Alemanha repete 2006 e fica com terceiro lugar. Uruguai fechou campanha honrosa
Pela segunda vez consecutiva, a Alemanha termina uma Copa do Mundo sentindo um sabor agridoce: conseguiu uma campanha excelente, se decepcionou com uma eliminação inesperada na semifinal e ganhou como prêmio de consolação o terceiro lugar. Assim como no Mundial disputado em sua casa, em 2006, a seleção tricampeã do mundo conseguiu superar o trauma da derrota na semi (neste ano foi para a Espanha) e derrotou o Uruguai, neste sábado, no estádio Nelson Mandela Bay, em Port Elizabeth, para conquistar uma terceira colocação pela quarta vez nas Copas – além de 2006, tinha levado o bronze também em 1970, quando disputou o jogo de consolação contra o próprio Uruguai. O 3 a 2 deste sábado contra os uruguaios, com gols marcados por Muller, Jansen e Khedira (Cavani e Forlán marcaram pelos sul-americanos), selou mais uma boa participação alemã – o país agora tem mais jogos disputados em Copa que o Brasil. Para o Uruguai, restou a imagem positiva de uma campanha heróica e surpreendente.
Apesar de ter entrado para o jogo com um time cheio de reservas, a Alemanha começou pressionando e tomando conta da partida. Os melhores jogadores alemães nesta Copa – Schweinsteiger, Muller e Oezil – costuravam os principais lances ofensivos. E foi numa jogada com participação de dois deles que a Alemanha abriu o placar, aos 19 minutos. Schweinsteiger mandou uma bomba e o goleiro Muslera não conseguiu segurar, espalmando para o centro da área. O jovem Muller, bem colocado, só empurrou para o gol – e marcou pela quinta vez neste Mundial, se igualando a Sneijder e David Villa. Em desvantagem, o Uruguai começou a atacar mais e conseguiu o empate aos 28 minutos. Perez roubou de Schweinsteiger no meio e iniciou um contragolpe rápido com Suárez. Ele passou com perfeição para Cavani, que superou o goleiro Butt com tranquilidade. A partida ganhou em equilíbrio, e Suárez teve uma chance de ouro para colocar o Uruguai em vantagem aos 42. Ele invadiu a área e chutou pela esquerda do gol, raspando a trave.
Mesmo com a chance perdida, o Uruguai não demoraria a virar a partida no segundo tempo. E conseguiu o 2 a 1 em grande estilo – Arevalo Rios cruzou e o artilheiro Forlán, com um belíssimo voleio, matou o goleiro alemão e chegou a cinco gols no torneio. A vantagem uruguaia, porém, durou só cinco minutos. Aos 11, Boateng cruzou da direita e o lateral Jansen, na esquerda, entrou na área para completar de cabeça. O duelo esquentou, e a partida passou a ser extremamente disputada, com divididas fortes e muita dedicação das duas equipe. Com poucos lances criados com a bola rolando, o desempate só saiu numa bola parada, aos 37 minutos da etapa final. Em escanteio cobrado por Oezil pela direita, Lugano não conseguiu afastar e a bola sobrou para o volante Khedira marcar de cabeça. O gol premiou a ótima Copa disputada pelo volante de origem tunisiana – e castigou um Uruguai que poderia ter tido melhor sorte na partida. No último lance do jogo, Forlán, sem dúvida um dos nomes da Copa, ainda carimbou o travessão, encerrando de forma honrosa um Mundial primoroso da celeste.
(Por Giancarlo Lepiani, de Johannesburgo)
Tags: Alemanha, Cacau, Cavani, Forlán, Jansen, Jerome Boateng, Muller, Oezil, Schweinsteiger, Uruguai





