27/07/2011
às 20:37 \ Do leitorDe Curitiba, Valton von Tempski-Silka
Há um componente que tem instigado minhas reflexões sobre o homicida Anders Breivik e daqueles que compartilham seu ideário. Trata-se do comportamento para-monástico, mais exatamente monástico-militar, medieval, essencialmente beligerante. Eles buscam estruturar-se não como quadrilha ou bando, coletivos de bandidos, mas como confraria ou seita. Diferente dos foras-da-lei conformados com a condição de transgressores, maléficos, os extremistas querem subverter a ordem das coisas, tentam colocar seus valores no lugar do bem. Vem daí a fantasia de ordens de cavalaria, templares, maçonarias, illuminati, new ages, e assemelhados que tem povoado o imaginário de grande parte das novas gerações. Armas sempre acompanham ideologias e fanatismos. Este tipo de inversão de propósitos contamina as instituições mais humanas e pacíficas, que passaram a incorporar fundamentalistas. São uns Lucky Skywalkers revoltados com a ausência dos seus pais-heróis transformados em Darth Vaders. Empunham armas e assumem o caráter de paladinos, os cavaleiros errantes da Idade Média que vagavam em busca de façanhas que lhe comprovassem o valor e a correção. É uma vã tentativa de retorno à Idade de Ouro que só existe na fantasia e no romance.
De Curitiba, um abraço
Valton von Tempski-Silka
Caro Valton,
Obrigado pela leitura e envio do comentário.
De Paris, um abraço
Tags: Anders Breivik, Darth Vader, Lucky Skywalker, Valton von Tempski-Silka



Antonio,


Antonio,

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