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22/01/2010

às 16:20 \ Brasil-França

Rafale, caiu a ficha

rafaleindia

A licitação sobre o reaparelhamento da FAB, a compra de 36 caças do projeto FX-2, seguia naturalíssima como águas que correm para o mar. Lembrava um passeio no pomar. O blog De Paris não tem a pretensão de considerar a relevância dada ao assunto aqui como o único responsável pela tomada de consciência de tema que por si só sempre mereceu mais atenção alhures. Trata-se da maior compra militar da história do Brasil cuja conta será paga pelo contribuinte durante os próximos 7 mandatos presidenciais.

Mas foi aqui sim que se afirmou pela primeira vez que Lula tinha feito sua escolha pelo Rafale – julho de 2009. Alguns ainda casam a evidência com verbo no condicional. Foi aqui sim, e pela primeira vez, que se ressaltou o desrespeito por regras básicas de uma licitação. Nunca neste país o resultado de uma concorrência foi tão descaradamente anunciada antes do encerramento. Foi aqui sim que se descobriu a estadia de parlamentares brasileiros em Paris pagas, na sua maior parte, pela Dassault, fabricante do Rafale. Foi aqui sim que se revelou que o “deslocamento a Saint Emilion”, como constava na agenda oficial de Nelson Jobim, era jantar do ministro da Defesa no castelo da família Dassault.

E aqui não se escreveu com menos profundidade sobre o assunto do que em qualquer outro espaço da imprensa brasileira. É fácil de constatar que, na maioria dos casos, o empenho foi bem maior.

Nota-se agora uma correria para tirar o atraso da falta de atenção inicial. Tudo bem, antes tarde do nunca. No entanto, é prudente ter cuidado para não tropeçar. A partir de um despacho da agência Indian Express – circula na internet desde abril de 2009 – deduziu-se ter chegado a uma espécie de descoberta da pólvora.

A noticia dá conta da eliminação do Rafale na concorrência para compra de 126 caças para a Força Aérea Indiana (IAF) no valor global de 10 bilhões de dólares. Pegou-se 10 bilhões e dividiu-se por 126 para chegar a 73,34 milhões de dólares o preço de cada caça. Concluiu-se que o preço do Rafale saía pela metade do que a Dassault está oferecendo ao Brasil.

Os 10 bilhões de dólares é uma estimativa de um valor que o próprio Ministério da Defesa da Índia afirma que não foi definido. A Dassault lembra, com razão, que o preço varia em função do volume do estoque de peças de reposição, do tempo do apoio logístico e das especificações do caça exigidas pelo comprador. As especificações da FAB não são as mesmas que as da IAF. A eliminação inicial do Rafale da concorrência não foi, ainda segundo a India, em razão do preço, mas por não cumprir especificações técnicas. A Dassault poderá voltar à licitação desde que atenda as especificações. O Rafale com preço equivalente ao proposto na licitação brasileira perdeu concorrência o para o F-16 (Lockheed Martin) no Marrocos e na Coréia do Sul para o F-15 (Boeing).

Mas o dobro não é muito? Dobro? A proposta de Nicolas Sarkozy a Lula é que o Brasil pague o mesmo que a Aeronáutica e Marinha francesa pagaram pelo Rafale – a única referência de preço pago Rafale até hoje. Ou seja, entre 64 e 70 milhões de euros. O preço está documentado no Livre Blanc, no Senado francês. No entanto, estima-se que o Rafale vai custar em torno 96 milhões de euros para o contribuinte brasileiro.

Portanto, a diferença de preço não está na concorrência indiana cujos dados são vagos, mas entre o que a França pagou e o que o Brasil irá pagar. Ou seja, entre a promessa de Sarkozy e a conta da Dassault. Adicione à equação o elemento que não mudou, o Rafale é mais caro que os seus dois outros concorrentes, o F-18 Super Hornet e o Gripen NG.

Por Antonio Ribeiro

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33 Comentários

  • Antonio

    -

    29/7/2011 às 11:32

    Um aspecto que chama atenção é que os Coreanos esperam adquirir 60 caças modernos de quinta geração com um orçamento de 7,86 bilhões, enquanto nosso FX-2 prevê apenas 36 caças de quarta geração por valores bem mais altos, chegam a 10 bilhões de dolares, mesmo considerando a transferência de tecnogia. Percebe-se que corrupção do governo federal chegou ao FX. Empresas americanas não participam de nossas licitações federais porque são proibidas por lei de pagarem propina .

  • Antonio

    -

    29/7/2011 às 11:32

    Negociação com os Emirados Arabes Unidos (EAU) para a venda do Rafale :

    O radar RBE2 AESA do Rafale não tem detecção e rastreamento de alvos móveis em terra nem integração entre modos ar/ar e ar/terra, bem como tem 10% menos de alcance que o radar do F-16 Block 60 (AN/APG80 de 2003), o que estaria entravando as negociações com os Emirados Árabes, sendo o radar AESA do Rafale inferior ao do F-16 e F18. O Rafale tem tecnologia americana no seu novo radar AESA, sistema de mira, HMD e software de integração de sistemas, sendo necessaria autorização americana, a Dassault não pode transferir 100% da tecnologia do rafale sem autorização americana, seu motor tem tecnologia da Rolls-Royce. O radar, ainda em desenvolvimento, apresenta limitações em relação aos radares já operacionais em outras aeronaves. Superar essas limitações exigirá muito mais tempo e investimento.

    O Rafale tem problemas de projeto seríssimos, a ponto de, por exemplo, a parte elétrica inviabilizar o aumento de seu radar e a utlizaçao de um motor mais potente.
    O aumento de potência exigido pelos EAU para o RBE2 demandará uma total revisão da parte elétrica do Rafale, por absoluta falta de potência, além de interferir com a suíte SPECTRA, gerando interferências eletro-magnéticas que afetam seus sensores.

    A SPECTRA aparentemente não impressionou os peritos dos EUA, que exigem melhorias
    A França teria que fazer a reengenharia de toda a parte elétrica do vetor, a um custo de 2,90 bilhões de Euros. Bem como das tomadas de ar do motor, e nariz do avião, para acomodar um radar AESA mais potente do que aquele que sera instalado no avião.
    Em mais de 10 anos o Rafale perdeu todas as concorrências das quais participou. um avião que ninguem quer comprar, com tecnologia inferior, custos de aquisição e manutenção carissimos.

    Fica muito clara que a proposta de construção do Rafale no Brasil é somente conversa de vendedor. A França está lutando para conseguir exportar o aparelho para manter a linha de produção aberta para a fabricação de 11 unidades por ano. Não faz sentido pensar em montar uma linha no Brasil para 36 unidades. A menos que sejam modelos CKD, para serem “aparafusados” no Brasil. Aí não tem transferência de tecnologia nenhuma.

  • Marcelo Costa

    -

    16/5/2010 às 20:11

    Pois é, se realmente a confirmação da compra dos Rafale se concretizar, a Brasil estará cercando seu “quintal” em relação ao USA, confirmando assim uma aliança com a França, fato que nenhum outro governante deste pais havia tido se quer coragem de tocar no assunto, a Dassault foi unica que aceitou transferir a tecnologia do caça, fato que a Boeing e a SAAB não pode garantir. O Brasil estará saindo de simples comprador de prateleira para ser um vendedor de caças… Dinheiro tem, e muito, maracutaia tem, sempre teve… Vale lembrar, a construção dos quatro submarinos, sendo um com casco para receber energia nuclear (tecnologia brasileira), já teve inicio em um estaleiro da França.

    Saudações a todos.

  • Anouk

    -

    28/1/2010 às 16:22

    Antonio,

    Endosso as palavras do Mario Arone.

    Obrigada e parabéns pelo excelente trabalho.

  • Jaime

    -

    26/1/2010 às 9:29

    Caro Antonio,

    Estamos diante de mais uma arrecadação fraudulenta para financiar o partidão do Brasil.

  • Vanderlei Simionatto

    -

    25/1/2010 às 18:43

    No quesito competência e honestidade, a India dá um banho no Brasil. Apesar das castas, dos velórios no rio Ghandi e tantas crenças medievais, estão demonstrando que lá o dinheiro do contribuinte é mais respeitado. Faltam 11 meses e 6 dias, UFA!

  • Fausto Fontes

    -

    25/1/2010 às 12:56

    Deveriam colocar o Lula para pilotar um desses, somente com a ajuda de Dilma… conhecem tanto sobre aviões!

  • Frederico Menezes

    -

    24/1/2010 às 22:39

    Em qualquer país sério, a compra já seria caso de polícia. O Congresso já convocaria o presidente para se explicar, ameaçando-o de deposição do cargo e, até o Supremo entraria na parada. Lamentavelmente, não temos instituições respeitáveis e que se fazem rspeitar. É bem por isso que Lula apoia a intervenção de movimentos ditos “sociais” no funcionamento da Justiça. Em casos de invasão de terra e de casas, por exemplo.

    O governo vai contra ás recomendações tecnicas e o histórico dos caças no mercado. Tudo nos faz desconfiar de muito mais dinheiro circulando no rastro dessa negociação estranha e espúria.

  • Antonio Ribeiro, de Paris

    -

    24/1/2010 às 12:58

    Caro L. Paula,

    Obrigado pela leitura e envio do comentário.

    A missão da imprensa não é de salvar o Brasil e, a meu juizo, não precisa ser unida.

    O importante é ser objetiva, honesta, independente e corajosa na defesa de princípios claros.

    De Paris, um abraço

    Antonio Ribeiro

  • L. Paula

    -

    24/1/2010 às 12:16

    Parabéns Antonio Ribeiro, pelo excelente trabalho!

    Pela 1ª vez estou lendo sua reportagem, embora leia assiduamente os blogs da Veja.com, especialmente do Reinaldo Azevedo.

    Creio que só a imprensa poderá salvar o Brasil desses desrespeitos e abusos de poder de nosso atual governo.

    A imprensa, unida, representada por jornalistas independentes, democráticos e não captaneados pelo pensamento “transversal totalitário ” o poderá fazer, creio e nós, brasileiros, estaremos agradecidos a vocês.

  • Lima Otasli

    -

    23/1/2010 às 19:17

    De quanto será o valor dos mimos distribuidos para os interessados? Deve ser muita grana a ser distribuida para muitos e cumplices.

  • Galadriel

    -

    23/1/2010 às 14:05

    É ano de Copa do Mundo. O povo quer pão e circo, pouquissimos enxergam além disso. não pensam no amanhã, apenas no agora. Para mudar precisaria ser dada educação ao povo. Fazer a massa pensar. Quanto mais inteligente é um povo, mais revoltado e menos “maracutaias” podem ser feitas.
    É o dilema do ovo e da galinha.

  • Salomão Cohen

    -

    23/1/2010 às 11:06

    Dando-se os nomes aos bois, é uma transação comercial que tem cheiro e cara de corrupção. Acho que qualquer reação a isto é válida. E não entendo, sinceramente, como pode o governo Lula dar cabo a isto sem a mínima reação da sociedade. Acorda Brasil!

  • Antonio Ribeiro, de Paris

    -

    23/1/2010 às 3:17

    Caro José Alberto,

    Obrigado pela leitura e envio do comentário.

    Compartilho da sua opinião. A licitação, o bem público, os impostos pagos pelo cidadão merecem ser tratados com seriedade. Nem todos percebem, de imediato, o que está em jogo. No entanto, José Alberto, não podemos passar sem o humor e a ironia que denotam também, você concordará, inteligência, sabedoria.

    De Paris, um abraço

    Antonio Ribeiro

  • Antonio Ribeiro, de Paris

    -

    23/1/2010 às 2:59

    Mario,
    Leitor desde o início,
    Amigo no Facebook,
    Meu caro,

    Muito obrigado pelas palavras generosas e… não menos contundentes. Fique firme, não há noite tão longa que não encontra o raiar do dia. Vamos em frente.

    De Paris, o de sempre, o meu abraço

    Antonio Ribeiro

  • Loal

    -

    22/1/2010 às 23:24

    Prezado Antonio Ribeiro,

    Parabéns pelo seu excelente trabalho!

  • Sam Saraiva

    -

    22/1/2010 às 23:20

    Espero que o próximo presidente (que não seja um avalizado por Lula) reveja os “contratos” como fez Ivo Morales ao assumir. Negociatas que vão encher a carteira, a meia, a cueca desse governo que tem Lula é crime de lesa a Pátria. Não deve ter valor algum, pois são uns vendidos… Espero um pouco mais, que alem da revisão dessas operações confisquem os bens de todos os envolvidos em favor do Tesouro nacional.
    …e não seria demais desejar uma boa cana pra esses pilantras que se locupletam no apagar das
    luzes da administração petista, como se 8 anos não houvesse sido tempo suficiente para a roubalheira denunciada heroicamente pela imprensa.
    Por que se calam os militares ou reclamam de forma tão suave? Tem boi na linha…

  • Mario Arone

    -

    22/1/2010 às 21:29

    Como já afirmei aqui, justiça seja feita, você vem evidenciando essa fraude desde julho do ano passado. O resto é mais do mesmo.

    Os três caças servem, mas só um está engordando a aposentadoria do Lula. Seu empenho em eleger a poste, ou melhor, a Dilma se deve ao fato que suas ações podem ser investigadas, e em caso de perda da eleição ele pode de repente ser indiciado pelo poder do stato quo do momento, isso seria sair da categoria de “deus” para o que realmente é, um bandido.

    Venhamos e convenhamos nunca na história deste país tivemos, um sabujo, um proxeneta, um imoral, um primário, um canalha, desse quilate como presidente. Tivemos uns péssimos, mas igual à Lula, acho que não teremos mais. Será um alento.

    Desculpe Antonio, sei que você não gosta desse tom no seu blog, e entendo, pelo pouco que te conheço. Reconheço sua educação e a sua maneira de tratar às coisas, me desculpe de novo, é que tem dias que o ar no Brasil fica irrespirável e dá vontade é de sumir, mas para onde? O mundo está tomado de estúpidos e arrogantes.

    De São Paulo

    Mario Arone

  • Paulo de Linhares.

    -

    22/1/2010 às 21:18

    País estranho o Brasil. Para importar, pagamos pelo mais caro. Para exportar, vendemos sempre por menos!

  • Jose Alberto Lanzoni

    -

    22/1/2010 às 21:15

    Sabe, o mais dificil é notar que um problema tão sério com esse é levado na bricadeira, na gozação de muitos comentários. Você que faz isso e paga a conta é um idiota.

  • Abdias Mello

    -

    22/1/2010 às 21:10

    Senhores:
    Não entendo muito sobre aviões, imperialismo, estória ou história desse país, guerras, política, esquerda e direita, mas em minutos, consigo identificar um safado, dois safados, uma quadrilha, com ou sem as chavez, Ivo ou evo.
    Peço a Deus que ilumine nosso prisidenti para decidir com racionalidade, imparcialidade. Peço também que, ao final do seu mandato, possa dormir o chamado “sono dos justos” (sem culpas).
    O tempo e a conciência não se calam.
    Uma transação dessa importância e magnitude, não poderia ser tratada por inconsequentes e irresponsáveis. Essas pessoas deveriam ser responsabilizadas e chamadas a pagar a conta do prejuízo, banidos da vida pública e, presos. Alguém que não gosta dos americanos e que não quer admitir a superioridade da Boing, está batendo pé e defendendo esta suspeita transação. A nação (sociedade brasileira) pagará a conta. Nossos pilotos podem estar sendo sumariamente condenados.
    Proponho um sorteio (não poderiam ser indicados e nem filiados a partidos políticos) dos dez melhores pilotos brasileiros, para se exercitarem nas três concorrentes, assistidos pela imprensa desse pais para (protegidos pelo Supremo Tribunal) falarem à nação sobre qualidades e defeitos.
    Será que o projeto Dáçô constará no PAC II. Dançô? Não acredito.

  • Ivan

    -

    22/1/2010 às 20:23

    Impressionante a complacência da oposição brasileira com o governo Lula!
    O presidente escolhe contra a avaliação técnica da Aeronáutica. Escolhe o caça mais caro e ninguém pede explicação.
    Lula tem todo o direito de decidir, mas o contribuinte tem o direito de saber porque.
    A oposição tem que protocolar um pedido de informação e precisa fazer isso publicamente.
    Se o Congresso não quer saber, não liga, diz amém é uma pena. Mas o cidadão quer saber e Lula precisa esclarecer sua decisão.

  • R. Aguiar

    -

    22/1/2010 às 20:09

    São por essas e outras atitudes de Lula que ele tem 80% de aprovação popular. Ainta bem que faço parte dos 20% restantes.

  • R. Aguiar

    -

    22/1/2010 às 20:01

    E pensar que o Sr. Lula intitula-se de cidadão mais ético e honesto do Brasil. Não sei se é prá rir ou prá chorar, mas com o Lula não sabe o sentido de ético e nem de honesto é mesmo prá rir.
    Em contra partida temos mesmo é que chorar pela ingnorância de 80% da população brasileira que aprova estes desmandos do cara que não sabe de nada, que assina tudo sem ler e aprova uma compra de aviões reprovados pela Aeronáutica e com preços muito superiores aos de mercado.
    Realmente nunca houve um desgoverno igual a este no Brasil.

  • Ademaro Mollo Júnior

    -

    22/1/2010 às 19:43

    Aterrorizante a absoluta amoralidade que impera neste país
    Quem falta ser comprado com os impostos que pagamos?
    Liquidação geral dos artistas, intelectuais, jornalistas, entidades de classe – leia-se OAB, imprensa.
    e o povo gosta! E viva o povo!

  • Antonio Ribeiro, de Paris

    -

    22/1/2010 às 18:17

    Quem não fala, Hendel?

    Está escrito no post “Ares de Maracutaia”, do blog De Paris:

    “O Brasil inicia ano eleitoral, época em que os partidos políticos procuram melhorar a tesouraria. Pode até ser uma dessas raríssimas exceções da história onde procedimentos pouco ortodoxos e a falta de transparência esconde um processo lícito. Mas desta vez, ninguém pode ser cobrado emprestímo de termo sonoro do colorido vocabulário do presidente Lula. A licitação dos caças para FAB não é só um “fechem o bico, quem manda sou eu”, ela tem ares de maracutaia.”

    http://veja.abril.com.br/blog/de-paris/brasil-franca/ares-de-maracutaia/

    De Paris, um abraço

    Antonio Ribeiro

  • Hendel Engelsdorf

    -

    22/1/2010 às 18:09

    Por que não falam nada sobre o fato da compra acontecer em ano eleitoral? Para onde vai o dinheiro da supervalorização dos caças?

  • Antonio Ribeiro, de Paris

    -

    22/1/2010 às 17:58

    Alan,
    Caro,

    Veja se os posts do blog De Paris abaixo respondem sua questão.

    http://veja.abril.com.br/blog/de-paris/brasil-franca/piloto-do-rafale

    http://veja.abril.com.br/blog/de-paris/brasil-franca/destrocos-do-rafale-localizados-no-mar-mediterraneo/

    De Paris, um abraço

    Antonio Ribeiro

  • Rocha Rodrigues

    -

    22/1/2010 às 17:50

    Os especialistas em aviação militar sabem que o F/A-18E/F Super Hornet supera os demais concorrentes no principal aspecto a ser considerado, que é justamente o radar de bordo (AN/APG-79) associado à suíte de aviônica. A sofisticada capacidade de SADL (Situational Awareness Data Link) da aeronave da Boeing, já amplamente testada em combate, permite enorme integração de meios ar-ar e ar-terra, sendo esse recurso limitado ou não existente no mesmo nível nas outras duas aeronaves competidoras. Do ponto de vista da tecnologia militar usada nas aeronaves em questão, comparar o F/A-18 com o Rafale e o Grippen é o mesmo que comparar uma Ferrari com um Corsa Classic ou um Fiat Siena. Quaisquer outras questões a respeito do assunto perdem valor diante dessa constatação.

  • Jurandir

    -

    22/1/2010 às 17:49

    Eu acredito em Papai Noel. Eu acredito que os anões morrem, se nunca vi um único enterro dos mesmos. Eu acredito que aquele bacalhal seco do mercado um dia teve cabeça, mesmo que eu nunca tendo visto uma. Também acredito que existe genro que anda com a foto da sogra na carteira! E claro, estou certo que ninguém está levando um por fora nesta palhaçada, travestida de concorrência.
    Desde o início foi jogo de cartas marcadas. Escolheu um avião que é só existe na prancheta, um projeto. Escolheram outro do qual não transferem tecnologia e quando dizem repassar, tem alguma restrição na hora de vender para outros países. Depois vem me falar em parceria estratégica.
    Acorda Brasil! A conta quem vai pagar somos nós.

  • Beto - SP

    -

    22/1/2010 às 17:47

    Onde estão os os militares do governo Lula que não opinam sobre esta roubalheira?

  • Alan Adriano, Porto Alegre RS

    -

    22/1/2010 às 17:42

    Qual caça, teve duas quedas no mesmo dia, sem ter o motivo revelado?

  • José Silvério

    -

    22/1/2010 às 17:13

    Lembro-me do tempo em que o partido que está no governo era contra tudo o que está aí!

 

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