
Leitor do blog DE PARIS na Veja.com, o escritor Paulo Coelho que até junho de 2009 vendeu 135 milhões de livros em 155 países e foi traduzido em 69 idiomas, afirma e propõe provar que o título de autor mais vendido no Brasil é dele. O escritor desafia cavalheirescamente Augusto Cury provar o contrário.
Paulo Coelho, em seu refúgio nos Pireneus, escreveu o seguinte ao blog DE PARIS:
Caro Antonio,
É ótimo servir de referencial do mercado, fico lisonjeado quando dizem que vendem mais que o Paulo Coelho.
Me lembro das comparações dos shows de Roberto Carlos no Canecão: quando um artista se apresentava lá, diziam: “teve mais público que Roberto Carlos!”. Alguns meses depois, outro artista subia ao palco, não se referiam ao anterior, e de novo diziam “teve mais público que Roberto Carlos!” A história de “teve mais público que Roberto Carlos” continuou por anos a fio.
Desde que estou no meio literário, outros escritores tiveram títulos que venderam mais que o que eu estava lançando naquele ano. Lembro de dois: Lya Luft e Luis Fernando Veríssimo, escritores de merecido sucesso. Mas continuo, com muita alegria, sendo o referencial de vendagem.
O mercado de livros é assim, as vezes o livro emplaca, outras vezes não. O meu livro “O Vencedor está só”, por exemplo, não emplacou no ano passado. Embora eu tenha colocado amor no trabalho e minha editora tenha feito uma promoção impecável.
Fiquei surpreso com a declaração de um colega autor, Augusto Cury. Ele afirma ter vendido “quase dez milhões de livros”, segundo reportagem da Veja.com. Fiquei curioso para saber como ele chegou a esse numero que lembra o “teve mais público que Roberto Carlos!”. Ele não forneceu os comprovantes.
A credibilidade de um escritor não está apenas no que escreve, mas também em tudo que diz. Acho bem pouco provável que o Augusto Cury tenha vendido “quase” dez milhões de livros em dez anos. Mas posso estar enganado. Eu e todo o mercado livreiro, que está rindo dos números fornecidos.
“Quase” dez milhões de livros significa “quase” um milhão de livros por ano, durante dez anos, o que já teria feito de Cury um sucesso em 1999. Temos pelo menos uma editora em comum e, pelo que apurei, ele terá que ter vendido muitíssimo em outras editoras para chegar a este número.
Fica aqui um desafio cavalheiresco: eu me proponho a solicitar a meus editores todas as notas fiscais durante estes dez anos. Chegaremos a 9,2 milhões de exemplares vendidos. Ponho minha mão no fogo.
Augusto Cury, autor que merece credibilidade até prova ao contrário, fará o mesmo para provar?
De Saint Martin, um abraço.
Paulo Coelho
Por Antonio Ribeiro




Alemanha
Espanha
França
Grã-Bretanha
Itália
Portugal
Rússia





Who is counting?
E fácil jogar a notícia assim, sem fundamento, nem provas? E fica por isso mesmo?
Começo a gostar mais de Paulo Coelho!
Fico chateada que a discussão se resume “a quem vende mais livros”. Este duelo não beneficia o leitor.
Mesmo se esta informação fosse verdade, não adianta o quanto um escritor venda mais que Paulo Coelho, ele nunca chegará ao pés do Mago!
Paulo Coelho vende porque sua obra é pop, universal. O sucesso dele é merecido.
Em qualquer beira de piscina de um hotel legal tem alguém lendo O Alquimista, leitura agradável e inspiradora.
Quem é Augusto Cury?
De Genebra, um abraço,
Vitor
Quem vende mais? Quem vende menos? Quem é mais orgulhoso e vaidoso? Bem, somos todos mortais.
Eu prefiro ficar com uma leitura menos universal. Eu não tenho pretensões de ler alguém que é universal. Detesto algo que seja pretensamente universal. Universal, tô fora.
Já li bastante livros de Paulo Coelho, mas a realidade literária hoje é de Augusto Cury. Quanto ao nobre que perguntou quem era Cury? Basta procurar na revista VEJA a lista dos livros mais vendidos.
Holden Arruda
Imperatriz,MA
Acabei de ler O Vendedor de Sonhos, de Augusto Cury. Nao gostei. Já li vários de Paulo Coelho, também nao gostei. Quem vende mais? Não interessa porque a questão não é dinheiro. O fato é que um não quer perder o torno e outro, quer ganhar. Qual a vantagem para quem lê? Nenhuma.
Não sei quem é pior, o psicólogo auto-ajuda com histórias da Sessão da Tarde, ou o esotérico místico, leitor de horóscopos? Fico com nenhum.
Grande Bastos! Disse tudo.
Caros,
Discutir quem é bom ou ruim escritor é bobagem. Cada um vendeu milhões de livros, não interessa quantos milhões. Para estes milhões de leitores os autores são bons. Temos mania de achar que só o que gostamos é de boa qualidade.
Editora, acho ótima a discussão pela qual fala-se em milhões de leitores. Leitores, sabe? Milhões lendo… é tudo o que quero sempre ouvir: milhões estão lendo. Que sejam livros de Paulo Coelho, Augusto Cury ou dos meus autores. Leiam sempre, leiam muito.
Coisa mais estranha. Eles são escritores ou trata-se de quem conseguiu vender mais? Discussão deprimente, ainda que “cavalheiresca”. A pobreza intelectual é deprimente. Veja, Ângela Puccinelli, qualidade nada tem a ver com vendagem, admiração popular, quantidade. Fosse assim, Hitler não poderia ser criticado. Ele era adorado por seu povo, na época.
Paulo Coelho, é para isto que você escreve?
Prefiro Milan kundera! Ou até memso J. K. Rowling que vendeu bem mais que esses dois juntos.
Paulo Coelho produz uma subliteratura para pessoas ingênuas ou sem formação literária. O que ele escreve parece-me baseado em versinhos bíblicos e revistinha de horóscopo. Ele é um grande comerciante e um espertalhão.
No país do Big Brother, Augusto Cury, lamentalvemente será depreciado por muitos. Os seus livros tem um valor literarário inquestionável.
É lamentável que se discuta quem vende mais que o Paulo Coelho, quando temos escritores e poetas do porte de Guimarães Rosa, João Cabral, Drumond de Andrade, Quintana,etc
Coitado do Cury, ainda tem que comer muito arroz com feijao pra querer se igualar ao Paulo Coelho. Mesmo que ele consiga vender o mesmo tanto um dia … Isso nao significaria que seus livros estejam a autura dos que escreve o Paulo Coelho.
Pode-se questionar a qualidade dos livros de Paulo Coelho. A vendagem mundial de seus livros no entanto, é inquestionável. Seu poder de influência em outros assuntos também. Pôde-se verificar isso hoje, na Dinamarca, na campanha do Rio pelos Jogos Olímpicos de 2016.
Com a publicação deste texto Paulo Coelho assinou seu atestado de infinita pobreza espiritual!
A mim não agrada a leitura de ambos, mas torço para que pelo menos o Augusto Cury não se encontre nesse mesmo nível de mesquinharia.
É lamentável essa postura do Paulo Coelho, já que ela é absolutamente incoerente com tudo o que ele escreve.
Será que não dá para ele aplicar o que escreve?
Teorias… quem quiser que compre!
Fico feliz em saber que não contribui com a compra de nenhum exemplar desse ser esquisito chamado Paulo Coelho. Como brasileiro não tenho nenhum orgulho dele ter nascido no mesmo país que eu e achei uma boa caricatura a fotografia que uniu na Dinamarca o Sr. Lula da Silva, o neo burguês travestido de defensor dos pobres que exala ignorância formal por todos os poros e o este Coelho, que tal a uma heroína sem rumo se diz defensor de um monte de causas vazias enquanto impõe pseudo incoerências existênciais e dispara flechas se acreditando ser o próprio cupido ou uma heroína clássica. Quanta asneira que só comprova: esperteza não necessita de inteligência para se criar.
Quanta pobreza intelectual deste Paulo Coelho, ele deve estar preocupado porque seus últimos livros não vendem mais como antes, mas qualidade de um livro não é medida pela sua venda. Não leio nenhum dos escritores.
Caro Antonio,
Quanta indigência intelectual !
Como se diz na França, “j’ai l’honneur et l’avantage” de informar que nenhum desses dois autores me deve o que quer que seja. Se os deles fossem os ùnicos livros disponìveis nas livrarias, eu optaria por ler listas telefônicas, com muito mais personagens interessantes.
Abraços,
Enrico
Essa peleja entre escritores é um exemplo contundente de como a sindrome da maioria afeta o cérebro. O sintoma mais comum dessa epidemia é manifestada quando autores transferem para os numeros o que não conseguem nas letras. Contudo, a literatura de mercado que produz mais lucro não é de nenhum dos dois. Pertence ao mago financeiro Michael Rubens Bloomberg.
Parem de discutir que vende e pergunte quem gosta e comecem a escrever. O dom literário é maravilhoso. Todos viraremos pó um dia. Sejam mais humildes
Ainda bem que não sou leitora de nenhum. Quem vende mais o que? Porcaria literária?
Talvez 10 milhões de pessoas leram esses livros da seguinte forma: comprou um exemplar e o emprestou para 10 ou 15 colegas/amigos. Depois, o livro irá para o sebo. Tanto faz quem é o autor.
Diferentes leitores leem diferentes livros. Assim como não voto no mais votado, não leio porque é o mais lido. Se for bom, é bom.
Brasil é país de massa inculta, infelizmente. Logo, aqui números são ainda mais relativos no que tange à qualidade. O bom de tudo isso é que pessoas estão lendo, esse é o primeiro passo para o aperfeiçoamento da questão: quem é o melhor?
Entrei no blog para ler a noticia do voo da Air France, por curiosidade procurei o mais lido, e me deparo com o Paulo Coelho (que tambem deseja ser o mais lido, neste caso).
Não sei (e nao me interessa saber) se Augusto Cury afinal mostrou os numeros. Ele está no seu direito de dizer e deixar o onus da prova para os outros.
Mas o que me interessa saber, e isso sim, é por que as pessoas tem essa necessidade mórbida de insultar o Paulo Coelho.
a] Por que ele conseguiu o que todos os sub-criticos aqui nao conseguiram?
b] Por que o ditado árabe diz “os cães ladram e a caravana passa”, e a caravana do Paulo Coelho continua passando?
c] Por que fazer sucesso no Brasil é uma desonra, e ganhar dinheiro honestamente tambem?
Enfim, ao contrario do post do Erick, que eu não tenho ideia de quem seja, eu tenho muito, MUITO orgulho de ter nascido no país de Paulo Coelho, que mostrou ao mundo que não somos apenas carnaval e futebol. Como tenho orgulho de ter nascido no pais do Presidente Lula, que mostrou ao mundo que valemos mais do que muitos países pensavam.
Sugiro ao Sr. Erick trocar seu passaporte e pedir cidadania na Suiça, que tem vacas e chocolates, e mais nada.
É muito fácil lançar palavras rudes a quem gosta da paz. Recordo-me Golias prometendo a morte para Davi, quando, na verdade, a morte espreitava-o. Assisto aos queixosos apropriarem-se de pensamentos alheios no intuito de atacar o imortal Paulo Coelho e me preocupo. Qual é o dom que não deva ser manifesto na pessoalidade, na condição de humanidade, e ainda mais, no livre exercício do expor-se e aguardar as reações. Creio que “Sir Paulo Coelho” fez isso, e eu como irmão templário o saúdo nas três pontas do triangulo sagrado. In hoc signo vince.
Do Paulo Coelho preferia a época que ele fazia ventar ou ficava invisível, pelo menos tinha mais inocência e originalidade. Agora com este ego do tamanho do nosso planeta e um conteúdo tão profundo quanto a superfície do mar enoja. A divergência aqui deveria pautar pela profundidade de conteúdo, ensinamentos. Parece a fogueira das vaidades.
Isto é lixo literario, prefiro o velho Pequeno Principe. Lembram-se de Sidarta (Herman Hess), Admirável Mundo Novo (Aldoux Huxley), 1984 (George Orwell), dá de 100 a zero nesses romanescos descartáveis. Eu não recomendaria aos meus filhos e netos. Vamos lá, Cem Anos de Solidão (Gabriel Garcia Marquez), li há 20 anos e me lembro até hoje. Bons tempos quando se escrevia literatura.
Caros,
O “x” da questão não é quem vende mais livro.
O Paulo Coelho é um escritor que merece todo respeito, mas escreve sobre coisas superflúas e exagera na parte mística.
Agusto Cury é outro escritor q merece respeito, que escreve sobre coisas que realmente importam e usa sua vasta experiência para ajudar o ser humano.
Augusto Cury = médico, psiquiatra, psicoterapeuta, escritor, desenvolveu a teoria da inteligência multifocal, sobre o funcionamento da mente,o processo de construção do pensamento e formação de pensadores.
Paulo Coelho = ………
Li uma reportagem do escritor James Michener sobre o Caminho de Compostela. Vinte anos depois, apareceu O Alquimista. Enquanto lia a grande obra de Paulo Coelho, lembrava-me do relato do escritor americano. O autor brasileiro usou o esqueleto do relatório de Michener.
Omnia Vanitas
O “Mago” e Cury deveriam parar com esses “desafios cavalheirescos” e comecar a ler o Eclesiastes.
“Vaidade, vaidade; tudo é vaidade!”
Como diria o bom poeta: cabotinagem pouca é bobagem!!!