11/05/2010
às 11:23 \ ReligiãoAnda sempre tão unido, o meu tormento comigo…
No voo que o levava a Portugal, onde permanecerá quatro dias em visita, o Papa Bento XVI deixou claro que não vê as críticas aos casos de pedofilia como campanha contra a Igreja, contrário ao que querem fazer crer alguns membros do alto clero tradicionalista. “Hoje nós vemos de uma forma verdadeiramente terrível que a grande perseguição à Igreja não vem de inimigos externos, mas nasce do pecado dentro da Igreja”, disse o papa aos jornalistas que o acompanhavam. A declaração mais forte sobre a crise que atinge a Igreja desde o início do ano, lembra as Redondilhas, de Luiz Vaz de Camões: Anda sempre tão unido/ o meu tormento comigo/ que eu mesmo sou meu perigo.
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A imprensa brasileira – e no caso, também a do mundo todo – está sob acusação de sonegar informação aos seus leitores. Pecado mortal, ao que parece. Não bastou publicar uma formidável lista de especialistas afirmando que o uso dos preservativos contribuem para luta contra a AIDS e que eles não aumentam sua incidência.

Um “best of” do obscurantismo francês, o combustível que justifica a existência dos radicais de esquerda e de direita do país, assustou quem saia da tradicional missa dominical na Catedral de Notre Dame, em Paris. Vinte e poucos militantes de extrema-direita, segundo os policiais, aos gritos, “Não toquem no meu papa”, tentaram acabar com uma manifestação de simpatizantes da ONG Sida Act-Up que protestavam, deitados no chão da praça João PaulI I, segurando cartazes com a menção “Bento XVI assassino”.



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