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23/05/2011

às 3:15 \ Sem Categoria

DSK: A prisão de luxo

Dominique Strauss-Kahn está em um apartamento temporário que serve de prisão domiciliar por 4 250 dólares mensais. O prédio fica no numero 71 da rua Broadway, no sul da ilha de Manhattan, próximo ao Marco Zero, onde houve o atentado às Torres Gêmeas no dia 11 de setembro de 2001. Trata-se de uma discreta mini prisão de luxo privada e monitora circuito de cameras de video.

O Empire Building, de 21 andares, fachada de granito branco de estilo neo-clássico, no qual habitam  também moradores na mesma condição de DSK, é de propriedade da companhia de segurança privada Stroz Friedberg, que tem o aval da promotoria de Nova York para vigiar o acusado de tentativa de estupro e agressão sexual à imigrante africana Nafissatou Diallo, camareira do Sofitel New York. A empresa prestou serviços similares no caso do maior estelionatário conhecido, Bernard Madoff.

O ex-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI) e  principal candidato da oposição socialista a Nicolas Sarkozy nas eleições presidenciais da França de maio 2012 terá que usar um dispositivo eletrônico atado ao tornozelo para rastreamento por GPS em tempo real.  DSK não poderá abandonar o perímetro da residência salvo para visitas médicas, ir ao culto religioso semanal, encontrar os advogados e atender as convocações judiciais. A Suprema Corte do estado de Nova York deverá ser avisada com 6 horas de antecedência de qualquer abandono da prisão domiciliar. DSK deverá ser julgado por um júri popular no início do ano que vem.

Leia o post do Blog de Paris: “DSK deixa prisão de Rickers Island sob condicional severa

Por Antonio Ribeiro

20/05/2011

às 18:53 \ Sem Categoria

DSK deixa a prisão de Rickers Island sob condicional severa

Depois de uma tentativa frustrada, a família de Dominique Strauss-Kahn conseguiu alugar um apartamento temporário que vai servir de prisão domiciliar por 4 250 dólares mensais. O prédio fica no numero 71 da rua Broadway, no sul da ilha de Manhattan, próximo ao Marco Zero, onde houve o atentado às Torres Gêmeas no dia 11 de setembro de 2001. O Empire Building, de 21 andares,  e fachada de granito branco de estilo neo-clássico, é de propriedade de uma empresa de segurança no qual habitam  também moradores na mesma condição de DSK. Trata-se de uma discreta mini prisão de luxo privada.

Mais cedo, o proprietário do apartamento no número 210 Leste da rua 65, desistiu de alugar o imóvel  quando soube a identidade do inquilino. O apartamento, no elegante Bristol Plaza, seria alugado em nome de Anne Sinclair, mulher de DSK, por 14 000 dólares mensais. Alguns moradores do Bristol acharam inconveniente a presença do novo vizinho que poderia atrair dezenas de paparazzi. Por algumas horas, a única morada certa do ex-diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), em Nova York, era uma cela de 12 metros quadrados na insalubre prisão da Rikers Island, o maior complexo penitenciário do mundo – 1,7 quilômetros quadrados para 14 000 detentos.

A liberdade condicional do acusado de tentativa de estupro e agressão sexual à imigrante africana Nafissatou Diallo, camareira do Sofitel New York, o obriga a ter um endereço monitorado por circuito interno de vídeo, alarmes contra fuga e vigiado em tempo integral por, pelo menos, um agente armado da companhia de segurança privada Stroz Friedberg, que tem o aval da promotoria e prestou serviços similares no caso do maior estelionatário conhecido, Bernard Madoff. Os custos, estimados em 200 000 dólares mensais, são inteiramente pagos pelo acusado. O principal candidato da oposição socialista a Nicolas Sarkozy nas eleições presidenciais da França de maio 2012 terá que usar um dispositivo eletrônico atado ao tornozelo para rastreamento por GPS em tempo real.

"DSK: Não no meu quintal"

DSK não poderá abandonar o perímetro da residência salvo para visitas médicas, ir ao culto religioso semanal, encontrar os advogados e atender as convocações judiciais. A Suprema Corte do estado de Nova York deverá ser avisada com 6 horas de antecedência de qualquer abandono da prisão domiciliar. Ainda que Strauss-Kahn tenha assinado documento que permite à Justiça americana pedir sua extradição em qualquer país sem passar por um magistrado, o promotor adjunto John McConnell, afirmou que DSK tem “boas razões para fugir dos EUA”. Se condenado com penas acumuladas, o acusado arrisca uma sentença de 74 anos de encarceramento. Ou seja, o resto da vida. DSK deverá ser julgado por um júri popular no início do ano que vem.

Leia o o post do Blog de Paris: “DSK é indiciado. Aguardará o julgamento em liberdade condicional nos EUA. Fiança é de 6 milhões de dólares.”

Por Antonio Ribeiro

19/05/2011

às 16:11 \ Sem Categoria

DSK é indiciado. Aguardará o julgamento em liberdade condicional nos EUA. Fiança é de 6 milhões de dólares.

Dominique Strauss-Kahn, ex-diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), foi formalmente indiciado pelo Tribunal Criminal de Manhattan, depois de ouvir a decisão de 23 eleitores nova-iorquinos sorteados para o processo. Isso significa que DSK será julgado pela Suprema Corte do estado de Nova York no inicio de 2012.

O juiz Michael Obus concedeu liberdade condicional contra a fiança de um milhão de dólares, em dinheiro líquido,  depósito de garantia no valor de cinco milhões de dólares, prisão domiciliar em Nova York, vigilância permanente de agente armado pago pelo acusado, porte de dispositivo eletrônico atado ao tornozelo para rastreamento por GPS em tempo real, confisco do passaporte e de documentos oficiais de trânsito livre que  facilitam a saída dos Estados Unidos.

Somados o aluguel de apartamento e os dispositivos de seguraça – e sem contar com a parte mais cara, os honorários dos advogados – estima-se em  200 000 dólares por mês  a despesa do acusado  para ficar longe da prisão de Rickers Island.

Pesam sobre o principal candidato da oposição socialista a Nicolas Sarkozy nas eleições presidenciais da França de maio 2012 sete acusações. Entre elas: de ato sexual criminoso, tentativa de estupro, cárcere privado,  abuso e manipulação sexual sem consentimento contra Nafissatou Diallo, camareira do Hotel Sofitel New York. A mais grave prevê pena de 25 anos de prisão. Todas aculmuladas totalizam 74 anos de encarceramento.

Para o promotor ajunto John McConnell, DSK tem “boas razões para fugir dos EUA” e a legislação da França não permite extradição dos seus nacionais. Em contrarpartida, William Taylor, um dos  advogados de Strauss-Kahn, argumentou que o acusado é um “homem honrado” e que não há mais garantias possíveis para impedir a fuga do que as que foram apresentadas pela defesa.  Em resposta aos que reclamam do tratamento judicial a DSK, o procurador Cyrus Vance Jr. foi enfático:  “Nosso trabalho é conduzido neste caso, da mesma maneira que em todos os outros, por um princípio: fazer o certo sem medo ou favor e sem importar com as consequências.”

Anne, mulher de DSK, e a filha Camille Strauss-Kahn estavam sentadas nas cadeiras da primeira fila reservada ao público no tribunal. A milionária franco-americana Anne Sinclair, de 62 anos de idade, ex-apresentadora vedete do programa dominical de entrevistas com políticos “7 sur 7” no canal privado de TV francês TF1, deixou a profissão para evitar incompatibilidade quando o marido tornou-se ministro das Finanças do governo socialista de Lionel Jospin. Sinclar. Casada com DSK desde 1991 e com quem não teve filhos, ela  tornou-se o mais ativo cabo eleitoral do marido. “Não duvido nem um segundo da inocência do meu marido”, disse a locatária do apartamento que servirá de prisão domiciliar para Strauss-Kahn.

Leia o post do Blog de Paris: “Strauss-Kahn: o roteiro que a polícia já descobriu até agora

Por Antonio Ribeiro

19/05/2011

às 13:40 \ Sem Categoria

Strauss-Kahn: o roteiro que a polícia já descobriu até agora

Por volta de 12h em Nova York, sábado, dia 14 de maio, Nafissatou Diallo entrou na suíte 2806 do Hotel Sofitel New York. A polícia ainda não determinou exatamente como a camareira acedeu aos aposentos cuja diária é de 3 000 dólares. Ou seja, se utilizou um cartão magnético se alguém abriu a porta ou se ela já estava aberta. Um funcionário do hotel estaria neste instante presente no interior da suíte para recolher material de room service – pratos, copos talheres do café da manhã. Nesta altura, DSK estaria dentro do banheiro. Tanto a camareira quando o outro empregado afirmam que não sabiam da presença de DSK no banheiro. O funcionário teria saído em seguida a chegada de Diallo com o carrinho de material de limpeza.

Entre 12h29 e 12h30,  câmeras de vídeo do circuito interno do Sofitel registraram DSK saindo apressadamente do hotel sem passar pela recepção. Ele teria tomado um táxi para ir almoçar com a filha Camille Strauss-Kahn às 12h45 em um restaurante próximo ao Sofitel que fica na rua 42.

As 13h32 a polícia recebeu telefonema pelo número de urgência 911 de um funcionário do Sofitel indicando que queriam informar a ocorrência de uma agressão sexual. A gerência do hotel afirma que levou em torno de uma hora para comunicar a polícia porque a camareira estava em estado de choque e o relato da funcionária era tão surpreendente que gostariam de avaliar os fatos antes de avisar a polícia.

Os policiais chegaram ao Sofitel treze minutos depois de serem avisados, ou seja, às 13h45

As 15h30, aparentemente do Aeroporto Internacional de Nova York John Fitzgerald Kennedy (JFK), Dominique Strauss-Kahn telefonou para hotel pedindo para levarem até ele o telefone celular esquecido na suíte. Os policiais disseram para aceitarem o pedido a condição de que DSK informasse exatamente onde ele estava.

As 16h30 dois agentes do Port Authority, policiais portuários, entraram na primeira classe do voo 023 da Air France (New York-Paris) e abordam Strauss-Kahn. Ele perguntou: “Do que se trata?” Os policiais levaram DSK algemado para uma delegacia no Harlem.

Leia o post do Blog de Paris: Renúncia de DSK é previsão pragmática de calvário

Por Antonio Ribeiro

19/05/2011

às 2:22 \ Sem Categoria

Renúncia de DSK é previsão pragmátiga de calvário

O preso número 09132366L do Departamento Correcional da Cidade de Nova York renunciou ao cargo de diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI). Dominique Strauss-Kahn, de 62 anos, principal candidato da oposição nas eleições presidenciais francesas de maio de 2012, enviou carta ao seu empregador em Washington – recebia salário de 441 000 dólares anuais e mais ajuda moradia de 76 000 dólares – justificando sua decisão: “Eu vou dedicar todas minhas forças, todo meu tempo e toda minha a energia para demonstrar minha inocência.” A demissão foi aceita pelo Conselho Executivo do Fundo. Em efeito, o americano John Lipsky ocupa de forma interina a chefia. Christine Lagarde, Ministra de Finanças da França é a  favorita em uma disputa na qual as partes interessadas ainda não definiram oficialmente seus candidatos.

O desempregado, casado com a milionária franco-americana Anne Sinclair, de 62 anos de idade, ex-apresentadora vedete da TV francesa TF1, está sob sete acusações formuladas pelo promotor John McConell, adjunto de Cyrus Vance Jr, o filho do ex-secretário de estado do governo Jimmy Carter. Entre elas: ato sexual criminoso, tentativa de estupro, cárcere privado,  abuso e manipulação sexual sem consentimento. A juíza Melissa Jackson, do Tribunal Criminal de Manhattan, acolheu a denuncia, ordenou o confisco do passaporte e prisão preventiva em cela de 12 metros quadros no setor leste – reservada para detentos com doenças contagiosas – da prisão da Ilha Rickers, o maior complexo penitenciário do planeta. O presidiário esta sendo monitorado a cada quarto de hora para evitar tentativa de suicídio, embora até os cadarços dos sapatos tenham sido confiscados.

A magistrada Jackson satisfez os interessados na sua decisão alegando a possibilidade do acusado de fugir dos Estados Unidos e embasada na circunstância da captura. Ou seja, 10 minutos antes do voo 023 da Air France decolar para Paris. Mas não só. O exame de corpo de delito de Strauss-Khan – procedimento normal nos trinta casos diários de agressão sexual tratados pela Unidade de Vitimas Especiais  de Nova York – corrobora com  as queixas da suposta vítima. Nafissatou Diallo, imigrante da Guiné, de 32 anos de idade, viúva e mãe de uma adolescente de 15 anos de idade, moradora do High Bridge Apartments,  dois prédios nos quais a Harlem United Community AIDS Center alugam moradia para adultos soropositivos de renda modesta – seu apartamento não está nesta categoria – é camareira exemplar, segundo o seu gerente,  há três anos do Hotel Sofitel New York, onde teria ocorrido o crime.

A renúncia de DSK, como ele é mais conhecido entre seus conterrâneos franceses, é previsão bem pragmática do futuro. Hoje ou amanhã, serão sorteados de 16 a 23 eleitores nova-iorquinos para determinar oficialmente as acusações e depois de ouvidos testemunhos, a defesa e a promotoria, decidir se o acusado dever ir a júri popular, desta vez com 12 jurados e 2 suplentes. Se for o caso,  só deverá acontecer no início de 2012 e com duração longa. Se for condenado com acúmulo de penas, Strauss-Kahn pode pegar até 74 anos de prisão, mas poderá recorrer, em ultima instância, aos juízes da Suprema Corte americana.

A qualquer momento do processo, o acusado pode declarar-se culpado. Neste caso, serão abertas negociações entre os advogados e o promotor para anular certas acusações e atenuar eventual sentença. DSK conta com a ajuda do famoso advogado das “causas desesperadas”, Benjamin Brafman, ex-defensor do cantor Michael Jackson contra acusações de pedofilia. Hoje, ele tentará novamente obter junto ao juíz Michael Obus a liberdade condicional do cliente contra a fiança de um milhão de dólares e porte bracelete eletrônico para rastreamento em tempo real. Ainda. Brafmam vai propor a juiza moradia menos severa e mais próxima do tribunal para o DSK, o apartamento da filha do acusado, Camille, de 26 anos, no elegante Upper East Side de Nova York.

Por Antonio Ribeiro

16/05/2011

às 13:40 \ Sem Categoria

Strauss-Kahn continuará preso em Nova York

O advogado Benjamin Brafman e Strauss-Kahn: fiança de um milhão de dólares recusada

A juíza Melissa Jackson, da Corte Criminal de Manhattan, recusou o pedido de liberdade condicional mediante a fiança de um milhão de dólares proposto pelos advogados de Dominique Strauss-Kahn, de 62 anos. A magistrada negou até a liberação com porte do acusado de pulseira eletrônica para rastreamento em tempo real. O diretor-gerente do FMI continuará em prisão preventiva em Nova York. O candidato favorito da oposição francesa às eleições presidenciais de maio 2012 é acusado de “ato sexual criminoso, tentativa de estupro, detenção ilegal,  abuso sexual e manipulação sem consentimento” contra uma imigrante africana, de 32 anos de idade,  mãe solteira de uma adolescente  e camareira depois 3 anos no Hotel Sofitel New York, onde teria ocorrido os crimes.

A juíza Jackson justificou o procedimento: “O que conta hoje não é se o acusado é culpado ou não, mas o risco dele fugir do país. O que acontenceu sábado, no aeroporto levanta questões.” A decisão se respalda também nos exames de corpo de delito que corroboram com queixa e na abertura de um outro processo semelhante contra DSK. A magistrada aifirmou que imagens do circuito interno do Sofitel mostram o acusado saindo rapidamente do hotel. O metódico promotor adjunto John McConell lembrou que o diretor-gerente do FMI é um homem com contatos privilegiados o que facilitaria sua fuga dos Estados Unidos. Ele evocou a dificuldade da Justiça americana para extraditar o diretor de cinema franco-polonês Roman Polanski, condenado  na Califórnia por abuso sexual de uma adolescente de 13 anos. “Se o acusado fugir, não teremos meios de julgá-lo.” A defesa alega ter um álibi: no momento da eventual agressão, DSK estaria almoçando com a filha que mora em Nova York.  Uma nova audiência está prevista para sexta-feira, 20 de maio.

Na França, a imagem de Dominique Strauss-Kahn é a do socialista pragmático com a realidade da economia de mercado. Contrário aos seus colegas de partido, ele é capaz de provocar alguma simpatia nos eleitores de centro e da direita francesa. Sua passagem pelo ministério da Economia durante o governo do ex-primeiro-ministro Lionel Jospin forjou a crença de que a chegada ao cargo de diretor-gerente do FMI foi uma consequencia merecida. A fama de mulherengo compulsivo não é  novidade para os franceses: ela chega a ser referência jocosa quando o assunto é a conduta sexual dos dirigentes, presente nas conversas, mas longe dos jornais devido a rigorosa legislação que protege a vida privada.

As imagens do principal político da esquerda francesa, o próximo Presidente da República em potencial, saindo algemado de uma delegacia do bairro nova-iorquino do Harlem ou junto com delinquentes nas barras de um tribunal de Manhattan, pode ser quase uma banalidade para os americanos que já viram figurões na mesma situação. Os franceses estão mais acostumados a assistir este tipo de cena no seriado de TV, Law & Order, programa popular aos domingos à noite quando as crianças já foram dormir. Na França, mostrar imagem de um indivíduo ainda sem ter sido condenado pela Justiça é passível de multa pesada. Em um primeiro instante, TVs francesas hesitaram mostrar DSK em situação desavantajada. Finalmente foram em frente apoiadas pela lei que assegura o direito de informação livre.

O advogado das “causas desesperadas” Benjamin Brafman – defendeu o cantor Michael Jackson contra acusações de pedofilia – contratado por DSK é uma unidade de medida da gravidade do processo. Se condenado com acúmulo de penas – mais de 60 anos – Strauss-Kahn pode passar o resto dos seus dias na prisão. Um júri popular de 13 a 20 cidadãos americanos será constituído nos próximos dias para ouvir a defesa e a promotoria com a presença do réu. Enquanto sua sorte não for decidida, Strauss-Kahn aguardará 12 metros quadrados da prisão da Ilha Rickers, o maior complexo penitenciário do mundo, “o túmulo”, segundo os nativos. DSK será acordado às 6h para o café da manhã servido meia hora depois e bem menos sortido que no Hotel Sofitel da rua 42.

Strauss-Kahn pode ser acusado de agressão sexual também na França. Leia aqui.

Por Antonio Ribeiro

16/05/2011

às 3:02 \ Sem Categoria

Algemado, Strauss-Kahn deixa a delegacia do Harlem para exame de corpo de delito. Na França, denúncia reaparece.

Strauss-Kahn é escoltado por policias da Unidade de Vítimas Especiais que investigam crimes sexuais

Depois de ser reconhecido pela suposta vítima de agressão sexual – uma imigrante africana, de 32 anos, moradora do Bronx e camareira há 3 anos no Hotel Sofitel de New York  –, Dominique Strauss-Kahn foi levado ao Hospital Kings County para fazer exame de corpo de delito e recolher amostras de DNA entre as unhas  das mãos e na pele. Os policiais reunem provas que podem ajudar a condenar o diretor-gerente do FMI em até 20 anos de prisão. Hoje, DSK, como é conhecido na França, participa de audiência com um juiz na qual será informado das acusações e se será liberado mediante a fiança ou se continua preso. Juristas estimam que se houver fiança, ela será na ordem de milhões de dólares.

Tristane Banon

Na França, as acusações da jovem escritora Tristane Banon voltaram a ganhar força. Em 2007, durante um programa de televisão ‘Grand N’Importe Quoi’, Banon relatou episósidio violento em que DSK tentou estupra-la durante encontro em um elegante apartamento vazio em Paris. “Nós brigamos a ponto de rolar no chão”, contou. À época, o canal de TV a cabo Paris Première, temendo a rigorosa lei francesa de proteção a vida privada, colocou um sinal sonoro sempre que o nome de DSK foi pronunciado. Ontem, Anne Mansouret, a mãe da escritora e conselheira regional socialista da Alta Normandia, confirmou durante entrevista a TV France 3 que a filha sofreu de fato uma tentativa de agressão sexual de DSK. Mansouret disse que confrontou o colega de partido Strauss-Kahn com a pergunta: “O que houve?” A resposta teria respondido: “Não sei, fiquei louco.” DSK pode ser indiciado criminalmente também na França.

A prisão de Dominique Strauss-Kahn deixa o Partido Socialista sem o seu principal candidato e líder nas pesquisas de voto contra o presidente Nicolas Sakozy nas eleições presidenciais de maio de 2012. Ainda que mais 60% dos franceses declaram não desejar a releição do atual Presidente da República, Strauss-Kahn era visto como o candidato de consenso nas tradicionais divergencias internas do PS. Mas sobretetudo, um nome capaz de seduzir eleitores do centro e centro-direita. Agora, o PS será obrigado apresentar velhas opções bem menos expressivas como François Hollande, Martine Aubry e até a candidata derrota nas últimas presidenciais, Sególène Royal.

A candidata do Front National, Marine Le Pen, segundo lugar nas pesquisas, é a grande beneficiada com a ausência de DSK na disputa. No entanto, desde sua criação, o partido da extrema-direita xenófoba francesa só conseguiu eleger prefeitos, vereadores e conselheiros regionais. O único resultado significativo foi a chegada de ao segundo turno do pai de Marine, Jean-Marie Le Pen que em seguida tomou uma surra eleitoral de Jacques Chirac. Marine pode parecer menos radical que o pai, mas para chegar ao Palácio Elissée vai precisar mais bem do que isso.

Leia o post do Blog de Paris: “Strauss-Kahn, diretor-gerente do FMI, é detido em NY

Por Antonio Ribeiro

15/05/2011

às 2:42 \ Sem Categoria

Strauss-Kahn, diretor-gerente do FMI, é detido em NY

Strauss-Khan: Da suíte do Sofitel para prisão no Harlem

O francês Dominique Strauss-Kahn, diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), foi detido pela polícia de Nova York sob acusação de “agressão sexual, sequestro e tentativa de estupro.” As últimas pesquisas de opinião pública  para eleição de presidente da França, a ser realizada em maio do ano que vem, colocavam o socialista Strauss-Kahn, de 62 anos, em primeiro lugar,  à frente de Nicolas Sarkozy. DSK, como é chamado na França tinha com 23% das intenções de voto. Era seguido por Marine Le Pen, do Front National, a extrema direita francesa, com 17% e Sarkozy, com 16%. Mais de 60% dos franceses se declaram contra a reeleição do atual presidente.

O diretor-geral do FMI desde novembro de  2007 foi abordado por  três agentes portuários americanos na primeira classe do voo 023 da Air France, dez minutos antes da decolagem do aeroporto John Fitzgerald Kennedy (JFK) com destino à Paris. Stauss-Khan que não beneficia de imunidade diplomática estava sozinho e não foi algemado. “Do que se trata?”, Straus-Khan perguntou aos policiais. A detenção faz parte de investigação a partir de queixa da uma camareira negra,de 32 anos de idade, moradora do Bronx, funcionaria no Hotel Sofitel, localizado na rua 42, perto de Times Square,  centro de Nova York. Ela  alega ter sido molestada sábado no início da tarde na suíte número 2806 cuja diária é de 3.000 dólares.

O porta-voz do Departamento de Polícia de Nova York (NYPD, na sigla em inglês), Paul Browne, contou que a camareira entrou na suíte supondo que ela estivesse desocupada. Neste momento, DSK teria saído do banheiro “completamente despido”. Ele teria agarrado a camareira em uma tentativa de força-la a deitar na cama e fazer sexo oral. Sem sucesso, o diretor-gerente do FMI trancou a porta do aposento e, em seguida, ainda segundo o porta-voz, tentou arrastar a camareira do Sofitel para o banheiro quando, mais uma vez, teria molestado sexualmente a vítima. A camareira teria resistido e, finalmente, conseguido escapar.

DNA: Policiais no Sofitel

A camareira avisou funcionários do hotel que telefonaram para a polícia. Quando os policiais chegaram ao Sofitel, encontraram o celular de DSK e outros objetos de uso pessoal, esquecidos depois de uma partida apressada. Os policiais recolheram amostras de DNA na suite ocupada por Strauss-Khan desde sexta-feira, 13 de maio. A camareira foi encaminhada para o Hospital Roosevelt para tratamento de ferimentos leves. Depois da detenção, Strauss-Khan foi levado preso para uma delegacia do Harlem, bairro no norte de ilha de Manhattan  onde está sendo interrogado pela Unidade de Vítimas Especiais da Polícia de Nova York. – trata de crimes sexuais. Ele recebeu a visita do cônsul da França em Nova York e deverá se apresentar hoje em uma audiência com juiz americano. Se condenado, a legislação do estado de Nova York prevê uma pena de até  20 anos de prisão.

Jorge Tito, gerente do Sofitel New York, declarou que a camareira trabalha no hotel depois de três anos : “Gostaria de precisar que nossa funcionária nos dá inteira satisfação tanto no que diz respeito a qualidade do seu trabalho quanto no seu comportamento.”

Benjamim Brafman,  advogado do ex-ministro da Economia e de Finanças da França entre 1997 e 1999, durante governo do socialista Lionel Jospin, e casado com a famosa ex-apresentadora de telejornais na França Anne Sinclair,  afirmou que o cliente irá se declarar “não culpado”. Sinclair declarou “não ter dúvida” da inocência do marido DSK. Brafman foi advogado de Michael Jackson quando o cantor foi acusado de pedofilia.

Piroska Nagy

Esta não é o primeira vez que o diretor-gerente do Fundo, cujo mandato vai até setembro de 2012, é acusado de abuso sexual. Em 2008, a economista a húngara Piroska Nagy, alta funcionária do FMI para assuntos africanos e europeus,  ex- mulher do presidente do Banco Central da Argentina,  Mario Blejer, declarou ter sido molestada pelo chefe. O FMI à época apoiou seu diretor-geral embora tenha avaliado que Strauss-Khan havia cometido um “grave erro de julgmento.” O diretor-geral pediu desculpas aos subordinados e a mulher Sinclair. Nagy acabou sendo demitida junto com 600 funcionários em um plano de contenção de despesas elaborado por Strauss-Khan.

O FMI emitiu um comunicado lacônico informando que tomou conhecimento da detenção do seu diretor-gerente e que o organismo financeiro mundial continua “totalmente operacional e ativo” sob comando  interino do americano John Lipsky, o número 2 na hierarquia.

O deputado do Partido Socialista francês Jean-Chistophe Cambadelis afirmou que o “episódio não parece com os atos de Strauss-Khan”. Para Marine Le Pen, candidata declarada à presidência pela Front National, a carreira política de  Strauss-Khan está “encerrada”. Em entevista a TV France 2, o porta-voz do governo francês, François Bairon, recomendou “extraordinária prudência nas análises, comentários e respeito ao princípio de presunção de inocência”. O encontro de DSK com Angela Merkel para tratar da crise na Grécia, Portugal e Irlanda, previsto para hoje, foi retirado da agenda da chanceler alemã.

Leia o post do Blog de Paris: “Algemado, Strauss-Kahn deixa a delegacia do Harlem para exame de corpo delito. Na França, denúncia reaparece.”

Acompanhe a cobertura completa e atualizações permanentes sobre a prisão de Dominique Strauss, diretor-gerente do FMI, aqui no Blog de Paris.

Por Antonio Ribeiro

23/09/2010

às 18:46 \ Sem Categoria

Como é? Jornalistas contra a imprensa?

O Estado de São Paulo: “Protesto contra a imprensa marcado para hoje a partir das 19 horas no Sindicato dos Jornalistas de São Paulo.”

Em quase 30 anos no ofício, já vimos um montão nos quatro cantos do planeta, mas igual, é inédito.

Por Antonio Ribeiro

16/06/2010

às 18:21 \ Sem Categoria

Uma fotografia, nenhuma palavra

Pronto. Missão cumprida. A candidata do PT, Dilma Rousseff, posou para fotografias ao lado do presidente da França, Nicolas Sarkozy. E cumprida com louvor. Recebeu beijos na despedida de um encontro de 25 minutos no Palácio do Elysée, em Paris, solicitado pela candidata. Mas os marqueteiros de Dilma queriam mais. A entrada no interior do palácio do cinegrafista que a equipe da candidata leva a tiracolo na turnê promocional pela Europa. O objetivo era registrar o encontro de Rousseff com Sarkozy para o horário de propaganda eleitoral. O protocolo presidencial francês brecou a idéia.

Houve quem desejasse saber o que foi tratado no encontro imediatamente antes da sessão fotográfica e pelo qual Dilma classificou de “muito bom, muito gentil”. A candidata gastou um minuto e cinqüenta e dois segundos relatando platitudes. Um raro momento onde o discurso reflete exatamente o que aconteceu. Em uma palavra: nada. Antes de ser convidada gentilmente a deixar o pátio devido à chegada de um outro visitante, o chefe da igreja maronita libanesa, patriarca Nasrallah Boutros Sfeir, sobrou tempo para perguntar sobre a compra dos 36 Rafales franceses para a Força Aérea Brasileira (FAB) .

O maior gasto militar da história do Brasil — 12 bilhões de reais — não poderia estar fora da conversa entre a eventual presidente do país com Sarkozy. Embora fosse como apostar na vitória da Espanha contra a Suíça, a zebra desfilou a seu modo não só na Copa mas também na capital da França . “Não tratamos do assunto”, disse a canditada do PT. Mais cedo, Dilma recebeu o apoio à sua candidatura da principal  adversária de Sarkozy, a secretária-geral do Partido Socialista francês, Martine Aubry. O que é perto de nada.

Fora do roteiro, o brasileiro José Tadeu, ligado ao PT de Brasília, apareceu em frente ao hotel cinco estrelas Champs Elysée Plaza onde Dilma se hospedadou. No momento em que a candidata do PT despedia-se de Aubry, em mais uma sessão de fotografias, Tadeu  começou a gritar em português: “Sarney é igual a Hitler, Sarney é igual a Hitler, aqui é a França.” Dilma reganhou rápido sua suíte. Atônita, Martine Aubry quis saber quem era Sarney?

Por Antonio Ribeiro

 

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