauvage, sala de espetáculos da capital francesa, lugar em que Dilma Rousseff escolheu para ver a estréia do time de Dunga, não deram a mínima bola. A candidata empatou. Assistiu ao jogo pelo telão, longe da “comunidade brasileira” local. Ficou retrancada em um camarote, ao lado do secretário geral do PT, deputado José Eduardo Cardozo, e de Eduardo Cypel, brasileiro naturalizado francês, conselheiro regional da Ile de France pelo Partido Socialista.

“Eu não sou comentarista esportivo, passei o primeiro tempo esperando o gol”, disse a candidata, vestida com a camisa amarela, quando perguntada sobre o desempenho da equipe brasileira. Mas a respeito da decisão do presidente Lula em sancionar o projeto que concede reajuste de 7,72% aos aposentados que recebem mais do que o salário mínimo, a resposta veio de bate pronto: “O presidente combinou a robustez fiscal, ao não aprovar integralmente o ajuste, e levou em conta a situação dos aposentados.  A decisão é muito ponderada e correta. Você não pode ficar por aí gastando por conta, mas também deve considerar a situação dos aposentados.”

O giro europeu da candidata do PT chegou a ser considerada como uma fuga aos debates no Brasil. Em Paris, pode se constatar que, ao menos neste aspecto, Dilma Rousseff mantém alguma coerência. Foi lhe apresentada a dúvida de onde sairia o 1,6 bilhão de reis adicionais no orçamento para pagar o reajuste dos aposentados. Ela achou melhor dar as costas à pergunta. Entrou na Mercedes Benz negra e deixou o Cabaré Selvagem. Tampouco quis dizer se iria tratar da compra dos 36 caças Rafale para FAB, no encontro que terá com Nicolas Sarkozy. “Não vou me manifestar sobre questões do governo porque eu não tenho mandato para isso. Não posso dizer que vai ser assim, assado” , esquivou.

Em plena campanha eleitoral, o que mais interessa Dilma nesta viagem européia é posar para fotografias ao lado de Nicolas Sarkozy, Durão Barroso, José Luis Zapatero e José Sócrates. O objetivo é tentar forjar uma imagem de estadista. Sem a companhia de Lula e de carisma para compensar a falta de preparo em questões substanciais, ela lembra mais uma viúva desamparada. A camisa amarela pesa quando o jogo é de verdade.

Por Antonio Ribeiro

13/04/2010

às 10:59 \ Sem Categoria

Ouro ao bandido

Ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, adula Mahmoud Ahmadinejad.

Ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, entrega camisa da seleção a Mahmoud Ahmadinejad.

Por Antonio Ribeiro

07/07/2009

às 18:23 \ Sem Categoria

Divergência entre o salto alto e o degrau

Por Antonio Ribeiro

01/04/2009

às 11:04 \ Sem Categoria

Villanova boa nova

Carlos Villanova, o secretário adjunto de comunicação da Presidência da República, fez o que pôde e o que não pôde para saber com os jornalistas brasileiros quais perguntas eles iriam fazer a Lula. Não se pode negar que falta ao diplomata vocação para emissário em territórios que não se deve visitar. Para usar um eufemismo, o rapaz é desinibido.

Por Antonio Ribeiro

22/03/2009

às 14:11 \ Sem Categoria

Duas capas da revista TIME

Por Antonio Ribeiro

15/02/2009

às 10:11 \ Sem Categoria

Vamos de mal a pior

A Sociedade Secreta do Pentagrama (SSP) apresentou uma nova teoria na praça. Ela sustenta que o aumento de atos xenófobos contra brasileiros na Europa está na razão direta da crise econômica do Velho Continente. Assim como a afirmação de Von Klaus Hart, correspondente em São Paulo do jornal suíço Neue Zürcher Zeitung, que em cada dez brasileiros, sete são xenófobos, ainda não foi apresentado os dados nos quais a SSP baseou-se para formular o novo postulado. É pouco provável que eles surjam com a mesma velocidade que o vaticínio formulado por Lula e Celso Amorim no caso da advogada pernambucana Paula Oliveira. E justiça seja feita, nem com a rapidez em que o Instituto de Medicina Forense da Universidade de Zurique apresentou seu relatório.

Por Antonio Ribeiro

 

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