04/11/2011
às 14:02 \ EuropaG20: única medida concreta para o FMI é pajear Berlusconi
Embora tenha havido entendimento que os recursos do Fundo Monetário Internacional (FMI) devam ser aumentados, os chefes de estado dos países do G20 (cerca de 80% do PIB global) terminaram a reunião na Riviera Francesa sem uma resolução concreta de como a operação deve ser feita. Nem se chegou a um montante total que será adicionado aos atuais 300 bilhões de dólares destinados a minimizar a crise da dívida soberana européia e aos países que sofrerem a sua influência. O temor de avançar uma cifra é de que o mercado possa considerá-la insuficiente.
Há consenso, no entanto, de que a reserva para empréstimos deve ser, no mínimo, de 700 bilhões de dólares. Adicionados os 250 bilhões de dólares em uma nova alocação de Direitos Especiais de Saque (DES), a moeda do FMI, o montante total pode chegar a 1 trilhão de dólares. Mas a decisão foi adiada para uma reunião entre ministros de finanças prevista para dezembro ou fevereiro do ano que vem.
A única medida concreta que emergiu da reunião de cúpula do G20 no que diz respeito ao FMI, foi o convite da Itália para que auditores do Fundo monitorem as contas do pais quatro vezes ao ano. Dito de outro modo: monitorar se o governo italiano cumpre as promessas de reestruturar sua economia e reduzir os empréstimos. Monitorar? O Presidente do Conselho da Itália Sílvio Berlusconi prefere outros termos: verificar ou cerificar. José Manuel Barroso presidente da Comissão Européia diz que o papel do FMI será muito mais “intrusivo” que o habitual.
As coisas na Itália e por todo o lado europeu estão longe de ser anedota, mas tudo indica que há políticos no Velho Continente que nunca perdem o senso de humor. Segundo Berlusconi, seu país com dívida de 1,9 trilhão de euro, a quarta maior do planeta e cinco vezes superior a da Grécia, não está em situação tão ruim como pintam. “A Itália é a sétima economia do mundo, o consumo não caiu, os restaurantes e os aviões estão cheios e os italianos já estão fazendo reservas em hotéis e resorts para suas férias de fim ano”, disse Berlusconi em entrevista coletiva a imprensa após a reunião do G20.
Mais cedo, o ministro das finanças da Itália, Giulio Tremonti, preveniu o chefe: “Na segunda-feira haverá um desastre no mercado financeiro se você, Silvio, ficar no governo. O problema para Europa e para os mercados, correto ou não, é de fato, você.” Perguntado sobre uma eventual troca de governo na Itália, Berlusconi afirmou que a imprensa, sistematicamente, reporta o contrário dos fatos. Ao lado de Berlusconi, Tremonti também foi indagado sobre o mesmo tema. Preferiu ficar em silêncio. Et la nave va…
Tags: Comissão Européia, crise do euro, Direitos Especiais de Saque (DES), FMI, G20, Giulio Tremonti, PIB, Silvio Berlusconi



Macacos separados da mãe após nascimento têm mais chances de desenvolver doenças
DIU é mais eficaz que pílula para prevenir gravidez
Ministros da saúde de 194 países aprovam plano para melhorar vacinação no mundo
Conferência sobre Mudança Climática em Bonn termina sem avanços
Cientistas batizam nova espécie de aranha em homenagem a Lou Reed









Alemanha
Espanha
França
Grã-Bretanha
Itália
Portugal
Rússia
Deixe o seu comentário
Aprovamos comentários em que o leitor expressa suas opiniões. Comentários que contenham termos vulgares e palavrões, ofensas, dados pessoais (e-mail, telefone, RG etc.) e links externos, ou que sejam ininteligíveis, serão excluídos. Erros de português não impedirão a publicação de um comentário.
» Conheça as regras para a aprovação de comentários no site de VEJA
3 Comentários
Drica
-05/11/2011 às 9:20
A Italia ainda e a setima economia do mundo? Ele esta delirando ou eu estou errada. Pensei que fosse Brasil a setima.
Pereira
-04/11/2011 às 21:40
Silvio Berlusconi a verdade!