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Uruguai

30/11/2012

às 14:02 \ Copa das Confederações

Técnicos prometem uma briga acirrada em 2013

O espanhol Del Bosque (à esq.) e o uruguaio Tabárez (Foto: Paulo Whitaker/Reuters)

O espanhol Del Bosque (à esq.) e o uruguaio Tabárez (Foto: Paulo Whitaker/Reuters)

Os técnicos das seleções participantes da Copa das Confederações de 2013 acreditam que o ensaio geral para o Mundial de 2014 será uma competição extremamente difícil – e prometem trazer força máxima ao país para tentar conquistar a taça, erguida pela seleção brasileira nas duas últimas edições. O Brasil, aliás, ainda é visto com extremo respeito pelos oponentes, mesmo enfrentando uma fase de transição em seu comando. “A quantidade de bons jogadores que aparece no Brasil é incrível. Olhando de fora, não tenho uma visão tão pessimista quanto a de vocês. O Brasil é uma potência do futebol”, disse Oscar Tabárez, treinador do Uruguai, ao ser questionado sobre o momento vivido pelo futebol do país-sede. O uruguaio, que levou sua seleção à quarta colocação na Copa do Mundo de 2010, na África do Sul, disse que disputar a Copa das Confederações será um momento especial: “Todos os treinadores aqui reunidos têm desafios muito grandes à sua frente, mas para nós é diferente, pois voltar ao primeiro escalão era um sonho quando comecei o trabalho, sete anos atrás. Agora que reconquistamos o direito de estar num torneio como esse, vamos aproveitar ao máximo.”

A Espanha vive um momento diferente que o Uruguai, mas a campeã da Europa e do Mundo também dá grande importância à competição. “Estamos nos preparando da melhor forma possível para prestigiar essa Copa de campeões”, disse o treinador espanhol, Vicente Del Bosque. E o atual campeão mundial garantiu que convocará o melhor time possível para o evento. “Nossa conduta, seja num amistoso, seja numa competição, costuma ser a mesma: sempre tentamos reunir os principais jogadores. A Copa das Confederações é muito importante, portanto traremos os melhores.” Del Bosque, que não quis comentar a troca de comando na seleção brasileira (“É uma questão interna de vocês”), se disse “convicto de que o Brasil será um grande oponente” no ensaio geral para a Copa. Diplomático, o espanhol driblou as perguntas a respeito da qualidade do futebol brasileiro hoje (“seria muito atrevido da minha parte falar sobre isso”) e sobre a superioridade de sua seleção em relação à equipe pentacampeã do mundo (“não acredito que sejamos tão diferentes assim”). Vicente Del Bosque só aceitou tentar explicar a fase extraordinária do futebol espanhol – e disse que isso é o resultado de uma conjunção de fatores. “Conseguimos criar um equilíbrio entre a organização tática e o talento na parte técnica, mas só deu certo graças ao surgimento de uma geração excepcional de jogadores”, avaliou.

Derrotado pela Espanha de Del Bosque na final da Eurocopa deste ano, o técnico da Itália, Cesare Prandelli, destacou a juventude de sua equipe, e afirmou que a Copa das Confederações será a chance de sua equipe amadurecer. “A Copa das Confederações, para mim, começa hoje. Sabemos que o torneio é um primeiro passo para o Mundial. Temos um grupo muito interessante de jogadores, mas eles não tiveram a chance de acumular experiência.” Correndo por fora na disputa do título, a seleção mexicana promete complicar para os favoritos Brasil, Espanha, Itália e Uruguai. “Sabemos que não será nada fácil, que teremos seleções muito importantes. Mas sempre que participamos de um torneio vamos com uma firme intenção de ganhar, seja qual for o adversário”, garantiu o técnico José Manuel De La Torre. Com pretensões bem mais modestas, o italiano Alberto Zaccheroni, que comanda o Japão, se disse ansioso. “Conhecemos nossa força e sabemos quais são os nossos desafios. Vamos enfrentar adversários que vivem em outra realidade, mas não temos medo.” Goleado pela seleção de Mano num amistoso recente, Zaccheroni confessou ter sido pego de surpresa pela ausência do técnico gaúcho no encontro desta semana. “Honestamente, fiquei surpreso com a troca, por causa dos resultados que ele vinha conseguindo. A equipe brasileira me impressionou pela determinação e pela qualidade”, elogiou.

Leia também: Felipão prevê manutenção da base e mudanças graduais

Prandelli, da Itália: 'Para mim, 2013 começa hoje' (Foto: Paulo Whitaker/Reuters)

Prandelli, da Itália: 'Para mim, 2013 começa hoje' (Foto: Paulo Whitaker/Reuters)

12/07/2010

às 9:40 \ Seleções

Depois da Copa, a nova ordem no futebol

A primeira Copa do Mundo que não teve pelo menos uma das quatro seleções mais famosas do planeta na final (Brasil, Itália, Alemanha e Argentina) terminou com o surgimento de uma nova grande força – e com sinais preocupantes de decadência para duas outras. Também adiou mais uma vez uma revolução há muito esperada: a ascensão dos africanos ao grupo das grandes seleções. A seguir, quem mais ganhou e quem mais perdeu no primeiro Mundial disputado no continente africano:

SOBEM:

A Espanha, campeã mundial, não conseguiu apenas sua primeira taça. Foi também uma vencedora de Copa com estilo próprio, que conseguiu conquistar o Mundial jogando de uma forma muito diferente das adversárias – o que promete influenciar outros times, sinal de que é, de fato, candidata a potência da bola. Atual campeã europeia e mundial, subiu ao primeiro escalão do futebol.

A Holanda, vice, apesar da nova derrota em finais – sua terceira na história -, provou mais uma vez sua força. Isso apesar de não ter trazido à África do Sul uma geração especialmente talentosa (já tinha vindo à Copa com equipes muito melhores, mas se deparou com gigantes como o Brasil e a Alemanha no caminho). Falta, ainda, o salto final, com a conquista do primeiro troféu.

O Uruguai dificilmente repetirá o desempenho deste Mundial nas próximas competições, pois foi bem mais longe do que seu time permitia sonhar. Mas a campanha sensacional e o quarto lugar conquistado na África recolocaram o nome do país bicampeão no mapa da bola. Ainda valorizaram jogadores que não tinham o reconhecimento que mereciam, a começar pelo Bola de Ouro Forlán.

NA MESMA:

O Brasil repetiu a campanha de 2006, com uma derrota nas quartas-de-final. Não foi uma total surpresa, pela forma que o time vinha jogando até aquele momento. A seleção mais vencedora da história segue com o mesmo desafio: conseguir se organizar para aproveitar totalmente todos os talentos que tem à disposição. E a missão terá de ser cumprida em casa, dentro de quatro anos.

A Alemanha trouxe uma novidade à África: um estilo de jogo mais leve, criativo e bonito de se ver. Influência de uma preciosa safra de jovens craques, essa mudança no jeito de jogar não deu o resultado esperado: como em 2006, a seleção caiu na semi. Não levanta um título há vinte anos. Precisa desencantar para alcançar o patamar da Itália – e sonhar em chegar no do Brasil.

As seleções africanas seguem com a mesma fama. São cheias de talentos individuais, mas não conseguem formar seleções campeãs, nem mesmo quando têm uma inédita chance de jogar em casa. Seus craques já disputam os campeonatos mais importantes do mundo, mas faltam organização e estrutura nas próprias federações locais. Continuam sonhando em alcançar uma inédita semi numa Copa.

DESCEM:

A França foi o grande fiasco do Mundial. Chocou os torcedores e especialistas ao apresentar um futebol paupérrimo, sem rosto nem organização, apenas quatro anos depois de chegar à final da Copa. Para completar, deu vexame com as brigas entre técnico, jogadores e dirigentes. Começa a dar pistas de que o título de 1998 e o vice de 2006 foram só milagres do supercraque Zidane.

A Itália, assim como a França, caiu logo na primeira fase, mas pelo menos teve comportamento digno – faltou mesmo futebol. Os italianos trouxeram à África do Sul uma equipe que mesclava jovens jogadores e remanescentes da conquista de 2006. Não deu o resultado previsto. Carece de boas revelações, mas pode estar atravessando apenas uma etapa de transição entre duas gerações.

A Inglaterra perdeu uma chance de ouro de se confirmar entre as grandes campeãs. Contava com um técnico experiente e famoso por ganhar a qualquer preço; tinha uma equipe cheia de astros no auge, como Rooney, Terry e Gerrard; caiu numa chave fácil. Não adiantou: foi atropelada pela Alemanha. Como a França, ela é uma ex-campeã que parece não pertencer ao primeiro escalão.

(Por Giancarlo Lepiani, de Johannesburgo)

10/07/2010

às 17:23 \ Jogos, Seleções

Alemanha repete 2006 e fica com terceiro lugar. Uruguai fechou campanha honrosa

Khedira comemora o gol da vitória, enquanto Lugano, com as mãos na cabeça, lamenta (Foto: Getty)

Pela segunda vez consecutiva, a Alemanha termina uma Copa do Mundo sentindo um sabor agridoce: conseguiu uma campanha excelente, se decepcionou com uma eliminação inesperada na semifinal e ganhou como prêmio de consolação o terceiro lugar. Assim como no Mundial disputado em sua casa, em 2006, a seleção tricampeã do mundo conseguiu superar o trauma da derrota na semi (neste ano foi para a Espanha) e derrotou o Uruguai, neste sábado, no estádio Nelson Mandela Bay, em Port Elizabeth, para conquistar uma terceira colocação pela quarta vez nas Copas – além de 2006, tinha levado o bronze também em 1970, quando disputou o jogo de consolação contra o próprio Uruguai. O 3 a 2 deste sábado contra os uruguaios, com gols marcados por Muller, Jansen e Khedira (Cavani e Forlán marcaram pelos sul-americanos), selou mais uma boa participação alemã – o país agora tem mais jogos disputados em Copa que o Brasil. Para o Uruguai, restou a imagem positiva de uma campanha heróica e surpreendente.

Muller abre o placar para a Alemanha: Lugano pede impedimento, mas já era tarde (Foto: Getty)

Apesar de ter entrado para o jogo com um time cheio de reservas, a Alemanha começou pressionando e tomando conta da partida. Os melhores jogadores alemães nesta Copa – Schweinsteiger, Muller e Oezil – costuravam os principais lances ofensivos. E foi numa jogada com participação de dois deles que a Alemanha abriu o placar, aos 19 minutos. Schweinsteiger mandou uma bomba e o goleiro Muslera não conseguiu segurar, espalmando para o centro da área. O jovem Muller, bem colocado, só empurrou para o gol – e marcou pela quinta vez neste Mundial, se igualando a Sneijder e David Villa. Em desvantagem, o Uruguai começou a atacar mais e conseguiu o empate aos 28 minutos. Perez roubou de Schweinsteiger no meio e iniciou um contragolpe rápido com Suárez. Ele passou com perfeição para Cavani, que superou o goleiro Butt com tranquilidade. A partida ganhou em equilíbrio, e Suárez teve uma chance de ouro para colocar o Uruguai em vantagem aos 42. Ele invadiu a área e chutou pela esquerda do gol, raspando a trave.

Forlán vira o placar: chute com categoria e quinto gol marcado nesta Copa (Foto: Getty)

Mesmo com a chance perdida, o Uruguai não demoraria a virar a partida no segundo tempo. E conseguiu o 2 a 1 em grande estilo – Arevalo Rios cruzou e o artilheiro Forlán, com um belíssimo voleio, matou o goleiro alemão e chegou a cinco gols no torneio. A vantagem uruguaia, porém, durou só cinco minutos. Aos 11, Boateng cruzou da direita e o lateral Jansen, na esquerda, entrou na área para completar de cabeça. O duelo esquentou, e a partida passou a ser extremamente disputada, com divididas fortes e muita dedicação das duas equipe. Com poucos lances criados com a bola rolando, o desempate só saiu numa bola parada, aos 37 minutos da etapa final. Em escanteio cobrado por Oezil pela direita, Lugano não conseguiu afastar e a bola sobrou para o volante Khedira marcar de cabeça. O gol premiou a ótima Copa disputada pelo volante de origem tunisiana – e castigou um Uruguai que poderia ter tido melhor sorte na partida. No último lance do jogo, Forlán, sem dúvida um dos nomes da Copa, ainda carimbou o travessão, encerrando de forma honrosa um Mundial primoroso da celeste.

(Por Giancarlo Lepiani, de Johannesburgo)

10/07/2010

às 13:49 \ Jogos, Seleções

‘Jogo do anticlímax’ vale só pelos craques

Uruguai e Alemanha entram em campo logo mais, às 15h30 deste sábado, em Port Elizabeth, para uma partida que costuma ficar no rodapé da história dos Mundiais: a disputa de terceiro lugar. Para muitos, é uma decisão inútil, que não deveria nem sequer existir; para outros, uma tradição chata, que vale só para a TV poder exibir mais uma partida da Copa. Para as duas seleções envolvidas, porém, tudo depende das circunstâncias. Há quatro anos atrás, os alemães deram tudo no seu jogo contra Portugal – eram os donos da casa e o terceiro lugar teria um significado honroso. Neste sábado, não devem repetir a mesma dedicação, já que brigar pela medalha de bronze é no mínimo anticlimático para uma equipe que vinha sendo considerada a melhor do Mundial. Do lado uruguaio, o jogo é como se fosse uma pequena final.

O time não chegava entre os quatro primeiros havia quarenta anos, e o terceiro lugar será muito valorizado no pequeno país sul-americano. Curiosamente, a última vez que as seleções se enfrentaram numa Copa foi justamente na decisão de terceiro lugar de 1970, com vitória alemã por 1 a 0. Neste sábado, a partida importa mesmo é para o torcedor que queria ver de novo alguns dos melhores jogadores da competição. O Uruguai contará com Diego Forlán, candidato a artilheiro e à Bola de Ouro da Copa, que deve ir para o jogo apesar de não estar em sua melhor forma. Entre os alemães, destaque para os craques que têm na partida uma chance a mais para conquistar glórias individuais. O atacante Klose precisava de um gol para igualar Ronaldo como o maior artilheiro das Copas, mas deve começar no banco. Já Oezil e Schweinsteiger tentam conquistar mais alguns votos na corrida pela Bola de Ouro. E Thomas Muller volta de suspensão para tentar garantir o troféu de melhor jogador jovem da Copa. Nada mau para um jogo que vale quase nada.

(Por Giancarlo Lepiani, de Johannesburgo)

09/07/2010

às 10:56 \ Seleções

Polvo Paul aponta Espanha como campeã

Na final contra a Holanda, Paul aposta na vitória da Fúria (Foto: AFP)

Com 100% de aproveitamento em todos os jogos da Alemanha que previu até agora – inclusive a derrota para a Espanha na semifinal – o polvo Paul solta mais uma de suas previsões para os desafios finais da Copa do Mundo.

Para o animal, que fica no aquário alemão de Sea Life, em Oberhausen, a Espanha sairá com o título inédito deste Mundial, vencendo a Holanda no confronto final deste domingo. Na disputa do 3º lugar, que ocorre no sábado entre Alemanha e Uruguai, ele apostou na vitória de sua seleção.

A previsão de Paul funciona assim: são colocadas duas caixinhas com comida dentro do aquário dele, cada uma com a bandeira da seleção que entrará em campo, e a que ele escolhe e abre para comer deverá vencer o jogo. Até agora, não errou nenhuma previsão, mas é a primeira vez que ele é questionado sobre um jogo que não envolve o time alemão.

Na disputa pelo 3º lugar, polvo prevê que Alemanha vence Uruguai (Foto: AFP)

08/07/2010

às 5:02 \ Replay

Disputa por título inédito

HOJE… As equipes da Espanha e da Holanda acordaram nesta quinta-feira com um prazo de só quatro dias de preparação para o maior jogo da história de suas seleções. Com a vitória dos espanhóis contra os alemães, 1 a 0, na quarta, foi garantida a realização de uma final entre dois países que jamais conquistaram um Mundial. Haverá, portanto, um novo campeão do mundo no domingo, no estádio Soccer City. A Holanda já disputou duas finais, e perdeu as duas – mas em ambos os casos jogou contra uma seleção que estava em casa. A Espanha jamais chegou tão longe num Mundial.

ONTEM… A última vez que a final da Copa teve a garantia de que surgiria um novo campeão foi há 32 anos – curiosamente, na última Copa realizada no hemisfério sul antes do atual Mundial. Na Argentina-1978, os donos da casa tentavam seu primeiro título, em plena ditadura militar, quase com a obrigação de vencer. Tinham pela frente os holandeses, vice-campeões na Copa anterior, na Alemanha-1974. Assim como agora, duas seleções que já tinham sentido o sabor de conquistar a Copa ficaram para trás na fase semifinal e tiveram de se contentar com a disputa de terceiro lugar – o Brasil venceu a Itália por 2 a 1, em 24 de junho de 1978. No sábado, será a vez do duelo entre Alemanha e Uruguai. Um dia depois, jogam Holanda e Espanha. E há 32 anos, os holandeses deixaram escapar a chance do título inédito para os argentinos, que desde então ganharam mais uma Copa, em 1986. No vídeo a seguir, o jogo decisivo de 1978 e a glória de uma nova campeã do mundo:

(Por Giancarlo Lepiani, de Johannesburgo)

06/07/2010

às 18:02 \ Seleções

O Uruguai caiu de pé. E com orgulho

Apesar do abatimento, o técnico do Uruguai, Oscar Tabarez, mostrou que a seleção uruguaia saiu de forma honrosa da disputa pelo título, na derrota por 3 a 2 contra a Holanda, nesta sexta-feira, na Cidade do Cabo. Em sua entrevista coletiva, o comandante celeste foi um craque. “Estou orgulhoso dos meus jogadores. Fizemos o que pudemos. Aceitamos a derrota. Os holandeses foram melhores”, disse, sem apelar para qualquer tipo de desculpa para a derrota. Ele até teria uma brecha para isso – o segundo gol holandês saiu de jogada irregular. “Não é a primeira vez que isso acontece em Copa”, afirmou Tabarez, sobre o erro da arbitragem. “Não é hora de chorar nem arrumar desculpas. Tentamos, mas não conseguimos.” De acordo com o técnico, a seleção sul-americana está mais do que satisfeita com sua campanha. “Se existisse alguma forma ideal de perder, nossa partida de hoje seria a mais próxima disso.” Tabarez ainda prometeu dar tudo para conquistar o terceiro lugar, na disputa marcada para sábado, em Port Elizabeth. “Precisamos deixar uma boa imagem. É mais uma oportunidade de mostrar a todos no futebol mundial o que somos como time e tudo o que conseguimos fazer, apesar das nossas limitações.”

(Por Giancarlo Lepiani, da Cidade do Cabo)

06/07/2010

às 17:23 \ Jogos, Seleções

Holanda bate Uruguai, vai à sua terceira final e quer buscar o 1º título no domingo

Sneijder, holandês que sempre resolve: quatro gols e seis vitórias pela seleção laranja (Foto: Getty)

Na mesma toada que a levou de seleção desacreditada a vencedora implacável de partidas neste Mundial, a Holanda, responsável pela eliminação do Brasil, garantiu nesta terça-feira uma vaga na decisão da Copa – a terceira final de sua história. Com a sexta vitória em seis partidas disputadas na África do Sul, o time que não encanta mas sempre ganha acabou com a trajetória surpreendente do Uruguai, que também tentava chegar à sua terceira decisão. A vitória da seleção laranja nesta terça-feira, no estádio Green Point, na Cidade do Cabo, por 3 a 2, estendeu uma campanha irrepreensível dos holandeses, desde a disputa das Eliminatórias (oito vitórias em oito jogos) até o Mundial (de novo, 100% de vitórias). Agora, eles esperam o desfecho da outra semifinal, entre Alemanha e Espanha, na quarta, para saber quem estará do outro lado de mais uma final europeia de Copa – assim como em 2006, quando França e Itália disputaram o título. A Holanda tenta sua primeira conquista. Nas duas finais que já disputou, foi derrotada – mas jogava contra a seleção da casa, na Alemanha-1974 e na Argentina-1978. No domingo, o jogo será em campo neutro, no estádio Soccer City, em Johannesburgo.

Na primeira etapa, a Holanda começou melhor, mas o Uruguai em nenhum momento se intimidou, apesar de ter adotado estratégia cautelosa no início. A equipe laranja tinha mais posse de bola e procurava agredir mais. O Uruguai tentava congestionar o meio e roubar a bola em condições de surpreender na frente. Kuyt, no rebote do goleiro, aos 3 minutos, chutou pelo alto e deu o primeiro susto no Uruguai. Aos 9 minutos, num cruzamento de Kuyt, Van Persie quase alcançou com a cabeça. O Uruguai marcava muito forte e ensaiava algum perigo nos contragolpes, mas o ataque se resumia a Forlán e Cavani (o substituto do suspenso Suárez). O craque da Holanda no Mundial apareceu pela primeira vez aos 12 minutos: Sneijder dominou na frente da área, cortou o zagueiro e soltou um petardo, mas ele atingiu Van Persie no caminho para o gol. A Holanda enfim furou o bloqueio uruguaio aos 18 minutos – e teve de recorrer a um chute de longa distância para abrir o placar.

Não foi, diga-se, um chute qualquer. O capitão Van Bronckhorst dominou na intermediária esquerda, aparou a bola com carinho e soltou um canhão no ângulo direito, marcando um dos gols mais bonitos da Copa. A abertura do placar, no entanto, não mudou o comportamento das equipes. A Holanda continuava tomando a iniciativa, e o Uruguai, esperando para atacar sem assumir grandes riscos – um 2 a 0, afinal, seria dificílimo de reverter. A partir dos 30, porém, a seleção celeste começou a se soltar um pouco mais, equilibrando o jogo, ainda que sem criar chances claras de gol. Mas aos 40 minutos, o craque do Uruguai deu novos rumos à partida. Forlán dominou na faixa central do campo, cortou um marcador e disparou um chute venenoso, matando o goleiro Stekelenburg, empatando o duelo e anotando seu quarto tento na Copa. Pode ter demorado, mas os jogadores finalmente se adaptaram à bola Jabulani – em só meio tempo de semifinal, foram dois gols em chutes extraordinários.

Van Bronckhorst comemora seu golaço no primeiro tempo: bomba no ângulo (Foto: Getty)

A Holanda voltou para a segunda etapa ainda mais ofensiva. Percebendo que o Uruguai não ia sair para o jogo, o técnico Bert van Marwijk ousou, trocando o volante De Zeeuw, que levou um chute na cara num lance acidental no primeiro tempo, pelo meia Van der Vaart. A seleção laranja começava o segundo tempo com dois meias ofensivos e três atacantes. Mas o primeiro lance de grande perigo foi do Uruguai. O lateral Boulahrouz atrasou na fogueira, o goleiro Stekelenburg dividiu com Cavani e Pereira, na sobra, chutou por cobertura. A bola só não entrou por causa da presença de Van Bronkhorst sob a trave. Apesar do grande potencial ofensivo, a Holanda parecia estar pouco inspirada, e os pontas Kuyt e Robben eram contidos com relativa facilidade pelos uruguaios. Os contra-ataques da celeste acabavam sendo mais perigosos que a insistência holandesa no ataque. Aos 22 minutos, por exemplo, numa falta cavada nas imediações da área, Forlán bateu e ameaçou mais uma vez.

O troco veio logo em seguida, numa oportunidade de gol incrível desperdiçada por Robben. Van Persie foi lançado e acionou Van der Vaart, que bateu forte. O goleiro Muslera espalmou e a bola sobrou limpa para o ponteiro – mas no pé direito, o seu ruim. Ele disparou por cima. No lance seguinte, aos 25 minutos, a Holanda desempatou o jogo. Sneijder dominou dentro da área, armou o chute e mandou rasteiro. No caminho estava Van Persie, impedido, que atrapalhou o goleiro, apesar de não ter alcançado a bola. Gol ilegal validado, Uruguai novamente em desvantagem. Foi o quarto gol de Sneijder, um dos candidatos a craque da Copa – e homem decisivo para a Holanda, marcando sempre nos momentos mais delicados do jogo. Apenas três minutos depois, a Holanda colocou um pé na grande final ao ampliar o placar, com Robben, numa cabeçada perfeita, depois de cruzamento de Kuyt. Os dois pontas finalmente apareciam, e a seleção holandesa ficava às portas de sua terceira final. Aos 47, Maxi Pereira ainda diminuiu o placar, no desespero. Ainda teve tempo para um sufoco, mas não para outro milagre uruguaio. É a hora do primeiro título laranja?

(Por Giancarlo Lepiani, da Cidade do Cabo)

Forlán, o craque uruguaio: quarto gol na Copa, para empatar a partida. Não foi o bastante (Foto: Getty)

06/07/2010

às 11:13 \ Jogos, Seleções

Holanda e Uruguai, os 2 semifinalistas da surpresa, tentam chegar a mais uma final

O uruguaio Forlán e o holandês Sneijder (Fotos: Getty Images)

Ninguém esperava que eles estivessem aqui. A Cidade do Cabo previa receber nesta terça-feira, no estádio Green Point, um jogo entre duas das favoritas à conquista da Copa do Mundo – afinal, a partida que fecha a participação da cidade no torneio é uma das semifinais, e seleções como Brasil e Inglaterra eram cotadas para avançar pela chave que conduzia até esta decisão. Mas a dupla de intrusas entre as quatro equipes que decidirão o torneio ficará frente a frente, às 15h30 (no horário de Brasília), para decidir quem segue para a grande decisão. Curiosamente, a Holanda, favorita nesta terça, nunca conquistou um título. E o Uruguai, considerado um azarão nesta semi, já é bicampeão. Quem ganhar terá garantida sua terceira final de Copa na história. E a chance de completar a surpresa erguendo o título no próximo domingo, em Johannesburgo.

Mesmo não sendo o confronto esperado para esta semi, Holanda e Uruguai reúnem todos os ingredientes necessários para fazer um grande duelo pela vaga na finalíssima. Os laranjas, representantes de uma escola europeia baseada na boa técnica e na tática quase perfeita, ganharam todos os oito jogos das Eliminatórias e todas as cinco partidas da Copa até aqui. Estão com todos os seus principais jogadores confirmados: o goleiro Stekelenburg, o capitão Van Bronkhorst, o xerife Van Bommel e os excelentes Sneijder, Van Persie, Robben e Kuyt na frente. Já os celestes, expoentes do jogo duro e raçudo da América do Sul, chegaram à Copa só na repescagem, empataram duas partidas no Mundial e estão desfalcados de dois de seus três principais atletas: Diego Lugano, o capitão e líder da equipe, e Luís Suárez, seu atacante mais veloz. Sobra Forlán, o artilheiro fundamental para o Uruguai conseguir chegar até aqui.

Com três gols marcados no torneio (assim como o suspenso Suárez), Forlán é candidato a artilheiro e melhor jogador da Copa – assim como o camisa dez da equipe rival, Sneijder, que anotou quatro vezes e foi decisivo em todos os jogos da Holanda até agora. É possível dizer sem medo de errar que a Holanda não estaria aqui sem o habilidoso jogador da Inter de Milão, que tem a chance de completar uma temporada perfeita – pelo clube italiano, foi campeão nacional e da Liga dos Campeões. Para tornar a missão de pará-lo ainda mais difícil, o Uruguai conta com a ausência de outro defensor, Fucile, suspenso, além da de Lugano (que estava machucado e era considerado carta praticamente fora do baralho para a partida desta terça). Ainda assim, a equipe espera um novo milagre, como na classificação dramática contra Gana. Entre os holandeses, a grande preocupação é conter toda a euforia provocada pela vitória contra o Brasil. Mas que ninguém espere um duelo de grande contra pequeno na Cidade do Cabo. Os personagens podem não ser os mais prováveis, mas é semifinal de Copa – e, aqui, ninguém chega sem méritos.

(Por Giancarlo Lepiani, da Cidade do Cabo)

06/07/2010

às 7:30 \ Seleções

Penetra Uruguai quer continuar na festa

O Uruguai costuma se dar bem em Copas do Mundo realizadas em anos redondos: campeão em 1930 e 1950, chegou à semifinal em 1970 e às quartas-de-final em 1990. Neste ano, porém, poucos acreditavam que a equipe celeste teria forças para ir tão longe. E o técnico Oscar Tabarez, apesar de acreditar até em título, sabe disso. “Ninguém achava que isso poderia acontecer. É como se estivéssemos numa festa para a qual não fomos convidados. Mas acho que temos direito de ficar nessa festa. Só depende de nós”, disse ele na segunda-feira, véspera da partida contra a Holanda, na Cidade do Cabo. Sobre o favoritismo holandês, que admitiu existir, Tabarez diz que tudo se resolve em campo. “A Copa do Mundo não é para ver quem tem mais potencial. O campeão é quem ganha a final. Estamos aqui e o placar ainda não está escrito. Não vamos jogar a toalha. É possível vencer.”

(Por Giancarlo Lepiani, da Cidade do Cabo)

05/07/2010

às 20:02 \ Seleções, Torcida

Uruguai enfim surge na Cidade do Cabo

Foi só na véspera da partida entre Uruguai e Holanda, uma das semifinais desta Copa, na terça-feira, que os sul-americanos começaram a marcar presença no palco da decisão. Talvez por serem pouco numerosos, talvez porque nem sequer eles acreditavam numa chegada à semi, os torcedores uruguaios quase não eram notados na Cidade do Cabo até o domingo. Nesta segunda-feira, no entanto, se espalharam pelos arredores do estádio Green Point, quase todos usando a bandeira como se fosse uma capa, amarrada ao pescoço. A participação uruguaia na semifinal também só foi reconhecida pelo comércio local nesta segunda. No domingo, as lojas – inclusive a da Fifa, no principal shopping da cidade, o Victoria & Alfred Waterfront, muito próximo ao estádio – não tinham absolutamente nada com o escudo uruguaio para vender. A única referência à seleção sul-americana era uma camiseta da linha retrô da Fifa, com o emblema da primeira Copa, no longínquo ano de 1930. Nesta segunda, já era possível comprar as camisas oficiais da seleção e outros badulaques uruguaios. O estoque, no entanto, era limitado – afinal, a diminuta torcida uruguaia já chegou totalmente carregada de roupas no famoso azul celeste da seleção bicampeã do mundo.

(Por Giancarlo Lepiani, da Cidade do Cabo)

05/07/2010

às 5:23 \ Jogadores, Seleções

‘Guerreiro’, Uruguai busca outro milagre

“Eles são um time de lutadores. Eles vão para a batalha e sobrevivem.” Foi assim que o técnico da Holanda, Bert van Marwijk, definiu os integrantes da seleção do Uruguai, sua rival na semifinal de terça-feira, na Cidade do Cabo. E é justamente nesse espírito que a equipe uruguaia se prepara para encarar a primeira semi do país desde 1970 – e para se classificar para sua primeira final desde o Maracanazo de 1950. Os guerreiros uruguaios saberão nesta segunda-feira se poderão ou não contar com o “sargento” da seleção, Diego Lugano, que saiu machucado da partida de quartas-de-final contra Gana. “Não me importo de jogar com dor”, disse o zagueiro e capitão. “Mas preciso ser honesto com o time. Se não estiver bem, alguém entra no meu lugar.” Os uruguaios também chegam ao penúltimo duelo da Copa sem o atacante Suárez e o defensor Fucile, suspensos. E outro zagueiro, Godín, é dúvida, por lesão. Nada que impeça o exército celeste de sonhar com uma final e até com o tricampeonato – afinal, se um companheiro cai, há outros para assumir sua posição no campo de guerra. “A história do Uruguai exige que sejamos campeões. Estamos preparados para mais uma grande batalha”, avisa sargento Lugano.

(Por Giancarlo Lepiani, da Cidade do Cabo)

05/07/2010

às 5:21 \ História das Copas, Seleções

Holanda, campeã mundial do ‘já ganhou’

País pequeno acostumado a grandes façanhas, a Holanda sofre há décadas com um problema inusitado quando se trata da seleção nacional de futebol. Como sabem que são muito bons, os jogadores holandeses estufam o peito e elevam a altura do nariz no decorrer de campanhas vitoriosas como a desta Copa do Mundo. E acabam quebrando a cara. A seleção laranja jamais foi campeã do mundo, mas é a detentora incontestável do troféu do “já ganhou” – e recordista em número de decepções decorrentes desse clima de vitória antecipada. O principal capítulo dessa curiosa sina foi a Copa de 1974, quando os integrantes da seleção imortalizada como a Laranja Mecânica entraram em campo achando que dariam um passeio na Alemanha, dona da casa. Grave engano. Quatro anos depois do primeiro vice, foram à Argentina e também disputaram a final. Nova derrota, novo vice. O capítulo mais recente de exagero na empolgação é lembrado pelo próprio técnico holandês, Bert van Marwijk – há dois anos, a equipe começou a Eurocopa dando dois bailes, na França e na Itália. Foi pegar a Rússia nas quartas-de-final pensando já nas semis. E perdeu de novo. Antes do jogo decisivo de terça, contra o Uruguai, na Cidade do Cabo, Van Marwijk já avisou: “Precisamos levar a partida muito a sério. Não ganhamos nada ainda.”

(Por Giancarlo Lepiani, da Cidade do Cabo)

03/07/2010

às 6:35 \ Replay

Noite épica em Johannesburgo

HOJE… “Nunca testemunhei um minuto como esse no futebol”, definiu o jornalista Paul Flechter, da BBC. Aos 31 minutos da prorrogação, já nos acréscimos dos acréscimos  de uma partida que terminara nos 90 minutos em 1 a 1, Uruguai e Gana produziram um dos mais espetaculares instantes da história do futebol no Soccer City de Johannesburgo – e o superlativo é devido. Cabe contar em capítulos, como numa novela dramática:

1. O atacante Suarez salva o gol, em cima da linha, com a mão.
2. Suarez é expulso e sai chorando de campo.
3. Asamoah Gyan, artilheiro e um dos grandes nomes de Gana bate o pênalti com força. A bola estoura no travessão e não entra. O olhar de Gyan, registrado pela câmera lenta, segue a redonda até o céu
4. O jogo termina. Na disputa de pênaltis, Gyan, corajoso, é o primeiro a bater e converte.
5. Gana, que tinha a chance de encerrar a partida com o pênalti da prorrogação, perde por 4 a 2 nos chutes de onze metros.
6. Suarez, o uruguaio que tinha posto as mãos na bola, salvando o gol, chora como criança.

“Parece que há algo nos empurrando”, disse o treinador do Uruguai, Oscar Tabárez. “Milagre celeste”, resumiu o jornal El País, de Montevidéu. “Loucura total”, resumiu o El Observador. Foi mágico, empolgante – quase um bálsamo para os brasileiros magoados com sua seleção. O Brasil se vai, e a Copa não perde seu mítico fascínio.

ONTEM… O milagre, por improvável, lembra A Batalha dos Aflitos do Grêmio em Recife, contra o Náutico em 26 de novembro de 2005. O time gaúcho – na última partida do quadrangular final – precisava do empate.  Estava zero a zero no placar quando, nos últimos minutos do jogo, o Náutico teve um pênalti marcado a seu favor. Perdeu. O Grêmio tinha apenas 7 jogadores em campo e, no contra-ataque, marcou com Anderson. Levou o título e retornou à primeira divisão. Foi épico. Mas tudo isso ocorreu em campeonato brasileiro. Em Copa do Mundo há um momento do passado a lembrar o que ocorreu no Soccer City? Sim, o Maracanazo de 1950. A vitória desta sexta-feira, 2 de julho, perde apenas para a virada por 2 a 1, num estádio com 200 mil brasileiros, no rol dos milagres uruguaios. Até onde vai a seleção de Forlán e Lugano?

(Por Fábio Altman, de Johannesburgo)

02/07/2010

às 17:23 \ Jogos, Seleções

Uruguai vence Gana nos pênaltis

Em jogo bem disputado, em que sobrou emoção principalmente no fim da prorrogação, o Uruguai venceu Gana nos pênaltis e vai enfrentar a Holanda na semifinal de terça-feira. No tempo nornal houve empate em 1 a 1, e 0 a 0 na prorrogação, momento em que os africanos atacaram muito mais e ainda perderam um pênalti no último minuto de jogo. Com duas cobranças perdidas pelos africanos, o Uruguai fechou a série em 4 a 2.

O Uruguai começou melhor, logo aos 11 minutos do primeiro tempo Suarez invadiu a área e obrigou Kingson a fazer a defesa. Seis minutos depois, após cobrança de escanteio o goleiro ganense voltou a fazer outra boa defesa. O primeiro ataque perigoso de Gana só veio aos 30 minutos, após cobrança de escanteio Vorsah ganhou da zaga uruguaia mas cabeceou para fora.

O primeiro gol saiu nos acréscimos, aos 47 minutos: Muntari arriscou um chute com muito efeito de fora da área e o goleiro Muslera não defendeu. O atleta da Inter de Milão passou a ser o segundo jogador ganense fazer gols em duas Copas – marcou em 2006 contra a República Checa.

A segunda etapa começou como a primeira, o Uruguai indo para cima e os africanos tentando o contra-ataque. Aos 10 minutos, Furlan cobrou falta sem chances para o goleiro Kingson. A resposta da seleção de Gana demorou apenas 3 minutos, Gyan chutou forte na entrada da grande área e forçou Muslera a fazer uma grande defesa.

O Uruguai tocava melhor a bola e chegava com mais facilidade ao ataque. Aos 25 minutos, Suarez chutou de dentro da área, mas Kingson fez uma bela defesa.

 

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