30/05/2012
às 10:54 \ BrasilEx-presidente
No vácuo, sem partículas de suspensão e segundo os preceitos republicanos, a reunião de três figurões não deveria ter acontecido. Participaram do convescote, um magistrado do Supremo Tribunal Federal (STF) e dois outros indivíduos que, se não estão mais na ativa, carregam o peso dos cargos que exerceram.
A figura de ex-presidente deve ser exemplar. No mínimo, ter um comportamento sóbrio e sereno. Nos melhores casos, desempenhar o papel de velho sábio, experimentado conselheiro para questões críticas e espécie de reserva moral da nação. Ainda que não podemos contribuir nesta tradição com um José Sarney ou Fernando Collor de Mello, a história está repleta de boas referências. Fernando Henrique Cardoso, justiça se faça, toma boa parte. O posto de juiz do STF é vitalício, a retidão e conformidade com o direito não acaba com a chegada da aposentadoria paga com suado dinheiro de contribuintes do fisco.
Contudo seria prudente não deixar escapar o cerne da questão, o objetivo principal do encontro entre Lula e Gilmar Mendes no escritório de Nelson Jobim, Lago Sul, em Brasília. Seja lá quais tenham sido as palavras exatas entre os três, a situação é claríssima. Mal informado e com soberba própria dele mesmo, Lula achou ter munição para coagir um magistrado do STF. Isso às vésperas do julgamento do maior show de corrupção do país, onde a estrela do seu partido, o PT, brilhou como protagonista.
Neste aspecto, Gilmar Mendes tem razão. É a bandidagem em curso. Depois da avalanche de entrevistas, o juiz não deixou de ser enfático nesta direção. Não é o caso, não está provado que Mendes tenha se beneficiado de favores. Mas digamos que tenha sido para simples efeito de figura retórica. A coisa fica ainda pior. Ou seja, usa-se um delito para, através da chantagem, tentar provocar outro. É método de malfeitor e não de ex-presidente.
A presidente Dilma Roussef escolheu melhor caminho. Tomou distância de uma disputa desnecessária para o Brasil. Faz muito bem.
Tags: Dilma Rousseff, Fernando Collor de Mello, Gilmar Mendes, José Sarney, Lula, Nelson Jobim, PT












Boatos sobre fim do Bolsa Família: Dilma admite que pode ter ocorrido falha na Caixa
Combates na cidade síria de Al Qusair deixam ao menos 20 mortos
Oito alimentos que parecem saudáveis, mas não são
Rosberg conquista pole em Mônaco em dia ruim para Massa








Alemanha
Espanha
França
Grã-Bretanha
Itália
Portugal
Rússia