15/05/2012
às 11:19 \ FrançaTroca de guarda
Durante cerimônia escrupulosamente sóbria, solene, simples e elegante no Palácio do Élysée, em Paris, François Hollande, de 57 anos de idade, tornou-se o sétimo presidente da Quinta República Francesa. Ele é segundo socialista a governar o país. Mas contrário à posse de François Mitterrand, em 1981, desta vez o júbilo cedeu lugar à temperança devido à tarefa que aguarda o novo presidente, arrancar a França da mais profunda crise econômica desde a Segunda Guerra Mundial.
No melhor discurso de sua carreira essencialmente de político profissional, breve e sem lirismo, Hollande convidou seus compatriotas a terem confiança nos recursos “consideráveis” da França. Fez um diagnóstico grave da situação: “Uma dívida maciça, crescimento econômico fraco, competitividade degradada, desemprego elevado e uma Europa que sofre para sair da crise.” Prometeu um estado imparcial – “ele é propriedade de todos” – e sua garantias para o funcionamento de uma justiça independente. “Não podemos ter sacrifícios de um lado e privilégios de outro”, disse Hollande, sob o olhar atento da bela primeira-dama Valérie Trierweiler, a outra metade do primeiro casal de separados na história da Presidência francesa.
Para marcar diferença com seu antecessor Nicolas Sarkozy, acusado de onipresente e hiperativo, Hollande afirmou que estabelecerá as prioridades, mas não decidirá tudo, em todos os assuntos nem em todos os lugares. Hollande citou todos os presidentes da Quinta República adicionando a cada um, uma frase resumindo sua contribuição à França. Na vez de Sarkozy, o presidente alterou a seqüência, desejou seus melhores votos na “nova vida” do ex-presidente. Enquanto, Hollande seguia para depositar flores no Túmulo do Soldado Desconhecido no Arco do Triunfo, Sarkozy já estava correndo com guarda-costas no Bosque de Boulogne, nos arredores de Paris.
Antes de embarcar para Alemanha onde encontra a chanceler Angela Merkel, Hollande nomeou primeiro-ministro o deputado socialista e prefeito de Nantes, Jean-Marc Ayrault, de 62 anos de idade. (Ayrault pronuncia-se Errô) O jatinho Falcon 7x, da Presidência francesa, no qual Hollande embarcou rumo a Berlim teve que retornar a Paris após ser atingido por um raio em pleno voo. O novo presidente trocou de avião e decolou outra vez em um dia marcado por anúncios. O primeiro registrou que o crescimento econômico da França foi nulo no primeiro trimestre de 2012, 0% do Produto Interno Bruto (PIB). No mesmo período, a Alemanha cresceu 0,5% do PIB, índice equivalente a previsão para França até o fim do ano.
Tags: Angela Merkel, François Hollande, François Mitterrand, Nicolas Sarkozy



Dólar abre em alta, mas segue volátil à espera de notícias do BC americano
Após proposta de diálogo dos EUA com talibãs, Afeganistão suspende negociações
Protestos param M'Boi Mirim e Anchieta; agentes da CET fazem greve em São Paulo
Governo atrasa análise da lei das domésticas
Marketing gospel aproxima Super-Homem de Jesus








Alemanha
Espanha
França
Grã-Bretanha
Itália
Portugal
Rússia
Deixe o seu comentário
Aprovamos comentários em que o leitor expressa suas opiniões. Comentários que contenham termos vulgares e palavrões, ofensas, dados pessoais (e-mail, telefone, RG etc.) e links externos, ou que sejam ininteligíveis, serão excluídos. Erros de português não impedirão a publicação de um comentário.
» Conheça as regras para a aprovação de comentários no site de VEJA
1 Comentário
Luiz
-16/05/2012 às 21:12
Início eletrizante: chuva no desfile, raio no avião, 0% do PIB…allez!