17/05/2012
às 17:21 \ FrançaBonito
O novo presidente da França, François Hollande, fez bonito. Ele decretou hoje, uma redução de 30% no seu salário e de todos os seus ministros. Doravante, ao invés ganhar 21.300 euros brutos mensais, ele vai embolsar 14.910 euros. A remuneração é igual ao salário do seu primeiro-ministro Jean-Marc Ayrault. Os ministros passam de 14.200 euros para 9.940 euros por mês. O contribuinte francês que paga impostos entre os mais elevados da Europa em um país mergulhado na maior crise econômica-financeira desde a Segunda Guerra Mundial agradece. Merece até aplausos.
Merece mesmo? Vejamos. O novo salário do presidente francês é certamente inferior aos 17.016 euros mensais que a chanceler Angela Merkel recebe para governar a Alemanha a maior economia do continente, mas ele equivale ao salário de David Cameron, primeiro-ministro britânico – 14.800 euros mensais. Seria pedir muito que Hollande fizesse como o Presidente do Conselho da Itália, Mario Monti, que entre as medidas anticrise decidiu receber zero euro por mês. Ninguém é de ferro e todo trabalho deve ser remunerado.
O melhor vem agora. Hollande reduziu o salário dos seus ministros. Sucede que no governo anterior havia 15 ministérios e agora, sob administração socialista, são 34 ministérios! Durante o governo do ex-primeiro-ministro François Fillon a folha de pagamentos de seus ministros representava 383.400 euros mensais. Agora ela é de 337.900. Ou seja, um barulhão para economizar 45.450 euros por mês. A equipe marqueteira que cuida da imagem do governo Hollande merecia estes 45.450 euros.
Mas o que são 45.450 euros mensais para o estado francês, o maior empregador do país? A França tem em torno de 7 milhões de funcionários públicos. Um em cada cinco franceses da mão de obra ativa é pago pelo estado. Melhor dizendo, pelo contribuinte, pagador de impostos. O Tribunal de Contas da França estima que cada funcionário custa ao longo de sua vida 3,5 milhões de euros. Faça a conta, eu não dou conta, mas é o montante que o goveno francês deveria prestar contas.
Tags: Angela Merkel, crise do euro, David Cameron, Europa, França, François Hollande, Itália, Jean-Marc Ayrault, Mario Monti












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