
Thierry Henry: "Sim foi mão, mas eu não sou o juiz do jogo"
A ação irregular do atacante francês que ajudou o passe para o defensor Gallas marcar o gol que classificou a França para Copa do Mundo da África do Sul foi ainda mais clara que a famosa “Mão de Deus” de Maradona contra a Inglaterra nas quartas-de-final da Copa do México, em 1986. Milhões de telespectatadores viram ao vivo. E reviram várias vezes nos videotapes. Só o juiz sueco Martin Hansson - e seus três colegas de arbitragem - não viu ou fingiu não ter visto.
Depois da partida, Thierry Henry admitiu ter controlado a bola com a mão. “Sim, foi mão, mas eu não sou o juiz do jogo,” disse o número 12 da França. O italiano Giovanni Trapattoni, treinador da Irlanda, declarou: “Nós vimos o arbitro hesitar, olhar para o Henry, ele deveria ter lhe perguntado. Se o juiz tivesse colocado a questão ao Henry, o atacante teria dito.”
Veja o lance pelo vídeo da TV francesa TF1 onde Henry, em impedimento, toca duas vezes com a mão na bola:
Internautas organizaram um abaixo assinado pedindo a Joseph Sepp Blatter, presidente da FIFA, o uso de vídeos nas partidas de futebol para ajudar o árbitro decidir lances duvidosos. Ela está aqui. Dermot Ahern, ministro da Justiça da Irlanda e apaixonado por futebol, pediu a FIFA que organize um novo jogo. “É o mínimo que devemos para milhões de torcedores jovens ou ficará a impressão de que se você trapacear, você ganha.” Alguns torcedores iniciaram a campanha na internet para boicotar produtos que Thierry Henry anuncia. A Gillette, fabricante de lâminas para barbear, escolheu o atacante francês, o tenista Roger Federer e o golfista Tiger Woods, porque segundo a companhia, eles representam os “verdadeiros valores do esporte”.




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