Blogs e Colunistas

Arquivo de setembro de 2009

30/09/2009

às 16:54 \ Américas

Uma linha

Democracias garantem ao acusado, o contraditório, a defesa e a igualdade de partes.

Por Antonio Ribeiro

29/09/2009

às 9:32 \ Américas

A letra fria da lei

constituicao-de-hondurasDa Constituição hondurenha:

“O cidadão que tenha ocupado o Poder Executivo não poderá ser presidente ou indicado. Quem transgredir a disposição ou propuser reformá-la, assim como aqueles que o apoiarem, direta ou indiretamente, cessarão de exercer de imediato seus respectivos cargos. Os infratores ficarão proibidos durante dez anos de exercer qualquer função pública.” (Foi o que fez Manuel Zelaya.)

“Nenhum hondurenho poderá ser expatriado nem entregue pelas autoridades a um Estado estrangeiro”. (Foi o que fez o governo interino.)

polichineloResumo da ópera-bufa: o polichinelo capaz de presuadir a existência de santo na história recente de Honduras, tem lugar garantido de contorcionista no picadeiro do Cirque du Soleil. Foi bem por isso que escrevemos aqui : “Chamar hondurenho de golpista é fácil.” (O que fazem Lula e Celso Amorim). Chamar Cuba pelo nome, de ditadura, o que é  também fato inquestionável, eles não tem coragem.

Por Antonio Ribeiro

28/09/2009

às 15:03 \ Américas

Filme velho

Quem paga uma lempira para ver de novo?

Quem paga uma lempira para ver de novo?

A França, velha democracia, também tem como Honduras, um abracadabra constitucional que permite colocar o país em estado de sítio do dia para noite. É o famoso Artigo 16 do título que trata dos poderes do presidente da República. Detalhe edificante: nunca foi usado. Nem nos momentos mais graves.

O Artigo 16 data da Constituição de 1958 que inaugurou a V República francesa, vigente até hoje. Na época, o presidente da França era o general Charles de Gaulle. Seu principal opositor, o ex-presidente socialista François Mitterrand dizia, nos momentos oportunos e nos outros, que  presença do Artigo 16 na Constituição deixava a França sob ameaça permanente de um golpe de estado.

Bem, em 1981, Mitterrand assumiu o poder e governou a França durante 14 anos. Os dois mandatos de 7 anos fizeram dele o presidente francês mais longevo da história republicana francesa. Detalhe edificante: Mitterrand  deixou o Artigo 16 tal qual como o encontrou. O ex-presidentes Jacques Chirac, durante dois mandatos, e o atual, Nicolas Sarkozy, até ontem, jamais cogitaram abolir o artigo. Ele continua intacto como os arsenais nucleares da force de frappe, existe para persuadir respeito.

A tradição das velhas democracias européias demonstra que não se abre mão das instituições para governar nos momentos graves. Elas são aliadas na defesa do estado de direito. A Itália nunca aboliu a democracia para vencer o terrorismo das Brigadas Vermelhas. A Inglaterra sofreu frequentes atentados IRA irlandês, sempre na democracia. O grupo terrorista comunista Baader-Meinhof foi vencido na antiga Alemanha Ocidental sem que os cidadãos perdessem seus direitos individuais.

Estado de sitio, regime de exceção é característico das republiquetas de banana tal como Honduras, o pinico onde o governo Lula anda afogando a diplomacia brasileira.

Abaixo o Artigo 16 da Constituição francesa :

Lorsque les institutions de la République, l’indépendance de la nation, l’intégrité de son territoire ou l’exécution de ses engagements internationaux sont menacés d’une manière grave et immédiate et que le fonctionnement régulier des pouvoirs publics constitutionnels est interrompu, le Président de la République prend les mesures exigées par ces circonstances, après consultation officielle du Premier ministre, des présidents des assemblées ainsi que du Conseil constitutionnel.

Il en informe la nation par un message.

Ces mesures doivent être inspirées par la volonté d’assurer aux pouvoirs publics constitutionnels, dans les moindres délais, les moyens d’accomplir leur mission. Le Conseil constitutionnel est consulté à leur sujet.

Le Parlement se réunit de plein droit.

L’Assemblée nationale ne peut être dissoute pendant l’exercice des pouvoirs exceptionnels.

Por Antonio Ribeiro

28/09/2009

às 7:01 \ Futebol

Florentino coloca o Real Madrid na linha

No esquadro de Florentino: Cristiano Ronaldo e Kaká

No esquadro de Florentino Pérez: Cristiano Ronaldo mira no exemplo del Curato

O empreiteiro madrileno Florentino Pérez gastou 256 milhões de euros para contratar mão de obra qualificada. Kaká, Cristiano Ronaldo, Karim Benzema, Xabi Alonso. Isto na Espanha, onde 8 em cada 10 operários da construção civil perderam o seu ganha pão no ano passado. O índice de desemprego no reino da Península Ibérica é de 18,5% do Produto Interno Bruto, o maior da Europa.

Se não fosse a recusa renitente do Bayern de Munique, Pérez teria desembolsado mais 70 milhões de euros levando o atacante francês Frank Ribery para o Real Madrid, clube que  comanda desde junho de 2008. Aceita a proposta, ela seria a venda mais cara do esporte bretão depois da compra de Cristiano Ronaldo. A gastança não para aí. Até 2010,  orçamento do Real mira nos 442 milhões de euros, são 15 milhões de euros a mais do que o da temporada anterior.

A valentia de Pérez leva crer a conta bancária do Real em denso azul como o uniforme alternativo do time. Não é o caso, longe disso. O clube madrileno amarga uma dívida de 457 milhões de euros, um passivo financeiro de 564 milhões de euros – quase o triplo do seu patrimônio, estimado em 196 milhões de euros. Acionários de empresas em situação análoga – e o Real faz parte desta divisão – já estariam apertando com força o botão de alarme.

No entanto, 907 sócios entre os 1.012 presentes na última Assembleia Geral do Real Madrid, dia 20 de setembro, foram favoráveis ao plano financeiro apresentado pelos tesoureiros de Florentino Péres. Mais: deram mínima atenção para o aumento de 10%  em suas contribuições anuais. Situação em que o pintor Francisco José de Goya y Lucientes (1746 – 1828), fabuloso cronista pictórico de seu tempo, teria feito um quadro com gosto.

Já é a segunda vez que Florentino monta uma equipe de sonhos a preço de ouro. A formação de Luis Figo, Ronaldo Nazário, Zinedine Zidane, David Beckham, Raul e outras estrelas, inscreveu-se na história com o apelido de Galácticos. O Real entre os anos 2000 e 2006, a primeira gestão da presidência Florentino Péres, foi bicampeão da Liga da espanhola, ganhou a Copa e a Supercopa da Europa. Conquistou também algo que o nome não reflete o rosto, mas é considerado a cereja em cima do bolo, o Campeonato Intercontinental de Clube — a partida patrocinada pela Toyota em Tóquio entre os clubes campeões da América do Sul e Europa.

Títulos e os salários milionários dos Galácticos criaram uma situação onde correr atrás da bola transformou-se na menor dos preocupações dos jogadores. Os merengues daquela época eram mais vistos em discotecas, revistas de celebridades e em anúncios publicitários do que em campo. O time passou a ser chamado, jocosamente e com escárnio, de “Zidane e os Pavões”. A sequência de derrotas vexatórias acabou com a fiesta e com as siestas. O time foi desfeito. A lembrança do precedente é o único receio que o comando do popular Florentino Pérez provoca.

Para contrapor, o presidente do Real acaba de introduzir uma novidade no futebol. Doravante, os jogadores do Real devem respeitar um código de boa conduta. São 8 mandamentos que incluem a pontualidade nos treinos, simpatia com os torcedores, respeito aos valores do clube fundado em 1902 e mais vitorioso do século passado, a mentalidade do esforço, vestuário comedida, colaboração estreita com os dirigentes e com a imprensa, e limitação nas atividades a risco. Mas sobretudo, a proibição de noitadas durante o período de trabalho. Quem não respeitar, paga multa pesada, 100.000 euros.

O alvo não é Kaká, a quem os companheiros de equipe chamam, carinhosamente, de El CuratoO Padreco. Florentino não quer seus atletas imitando o comportamento de Cristiano Ronaldo – salário de 24.657 euros por dia – fora das quatro linhas. Exemplo: escapada hollywoodianas para namorar fogosas como a modelo Paris Hilton nem pensar. A medida já teve feito imediato. Cristiano e Benzema declinaram a oferta de acesso VIP ao Budha e ao Garamond, os dois clubes noturnos mais badalados da capital espanhola, terreno de outras conquistas dos velhos Galácticos, solteiros ou casados.

A punição às transgressões extra campo dos jogadores milionários sustenta em contexto particular. Uma pesquisa revelou que embora desempregados, alguns torcedores do Real ainda encontram jeito de pagar o ingresso para manter ocupados a maioria dos 80.350 confortáveis lugares do Estádio Santiago Bernabéu. A crise econômica espanhola não afetou a venda das camisas do clube – 70 reais cada. Seguido a assinatura do contrato com o Real, Cristiano Ronaldo fez vender 15 camisas com seu nome estampado nas costas em um minuto.

Em contrapartida, as reações dos torcedores contra resultados ruins tornaram-se mais contundentes. O fenômeno não se restringe a Espanha, ele vai ganhando força na Europa que vive sua recessão mais dura desde a Segunda Guerra. Ronaldinho Gaúcho, por exemplo, foi surpreendido no início de setembro por torcedores do Milan AC quando saía de um festival de música latino-americana de Assago, na Itália. Eles não queriam autógrafos nem fotos do atacante, aproximaram-se dele para dar uma bronca: “Vai para casa dormir.”

Ronaldinho Gaúcho transformou-se, traço por traço, no retrato falado do jogador de futebol intolerável em tempos de crise. Ele tem um salário milionário, desempenho pífio – joga bem abaixo do nível do ganhador da Bola de Ouro 2005 – e carrega a fama inapelável de serial festeiro. Ninguém dá bola para o perna de pau e farrista que ganha pouco.

Por Antonio Ribeiro

27/09/2009

às 7:31 \ Brasil-França

Asa de Rafale localizada no Mediterrâneo

doisrafale1A marinha francesa encontrou parte da  asa  de dois çaças Rafale que colidiram no  ar e caíram no Mar Mediterrâneo, na quinta-feira passada, 24 de setembro. Ela foi encontrada à 40 km do ponto onde foi resgatado o piloto Yann Beuafis, de 40 anos.

A marinha segue as buscas em uma área de 100 km quadrados ao largo do Cabo Béar na tentativa de encontrar o segundo piloto, o capitão François Duflot, de 45 anos. Os Rafales não são equipados com caixas-pretas tão complexas quando aviões de linha.

O avião de combate Rafale, fabricado pela Dassault Aviation, foi anunciado como o preferido por Lula da Silva em uma licitação de 36 caças no valor de 7 bilhões de reais. O anúncio aconteceu no dia 7 de setembro, durante a visita do presidente da França, Nicolas Sarkozy, ao Brasil.

O Ministério da Defesa brasileiro, por sua vez, deu sequência a um teatro para manter  aparências. O vencedor da licitação que envolve além do Rafale, o caça F-18 Super Hornet Americano e o Gripen NG, fabricado pela sueca Saab, será revelado no dia do 2 de outubro, dizem eles. A escolha do Rafale foi decida em julho, como foi escrito aqui, em primeira mão.

Por Antonio Ribeiro

27/09/2009

às 6:21 \ Diplomacia

Na casa da mãe Joana

Fábula do sapo e do escorpião: Itamaraty pede moderação a Zelaya

Fábula do sapo e do escorpião: Itamaraty pede moderação a Zelaya

La rana y el escorpión

Un escorpión, que deseaba atravesar un río, le dijo a una rana:

- Llévame a tu espalda.

- ¡Que te lleve a mi espalda! -contestó la rana-. ¡Ni pensarlo! ¡Te conozco! ¡Si te llevo a mi espalda, me picarás y me matarás!

-No seas estúpida -le dijo entonces el escorpión-. ¿No ves que si te pico te hundirás en el agua y que yo, como no sé nadar, también me ahogaré?

Los dos animales siguieron discutiendo durante un rato, y el escorpión se mostró tan persuasivo que la rana aceptó cruzar el río con él. Lo cargó sobre su resbaladiza espalda, donde él se agarró, y empezaron la travesía.

Llegados en medio del gran río, de repente el escorpión picó a la rana. Ésta sintió que el veneno mortal se extendía por su cuerpo y, mientras se ahogaba, y con ella el escorpión, le gritó:

- ¡Ves! ¡Te lo había dicho! ¿Pero qué has hecho?

- No puedo evitarlo. Es mi naturaleza.

***

Leia o relato de Thaís Oyama, enviada especial de VEJA a Tegucigalpa, aqui.

Por Antonio Ribeiro

25/09/2009

às 21:18 \ Diplomacia

No topo do mausoléu

notopodomausoleu

Se as fotografias de grupo nos grandes foros internacionais valessem como as posições dos dirigentes soviéticos em cima do mausoléu do Lênin durante os desfiles militares do 7 de novembro, em Moscou, Lula da Silva teria razão de achar que seu poder de influência  está no alto da prateleira. Ora ele aparece ao lado da rainha da Inglaterra ora de Sarkozy ora do anfitrião da reunião. Foi o caso mais uma vez. Vejam-no lá, à esquerda de Obama, na “fotografia de família” do G20 reunido na confluência dos rios Allegheny e Monongahela, em Pittsburgh.

Certa altura, um crítico de arte diante de um quadro do espanhol Pablo Picasso disse ao autor: “Isso não é uma mulher”. Recebeu a seguinte réplica de troco: “Bidu! Não é mesmo, isso é uma pintura.” Pelo que foi gasto na operação Manuel Zelaya, a mais ousada tentativa de colocar o Brasil entre os países que pesam no cenário internacional, o ex-presidente hondurenho já deveria estar aonde o fizeram apear de pijamas. Não é bem o cenário que se assiste.

Pelas manchetes dos jornais brasileiros, tem-se a impressão que o destino da humanidade está sendo decidido na pedenga de Tegucigalpa. Por sorte dos terráqueos, a bola corre rente a grama. Creia, caríssimo leitor, não está não. A questão hondurenha só apareceu no radar por alguns instantes devido ao seu exotismo. Voltou a justa medida com a mesma rapidez. Ou seja, sumiu.

Curioso observar o caloroso debate entre o time do houve golpe e aqueles que dizem ter-se respeitado a constituição hondurenha. Golpe houve em um golpe em curso. Qual é o golpista mais bonito? Ao que parece, ele tem sido aferido, sobretudo, pela máxima “o inimigo do meu inimigo é meu amigo” no contexto da política doméstica.

Pintura.

Por Antonio Ribeiro

25/09/2009

às 17:34 \ Diplomacia

No comments

Winston Churchill: “Sem comentários é uma esplendida expressão. Estou usando-a cada vez mais.”

Winston Churchill: “Sem comentários é uma esplêndida expressão. Estou usando-a cada vez mais.”

Por Antonio Ribeiro

25/09/2009

às 12:50 \ Fórmula 1

Deja vu? Não, agora é urucubaca.

No mesmo lugar da tramoia, o Renault acidentado menos os patrocínios do ING e Mutua.

No mesmo lugar da tramoia, o Renault acidentado menos os patrocínios do ING e Mutua.

Extraordinária coincidência. Durante os treinos classificatórios do Grande Prêmio de Singapura, o piloto da Renault, Romain Grosjean, bateu exatamente no mesmo lugar do acidente premeditado de Nelsinho Piquet, em 2008.

Quando os organizadores da corrida anunciaram o acidente, os mecânicos da Renault riram achando que fosse piada. Grosjean que saiu ileso do acidente não achou graça, comunicou por radio ao comando da equipe: “Desculpem, eu perdi o controle do carro.” Seu companheiro de equipe Fernando Alonso, também na pista e que terminou os  treinos em segundo lugar,  depois de ser informado, perguntou  incrédulo: “Sério, naquela curva?”

Os treinos foram suspensos por 10 minutos, até a retirada do carro. Ontem, o grupo financeiro holandês ING e a seguradora espanhola Mutua Madrilena, retiram o patrocínio da Renault devido as condenações da Federação Internacional de Automobilismo.

Por Antonio Ribeiro

25/09/2009

às 9:22 \ Brasil-França

Piloto do Rafale: “Houve colisão no ar.”

colisaorafale

Dois caças Rafale do porta-aviões nuclear francês Charles-de-Gaulle caíram ontem quinta-feira, 24 de setembro, no Mar Mediterrâneo. O piloto Yann Beaufils se ejetou do aparelho e foi resgatado.  Nota do Sirpa-Marine, órgão de relações públicas da marinha francesa, informou que importantes meios aéreos e náuticos – a fragata Courbert, uma lancha da polícia marítima, três helicópteros Dauphin da marinha e um Ecureuil da Polícia Nacional – continuam a operação para recuperar o segundo piloto, o capitão François Duflot, até agora desaparecido. Ele tem 45 anos e 5.000 horas de voo.

O acidente ocorreu às 13h de Brasília, a 30 km a sudoeste da cidade de Perpignan, no sul da França, durante um exercício para validar os parâmetros de catapultagem na configuração do avião. O relato do piloto resgatado, de 40 anos e 3.000 horas de voo, dá conta de uma “colisão no ar”, a hipótese mais provável para a causa do acidente.

O capitão Beaufils disse que após ter-se ejetato percebeu que o avião do colega continou voando. A marinha francesa afirma ter perdido o sinal do Rafale em e ainda não encontou nenhum destroço do caça. O relevo submarino abaixo zona da colisão varia entre 500 e 600 metros. O ministro da Defesa francês Hervé Morin ordenou a abertura de investigação sobre o “acidente de voo”.

O avião de combate Rafale, fabricado pela Dassault Aviation, foi anunciado por Lula da Silva, no dia 7 de setembro, durante a visita de Nicolas Sarkozy ao Brasil, como o preferido em uma licitação de 36 caças no valor de 7 bilhões de reais. O Rafale está a venda desde 2001, mas fora a França, a Dassault nunca encontrou comprador. A encomenda do governo Lula é capital para sobrevivência do setor militar da companhia.

O acidente ao largo de Perpignan é o segundo na história do Rafale cujo primeiro modelo voou em 2001. Em 2007, um deles caiu na Correze, região central da França. As investigações descartaram problema técnico no aparelho, atribuíram como causa da queda a “desorientação espacial” do piloto.

Parte das forças da OTAN, o Rafale vem realizando com sucesso missões no conflito afegão – despeja diariamente bombas americanas de 250 kg teleguiadas por laser. Segundo especialistas militares, o caça francês é um excelente avião de combate supersônico. O problema é o seu preço elevado se comparado aos concorrentes do mesmo nível. Quase o preço do Aerolula, o Rafale custa 50 milhões de euros.

Por Antonio Ribeiro

 

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