Blogs e Colunistas

Arquivo da categoria Do leitor

27/07/2011

às 20:37 \ Do leitor

De Curitiba, Valton von Tempski-Silka

Caro Antonio,

Há um componente que tem instigado minhas reflexões sobre o homicida Anders Breivik e daqueles que compartilham seu ideário. Trata-se do comportamento para-monástico, mais exatamente monástico-militar, medieval, essencialmente beligerante. Eles buscam estruturar-se não como quadrilha ou bando, coletivos de bandidos, mas como confraria ou seita. Diferente dos foras-da-lei conformados com a condição de transgressores, maléficos, os extremistas querem subverter a ordem das coisas, tentam colocar seus valores no lugar do bem. Vem daí a fantasia de ordens de cavalaria, templares, maçonarias, illuminati, new ages, e assemelhados que tem povoado o imaginário de grande parte das novas gerações. Armas sempre acompanham ideologias e fanatismos. Este tipo de inversão de propósitos contamina as instituições mais humanas e pacíficas, que passaram a incorporar fundamentalistas. São uns Lucky Skywalkers revoltados com a ausência dos seus pais-heróis transformados em Darth Vaders. Empunham armas e assumem o caráter de paladinos, os cavaleiros errantes da Idade Média que vagavam em busca de façanhas que lhe comprovassem o valor e a correção. É uma vã tentativa de retorno à Idade de Ouro que só existe na fantasia e no romance.

De Curitiba, um abraço

Valton von Tempski-Silka

Caro Valton,

Obrigado pela leitura e envio do comentário.

De Paris, um abraço

Por Antonio Ribeiro

25/11/2009

às 17:41 \ Do leitor

De São José dos Campos, Milena Popovic

milenapopovicAntonio,

Sou leitora fanática do seu blog. Vi o post intulado “8 em cada 10 franceses: ‘Não merecemos ir à Copa’” com a foto do quadro de Georges de La Tour e ele trouxe uma lembrança muito agradável, quando fiz esta foto no Louvre.

Isso foi na minha primeira viagem à Europa, aos 29 anos de idade (vá lá, não faz tanto tempo assim, estou com 30!). Depois de 4 anos de curso na Aliança Francesa aqui em São José dos Campos, resolvi passar 20 dias na França, com um intervalo de um final de semana em Londres para ir ver uma ópera (a Flauta Mágica”, de Mozart). Eu sonhava com essa viagem (e com as idas ao Louvre) desde os 11 anos de idade.

Bom, era só isso que eu tinha a dizer! Obrigada pelo blog, sou fã de carteirinha dele!

Milena Popovic

Por Antonio Ribeiro

19/11/2009

às 14:32 \ Do leitor

“O futebol parou no tempo”

lancecesar

Antonio,

Amo futebol. Aprendi com o Velho Augustão, meu pai.

Aprendi a ser Botafogo nos anos 60, quando o alvinegro carioca era o melhor time do Brasil.

Nos gramados, sempre fui um jogador que beirava o patético. Mas era metido a líder, a zagueiro clássico.

E sou fã de Pelé, Jairzinho, Paulo César, Franz Beckenbauer, Carlos Alberto, Cruyff, Diego Maradona, Michel Platini, Zinedine Zidane, Zico, Roberto Rivelino, Romário, Ronaldo, Cristiano Ronaldo, Paulo Roberto Falcão, Baresi, Messi, Marco van Basten.

Mas confesso: está cada vez mais chato ver futebol.

Principalmente devido aos erros estúpidos de arbitragem.

Como me irrita ver um time perder um jogo ou um campeonato – seja ou não o Botafogo – por causa de erro de arbitragem.

Ontem foi a vez dos irlandeses. O sonho de ir à África do Sul acabou graças a mão de Henry. Em casa, com a patroa ao lado, gritei: “Caramba, isso é roubo”.

Não posso pensar em outra coisa. É má-fé, roubaram os irlandeses, para que a França não ficasse fora da Copa.

Sou árduo defensor do uso da tecnologia no futebol.

Tem dúvida, para o jogo. O quarto árbitro, com a ajuda da TV, chama o árbitro principal e juntos tomam a decisão.

Gol de mão? Anula. Gol na banheira? Anula. Falta violenta? Expulsa.

Ah, os puristas vão dizer que isso tiraria a dinâmica do jogo.

Ora bolas, o basquete é o jogo mais veloz do mundo. Tem a tecnologia como aliada. E nunca perdeu dinamismo – mesmo com o excessivo rigor na marcação das faltas.

Tênis tem tecnologia. Vôlei também. Até peteca tem.

Mas o futebol parou no tempo. Errar absurdamente ou roubar faz parte do evento. Fica divertido, faz parte do folclore, aumenta a polêmica.

Embora Nelson Rodrigues afirmasse que o videoteipe é burro, não há mais como abrir mão da tecnologia no futebol.

Do Rio, um abraço alvinegro

César Seabra

OBS - Jornalista brilhante, César Seabra é diretor da GloboNews.

Por Antonio Ribeiro

09/10/2009

às 16:09 \ Do leitor

Pitot: TAM responde ao leitor Adalberto Queiroz

Queiroz e o Airbus A300-200 da TAM

Queiroz e o Airbus A330 da TAM: trocas de e-mails e dos Tubos Pitot

Meu caro Monsieur Ribeiro.

Para seu conhecimento e de seus leitores, anexo a correspondência da TAM Fale com o Presidente, número 20788894.

São Paulo, outubro de 2009.

Prezado Sr. Adalberto,

Tomamos conhecimento de seu e-mail enviado ao serviço Fale com o Presidente e agradecemos sua atenção em entrar em contato conosco.

Com relação ao seu questionamento, informamos que a TAM já efetuou a substituição do sensor do tubo de Pitot em toda a sua frota Airbus em operação, o que foi finalizado em 01/09/2009 seguindo a recomendação feita pela EASA (European Aviation Safety Agency) e a ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil).

Esperamos ter esclarecido as suas dúvidas, mas saiba que estamos à disposição para quaisquer esclarecimentos que se sejam necessários.

Atenciosamente,

Equipe Fale com o Presidente
TAM Linhas Aéreas

Por Antonio Ribeiro

26/08/2009

às 18:39 \ Do leitor

Teve mais público que Roberto Carlos

paulocoelho01

Leitor do blog DE PARIS na Veja.com, o escritor Paulo Coelho que até junho de 2009 vendeu 135 milhões de livros em 155 países e foi traduzido em 69 idiomas, afirma e propõe provar que o título de autor mais vendido no Brasil é dele. O escritor desafia cavalheirescamente Augusto Cury provar o contrário.

Paulo Coelho, em seu refúgio nos Pireneus, escreveu o seguinte ao blog DE PARIS:

Caro Antonio,

É ótimo servir de referencial do mercado, fico lisonjeado quando dizem que vendem mais que o Paulo Coelho.

Me lembro das comparações dos shows de Roberto Carlos no Canecão: quando um artista se apresentava lá, diziam: “teve mais público que Roberto Carlos!”. Alguns meses depois, outro artista subia ao palco, não se referiam ao anterior, e de novo diziam “teve mais público que Roberto Carlos!” A história de “teve mais público que Roberto Carlos” continuou por anos a fio.

Desde que estou no meio literário, outros escritores tiveram títulos que venderam mais que o que eu estava lançando naquele ano. Lembro de dois: Lya Luft e Luis Fernando Veríssimo, escritores de merecido sucesso. Mas continuo, com muita alegria, sendo o referencial de vendagem.

O mercado de livros é assim, as vezes o livro emplaca, outras vezes não. O meu livro “O Vencedor está só”, por exemplo, não emplacou no ano passado. Embora eu tenha colocado amor no trabalho e minha editora tenha feito uma promoção impecável.

Fiquei surpreso com a declaração de um colega autor, Augusto Cury. Ele afirma ter vendido “quase dez milhões de livros”, segundo reportagem da Veja.com. Fiquei curioso para saber como ele chegou a esse numero que lembra o “teve mais público que Roberto Carlos!”.  Ele não forneceu os comprovantes.

A credibilidade de um escritor não está apenas no que escreve, mas também em tudo que diz. Acho bem pouco provável que o Augusto Cury tenha vendido “quase” dez milhões de livros em dez anos. Mas posso estar enganado. Eu e todo o mercado livreiro, que está rindo dos números fornecidos.

“Quase” dez milhões de livros significa “quase” um milhão de livros por ano, durante dez anos, o que já teria feito de Cury um sucesso em 1999.  Temos pelo menos uma editora em comum e, pelo que apurei, ele terá que ter vendido muitíssimo em outras editoras para chegar a este número.

Fica aqui um desafio cavalheiresco: eu me proponho a solicitar a meus editores todas as notas fiscais durante estes dez anos. Chegaremos a 9,2 milhões de exemplares vendidos. Ponho minha mão no fogo.

Augusto Cury, autor que merece credibilidade até prova ao contrário, fará o mesmo para provar?

De Saint Martin, um abraço.

Paulo Coelho

Por Antonio Ribeiro

12/05/2009

às 15:58 \ Do leitor

De Nova York, César Seabra

Antonio,

Mestre,

Aquilo ali foi roubo mesmo. Para evitar uma nova final inglesa na Liga dos Campeões. O soprador-de apito meteu a mão no Chelsea. Até entendo um árbitro errar em um lance, não marcar um pênalti… O juiz tem o direito da dúvida, do erro… Ele não tem o recurso da TV. Mas errar três, quatro pênaltis num jogo só. Não consigo acreditar em erro. Mas não paro de pensar em má-fé, armação. O futebol precisa se modernizar. A arbitragem tem que usar a tecnologia, para não cometer esses absurdos. Os puristas dirão: “Ah, mas isso tira a dinâmica do jogo”. Pode ser. Mas evita erros, como esse contado por você. O cara roubou o mafioso do Chelsea… Dizem que ladrão que rouba ladrão tem cem anos de perdão. Se fosse contra o Botafogo, eu começaria uma guerra-santa contra esse juiz da Noruega.

Abraços,

Cesão

OBS – César Seabra é o chefe do escritório da TV Globo em Nova York, o mais prolífico da TV brasileira. Depois, de brilhante passagem pelo jornal O Globo, o meu amigo botafoguense ajudou criar o diário esportivo Lance!. Sabe tudo de bola – e de Paris e de rock – e não é prosa. Ave César.

Por Antonio Ribeiro

15/03/2009

às 18:03 \ Do leitor

De Paris, Daniella Ortiz

Prezado Antonio Ribeiro

Em primeiro lugar gostaria de agradece-lo pelas dicas gastronômicas. Tanto o Joe’s quanto o Imperial Choisy atenderam a expectativa passada pelo seu blog.

Eu e meu marido ficamos em Paris em 2005 até 2007 e voltamos para Paris em setembro do ano passado, quando passamos a ler o seu blog. A cada texto, nosso gosto pela leitura aumenta. Meu marido sempre pergunta: “O Ribeiro (desculpe a intimidade) já escreveu?”

Continue a nos presentear com seus textos e dicas deliciosas.

Grata

Daniella Ortiz

REPOSTA:

Cara Daniella,

Muito obrigado pela leitura e envio do comentário.

Estamos pensando em criar um espaço aqui onde colocaremos todas as dicas sobre Paris. Sugestões não só minhas, mas dos
leitores e também dos parisienses.

Estou pensando em um titulo simpático. Que tal, Paris: minha, sua, deles?

Aproveito para convidar os leitores a enviar sugestões, em um primeiro instante, para o titulo e depois, dicas de endereços que gostam em Paris

De Paris, um abraço para o casal.

Antonio Ribeiro

Por Antonio Ribeiro

16/02/2009

às 21:51 \ Do leitor

De Zurique, Sergio Salis

Bom dia senhor Ribeiro,

Sou suíço de Zurique com relações desde anos com amigos pesquisadores e artistas no Brasil. Leitor
durante anos do VEJA, fiquei triste com a imprensa em geral. Manifestação contemporânea de falta de cuidado com as informações? Hannah Arendt comentou a “banalidade do mal”, aonde fica a cultura? A nossa única solução permanece a cultura.

Envio-lhe respeitáveis saudações

Sergio

RESPOSTA:

Caro Sergio,

Muito obrigado pela leitura e envio do comentário.

De Paris, um abraço

Antonio Ribeiro

Por Antonio Ribeiro

16/02/2009

às 11:56 \ Do leitor

De São Paulo, Nadia Oliveira

Caro Antonio Ribeiro,

O título do seu exelente post (Precisão Suíça), não saiu da minha cabeça desde quando o li atentivamente. Parece que está aí o X da questão. Como mulher que gosta de se maquiar, tenho a maior dificuldade em pintar meus olhos simetricamente. Por exemplo, passo o lápis preto no olho direito e nunca consegui repetir o mesmo gesto, no olho esquerdo. Sai sempre desigual. Como é que uma mulher, supostamente perturbada, consegue fazer estes cortes superficiais, vistos nas fotos, com precisão suiça? Ela não é cirugiã, mas advogada. Haja sangue frio! E mais: onde está o namorado suíço que escafedeu-se na hora em que o circo começou a pegar fogo? Mais comum do que o “golpe da barriga”, é homem covarde fugir da paternidade.

RESPOSTA:

Cara Nadia,

Muito obrigado pela leitura e envio do comentário

De Paris, um abraço

Antonio Ribeiro

Por Antonio Ribeiro

10/02/2009

às 5:12 \ Do leitor

De Montreal, Bruno Hildebrando

Antonio,

Eu moro em Montreal há 3 anos e estive em Paris por alguns dias, um pouco antes da Copa do Mundo de Rugby, setembro de 2007.

Fiquei hospedado em Clichy e caminhei bastante no centro de Paris. Eu vi tanto a Paris para encantar o turista e também um pouco da Paris de verdade. Eu vi a cidade como ela é: cheia de história, uma arquitetura incrível, o trânsito pesado, uma economia rica, populosa e com as consequencias decorrentes disso, como o metrô sempre cheio, as ruas movimentadas mesmo em bairros afastados.

Até nos países escandinavos há problemas, por que não os haveria em Paris? Em Montreal, há também problemas como excesso de veículos, sinalização confusa, transporte público insuficiente, buraco nas ruas e estradas, pedintes procurando abrigo nas estações de metrô – o frio aqui chega a 40 negativos. Muitas vezes, a remoção da neve atrasa ou é feita em horário de rush. Vá para Toronto e dê uma caminhada na Younge Street domingo a tarde. Observe a quantidade de gente com copo vazio estendido pedindo esmola.

San Francisco tem problema de assalto, mesmo durante o dia. Barcelona tem um trânsito infernal. Curitiba está violenta e o trânsito está cada vez pior devido à quantidade de veículos e do nível de agressividade dos motoristas. Se os franceses gostam de ver as coisas ao seu modo, o que fazer? Eles sabem que perderam todas as guerras modernas em que se envolveram. Agora, que nós não fiquemos presos a estereótipos de outras culturas, seja por bajulação ou por rejeição. Porque não precisamos copiar-los em tudo, certo?

De Montreal, um abraço,

Bruno Hildebrando

RESPOSTA:

Certo, meu caro Hildebrando.

Muito obrigado pela leitura e envio do comentário. Faça-me saber da sua opinião sempre que julgar oportuno.

De Paris, um abraço

Antonio Ribeiro

Por Antonio Ribeiro
 

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