18/02/2009
às 14:41 \ ArquivoO caso de Rebecca Katzschmann

Em fevereiro de 2008, uma
associação de Berlim, responsável por campanhas contra atos de violência de
grupos de extrema-direita condecorou a militante alemã anti-racismo Rebecca Katzschmann,
de 18 anos, por coragem cívica. A jovem denunciou a polícia que quando socorria uma
criança imigrante, na cidade de Hainichen, leste da Alemnha, foi atacada por
quatro neo-nazistas. “Eles me
derrubaram no chão e com um canivete, desenharam uma suastíca minha perna”,
disse ela. O caso chocou a Alemanha.
Os médicos que examinaram Rebecca
concluíram que ela tinha se automutilado. A polícia alemã nunca encontrou testemunha da agressão. Um dos homens que Rebecca acusou ter
participado da agressão contra ela, não estava na cidade no dia em que alegou que o
fato tinha acontecido. A juíza que julgou o caso achou que havia indícios
suficientes para considerar a história uma lorota. Em novembro do ano passado,
Rebecca foi condenada a prestar 40 horas de trabalho em instituições sociais.
O promotor público Bernd Voge,
que acusou Rebecca, disse que todos sairam perdendo: “Embora justiça tenha sido
feita, a condenação vai servir de argumento nos tribunais para a defesa de reais
agressões de grupos neonazistas.” Walter Baer, diretor do Instituto de Medicina
Forense da Universidade de Zurique afirmou que a história da advogada
pernambucana Paula Oliveira, de 26 anos, era um “caso clássico de
automutilação."











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