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Arquivo da categoria ‘Arquivo’

Protesto na Unesco

terça-feira, 7 de julho de 2009 | 18:58


Durante a cerimônia de entrega do prêmio Félix
Houphouët-Boigny pela Busca da Paz ao presidente Lula, na Unesco, em Paris, dois ativistas do
Greenpeace subiram no palco com bandeirolas com as frases:

"Lula
Preserve a Amazônia
Preserve o clima"

Os militantes da organização ambientalista foram retirados pelos
seguranças. No início do discurso de agradecimento pelo prêmio, no qual
Lula clamou por uma resposta dura ao golpe de estado em Honduras, o presidente brasileiro mencionou o protesto. Segundo Lula, todos devem preservar a Amazônia.

Por Antonio Ribeiro

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Divergência entre o salto alto e o degrau

terça-feira, 7 de julho de 2009 | 18:23

Por Antonio Ribeiro

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O francês do presidente

terça-feira, 7 de julho de 2009 | 16:20


Filho de húngaro, ele tem uma das missões mais
laboriosas da República. Executa com admirável perícia. Lúcio Reiner é o
tradutor de Lula para o francês e espanhol. O português do presidente tem notória
capacidade achegar-se aos mais iletrados. No entanto, versar suas metáforas,
regionalismos e expressões idiomáticas para uma lingua estrangeira, exige
acrobacias.

Graças ao talento de Reiner não há chefe de
estado, francófilo ou de lingua hispanica, que não tenha entendido Lula. Ao menos, no senso literal do termo. Se
Sarkozy, com quem  o tradutor
presidencial diz que Lula se dá tão bem “como dois pintos no lixo”,  diz appelez un chat un chat
— o provérbio não quer dizer chamar
um gato de um de gato — Reiner cochicha no ouvido do presidente: “Pão pão,
queijo queijo.”

O consultor legislativo Reiner só não traduz a
seguinte afirmação: “Cuba é uma ditadura.” Isso porque o Lula nunca diz. Ao
menos, jamais em público. Aliás, nem o ministro das Relações Exteriores que é
poliglota. Ambos dizem que houve golpe de estado em Honduras. Houve. Os dois
querem sanções econômicas contra os golpistas. Ok. Contudo Lula e Amorim também
fazem campanha pelo o fim do embargo americano a ditadura cubana. Dois pesos,
duas medidas.

Nem Reiner entende. Melhor dizendo, entende, mas não
traduz.

Por Antonio Ribeiro

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“Não existe crise no Senado, há divergência”

terça-feira, 7 de julho de 2009 | 10:01


A declaração de Lula encerrou o encontro com
Nicolas Sarkozy, no Palácio do Eliseu, em Paris. Os presidentes mostraram-se em
posições confluentes sobre as mudanças na governança global, fiscalização do mercado financeiro, fim dos paraísos fiscais, no desejo de implementar suas
relações bilaterais, na reação ao golpe de estado em Honduras. E até em um projeto discutido pelo Parlamento que abre a possibilidade de autorizar o trabalho aos domingos na França. O ex-sindicalista Lula apoiou o presidente francês. "Imaginem um brasileiro que venha a França durante fim de semana, ele não pode comprar nada?"

Sarkozy prometeu discutir com o Senegal a criação de sistemas de monitoramento de trafico aéreo na zona do acidente do voo Air France 447, no qual morream 228 pessoas, em sua marioria, franceses e brasileiros. A área sobre o oceano Atlântico é considerada um "buraco negro" por não ter cobertura de radares.

O resultado da eleição presidencial iraniana marcou uma
clara diferença entre os dois presidentes. “O Brasil defende a legitimidade da eleição até
que se prove o contrário”, disse Lula, refinando sua percepção de que se
tratava de disputa similar as das torcidas do Vasco e do Flamengo. Sarkozy
lembrou: “Os iranianos foram os primeiros a questionar os resultados das
eleições e ontem, foi a vez de um conselho de aiatolás fazer o mesmo.” No segunda-feira, 6 de Julho, durante encontro com Gordon Brown foi ainda mais explicito afimando que  "os iranianos mereciam coisa melhor."

Por Antonio Ribeiro

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Mais um Airbus cai no mar. Causa do acidente com AF 447 começou com um raio, desta vez é o vento.

terça-feira, 30 de junho de 2009 | 8:33


Na madrugada desta terça-feira um
avião Airbus A310-300 da companhia aérea Yemenia caiu no Oceano Índico. Havia 153 pessoas a bordo (142 passageiros e 11
tripulantes). Bakari Bahiya, uma adolescente de 12 anos de idade foi resgatada com vida. Emissora de rádio das ilhas Comores, informou que foram
vistos cadáveres boiando e uma mancha de carburante à 29 km de Moroni.

A Direção Geral da Aviação Civil
da França informou que havia constatado “um bom número de defeitos” no avião em
2007. O avião não teria pousado em nenhum aeroporto francês desde então. A aeronave entrou em operação em 1990, tinha 51.900 horas de voo (17.300 viagens) e pertencia a Yemenia desde outubro de 1999.

Quase um mês depois do acidente
com o Airbus A330-200 do voo Air France 447, Escritório de Investigações e Análises da Aviação Civil
francesa (BEA), o órgão oficial encarregado de investigar a tragédia onde
morreram 228 pessoas, promete divulgar seu primeiro relatório na quinta-feira, 2 de julho.

Os dispositivos que emitem sinais de localização das caixas pretas do Airbus do AF 447 cessam hoje.

Dominique Bussereau, ministro dos
transportes da França, diz que metereologia ruim pode ter sido a origem do
acidente do A310-300 da Yemena — ventos a 110 km/h.

A primeira versão apresentada
pela Air France foi que o A330-200 do AF 447 poderia ter sido atingido por um
raio.

Por Antonio Ribeiro

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Onde está a imagem?

segunda-feira, 18 de maio de 2009 | 14:09


O Sri Lanka fica longe de Paris. Bem mais longe
ainda do Brasil. No entanto, desde o início da ofensiva do governo local para a extremidade norte do país, controlada pelos Tigres de Libertação do Tamil
Eelam (TLTE), o antigo Ceilão parece um vizinho. Isto pelas notícias dos
jornais, TVs e na internet. Para este colunista, a capital Colombo parece ainda
mais perto do que é na verdade. Volta e meia, converso com um amigo querido e
saudoso que mora lá. Hoje, o governo clama ter vencido a guerra contra os rebeldes
que já dura 26 anos e causou 80.000 mortes — a Índia gastou um bilhão de dólares
e 10.000 soldados para forçar a paz nos anos 1980 e de lá, saiu escorraçada.
Detalhe edificante: não há imagens da “vitória”. Aliás, como o governo proibiu a
presença de jornalistas na região do conflito, até a notícia da “libertação” é
difícil confirmar de forma independente. Mais importante: qual foi o custo em
vidas entre população civil cuja maioria servia de escudo humano para os
Tigres?

Na história contemporânea, a decisão de manter
jornalistas longe das zonas de conflito teve origem na Guerra do Vietnam, a mais bem documentada de todos os
tempos. Os militares americanos julgaram a facilidade de acesso — e suas
consequências na opinião pública — mais determinantes no resultado da guerra do
que a estratégia militar. Já no primeiro conflito importante depois do Vietnam
em que os EUA participaram, a primeira Guerra do Golfo, o acesso dos
jornalistas foi restrito. Lembra-me da brilhante jornalista Dorrit Harazim, na
época Chefe do Escritório da Editora Abril em Nova York, comprar uniformes do
exercito americano para nós, enviados da revista VEJA, burlar o controle
militar. Isto em um primeiro instante. A medida inédita tinha como objetivo
chegar perto dos fatos para informar o leitor. De lá para cá, a coisa só piorou.

O lendário fotojornalista Don McCullin, de 74
anos, cobriu o início do conflito no Sri Lanka para o jornal inglês The
Observer
. Ele
relata na edição de hoje do diário londrino Times
que participou recentemente de um
jantar com veteranos da Guerra das Falklands. Os milicos disseram-lhe o
seguinte: “Sentimos sua falta, Don”. Não há imagens como as de Robert Capa no
Dia D, nas praias da Normandia, ou as de Eugene Smith em Iwo Jima, para lembrar o
que aconteceu nas Malvinas. Há enfadonhos registros visuais para ilustrar almanaques. No caso do Sri Lanka, não se trata de orgulho
militar, a questão é, sobretudo, de outra ordem. A falta de imagens dá margem a
suposição de que a censura do governo esconde um massacre, um crime de guerra,
como já sustenta o tablóide francês Liberation
, baseando em testemunhos de membros da ONG
Médicos Sem Fronteiras.

Pode-se imputar na ausência de imagens e de notícias
independentes a responsabilidade pela longa duração do conflito. Estima-se que
o mundo levou 20 anos para reconhecer os Tigres do Tamil como terroristas. Isto
custou três décadas de atraso a um país com imensas potencialidades.É de
autoria dos Tigres do Tamil a reinvenção moderna do terrorista suicida, método
antigo dos zelotes contra a ocupação do Império Romano na Galiléia; da tribo árabe
dos assassinos contra a invasão dos cruzados. Eles dispensavam o plano de fuga
depois do crime, tal qualo no atentado das Torres Gêmeas em 11 de setembro de 2001. O
carro-bomba foi arma utilizada primeiro em Colombo. Muito antes da guerra civil
no Líbano.

A cobra começa a morder sua extremidade. Se a
presença de jornalistas nas zonas de conflitos pode ser incomoda, a ausência
deles não garante credibilidade. É através do relato independente que os vencedores podem mostrar, claramente, ter algo melhor para oferecer do
que os vencidos.

Por Antonio Ribeiro

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Queda histórica no desempenho das principais empresas: - 9%

sexta-feira, 15 de maio de 2009 | 11:16


As principais empresas francesas que compõe o índice
CAC 40 encolheram 9% no primeiro trimestre de 2009 em relação ao
mesmo período em 2008. Veja o quadro. A primeira coluna corresponde aos
resultados de 2008 e outra à direita, a percentagem do recuo ou da evolução de janeiro a março de 2009. Devido a crise que começou em julho de 2007, a maioria das empresas
engajaram-se em drásticos programas de contenção de despesas, mas o custo de reestruturação
tem sido elevado.

Por Antonio Ribeiro

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A França mergulha em recessão severa

sexta-feira, 15 de maio de 2009 | 9:56


Pronto. Agora é oficial, a França está em
recessão, uma realidade que se percebe claramente nas ruas, lojas e
restaurantes vazios. O produto Interno Bruto francês caiu 1,2% no primeiro
trimestre de 2009, segundo dados divulgados pelo Insee. É preciso voltar a
1974, depois do choque da primeira crise do petróleo, para encontrar um
desempenho equivalente. Trata-se do quarto trimestre consecutivo em que o PIB
francês está em queda livre.

O crescimento econômico do ano passado foi
revisto. Ele ficou em 0,3% no lugar de 0,7%. O Ministério da Economia prevê uma
recessão de -3% para 2009 e violento aumento do desemprego. A crise
econômica destruiu 138.000 empregos nos primeiro três meses de 2009, mais do que todo o
ano de 2008. A ministra Christine Lagarde crê em retomada gradual a partir de
2010. A fragilidade das empresas, o desaquecimento do setor imobiliário ainda
pesam nas contas dos bancos. A receita das principais empresas francesas que compõe o indice CAC 40 tiveram uma queda de 9% em relação ao mesmo período em 2008.

Na zona do euro, o PIB se contraiu 2,5%. Um
ritmo superior ao previsto pelos analistas. Eles esperavam um recuo médio de
2,0%. Só na Alemanha, o motor econômico da Europa, o recuo do PIB foi de 3,8%,
o maior desde a reunificação. Depois de um ano a economia européia já encolheu
4,6%. Tempos bicudos que nenhum analista sério arrisca dizer se já chegou no fundo ou se o pior ainda está por vir.

Por Antonio Ribeiro

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Os Quatrocentos Golpes comemora 50 anos

quinta-feira, 14 de maio de 2009 | 10:08


Em jogo de futebol no internato corretivo o
adolescente Antoine Doinel (Jean-Pierre Léaud) repõe a bola em campo. O jogo
continua. Antoine dá as costas. Corre em direção a fenda do alambrado,
atravessa e escapa. Na fuga, ele elude o instrutor que o persegue. Continua
correndo pela paisagem rural até a praia. Antoine conhece a rígida educação
parental, típica da França nos anos 1950, mas não o mar — e a sensação do
imenso sem limites que ele provoca. Encharca os sapatos nas ondas e depois, olha para
câmera do seu alter ego, François Truffaut. Fim. Assim termina o longa-metragem
Os Incompreendidos

(Les Quatre Cents Coups
). Assim começa a Nouvelle Vague.

A aventura efêmera de um bando de jovens
críticos da revista Cahiers du Cinéma
convertidos em diretores que revolucionou a
sétima arte está comemorando seu cinquentenário no Festival de Cannes deste
ano, do dia 13 ao 24 de maio. A curta epopéia cinematográfica francesa deve
tudo ao libertino Éric Rohmer, ao polemista lírico Jean-Luc Godard e ao
romântico François Truffaut. E ao discípulo do mestre do suspense Alfred
Hitchcock, Claude Chabrol, autor de Nas Garras do Vício
(Le Beau Serge) com Jean-Claude Brialy e do
primeiro sucesso comercial do movimento, Os Primos
(Les Cousins). E também ao mais político do
grupo: Alain Resnais, diretor de Hirochima Meu amor
(Hiroshima mon amour), baseado na obra da escritora
Marguerite Duras.

Ficou da Nouvelle Vague o mito de filmar, pela primeira vez,
livre das regras do cinema convencional e as de Hollywood, em particular.
Mas sua contribuição foi, sobretudo, o talento de filmar as mulheres. Ou
de mostra-las, 24 quadros por segundo, como gostavam de vê-las. O caso de
Patrícia (Jean Seberg), jornaleira do Herald Tribune,
em Acossado (À bout de souffle). E de falar de amor com prosa
cerebral para conquistá-las. Vide os diálogos de Michel Piccoli e Brigitte
Bardot tecidos por Alberto Moravia, adaptados em O Desprezo
(Le mépris). Neste dominio, ninguém foi tão
bem sucedido na tela. Por conseguinte, também debaixo dos lençóis. A atriz
Bernadette Lafont, nas filmagens do curta Les
Mistons, confidenciou a Truffaut: “Lembro de uma tarde
em que fomos ao cinema, não lembro do filme, mas da vontade de pegar na sua
mão, o turbilhão que sentia, o de estar ao seu lado no escuro.”

Antoine de Baecque sustenta em La Nouvelle
Vague, portrait d’une jeunesse
(A Nouvelle Vague, retrato de uma juventude), publicado este mês, os
jovens cineastas como promotores de uma nova maneira de gostar da França,
diferente do país da boina e da baguete, do tradicional. Bem acolhida pelo
público, a Vague foi criticada à direita e à esquerda em um período que
precedeu grandes mudanças de comportamento e valores cujo símbolo maior foi o
movimento estudantil Maio de 68. De um lado, era criticada por não ser engajada
politicamente e do outro, de não ter nada a dizer. O roterista Michael Audiard,
ele mesmo pioneiro quando levou para o cinema as réplicas irreverentes e
rabugentas do parisiense comum, fez um julgamento bem ao seu estilo: “É mais
uma onda do que nova.”

Truffaut conta que “a máfia”, apelido do grupo
de cineastas, vivia em pleno sonho e euforia. Rohmer, o autor de O Signo de Leão
 (Le signe
du lion
), lembra
que não viviam no senso próprio do termo. “A vida rolava na tela, tudo era
cinema” Godard cuidava da missão de rebater os críticos do movimento: “Vocês não
sabem fazer cinema porque não sabem mais o que ele é”. Para eles, o cinema era
eles. Recordes de bilheteria, a fama esmurrando a porta precocemente, belas
namoradas para escolher… A situação era, anormalmente, boa. Isto há 50 anos.
A celebração tem sentido.

Por Antonio Ribeiro

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Um frasco de perfume de outros tempos

quinta-feira, 7 de maio de 2009 | 10:48

“Se queremos que tudo continue como está, é preciso que tudo mude.” A frase é do sobrinho Tancredi Falconeri ao tio, o principe Fabrizo Salina — ambos personagens do magnifico romance O Gattopardo, de Giuseppe Tomasi di Lampedusa, duque de Parma. Ninguém enunciou o postulado de forma tão encantadora e impenetrável quanto o ator francês Alain Delon na obra-prima cinematográfica de Luchino Visconti, a história dos tormentos  de um príncipe da nobreza siciliana durante a tomada do poder pelos revolucionários do Risorgimento na Sicília.

A colônia masculina Eau Sauvage, da Dior, continua igual desde que foi criada pelo perfumista Edmond Roudnistka em 1966. Naquele ano, Alain Delon tinha 31 anos, era considerado o James Dean francês, bonito (beau gosse) como Brigitte Bardot de calças. Desde então, a aparência do ator de 74 anos — quando refere-se a ele mesmo faz como o mito vivo Pelé, na terceira pessoa — mudou muito.

Para que tudo continue como está, ou seja, o clássico Eau Sauvage, mudou o rosto do seu garoto propaganda. Doravante ele é Alain Delon. Mas com uma fotografia do ator feita por Jean-François Périer no balneário de Saint Tropez… em 1966. Algumas mudanças foram feitas na imagem original para adaptar aos novos tempos. Ela perdeu a cor. Virou preto e branco para dar uma ar de nostalgia. O cigarro entre os dedos do galã desapareceu.

A Dior explica a escolha da imagem de Delon para vender o perfume, usado também pelo pai deste blogueiro, que se lembra da fragrância como uma espécie de madalene de Proust: “A imagem não envelheceu, vai nos permitir atrair tanto homens que lembram do Delon na época quanto aos consumidores jovens, seduzidos pelo ar rebelde e irreverente.” Na França, há boa chance de funcionar e além das suas fronteiras? Você sabe quem é o Delon, meu jovem leitor? Se não é o caso, veja O Samurai para começar.

A jogada marqueteira da Dior é alvissareira para ícones destronados pela ação do tempo e chegada de novas beldades. O baú pode conter prosperidade. Condição: não seguir uma moda atual, o puro deleite visual sem nenhum significado além da forma. Delon era bonito, mas tinha conteúdo, mesmo. Hoje, ele equivale a um frasco de perfume de outros tempos.

Por Antonio Ribeiro

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