Entre as melhores publicidades na TV durante a final do campeonato de futebol americano, o Super Bowl, Google conta um romance parisiense em 52 segundos. Simplicidade e elegância. Foi a primeira vez que a empresa, responsável por 66% das buscas na internet e a página mais visitada da rede, anunciou na TV. Estima-se que a publicidade tenha custado 5 milhões de dólares.
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Miragem
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009 | 14:33
Veio de Portugal, jardim a beira-mar plantado, a análise mais sucinta, clara, precisa, enfim definitiva, do filme O Filho do Brasil. Não podia ser diferente. Foi palavra de especialista, de quem conhece, sabe das coisas. Luis Inácio Lula da Silva: “A imagem não fala por si.” Ouso afirmar: vai virar expressão popular sempre que situação análoga projetar-se no cotidiano nacional. Mesmo que alguém diga “estamos convencidos que”, ainda que ” o fato concreto” se materialize diante dos olhos, haverá sempre “a imagem não fala por si.” Nunca na história deste país um crítico viu um filme, dissimulou ter assistido outro, mas ainda assim, comentou tão bem um terceiro. É o cara.
Por Antonio Ribeiro
Vale uma entrada para o Met
segunda-feira, 21 de setembro de 2009 | 19:41
Este Calígula (Gaius Julius Caesar Germanicus) está na ala de esculturas greco-romanas do Museu Metropolitano de Arte, de Nova York, o Met. Com qual político brasileiro ele é cuspido e escarrado ou se preferem, esculpido em Carrara? Até hoje os linguistas ainda não chegaram a consenso sobre qual é expressão popular correta que indica semelhança, mas a parecença da escultura está na cara.
Aviso: não se paga entrada no Met, faz-se uma doação que pode ir de 1 centavo até mais de milhões de dólares. A direção do museu sugere 20 dólares para os adultos.
Por Antonio Ribeiro
Souvenir de Nova York
segunda-feira, 21 de setembro de 2009 | 8:06
Uma das pinturas mais conhecidas da arte brasileira, presença cativa nos livros escolares, é o Independência ou Morte, do pintor paraibano romântico Pedro Américo de Figueiredo e Melo (1843-1905). O óleo sobre tela de 4,15 x 7,60 metros, pintado pelo antigo aluno da Escola de Belas-Artes de Paris, em 1888, em Florença, na Itália, pertence ao acervo do Museu da Cidade de São Paulo. Lá está como obra número um, espécie de Mona Lisa se considerado seu poder de atrair visitantes para o mesmo espaço. Por medida cautelar contra almas mais exigentes adianta-se que o magneto nacional é bem menos poderoso que a tela maioral do Louvre.
No entanto, poucos sabem que paira sobre o Independência, conhecido também por O Grito do Ipiranga, a dúvida do plágio. Ou se preferem, a eventual inspiração em uma aquarela feita treze anos antes. Trata-se do 1807, Friedland, de Jean-Louis Ernest Meissonier (1815-1891). A cena do pintor autodidata francês mostra Napoleão Bonaparte e seu estado-maior saudando o regimento dos curaceiros antes de encetarem ataque durante a Batalha de Friedland. Os soldados de cavalaria equipados com armadura foram peça capital nas vitórias do imperador de origem corsa rumo ao domínio do Velho Continente. Vale lembrar, derrotado no fim da carreira, Bonaparte deixou a França menor do que a encontrou, embora o grandeur não se meça em palmos de terra.
Meissonier era um meticuloso pintor de quadros de pequeno formato, repletos de detalhes. O 1807, Friedland foi o maior deles, mede 1,36 por 2,42 metros - um dos cinco episódios pictóricos imaginados pelo autor sobre a vida de Bonaparte. As fisionomias dos cavaleiros obedecem uniformidade que deixa a impressão de que o autor fez economia de recursos ou teve o propósito de criar um exército de clones montados. Sempre a mesma expressão, a do homem maduro, bochechas salientes, bigodes, nenhuma nobreza e até um certo traço de vulgaridade.
O quadro ganhou fama em 1876 quando foi comprado do artista pelo americano Alexander T. Stewart (1803- 1876). próspero dono de uma rede de lojas de departamento. Ele pagou 60.000 dólares, na época, a soma era astronômica para uma obra de arte. Detalhe: Stewart adquiriu a pintura sem vê-la, entusiasmou-se só pela descrição. Messionier, soldado durante o sitio de Paris, em 1870, escreveu a Stewart: “Eu não queria pintar uma batalha, mas Napoleão no zênite da glória. Pintei o amor, a adoração pelo grande capitão em quem os soldados tinham fé e por quem estavam dispostos a morrer.”
Depois da morte Alexander T. Stewart, a viúva Cornelia casou-se de novo. O novo marido passou o 1807 nos cobres, vendeu o quadro por 66.000 dólares ao juiz Henry Hilton. Em 1887, homenageando a memória do velho amigo Stewart, o juiz doou a obra ao Museu Metropolitano de Arte, de Nova York, onde está até hoje, na sala dedicada a pintura francesa do século XIX. O presidente do Met, John Taylor Johnston, escreveu comovido agradecimento: “… prova do espírito público dos nossos cidadãos para o Museu fazer valer a metrópole do nosso país.”
O óleo sobre tela Independência ou Morte foi subvencionado pelo Império. Gonzaga Duque sustenta no livro Mocidade Morta, um Pedro Américo protótipo de pintor oficial. Aquele sujeito com aptidões para promover a própria arte, servindo-se de modo desinibido das instituições públicas. Em 1858, Américo escreveu carta a Pedro II: “Agora pois que tenho os conhecimentos que para a Pintura poderia receber da dita Academia, para prosseguir na minha carreira indispensável é uma viagem à Europa, e como a Academia não me pode facultar os meios necessários para esta viagem, por ter ela preenchido o número de seus pensionistas, venho confiado na extrema bondade de Vossa Majestade Imperial solicitar a graça de me mandar particularmente acabar meus estudos na Europa.”
Por Antonio Ribeiro
Orelha decepada de Van Gogh foi obra de Gauguin
segunda-feira, 4 de maio de 2009 | 10:55
Hans Kaufmann e Rita Wildergans, historiadores alemães do Museu de Arte de Bâle, na Suíça, acabam de publicar Van Goghs Ohr, Paul Gauguin und der Packt des Schweigens (A orelha de Van Gogh, Paul Gaugin e o pacto de silêncio), resultado de uma investigação feita durante 10 anos. O livro sustenta um golpe de sabre de Gaugin, excelente esgrimista, como causa do ferimento, presente em famosos — e caríssimos — auto-retratos de Van Gogh (veja a ilustração deste post). O holandês ruivo teria mantido silêncio para proteger o amigo cujo irmão, era seu galerista. Isto explicaria o retorno precipitado de Gauguin de Arles à Paris, depois de responder de forma coerente à um interrogatório enquanto Van Gogh divagou nas respostas à polícia.
A versão dominante até hoje, largamente baseada no testemunho de Gauguin, publicado no livro Avante et Aprés (Antes e Depois) publicado em 1903. Ele dá conta de que a discussão entre os artistas, a terceira em menos de 24 horas, se deu por questões acadêmicas. Van Gogh afirmava que se poderia criar através da fantasia e Gauguin rebatia vigorosamente. Para o francês, o processo criativo só era possível através da natureza. O pano de fundo do debate era os princípios da criação de uma eventual uma escola artística, uma espécie novo Pont-Aven sob o sol e cores do sul francês. Os historiadores alemães passaram pente fino nos relatórios da polícia e os confrontaram com notas de jornais locais da época. Eles sugerem que a causa da pendenga foi bem mais trivial: briga por mulher, a prostituta Raquel.
A navalha de Van Gogh nunca foi encontrada. O sabre de Gauguin teria sido jogado no rio Rhône. O holandês jamais confirmou a auto-mutilação. O francês tampouco presenciou o suposto ocorrido. Sabe-se que o lóbulo, enrolado em papel jornal, foi entregue a uma prostituta que preveniu a polícia. “Para se livrar de Van Gogh, que implorava ficar quando estavam em frente a casa de tolerância que frequentavam, Gaguin brandiu o sabre e a orelha caiu, não se sabe se o gesto foi acidental ou voluntário”, diz Kaufmann. “Depois, os protagonistas juraram nada dizer”, completa.
Van Gogh adorava Gauguin. Queria o amigo como parceiro no projeto de uma coletividade de artistas onde seriam fundadores. O francês via diferente: “Vincent ficou excessivamente brusco e barulhento e depois, silencioso.” Em 1992, o médico Wilfred Arnold, chegou à conclusão de que a doença de Van Gogh, mais que uma origem psicológica, procedia de uma descompensação de enzimas, a Porfiria Aguda Intermitente — AIP, na siga em inglês. Sete meses depois do caso da orelha decepada, Van Gogh suicidou-se. Gauguin refugiou-se no nas Ilhas Marquesas, morreu só e sifilítico (leia reportagem abaixo sobre a ultima grande exposição do artista em Paris).
Por Antonio Ribeiro
Negócio da China
segunda-feira, 2 de março de 2009 | 19:51
No dia 25 de fevereiro, o chinês Cai Mingchao, colecionador de antiguidades e consultor do Fundo Nacional de Tesouros da China, órgão engajado na recuperação de relíquias pilhados no pais, fez saber, através de um dos cem telefones instalados pela Chistie’s para o leilão da coleção de obras de arte do costureiro Yves Saint Laurent e seu companheiro, o empresário francês Pierre Bergé, que estava disposto a desembolsar 31,49 milhões de euros por duas estatuetas de bronze de 30 e 40 cm. Elas foram desenhadas pelo padre jesuíta italiano Giuseppe Castiglione para uma fonte do Palácio de Verão do imperador Quianlong (1735-1795), saqueado pelas tropas expedicionárias franco-britânicas durante a Guerra do Ópio, em 1860. Em 2006, Cai comprou por 15 milhões de dólares uma estatueta de Buda, da dinastia Ming, em um leilão em Hong Kong. Desta vez, no entanto, a oferta de Cai, de 44 anos, era pura lorota. Melhor dizendo, uma sabotagem à venda que governo chinês tentou em vão proibir, um “ato patriótico”, segundo o autor, na entrevista em Pequim pela qual revelou a mentira.
Naturalmente, da parte de quem argumenta que larápio que rouba ladrão tem cem anos de perdão ou o time do “bem feito, quem mandou” houve comemoração do golpe. Bem, o gesto do caloteiro chinês foi, na prática, um tiro no pé. Doravante, Cai e o Fundo Nacional de Tesouros da China perderam a credibilidade em leilões importantes onde poderiam recuperar relíquias pilhadas. Mas se a China comprasse as duas estatuetas — Cabeça de Coelho e Cabeça de Rato — não estaria recompensando quem pilhou? Em 2003, o fundo chinês, mediante ao pagamento de um milhão de dólares doados por Stanley Ho, um bilionário proprietário de cassinos em Macao, comprou de um colecionador americano a Cabeça de Porco, uma das 12 estatuetas entre as quais as duas estatuetas de bronze da coleção de YSL e Bergé fazem parte. Em 2007, Ho comprou por 8,8 milhões de dólares a Cabeça de Cavalo em um leilão da Sotheby’s. Cinco estatuetas dos animais do calendário zodiacal chinês — Macaco, Touro, Tigre, Cavalo e Porco — que compunham a fonte do palácio, no noroeste de Pequim, foram recuperadas sem estardalhaço ou imbróglios. Três delas estão expostas em um museu da capital chinesa.
Pierre Bergé recebeu sem surpresa a notícia da recusa de pagamento das obras leiloadas. “Faz tempo que os chineses tentam absurdos para recuperar as peças”, disse milionário empresário francês que vem mantendo um diálogo de surdos com os chineses. “Continuo na mesma posição, só devolverei as obras quando as autoridades chinesas se comprometerem respeitar os direitos humanos, a autonomia do Tibet e convidarem o Dalai Lama para conversar.” No fundo, a desajeitada ação chinesa, travestida em um sentimento de humilhação pelo roubo de peças do patrimônio histórico cultural, vem como resposta aos protestos da passagem da tocha olímpica em Paris e ao encontro de Carla Bruni, primeira-dama da França, com o Dalai Lama. Pierre Bergé, dono de formidável tino comercial, se deu conta de quanto poderia alcançar o valor das peças. “Vou guarda-las em casa, onde elas estavam, vamos continuar vivendo juntos, elas e eu.”
Por Antonio Ribeiro
Carta de Hugo a Butler
segunda-feira, 2 de março de 2009 | 19:48
Busto de Victor Hugo por Auguste Rodin
Hauteville House, 25 de novembro de 1861.
(…) segundo o senhor, a expedição da China, sob o duplo estandarte da rainha Vitória e do imperador Napoleão III, é uma glória a ser dividida entre a França e a Inglaterra. O senhor deseja saber qual é a aprovação que crédito a vitória.
Já que o senhor quer saber, aqui está: era uma vez uma maravilha do mundo; esta maravilha se chamava Palácio de Verão. (…) Esta maravilha desapareceu. Um dia, dois bandidos entraram no Palácio de Verão. Um o pilhou e o outro, o incendiou.
(…) Todos os tesouros das nossa catedrais reunidas não se igualam ao esplêndido e formidável museu do oriente. Lá, não havia somente obras-primas, mas também um depósito de ourivesarias.
Grande feito, bom ganho. Um vencedor encheu os bolsos, no que o outro viu, encheu seus cofres; voltaram para a Europa, de braços dados dando gargalhadas.
Esta é a história de dois bandidos.
Nós Europeus, somos civilizados, e para nós, os chineses são bárbaros. Isto é o que civilização fez à barbárie.
Diante da história, um bandidos se chamará França e o outro, Inglaterra.
(…) Espero que um dia virá quando a França, livre e limpa, devolverá o saque à China espoliada. Enquanto esperamos, constato: existe um roubo e dois ladrões. Está é, meu senhor, a aprovação que faço à expedição à China.
Victor Hugo
Por Antonio Ribeiro
Marco histórico no mercado das artes: 373,5 milhões de euros.
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009 | 9:59
Ainda que a obra mais valiosa — Instrumentos musicais sobre a mesa, um óleo pintado por Pablo Picasso na sua fase cubista — não tenha sido vendida, a Coleção Yves Saint Laurent-Pierre Bergé quebrou todos os recordes: 373,5 milhões de euros. A qualidade da coleção foi julgada excepcional pelos especialistas, mas a grandeza do feito é ainda maior se considerado a atual crise econômica mundial. O desempenho é muito superior, digamos, do que estabelecer recorde inquebrantável dos 100 metros rasos em La Paz, na Bolívia, onde a altitude, entre outros fatores, prejudica sobremaneira o desempenho dos atletas.
Ir ao Grand Palais para assistir o leilão parecia tomar um foguete para um outro planeta. Enquanto o assunto dos jornais eram dominados pela escassez de crédito, lances de milhões de euros zumbiam debaixo do domo envidraçado de uma das mais belas construções da Exposição Universal de 1900. Antes de escrever os 12 posts sobre o “leilão do século”, o blogueiro tomou o cafezinho matinal no bistrot da esquina, o Louix IX. As reações, normalmente, atribuídas às medidas do governo Sarkozy ou aos resultados do futebol, tinham o leilão como alvo. “Indecente”, dizia um. “Sensacional”, replicava outro.
Pierre Bergé (na foto) que enterrou o companheiro Yves Saint Laurent, no ano passado, tinha bons motivos para estar contente com o resultado do leilão que será todo revertido, não para seu bolso, mas para a pesquisa da AIDS. No entanto, debaixo do sobretudo e chapéu Borsalino preto, ele exibia ar melancólico. Acompanhou em silêncio os operários desmontarem a decoração que reproduziu os ambiente dos apartamentos em que viveu com YSL e serviu de pedestal para as obras leiloadas. “A coleção não tem mais razão de existir sem o YSL”, disse Bergé antes do leilão começar. De certa forma, a venda das obras foi um segundo funeral. Que funeral!
Por Antonio Ribeiro
Nunca mais
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009 | 9:55
Durante meio século, a paixão comum de um casal abastado e a audácia de comprar objetos de arte que na época só seduziam poucos, reuniu uma das coleções privadas mais importantes da história contemporânea. Ela tornou-se impossível de ser refeita. Depois do “leilão do século”, Pierre Bergé (na foto) disse o seguinte: “Eu cheguei em uma idade onde não se compra mais vinhos jovens, onde não se plantam árvores pequenas, portanto não recomeçarei uma nova coleção.” Veja abaixo, junto com a Cabeça de Coelho e a Cabeça de Rato, as duas obras que conseguiram os maiores lances na última noite do leilão.
Retrato de de Alfred e Elizabeth Dedreux, 1818.Dimensões: 99,2 x 79,4 cm
Óleo sob tela pitado por Théodore Géricault (1791-1824), o autor da obra prima do Museu do Louvre, Le Radeau de la Méduse, 1819.
Vendido por 9 milhões de euros.
Cabeça de Janus, século XVI
Altura: 38 cm
Estatueta de bronze esculpida pela entourage do arquiteto, pintor e escultor maneirista italiano Francesco Primaticcio (1504-1570) cuja obra mais famosa é O Estupro de Helena, 1530-1539.
Vendido por 2 milhões de euros
Por Antonio Ribeiro
A poltrona Eileen Gray: 22 milhões de euros
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009 | 9:25
A 9.000 quilômetros da passarela onde o mestre-sala Julinho da Unidos de Vila Isabel mostrou ritmo apurado e elegância original, François Cureil tem demonstrado as mesmas virtudes, embora no seu domínio. Ele é o principal leiloeiro do emocionante quem dá mais pelas obras da coleção do costureiro Yves Saint Laurent e seu de companheiro Pierre Bergé. A marca registrada de Curiel é uma pergunta feita logo depois da martelada final que decide a venda. “Sem arrependimentos?”, Curiel costuma dizer olhando para o novo proprietário da peça leiloada. A interrogação tem seu lugar. Ou não? Vejamos. Muito pouca gente é capaz de desembolsar 22 milhões de euros por uma cadeira. E entre este grupo restrito, quem decide comprar, como foi o caso da galerista parisiense Cheska Vallois que levou a Poltrona Eileen Gray para um cliênte anónimo, pode mudar de idéia. Bem, se não pode, Curiel oferece a oportunidade. Ele explica porquê: “O comprador deve sair da sala completamente contente.” Desde ontem, a Poltrona Eileen Gray tornou-se o segundo móvel mais caro do mundo depois do Badmington Cabinet (27 milhões de euros). Um detalhe edificante: YSL comprou a poltrona Art Déco, em 1971, por pouco mais de 3.000 euros.
Por Antonio Ribeiro




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