
O tempo faz o carvão virar diamante e as jóias de Yael Sonia, mais parecidas com os novos tempos. O estilo elegante da designer - alquimia cultural entre Brasil, França e Estados Unidos - seduz novamente. Depois do sucesso novaiorquino em setembro e em Paris, no mês passado, é a vez de São Paulo descobrir a nova coleção Stack-a-Disc, de Yael Sonia - dias 17 e 18 de novembro, rua Haddock Lobo, 1327, Conjunto 06, Cerqueira César.
A premiadíssima linha Perpetual Motion, arco-íris de pedras mineiras em peças inspiradas de brinquedos infantis, evoluiu. Agora, ela é interativa. Mil e uma opções para criar a unidade de harmonia perfeita com o corpo e a personalidade individual. Referência mundial do bom gosto contemporâneo, a revista americana Vanity Fair elegeu a joalheria Yael Sonia, sucesso há mais de dois anos em Manhattan, lugar da moda na badalada e chique avenida Madison. Outro veículo de alto calibre da moda internacional, a francesa Vogue, deu destaque na sua edição de setembro para os Rock Rings, de Yael.
A nova coleção Stack-a-Disc tem característica genuína da sua linhagem, a pureza das formas. Ela atrai, em um primeiro instante, porque Yael deu sequência à revolução que a projetou na vanguarda da sua arte sem abrir mão da beleza clássica. O movimento cinético das pedras e metais finos em estruturas de equilíbrio engenhoso. Mas é a possibilidade de combinar dois tipos de brincos e três pingentes - feitos de ouro branco, amarelo ou com incrustações de diamantes - com doze stacks (discos) diferentes que transcende conceitos tradicionais. Raridade no universo joalheiro, a designer convida a criar com ela. Ou seja, brincar com nove pedras brasileiras e metais nobres em forma de discos até que o objeto final seja sentido como parte natural de cada um.
Yael persegue a harmonia entre as diferenças - e realça as virtudes - desde a adolescência quando desenhou sua primeira jóia. Mas não só. Vale lembrar, a título de exemplo, a introdução do filme Bonequinha de Luxo. Manhãzinha na deserta Quinta Avenida, Audrey Hepburn, manequim de um esguio vestido preto Givenchy, tira o brioche do embrulho para viagem e toma seu café em copinho de papel enquanto namora as jóias da vitrine. Entre a personagem moderna, fiel criação de Truman Capote, e seu objeto de desejo há diferenças de tempo e conceitos. A nova coleção Stack-a-Disck, concebida no atelier paulista de Yael Sonia, elimina esta distância.
Quem visita o show-room de Yael na rua Haddock Lobo, em São Paulo, e a loja na avenida Madison corre o risco de experimentar surpresas. “Eu coloco minhas peças nas mãos das crianças para elas brincarem”, conta Yael a Veja.com em um momento no qual sua timidez dá lugar a um delicioso sorriso. Isso quando um bebê não toma a iniciativa própria de buscar com o dedinho o brinco ou o colar da mãe. Estes momentos de ternura para a designer cujos anéis de noivado, o tamanho e a preciosidade das pedras deixaram de ter relação com a densidade do sentimento de quem oferece, significam o seu maior reconhecimento.




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A ministra Dilma Rouseff pode incluir duas novidades na sua ficha corrida de autenticidade comprovada. Ela foi o primeiro ministro brasileiro a tomar boa parte em uma entrevista a imprensa, reservada aos presidentes no Palácio do Eliseu, em Paris, ainda que sua fala tenha sido de um tédio incomum entre os melhores soníferos das farmácias francesas. Lembrou a aluna recitando o decoreba. Outra, não há registro de visitante a sede do governo francês que tenha trajado algo tão semelhante a um agasalho esportivo e uma peruca tão próxima a um capacete. Noves fora o ineditismo de Dilma, chamou a atenção a intolerância da ministra com as perguntas da imprensa francesa desavisada que madame está em campanha. Apiedo dos meus colegas jornalistas brasileiros que aguentam a conversa fiada diariamente. Brava gente, meus respeitos. Mon Dieu, não há um raciocínio concatenado. Perto de Dilma Rouseff, a candidata socialista derrotada nas presidenciais francesas, Ségolène Royal, parece uma assumidade. Que nível!


