
Barack Obama foi a Fort Hood, no Texas, prestar homenagem à memória de 13 soldados, assassinados pelo major americano de origem palestina, Nidal Malik Hasan. O oficial do III Corps, de 39 anos, psiquiatra de formação, executou os colegas descarregando mais de 100 balas sob os gritos de Allahu Akbar (Deus é grande, em árabe). Logo depois do presidente discursar diante de 13 rifles M-4, capacetes, pares de botas e fotografias das vítimas, teve lugar na Ala Oeste da Casa Branca, a tradicional entrevista à imprensa do porta-voz do governo, Robert Gibbs.
Um jornalista fez uma pergunta singela - que gente impertinente! - ao porta-voz: “Segundo a Casa Branca, qual é a definição de terrorista? Gibbs apresentou o seguinte apagão: “Eu não sou funcionário do Departamento de Justiça.” A oratória de Obama é considerada uma das mais talentosas que já habitou o principal endereço da Avenida Pensilvânia, em Washington. Ontem, no entanto, véspera de uma reunião onde o presidente discutirá quantos soldados americanos adicionais aos 21.000 enviará para o Afeganistão, ela perdeu em eloquência para o silêncio do porta-voz.




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