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Neymar

27/09/2012

às 10:44 \ Seleção Brasileira

Mano convoca seleção. Dia de torcer contra seu ídolo

O esdrúxulo calendário do futebol brasileiro conseguiu transformar radicalmente um velho costume do torcedor. No passado, ter um jogador de sua equipe convocado para a seleção brasileira era motivo de orgulho. Se um clube emplacava vários jogadores numa mesma lista da CBF, a torcida contava vantagem e comemorava a superioridade de sua equipe sobre os adversários. Quando o técnico Mano Menezes divulgar sua próxima convocação, no entanto, os torcedores dos grandes clubes do país deverão torcer contra seus próprios ídolos. O treinador da seleção anuncia no início da tarde desta quinta-feira, no Rio de Janeiro, a lista de convocados para os amistosos contra Iraque e Japão, em outubro. Como os jogos não valem nada e o Campeonato Brasileiro não será interrompido por causa da seleção, é provável que muitos torcedores prefiram ver os atletas de seu time excluídos da relação de Mano.

Sentindo a reação negativa dos clubes e dos torcedores contra o número exagerado de partidas do Brasil nos últimos meses, Mano prometeu deixar alguns atletas de fora. O critério será o momento que cada clube vive. Jogadores de equipes que brigam pelo título do Brasileirão, por exemplo, devem ficar ausentes da relação. Mas cada equipe tem seu argumento para não ceder seus atletas. O Corinthians de Paulinho, por exemplo, se prepara para o Mundial de Clubes em dezembro. O São Paulo de Lucas tenta crescer para voltar à Libertadores. E o Santos de Neymar, o principal jogador da seleção, tenta recuperar a melhor condição física de seu astro – que encarou uma temporada extenuante justamente por causa da seleção.

Os jogadores ainda gostam de aparecer nas listas de convocados – mesmo com toda a pressão, mesmo com a enorme exigência do público, eles ainda enxergam na oportunidade de vestir a camisa amarela uma valorização importante de seu trabalho. Seus fãs, no entanto, não pensam mais assim. Afinal, a seleção não apenas desfalca as equipes bem no meio do campeonato como também submete os atletas a situações pouco animadoras. Fossem duelos contra Espanha e Alemanha, por exemplo, os amistosos de outubro teriam grande importância, por colocar os craques do Brasil frente a frente com alguns dos melhores jogadores do mundo. Mas a ideia de encarar o Iraque na Suécia e o Japão na Polônia não chega a empolgar ninguém.

Na quarta-feira, em visita à sede da Fifa, em Zurique, o presidente da CBF, José Maria Marin, voltou a reconhecer que a seleção anda enfrentando adversários pouco qualificados. O cartola reconheceu, porém, que não tem o que fazer para contornar a situação – os adversários da equipe são escolhidos pela empresa que comprou os direitos sobre todos os amistosos da seleção até 2022. Em entrevista publicada na edição de VEJA da semana passada, o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, fez seu diagnóstico da situação (leia abaixo). Na avaliação dele, é preciso mudar a agenda da seleção. Sem isso, a equipe nacional corre o risco de perder de vez o apoio do público – o que, em meio à contagem regressiva para a Copa do Mundo de 2014, seria algo lastimável.

“A convocação da seleção era um evento que parava o país. Hoje, alcançou um grau de vulgaridade que não impressiona mais a ninguém. Os dirigentes precisam levar isso em conta em benefício do próprio futebol. A seleção brasileira está vulgarizada e banalizada. Isso é um problema a dois anos do Mundial no Brasil. Hoje, o torcedor dá muito mais valor a seu clube do que à seleção. O público está praticamente desprezando a seleção. A culpa não é do torcedor, mas do espetáculo que ele recebe.”

Você gostaria de ver jogadores de seu time na convocação desta quinta-feira?

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18/09/2012

às 19:49 \ Seleção Brasileira

Mano sente a pressão e aposta na experiência

Mano e Luís Fabiano no treino desta terça (Foto: Rafael Ribeiro/CBF/Divulgação)

Mano e Luís Fabiano no treino desta terça (Foto: Rafael Ribeiro/CBF/Divulgação)

As críticas sofridas pela seleção brasileira depois dos amistosos contra África do Sul e China deixaram sua marca no técnico Mano Menezes. Contra os sul-africanos, o time sofreu para conseguir uma vitória magra; contra os chineses, massacrou um adversário perdido em campo. Mano já tinha sofrido intensa pressão depois de desempenhos muito piores, como a eliminação precoce na Copa América, a derrota na final da Olimpíada e a série de derrotas nos clássicos contra França, Argentina e Alemanha. Ainda assim, o treinador jamais havia revelado tamanho desconforto com as críticas ao seu trabalho. “Faz parte do papel do técnico suportar e estar preparado para não perder a linha de conduta, mas penso que já está demais, precisamos trabalhar para que não seja tanto assim. Devemos entender que não é só o técnico que faz ou deixa de fazer uma equipe jogar”, desabafou ele nesta terça-feira, em Goiânia, palco do jogo entre Brasil e Argentina, na noite de quarta. Mano foi além e transferiu a responsabilidade aos jogadores, defendendo que o técnico não pode ser culpado por todos os problemas de uma equipe: “Eu vejo que os atletas são a parte mais importante. É possível um técnico contar com uma ótima equipe e encontrar dificuldades”, sustentou.

Em mais um sinal de que Mano acusou o golpe, o treinador decidiu reforçar sua equipe com jogadores mais rodados para o duelo contra os argentinos. Apesar de contar com Leandro Damião, seu titular na Olimpíada, escalou o veterano Luís Fabiano no time titular. Além do atacante do São Paulo, pedido pela torcida em meio às vaias ouvidas no amistoso contra a África do Sul, outros três jogadores mais experientes ganharam uma chance no treino desta terça, no Estádio Serra Dourada. Na lateral esquerda, Fábio Santos, do Corinthians, foi o escolhido. Paulinho, também do Corinthians, sai da reserva para a equipe titular em Goiânia. E Jadson, do São Paulo, assumiu a armação da equipe no lugar de Oscar, que não está no grupo, formado apenas por jogadores que atuam no país. Cerca de 10.000 pessoas foram ao treino no Serra Dourada – desta vez, sem vaias para Mano ou para a equipe. Neymar, que chegou atrasado para a apresentação do grupo, na segunda, está confirmado na partida. Mano rejeitou a possibilidade de poupá-lo – e reiterou as críticas à agenda extracampo do ídolo, figurinha carimbada em festas e eventos de seus patrocinadores. “Na seleção é onde ele mais descansa. Aqui ele não sai para nada. Treina, se alimenta, descansa e joga.”

17/09/2012

às 14:57 \ Seleção Brasileira

Neymar vai a festa da Globo, perde voo e frustra torcida

O técnico da seleção brasileira, Mano Menezes, costuma defender abertamente a mudança de Neymar para a Europa – para ele, o craque do Santos se desgasta demais com compromissos fora de campo. Nesta segunda-feira, Mano ganhou mais um motivo para reclamar da rotina de seu principal jogador: Neymar perdeu o voo de São Paulo para Goiânia, onde a seleção se concentra para enfrentar a Argentina, na quarta. No fim da manhã, a seleção já estava reunida no hotel em que ficará hospedada na capital goiana. Enquanto isso, Neymar e um de seus colegas de Santos, o volante Arouca, avisavam que só conseguiriam desembarcar à tarde, horas antes do primeiro treino da equipe, às 17 horas, no CT do Goiás. A torcida ficou decepcionada com a ausência do astro no desembarque da equipe – como é de costume nas cidades visitadas por Neymar, crianças com o mesmo corte de cabelo do ídolo estavam no aeroporto para tentar um autógrafo ou uma foto. Neymar, que vem sendo submetido a uma rotina extenuante tanto pelo Santos como pela seleção, teria tempo de sobra para pegar o avião na manhã desta segunda – o voo de sua equipe, que jogou em Curitiba pelo Brasileirão, chegou a São Paulo na noite de domingo. Mas o fim de semana de Neymar ainda não havia terminado: o craque foi para a festa de encerramento do quadro “Dança dos Famosos”, do Domingão do Faustão, da TV Globo (na foto ao lado), no Cafe de la Musique. Mano não deve ter gostado do atraso, mas Neymar está garantido como titular na partida de quarta, às 22 horas, no Estádio Serra Dourada.

Leia também:

Com Neymar, Santos tem desempenho de líder; sem ele, de time rebaixado

04/09/2012

às 10:50 \ Brasil-2014, Seleção Brasileira

A estrada até 2014: mudar para vencer

A seleção brasileira está concentrada desde a tarde de segunda-feira, em São Paulo, para disputar os jogos contra a África do Sul (na sexta, no Morumbi) e a China (próxima segunda, no Recife). Os adversários são frágeis e as partidas são apenas amistosas, mas os 21 atletas convocados pelo técnico Mano Menezes se apresentaram com um objetivo em comum: todos querem agarrar a oportunidade e começar a garantir um lugar no grupo que disputará a Copa do Mundo de 2014. Para alguns, como Neymar e Lucas (na foto acima), a tarefa é mais simples – eles já são vistos como peças importantes para o futuro da seleção. Para muitos outros, como Diego Alves, Cássio, Adriano, Dedé, Rever, Alex Sandro, Paulinho, Arouca, Ramires e Jonas, a missão é muito mais árdua, pois ainda precisam convencer tanto o treinador como o torcedor de que merecem vestir a camisa amarela no Mundial que será disputado em casa.

Quem está de fora, porém, não deve se desesperar. O retrospecto da seleção antes das últimas quatro Copas mostra que a equipe costuma sofrer numerosas mudanças nos dois últimos anos de preparação para o torneio (confira nas escalações a seguir). Na média, metade da equipe acaba mudando nessa metade final do caminho entre um Mundial e outro. Curiosamente, as equipes que mais mudaram foram as mais bem-sucedidas na Copa – em 1994, 1998 e 2002, entre seis e oito titulares foram substituídos nos dois anos que antecederam o evento. Nessas três Copas, o Brasil chegou à final (ganhou duas e perdeu uma). Quando mudou menos, em 2006 e 2010, parou nas quartas. Pode ser um bom exemplo para Mano Menezes, que tem encontrado dificuldades para armar uma equipe convincente. Talvez seja a hora de dar início ao processo de transformação que levará à montagem do time do hexa. Como mostraram os técnicos Parreira, Zagallo e Felipão, ainda dá tempo.

1994 (Brasil campeão)

Time titular a dois anos da Copa: Taffarel; Jorginho, Mozer, Aldair e Branco; Mauro Silva, Dunga, Luís Henrique e Valdo; Bebeto e Valdeir (Milan 0 x 1 Brasil, Milão, 19/5/1992)
Time titular na estreia no Mundial: Taffarel; Jorginho, Ricardo Rocha, Márcio Santos e Leonardo; Mauro Silva, Dunga, Raí e Zinho; Bebeto e Romário (Brasil 2 x 0 Rússia, São Francisco, 20/6/1994)
O que mudou: Seis jogadores na escalação; Carlos Alberto Parreira reprovou jogadores como Luís Henrique, Valdo e Valdeir e aceitou a volta de Romário, que estava afastado

***

1998 (Brasil vice-campeão)

Time titular a dois anos da Copa: Carlos Germano; Cafu, Gonçalves, André Cruz e André; Zé Elias, Amaral, Leonardo e Giovanni; Donizetti e Ronaldo (Rússia 2 x 2 Brasil, Moscou, 28/8/1996)
Time titular na estreia no Mundial: Taffarel; Cafu, Júnior Baiano, Aldair e Roberto Carlos; Dunga, César Sampaio, Rivaldo e Giovanni; Ronaldo e Bebeto (Brasil 2 x 1 Escócia, Paris, 10/6/1998)
O que mudou: Oito jogadores na escalação; Zagallo reprovou jogadores como André, Zé Elias, Amaral e Donizetti e entregou a camisa 10 a Rivaldo

***

2002 (Brasil campeão)

Time titular a dois anos da Copa: Dida; Cafu, Antônio Carlos, Aldair e Roberto Carlos; Émerson, César Sampaio, Alex e Rivaldo; Edmundo e França (Peru 0 x 1 Brasil, Lima, 4/6/2000)
Time titular na estreia no Mundial: Marcos; Lúcio, Edmílson e Roque Júnior; Cafu, Gilberto Silva, Juninho Paulista, Rivaldo e Roberto Carlos; Ronaldo e Ronaldinho Gaúcho (Brasil 2 x 1 Turquia, Ulsan, 3/6/2002)
O que mudou: Oito jogadores na escalação e a formação do time, do 4-4-2 para o 3-5-2; Vanderlei Luxemburgo perdeu o emprego e Luiz Felipe Scolari assumiu o cargo

***

2006 (Brasil eliminado nas quartas)

Time titular a dois anos da Copa: Dida; Cafu, Juan, Roque Júnior e Roberto Carlos; Edmílson, Juninho Pernambucano, Edu e Kaká; Ronaldo e Luís Fabiano (Chile 1 x 1 Brasil, Santiago, 6/6/2004)
Time titular na estreia no Mundial: Dida; Cafu, Lúcio, Juan e Roberto Carlos; Émerson, Zé Roberto, Kaká e Ronaldinho Gaúcho; Adriano e Ronaldo (Brasil 1 x 0 Croácia, Berlim, 13/6/2006)
O que mudou: Cinco jogadores na escalação; Carlos Alberto Parreira reprovou jogadores como Edu e Luís Fabiano e, no caminho até a Copa, montou o “quadrado mágico”

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2010 (Brasil eliminado nas quartas)

Time titular a dois anos da Copa: Júlio César; Maicon, Lúcio, Juan e Gilberto; Gilberto Silva, Mineiro, Josué e Diego; Robinho e Luís Fabiano (Paraguai 2 x 0 Brasil, Assunção, 15/6/2008)
Time titular na estreia no Mundial: Júlio César; Maicon, Lúcio, Juan e Michel Bastos; Gilberto Silva, Felipe Melo, Elano e Kaká; Robinho e Luís Fabiano (Brasil 2 x 1 Coreia do Norte, Johannesburgo, 15/6/2010)
O que mudou: Quatro jogadores na escalação; Dunga manteve o cargo e preservou a mesma base até a Copa

Fotos: CBF/Divulgação

11/05/2010

às 18:32 \ Seleção Brasileira

Dunga escapa das faltas

Dunga demonstrou estar preparado para a saraivada de críticas que recebeu nos minutos seguintes à apresentação da lista com os 23 convocados. Não demonstrou irritação nem mesmo diante de questionamentos mais duros ou de lamentações repetidas em relação às ausências de Neymar e Paulo Henrique Ganso ou à convocação de Grafite – que só atuou por poucos minutos com a camisa da seleção ao longo dos últimos anos.

Nenhuma pergunta parecia inesperada para o treinador, que fez questão de se dirigir ao povo brasileiro em vários momentos. “Falo para o torcedor o mesmo que digo para meus filhos: jamais vou envergonhar vocês.” Em vários momentos, citou os filhos, a mãe, a mulher e o pai, na busca de uma imagem mais humana, menos carrancuda. Afirmou várias vezes que não fica nervoso ou frustrado com o lobby e as críticas, mas não perdoou: “As críticas, a invasão da minha privacidade e a invasão da privacidade da minha família não vão ser em vão.”

Num contraponto ao que costuma acontecer, foi o normalmente sereno auxiliar-técnico Jorginho que usou um tom mais exaltado para criticar a postura de parte da imprensa. Após a coletiva, chegou-se a especular que essa pode ser uma nova estratégia: Jorginho assumiria os embates com a imprensa. Mas o chefe de comunicação da CBF, Rodrigo Paiva, garantiu que isso não foi ensaiado, explicando que Jorginho e Dunga têm personalidades parecidas. As críticas são dirigidas diretamente a Dunga, mas o trabalho em jogo é, afinal de contas, feito pelos dois e o restante da comissão técnica.

A Era Dunga foi lembrada em vários momentos, e num deles Jorginho também assumiu o microfone, em defesa do companheiro: “Se vocês me permitem, ele (Dunga) não vai falar dele mesmo, mas eu posso: de quem era a maioria dos passes para os gols do Brasil em 94? O Dunga não era um jogador só de combatividade”, afirmou Jorginho. A dupla, como se vê, está unida, assim como os jogadores convocados estão fechados com o treinador, que, com as ausências de Adriano e Ronaldinho, deixou claro mais uma vez que não vai tolerar que os atletas saiam da linha: “Eu não posso falar em 2006 porque não estava lá. Agora, nós da comissão técnica temos uma forma de trabalhar. Vamos levar em conta o que a imprensa falou. Não sei se o que aconteceu realmente lá, mas não vou deixar que o que disseram aconteça agora”, declarou.

Por Flávia Ribeiro

11/05/2010

às 12:43 \ Seleção Brasileira

Imprensa europeia aposta em Ronaldinho Gaúcho


Se no Brasil a expectativa em relação às convocações de Neymar e Ganso dominam o noticiário, a imprensa europeia está de olho em Ronaldinho Gaúcho. Como explica o francês Eric Frosio, que chegou cedo ao Hotel Windsor para cobrir a convocação, os meninos da Vila ainda são ilustres desconhecidos do público europeu, mais preocupado com Ronaldinho e Adriano.

Frosio foi para a Barra preparado para reportar o anúncio da Seleção Brasileira e disputar espaço nas edições do jornal francês L’Equipe e do Canal Plus. Mas sabe que a lista de Dunga terá pouco espaço. Nada que tenha relação com a empáfia francesa ou com a rivalidade entre “os azuis” e a seleção canarinho. O detalhe é que também hoje o técnico Raymond Domenech, da seleção francesa, anuncia sua lista para a Copa. “Vai ser difícil competir com as notícias de lá”, explica o correspondente.

Ronaldinho, que atua no Milan, também é o assunto em pauta para o alemão Carsten Bruder, da rede de TV ARD – que, apesar de conhecer o futebol brasileiro e admirar os meninos do Santos, considera mínimas as chances de novatos. “Para os alemães, interessa mais Grafite, atacante do Wolfsburg”, justifica. Grafite ganhou notoriedade entre os torcedores alemães na conquista do último campeonato alemão e com a artilharia da temporada. No último sábado, o atacante, que já atuou no São Paulo, recebeu uma homenagem especial: a de autor do gol mais bonito da história do Wolsburg, na vitória sobre o Bayern de Munique, em abril de 2009, por 5 a 1.

Para a argentina Fabiana Frayssinet, que cobrirá a convocação para a rede de televisão CNN, a escalação de Dunga é a mais esperada do mundo, e deve ganhar destaque no noticiário esportivo da tarde e da noite. Ganso e Neymar, segundo a jornalista, interessam apenas para a comparação com craques jovens que já integraram a Seleção Brasileira, como Ronaldo Fenômeno e Pelé. “O torcedor de futebol nos Estados Unidos sabe da fama de sério e metódico de Dunga. Mas não faz ideia das chances de convocação dos jogadores mais jovens, que nos interessam por serem, provavelmente, os maiores craques dos próximos anos”, avalia.

A lista de jornalistas estrangeiros credenciados para cobrir a convocação no Hotel Windsor, na Barra da Tijuca, é extensa. São cerca de 400 credenciados, mas a própria CBF estima em 500 o total de profissionais que devem cobrir a convocação. A lista dos 23 escolhidos por Dunga despertou até o interesse da rede de TV Al-Jazeera, líder de audiência no mundo árabe.

(Por Flávia Ribeiro)

03/05/2010

às 12:03 \ Jogadores

Estaduais 2010: quem merece uma vaga na África?

Cada vez mais enfraquecidos e desinteressantes, os grandes campeonatos estaduais do país terminaram no fim de semana com emoção de sobra – como nas finais em São Paulo e no Rio Grande do Sul – mas muito pouco a se levar em conta para a parte mais importante da temporada: o Brasileirão e as fases decisivas da Copa do Brasil e da Libertadores. Ainda assim, alguns jogadores aproveitaram essas competições para mostrar serviço e tentar conquistar uma vaga de última hora na seleção brasileira comandada por Dunga. Quem você acha que pode ter convencido o técnico? E quem mereceria ser lembrado na convocação para o Mundial, em 11 de maio? Vote na enquete a seguir e deixe seu comentário.

Qual destaque dos estaduais merece um lugar na Copa?

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30/04/2010

às 8:53 \ Entrevistas, Jogadores, Seleção Brasileira

Neymar: esperança de ir à Copa é última que morre

Neymar com Robinho (Placar)

Corpo franzino, gestos irrequietos, relógio no pulso direito – com fundo preto, ponteiros prateados, caixa de pelo menos 4 centímetros de diâmetro, fazendo parecer ainda maior no braço magro. Só não chamava mais a atenção que o par de brincos em pedras que pareciam diamantes reluzentes nas orelhas. Fala fácil, mas de frases curtas, o atacante Neymar é mais baixo do que parece na televisão – pouco mais de 1,70 metro – e o cabelo em corte moicano também parece bem menos “radical”. Em São Paulo, na noite desta quinta-feira, conta que veio de Santos com a família “dirigindo o carro da mãe”.

Nome que mais sai da boca da torcida e de quem fala em seleção brasileira, deve disputar no fim de semana a final do Campeonato Paulista contra o Santo André usando óculos de proteção - passa por um último exame no sábado e ainda corre risco de ser vetado – depois de uma pequena lesão no olho direito. Em tom mais sério quando o assunto é Copa do Mundo, diz que sonha, sim, com a seleção. Mas lembra: “Não se sabe o que passa na cabeça do Dunga, então só resta esperar”. A seguir, a entrevista que o jovem craque concedeu a VEJA.com:

Quem são os melhores jogadores do mundo?

Sem dúvida, o Messi e também o Robinho. Mas não é porque joga comigo não, ele é bom mesmo.

Você acha que pode ser o melhor do mundo a curto prazo?

Espero que sim, mas esta não é uma prioridade. Não dá para se comparar ao Messi neste momento. Tenho de trabalhar pelo Santos, ganhar os títulos e quem sabe um dia ser o melhor do mundo.

Você conhece o Dunga?

Não conheço, nunca falei com ele.

O que o Robinho já te falou dele?

Bom, ele diz que o Dunga é um cara bem tranquilo, bem amigão mesmo, um cara superinteligente. É isso que ele costuma falar.

O que você acha de um ataque Nilmar-Neymar?

(Risos) Nossa, quem sabe, não? Nilmar e Neymar, Luis Fabiano, Robinho, Kaká… Pô, todo mundo…

Como você acha que seria jogar com Kaká?

Não seria nada difícil, não? Mas precisa ser bem inteligente para acompanhar o cara.

Você pensa muito na seleção?

Cara, fico feliz de pensar nessa possibilidade, tenho esperança sim – ela é a última que morre – mas não adianta, temos de esperar a decisão do Dunga. Não dá para saber o que passa na cabeça dele.

Você não acha que toda essa pressão pela sua convocação atrapalha?

Espero que não, mas o mais legal é ser lembrado. Isso me deixa muito feliz, é sinal de que estou indo bem.

Por Silvio Nascimento

15/03/2010

às 5:20 \ Seleção Brasileira

Neymar ou Ganso para a vaga de ‘amuleto’ na Copa?

Ganso jogando na seleção sub-20

Nas cinco vezes em que conquistou a Copa do Mundo, a seleção brasileira sempre teve um jovem amuleto na delegação, algum novato promissor que trilharia uma carreira de sucesso vestindo a camisa amarela. Nas duas últimas conquistas, Ronaldo (em 1994) e Kaká (em 2002) não passaram muito da função de “mascote” do grupo – ambos foram chamados mais para viver a experiência de viajar para um Mundial do que para jogar. A três meses da Copa da África, os mais supersticiosos já defendem a convocação de um calouro para fazer o mesmo papel em 2010. Mas quem deveria ser o escolhido?

Desde o início do ano, uma corrente forte na torcida brasileira defende com unhas e dentes a convocação de uma jovem revelação do mesmo clube que estreou essa tradição da seleção, com Pelé, aos 17 anos, em 1958. Neymar, do Santos, começou o ano com tudo, marcando golaços, enfileirando zagueiros e rivalizando com Robinho no quesito futebol-espetáculo. Neymar, porém, também imita o outro astro santista em outros costumes, como o de exagerar nas firulas em momentos pouco apropriados. E, assim como Robinho, não consegue deixar de lado o tom debochado, esbarrando na arrogância.

Nada mais adequado numa ocasião como a empolgante goleada de 10 a 0 imposta pelo Santos na semana passada, na Copa do Brasil. Mas bastante dispensável num jogo duro e brigado como o deste domingo, com o Palmeiras, que venceu por 4 a 3, na Vila Belmiro. Neymar não terminou a partida: irritado com as faltas dos marcadores palmeirenses, deu um pontapé no volante Pierre e foi expulso. Saiu disparando palavrões contra o juiz. Parece carecer da maturidade suficiente para ser o alvo dos holofotes. É questão de tempo até saber lidar com situações adversas e usar seu talento da melhor forma. Por enquanto, porém, está aprendendo.

Se Dunga quiser manter a escrita dos novatos brasileiros em Mundiais, porém, o Santos oferece outro ótimo candidato. No jogo deste domingo, Paulo Henrique Ganso, meia habilidoso e inteligente, voltou a fazer o que se tornou um costume: distribuir passes para gols. Duas enfiadas de bola suas resultaram em tentos santistas. Ganso também parece mais preparado para suportar pressões. Sofre as mesmas faltas covardes que Neymar – mas não revida, não reclama e segue concentrado no jogo. Arrumar um lugar para Ganso entre os 23 da Copa poderia resolver um outro problema. Para a função executada por Neymar já há Robinho e Nilmar. Para a de Ganso, só Kaká – um jogador com quem a revelação santista é frequentemente comparada.

Quem você levaria como "novato" da seleção na Copa de 2010?

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Por Giancarlo Lepiani

08/02/2010

às 14:57 \ Fifa, Jogadores

As ‘paradinhas’ e o drama dos goleiros nos pênaltis

neymar-6201

Além do gol espetacular de Robinho em sua reestreia no futebol brasileiro, o clássico de domingo entre Santos e São Paulo, em Barueri, foi marcado por outra molecagem de um dos meninos da Vila: a paradinha desconcertante de Neymar, 18 anos, que derrubou o campeoníssimo Rogério Ceni, de 37, no pênalti que abriu o placar (o Santos venceu por 2 a 1). O lance dificilmente seria validado no exterior, mas os árbitros brasileiros quase sempre deixam a jogada seguir. Para os goleiros, a paradinha dá requintes de crueldade ao duríssimo desafio de agarrar um pênalti. Em entrevista ao Blog da Copa, o goleiro Júlio César, melhor do mundo em sua posição atualmente, deu sua opinião:

Acho que o goleiro poderia ter a chance de se movimentar na hora do pênalti. O torcedor quer ver gol, então tudo é feito para complicar a vida do goleiro. Na hora do pênalti, o batedor tem 99% de chance de marcar, mas se o goleiro der um passo, sair um pouquinho, não deveria haver problema. E quando agarramos um pênalti, o juiz manda voltar por que deu um passo, uma coisa mínima. Os juízes estão muito rigorosos com isso. Por exemplo: o batedor pode dar uma paradinha, tudo bem. Então a gente poderia adiantar um passo…

E você, o que acha? Assista ao lance de Neymar no vídeo abaixo e dê sua opinião na enquete:

Você acha que a paradinha deve ser permitida na hora do pênalti?

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Por Giancarlo Lepiani

 

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