30/11/2012
às 14:02 \ Copa das ConfederaçõesTécnicos prometem uma briga acirrada em 2013
Os técnicos das seleções participantes da Copa das Confederações de 2013 acreditam que o ensaio geral para o Mundial de 2014 será uma competição extremamente difícil – e prometem trazer força máxima ao país para tentar conquistar a taça, erguida pela seleção brasileira nas duas últimas edições. O Brasil, aliás, ainda é visto com extremo respeito pelos oponentes, mesmo enfrentando uma fase de transição em seu comando. “A quantidade de bons jogadores que aparece no Brasil é incrível. Olhando de fora, não tenho uma visão tão pessimista quanto a de vocês. O Brasil é uma potência do futebol”, disse Oscar Tabárez, treinador do Uruguai, ao ser questionado sobre o momento vivido pelo futebol do país-sede. O uruguaio, que levou sua seleção à quarta colocação na Copa do Mundo de 2010, na África do Sul, disse que disputar a Copa das Confederações será um momento especial: “Todos os treinadores aqui reunidos têm desafios muito grandes à sua frente, mas para nós é diferente, pois voltar ao primeiro escalão era um sonho quando comecei o trabalho, sete anos atrás. Agora que reconquistamos o direito de estar num torneio como esse, vamos aproveitar ao máximo.”
A Espanha vive um momento diferente que o Uruguai, mas a campeã da Europa e do Mundo também dá grande importância à competição. “Estamos nos preparando da melhor forma possível para prestigiar essa Copa de campeões”, disse o treinador espanhol, Vicente Del Bosque. E o atual campeão mundial garantiu que convocará o melhor time possível para o evento. “Nossa conduta, seja num amistoso, seja numa competição, costuma ser a mesma: sempre tentamos reunir os principais jogadores. A Copa das Confederações é muito importante, portanto traremos os melhores.” Del Bosque, que não quis comentar a troca de comando na seleção brasileira (“É uma questão interna de vocês”), se disse “convicto de que o Brasil será um grande oponente” no ensaio geral para a Copa. Diplomático, o espanhol driblou as perguntas a respeito da qualidade do futebol brasileiro hoje (“seria muito atrevido da minha parte falar sobre isso”) e sobre a superioridade de sua seleção em relação à equipe pentacampeã do mundo (“não acredito que sejamos tão diferentes assim”). Vicente Del Bosque só aceitou tentar explicar a fase extraordinária do futebol espanhol – e disse que isso é o resultado de uma conjunção de fatores. “Conseguimos criar um equilíbrio entre a organização tática e o talento na parte técnica, mas só deu certo graças ao surgimento de uma geração excepcional de jogadores”, avaliou.
Derrotado pela Espanha de Del Bosque na final da Eurocopa deste ano, o técnico da Itália, Cesare Prandelli, destacou a juventude de sua equipe, e afirmou que a Copa das Confederações será a chance de sua equipe amadurecer. “A Copa das Confederações, para mim, começa hoje. Sabemos que o torneio é um primeiro passo para o Mundial. Temos um grupo muito interessante de jogadores, mas eles não tiveram a chance de acumular experiência.” Correndo por fora na disputa do título, a seleção mexicana promete complicar para os favoritos Brasil, Espanha, Itália e Uruguai. “Sabemos que não será nada fácil, que teremos seleções muito importantes. Mas sempre que participamos de um torneio vamos com uma firme intenção de ganhar, seja qual for o adversário”, garantiu o técnico José Manuel De La Torre. Com pretensões bem mais modestas, o italiano Alberto Zaccheroni, que comanda o Japão, se disse ansioso. “Conhecemos nossa força e sabemos quais são os nossos desafios. Vamos enfrentar adversários que vivem em outra realidade, mas não temos medo.” Goleado pela seleção de Mano num amistoso recente, Zaccheroni confessou ter sido pego de surpresa pela ausência do técnico gaúcho no encontro desta semana. “Honestamente, fiquei surpreso com a troca, por causa dos resultados que ele vinha conseguindo. A equipe brasileira me impressionou pela determinação e pela qualidade”, elogiou.
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