As ‘paradinhas’ e o drama dos goleiros nos pênaltis
Além do gol espetacular de Robinho em sua reestreia no futebol brasileiro, o clássico de domingo entre Santos e São Paulo, em Barueri, foi marcado por outra molecagem de um dos meninos da Vila: a paradinha desconcertante de Neymar, 18 anos, que derrubou o campeoníssimo Rogério Ceni, de 37, no pênalti que abriu o placar (o Santos venceu por 2 a 1). O lance dificilmente seria validado no exterior, mas os árbitros brasileiros quase sempre deixam a jogada seguir. Para os goleiros, a paradinha dá requintes de crueldade ao duríssimo desafio de agarrar um pênalti. Em entrevista ao Blog da Copa, o goleiro Júlio César, melhor do mundo em sua posição atualmente, deu sua opinião:
Acho que o goleiro poderia ter a chance de se movimentar na hora do pênalti. O torcedor quer ver gol, então tudo é feito para complicar a vida do goleiro. Na hora do pênalti, o batedor tem 99% de chance de marcar, mas se o goleiro der um passo, sair um pouquinho, não deveria haver problema. E quando agarramos um pênalti, o juiz manda voltar por que deu um passo, uma coisa mínima. Os juízes estão muito rigorosos com isso. Por exemplo: o batedor pode dar uma paradinha, tudo bem. Então a gente poderia adiantar um passo…
E você, o que acha? Assista ao lance de Neymar no vídeo abaixo e dê sua opinião na enquete:
Por Giancarlo Lepiani
Tags: Júlio Cesar, Neymar, paradinha, pênalti, Rogério Ceni


