06/07/2010
às 9:30 \ Seleção BrasileiraCBF costuma inovar depois dos fracassos
Se depender só do histórico da seleção brasileira sob o comando de Ricardo Teixeira, o presidente da CBF tende a fazer uma escolha pouco convencional na substituição de Dunga, dispensado depois da eliminação na Copa da África do Sul. No poder desde 1989, Teixeira tem alternado escolhas conservadoras e surpreendentes, dependendo do resultado do trabalho anterior. Nada mais natural, é claro – afinal, quando algo dá muito errado, é preciso mudar radicalmente, e quando tudo corre bem, melhor seguir no mesmo rumo. Na noite de segunda-feira, Ricardo Teixeira deixou claro que exige uma renovação profunda na seleção. Ou seja: o próximo treinador terá de ser capaz de convocar novos jogadores e construir uma equipe praticamente do zero. A seguir, uma cronologia das sucessões no cargo durante a gestão de Ricardo Teixeira na CBF:
1989: Sebastião Lazaroni, pouco conhecido, é o primeiro técnico contratado por ele
1991: Depois do fracasso na Copa de 1990, contrata o novato Falcão, que jamais tinha sido técnico
1991: Falcão tenta renovar o time, mas demora a obter resultados. É substituído por Carlos Alberto Parreira
1994: Parreira leva o time ao tetra e seu coordenador-técnico, Zagallo, dá continuidade ao trabalho
1998: Zagallo perde a final da Copa da França e é substituído por Vanderlei Luxemburgo, nome mais pedido por todos
2000: Luxemburgo decepciona e é trocado por Leão, uma surpresa
2001: Leão não resiste aos maus resultados e cai; em seu lugar entra Luiz Felipe Scolari, favorito da torcida
2002: Felipão conquista o penta; depois do sucesso, outra escolha segura, a volta de Parreira
2006: Parreira fracassa no Mundial da Alemanha; diante dos pedidos de renovação, Teixeira surpreende e contrata Dunga
(Por Giancarlo Lepiani, da Cidade do Cabo)
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