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Cristiano Ronaldo

07/09/2012

às 12:07 \ Brasil-2014, Seleções

Europa inicia briga por treze vagas em 2014

Enquanto a seleção brasileira, já garantida na Copa do Mundo de 2014, faz um amistoso contra a frágil África do Sul, nesta sexta-feira, em São Paulo, 22 seleções europeias estreiam na competição que oferece treze passagens ao Mundial do Brasil, dentro de dois anos. As Eliminatórias do continente que tem mais vagas na Copa começam com algumas das equipes mais fortes e tradicionais do futebol internacional. A seleção que encabeça o ranking da Fifa, porém, está de folga – a Espanha, campeã europeia e mundial, só inicia sua campanha nas Eliminatórias na terça-feira. Na rodada desta sexta, os destaques são Portugal, de Cristiano Ronaldo (que joga contra Luxemburgo, fora de casa), a tetracampeã Itália (que pega a Bulgária, em Sófia), a tri Alemanha (que recebe as Ilhas Faroe em Hannover) e a Inglaterra, desfalcada de Rooney (em partida contra a Moldávia, como visitante). Outras duas seleções fortes do continente estreiam novos técnicos: a França, que encara a Finlândia em Helsinque, passa a ser treinada por Didier Deschamps, e a vice-campeã mundial Holanda, que recebe a Turquia em Amsterdã, retorna ao comando de Louis Van Gaal. A segunda rodada das Eliminatórias europeias acontece já no início da semana que vem.

30/06/2010

às 11:24 \ Jogadores

Quem é o craque até agora? E a decepção?

Com oito seleções ainda no páreo e 24 em casa ou a caminho do aeroporto, surgem duas listas de jogadores: uma, das decepções, os craques que chegaram à Copa prometendo fazer sucesso e decidir as partidas para suas seleções; a outra, a dos destaques positivos, que estão mudando a história do torneio e transformando seus times em favoritos. Vote nas enquetes a seguir e dê sua opinião a respeito do desempenho deles:

O melhor jogador da Copa até agora é...

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A grande decepção da Copa até agora é...

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29/06/2010

às 6:29 \ Jogadores

Um clássico ibérico recheado de craques

Os vizinhos Portugal e Espanha têm uma longeva rivalidade, até pela proximidade geográfica e pelos frequentes duelos válidos por competições europeias. Ainda assim, eles nunca travaram um confronto tão importante quanto o desta terça-feira, às 15h30 (horário de Brasília), no estádio Green Point, na Cidade do Cabo, nas oitavas-de-final da Copa do Mundo. Duas das seleções mais bem cotadas antes do torneio, a Espanha, segunda colocada no ranking da Fifa, e Portugal, terceiro lugar na lista, jogam por uma vaga entre as oito melhores equipes do planeta e por uma ótima chance de seguir adiante, rumo à semifinal (o vencedor pega quem escapar do choque entre Japão e Paraguai).

Tanto Espanha como Portugal não fizeram campanhas de impressionar durante a primeira fase – e também não mostraram o futebol de encher os olhos que muitos esperavam de ambas as equipes. A Espanha começou perdendo, 1 a 0 para a Suíça. Se recuperou só na partida contra Honduras, vitória por 2 a 0. A Fúria, atual campeã europeia, garantiu o primeiro lugar em seu grupo com um novo triunfo, por 2 a 1, contra o Chile. Os portugueses estrearam empatando sem gols com a Costa do Marfim, atropelando sem dó a Coreia do Norte por 7 a 0 – maior goleada da Copa – e segurando o Brasil em novo empate sem gols. Mas se não mostraram um futebol tão atraente, espanhóis e portugueses contam com alguns dos maiores craques desta competição.

A seleção lusa conta com o jogador mais caro da história, Cristiano Ronaldo, que marcou contra a Coreia mas passou em branco contra marfinenses e brasileiros, os rivais mais difíceis. Os espanhóis têm o artilheiro David Villa, que já conta três gols no torneio, e o meia Xavi, cérebro do time, além de Iniesta, Xabi Alonso e Fernando Torres. Pelo retrospecto, os portugueses são fregueses dos vizinhos: em 32 jogos, foram quinze vitórias espanholas, cinco portuguesas e doze empates. Como o confronto é inédito em Copas e ambos os times têm grandes talentos, a história do duelo não conta muito. É, portanto, um jogaço sem favorito – e um belo clássico para fechar as oitavas.

(Por Giancarlo Lepiani, de Johannesburgo)

25/06/2010

às 13:02 \ Jogos, Seleção Brasileira, Seleções

Brasil só empata, mas passa em primeiro

Jogo dividido: Pepe e Luís Fabiano num dos lances duros que terminaram em cartão (Foto: Getty)

Faltou futebol e teve até vaia no fim, mas a primeira fase acabou com o desfecho mais esperado para o Brasil. A seleção não passou de um empate sem gols com Portugal nesta sexta-feira, em Durban, mas ainda assim garantiu o primeiro lugar no grupo G. O que mais preocupou o torcedor foi a falta de alternativas ofensivas na ausência de Kaká e Robinho. O time revelou algumas de suas limitações, sofreu com alguns lances perigosos de Portugal e ainda passou em branco na frente. Foi o primeiro empate sem gols do Brasil na fase de grupos desde a Alemanha-1974.

O primeiro tempo foi marcado pelo domínio territorial do Brasil, que manteve a posse de bola durante 63% da etapa inicial, e pelas entradas duras de ambos os lados – no total, foram sete cartões amarelos (três de brasileiros, quatro de portugueses). O brasileiro naturalizado Pepe e o volante Felipe Melo travaram um duelo à parte, trocando faltas violentas durante quase todo o primeiro tempo. Quase porque, aos 43 minutos, notando que o destemperado Felipe tinha levantado Pepe no ar e estava prestes a ser expulso, Dunga se preveniu e colocou Josué em seu lugar.

Luís Fabiano, também por uma falta em Pepe, e Juan, ao cortar com a mão um lançamento para Cristiano Ronaldo, também foram advertidos. Se travavam uma disputa equilibrada quando se tratava de jogo duro, Brasil e Portugal tiveram estratégias totalmente opostas quando a bola rolava. O Brasil entrou para conseguir sua terceira vitória na Copa e garantir o primeiro lugar no grupo. Os lusos, porém, pareciam satisfeitos com a vaga que restaria para o segundo colocado na chave. Aparentavam jogar por um empate ou até mesmo para uma derrota por poucos gols de diferença, pensando só na classificação.

Com Cristiano Ronaldo isolado na frente e duas linhas formadas por quatro zagueiros e cinco meias, Portugal esperava o Brasil e só especulava no ataque, com tentativas de encontrar seu grande craque no mano a mano com os zagueiros Lúcio e Juan. Para o Brasil, o jogo de Portugal provocou a necessidade de ter paciência e trocar a bola até achar algum espaço. Com Daniel Alves e Júlio Baptista ocupando as vagas de Elano e Kaká, o Brasil até trocava bem a bola no meio. Nilmar, que substituiu Robinho, se desdobrava para tentar enganar seus marcadores.

Mas dois desfalques brasileiros faziam falta: Kaká, para furar o bloqueio português pelo meio, e Robinho, para abrir espaço pelos lados, através de seus dribles. Ainda assim, as melhores chances de gol foram do Brasil. Aos 30, Nilmar apareceu de surpresa pela esquerda e finalizou, de pé canhoto, depois de cruzamento que atravessou a área toda. O goleiro Eduardo espalmou e a bola acinda acertou a trave. Aos 36, Nilmar voltou a ameaçar a meta lusa, ao fintar de maneira inteligente e bater forte de pé esquerdo. Aos 38, Maicon apareceu no fundo e cruzou para Luís Fabiano, que cabeceou para o chão e quase marcou. Os portugueses não tiveram nenhuma oportunidade clara.

No começo do segundo tempo, contudo, Portugal avançou um pouco mais, acionando Cristiano Ronaldo pelo lado esquerdo em duas ocasiões perigosas. Aos 7, numa cobrança de falta forte de Cristiano, a bola desviou no meio do caminho e quase enganou Júlio César. Aos 13 minutos, Luís Fabiano cabeceou em cruzamento de Daniel Alves, no primeiro lance ofensivo do Brasil na segunda etapa. Aos 15, Cristiano Ronaldo passou por Juan e Lúcio, e a bola sobrou para Raúl Meirelles, de frente para o gol. Júlio César fechou seu ângulo e o português desperdiçou.

O lance, porém, deu novo ânimo aos lusos, que começaram a controlar mais o jogo e mostrar disposição em buscar a vitória. O Brasil, que do meio para a frente tinha quatro reservas, sentia a falta de um jogador capaz de desequilibrar. A falta de criatividade levava a seleção a tentar abrir o placar chutando de longe (com Daniel Alves, aos 27) ou tentando improvisar (Lúcio saiu driblando pelo meio em pelo menos três ocasiões). E Portugal jogava melhor: aos 31, Simão disparou pela esquerda e cruzou para Cristiano Ronaldo, que desviou para fora. À beira do campo, Dunga mostrava enorme irritação com os erros do Brasil.

Aos 38, o técnico tirou Júlio Baptista e colocou um atleta de características mais defensivas, Ramires. Assim, no fim do jogo desta sexta, o meio-campo do Brasil era formado pot três volantes e um lateral-direito improvisado. Grafite entrou aos 40, no lugar de Luís Fabiano. Curiosamente, era Lúcio quem mais aparecia no ataque – além de tentar driblar e fazer lançamentos, ainda apareceu na área para cabecear com certo perigo, aos 43. Aos 45 minutos, Daniel Alves arriscou de longe, mas a bola saiu pelo lado direito da meta portuguesa. Ramires arriscou para o gol já nos acréscimos, a bola desviou em Bruno Alves e quase encobriu Eduardo, que espalmou.

No fim, um susto: Juan bobeou e a bola sobrou para Danny, mas Júlio César salvou de novo. A seleção chegava ao fim da primeira fase com um time totalmente diferente do que começou a Copa, mas ainda assim confirmando o primeiro lugar no grupo, como era esperado. A seleção deixou o gramado sem saber qual será o seu próximo adversário, mas com data, hora e local para seu próximo compromisso no Mundial: será na segunda-feira, às 15h30 (no horário de Brasília), no estádio Ellis Park, em Johannesburgo. Com Kaká e Robinho em campo – e com a expectativa de um reencontro com o futebol mostrado no jogo contra a Costa do Marfim.

(Por Giancarlo Lepiani, de Durban)

25/06/2010

às 6:16 \ Jogos, Seleção Brasileira, Seleções

Brasil joga por liderança e por prestígio

Júlio Baptista e Robinho no treino da véspera: nova dupla no setor ofensivo (Foto: Getty)

Tinha tudo para ser o maior jogo da primeira fase da Copa do Mundo da África do Sul. Afinal, Brasil e Portugal são nada menos que o primeiro e o terceiro colocados do ranking de seleções da Fifa, têm dois dos maiores craques em atividade no planeta e se enfrentam justamente na rodada final da fase de grupos, para decidir a classificação final de sua chave. Mas o duelo entre as duas fortes seleções, o mais aguardado desde que a Fifa sorteou os confrontos deste Mundial, perdeu parte dos atrativos na rodada passada, quando o Brasil garantiu sua vaga por antecipação, Portugal praticamente assegurou seu lugar na segunda fase e Kaká, expulso contra a Costa do Marfim, tornou-se a grande ausência no esperado encontro com Cristiano Ronaldo, companheiro do camisa 10 brasileiro no Real Madrid. Mesmo assim, trata-se de uma partida imperdível: quando entrarem em campo às 11 horas desta sexta-feira (no horário de Brasília), no lindo estádio Moses Mabhida, na cidade litorânea de Durban, Brasil e Portugal colocarão à prova as suas reputações e começarão a desenhar seu futuro na competição.

Por mais que as vagas nas oitavas-de-final estejam quase definidas – Portugal só perde seu lugar se acontecer uma tragédia -, o jogo de Durban serve para definir pelo menos uma coisa importante: quem será o primeiro colocado no grupo. Se vencer ou só empatar, o Brasil se garante como cabeça da chave e avança para a etapa eliminatória para pegar o segundo colocado do grupo H (Espanha, Chile ou Suíça, que definem as vagas mais tarde). Ficaria num lado da tabela que, por enquanto, tem só a Holanda como seleção que mete medo. Perder para Portugal significa amargar o segundo lugar da chave – o que, desde que o atual sistema de grupos foi adotado, em 1986, jamais aconteceu com o Brasil. Nesse caso, a seleção cairia no outro lado do pareamento das seleções, com a possibilidade de se deparar com Argentina, Inglaterra ou Alemanha antes da final. Por isso, apesar de poder se dar ao luxo de tratar a partida como simples aquecimento para as oitavas, o Brasil deverá jogar para valer, quase com sua força máxima (Portugal, é claro, vem com time completo).

Em sua entrevista coletiva na quinta-feira, o técnico Dunga avisou que só o meia Elano, que ainda se recupera de uma pancada sofrida no violento jogo contra a Costa do Marfim, deve ficar de fora. Mas nada de se preocupar. O substituto é simplesmente um dos melhores jogadores da seleção brasileira, ainda que esteja na reserva. Daniel Alves, titular do Barcelona, é suplente no Brasil só porque disputa posição com o ótimo Maicon na lateral-direita. Como é versátil e sabe bem como jogar pelo meio, é o escolhido para ocupar o lugar de Elano. Daniel entrou nas duas partidas do Brasil na Copa, o que mostra que é uma espécie de 12º jogador na cabeça de Dunga. A outra mudança em relação ao time que bateu a Costa do Marfim por 3 a 1 é a ausência do suspenso Kaká. Em seu lugar entra um atleta que não arranca suspiros da torcida, mas sempre resolve a parada quando está com a camisa da seleção. Forte, combativo, dono de um canhão no pé direito e sempre difícil de ser marcado, Júlio Baptista já substituiu Kaká – seu amigo desde os tempos de garoto, no São Paulo – em muitas situações complicadas. Sempre correspondeu à altura. Na última Copa América, por exemplo, Kaká pediu dispensa. Júlio assumiu a função e comandou a vitória sobre a Argentina na final.

Jogando pela primeira vez nesta Copa sem o apoio garantido da maioria da torcida – os portugueses prometem fazer sua seleção se sentir em casa em Durban -, o Brasil também pode usar o jogo desta sexta como teste de fogo para sua defesa. Os lusos, que empataram em 0 a 0 com os marfinenses na estreia, deslancharam no segundo jogo, atropelando a Coreia do Norte por 7 a 0. Com Cristiano Ronaldo comandando o ataque e os habilidosos Tiago e Raúl Meirelles aparecendo pelo meio, Portugal tem bom poderio ofensivo. O Brasil, que chegou à África do Sul com a fama de ter a melhor defesa do torneio, ainda não conseguiu terminar um jogo sequer sem tomar. Foi furado até pelos fracos norte-coreanos. Se o goleiro Júlio César não tomar gols nesta sexta, o primeiro lugar no grupo estará garantido. Na frente, Luís Fabiano é a promessa de gols. Depois de marcar duas vezes contra a Costa do Marfim, o artilheiro atraiu atenção ainda maior dos defensores rivais. Se assegurar outra vitória brasileira, vai incluir o Brasil no seleto grupo de seleções que fecharam a primeira fase com todos os pontos conquistados. Só Argentina e Holanda venceram todos os seus jogos até aqui. O Brasil, que tem como tradição passar da primeira fase com a autoridade de quem é pentacampeão, tem tudo para se incluir nesse trio e fechar a etapa inicial da Copa no lugar que é seu de direito: entre os eternos favoritos a levar a taça.

(Por Giancarlo Lepiani, de Durban)

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21/06/2010

às 10:47 \ Jogos, Seleções

Portugal trucida a Coreia do Norte: 7 a 0

Artilharia pesada: Cristiano Ronaldo comanda o bombardeio dos lusos (Foto: Getty)

Quarenta e quatro anos depois de seu encontro anterior numa Copa, Portugal e Coreia do Norte voltaram a fazer um jogo de muitos gols nesta segunda-feira, no estádio Green Point, na Cidade do Cabo. Mas se em 1966 os coreanos chegaram a assustar, marcando três vezes antes da virada por 5 a 3, neste Mundial as coisas foram muito mais fáceis para os portugueses: 7 a 0, a maior goleada da Copa do Mundo. Com o resultado, a equipe lusa praticamente se garante na segunda fase, já que só uma catástrofe tira sua vaga – é preciso que Portugal perca do Brasil e que a Costa do Marfim derrote a Coreia e ainda tire uma diferença de nove gols de saldo. Se empatarem na sexta, em Durban, Brasil e Portugal se classificam (com a seleção de Dunga em primeiro lugar do grupo).

Na partida desta segunda, os norte-coreanos, talvez animados pelo desempenho melhor do que o esperado contra o Brasil, foram para cima e chegaram a assustar os portugueses, com vários chutes perigosos e jogadas rápidas em direção ao gol. Mas aos 29 minutos do primeiro tempo, depois de belo passe de Tiago, Raul Meirelles invadiu a área e abriu o placar. Meirelles e Tiago, aliás, foram os destaques da seleção portuguesa na primeira metade de jogo – o último, que substituiu Deco, tem grande chance de roubar de vez o lugar do brasileiro naturalizado português, que estava sem condições físicas para atuar nesta segunda. Já Cristiano Ronaldo custou a engrenar – o astro do time custou a encontrar seu espaço em campo. No total, o craque chutou sete vezes a gol, com cinco tiros na direção da meta.

No segundo tempo, a Coreia teve oito minutos de sobrevida, em que ainda tentou esboçar uma reação. Mas quando Simão Sabrosa marcou o segundo, depois de passe de Meirelles, o jogo estava acabado. O gol desestabilizou os asiáticos, que enfim abriram a porteira de sua meta e aceitaram outros cinco tentos: de Hugo Almeida, Tiago, Liédson, Cristiano Ronaldo e de novo Tiago, aos 44 do segundo tempo. Cristiano perseguiu seu gol durante a partida inteira, e depois de marcar, graças a uma roubada de bola do brasileiro naturalizado português Liédson, se limitou a dar risada. Tiago foi sem dúvida o melhor em campo, mas Cristiano foi eleito o nome do jogo – afinal, a votação é popular, feita por celular e internet, e o português é a maior estrela em atividade nesta Copa. No próximo jogo, terá seu maior desafio neste Mundial: furar a defesa brasileira. Talvez não precise – com um empate, todos sairão satisfeitos do estádio de Durban.

(Por Giancarlo Lepiani, de Johannesburgo)

21/06/2010

às 5:53 \ História das Copas, Seleções

Portugal e Coreia do Norte: em 66, jogaço

Portugal e Coreia do Norte fecham a segunda rodada do grupo G nesta segunda-feira, às 8h30 (no horário de Brasília), no belo estádio Green Point, na Cidade do Cabo. Portugal, que empatou com a Costa do Marfim na estreia, pode assumir a vice-liderança da chave se confirmar seu favoritismo. A Coreia do Norte, que endureceu contra o Brasil no primeiro jogo, busca surpreender e arrancar pelo menos um empate com os portugueses – o que manteria a seleção asiática na briga por uma sonhada vaga na segunda fase. Não seria algo inédito na história das Copas – na última participação dos norte-coreanos, o time do isolado e misterioso país asiático eliminou a Itália na primeira fase e por pouco não prega uma peça na melhor das gerações futebolísticas portuguesas.

Assim como hoje, com Cristiano Ronaldo sob os holofotes, Portugal contava um dos grandes craques da Copa em 1966. Eusébio (na foto acima, com Cristiano, em 2008) era a aposta de gols e de uma vitória tranquila contra os norte-coreanos nas quartas-de-final. A partida, disputada em Goodison Park, estádio do Everton, em Liverpool, entrou para a lista de grandes duelos dos Mundiais. Para espanto geral, a Coreia do Norte abriu 3 a 0 no placar com apenas 25 minutos de jogo. Incrédulos, os portugueses enfim reagiram – numa apresentação magnífica do Pantera Negra, viraram o placar para 5 a 3 e garantiram uma vaga na semifinal contra a Inglaterra. Eusebio marcou simplesmente quatro vezes. Ninguém acredita que a Coreia marque mais que um gol nesta segunda, e nem que Cristiano Ronaldo anote tantas vezes quanto Eusébio. Mas as lembranças daquele jogaço certamente estarão presentes na Cidade do Cabo. A seguir, cenas do jogo de 1966:

(Por Giancarlo Lepiani, de Johannesburgo)

15/06/2010

às 13:01 \ Jogos, Seleções

Equilíbrio total na batalha do grupo G

Jogando no limite: Portugal e Costa do Marfim travaram dura partida (Foto: Getty)

Foi o primeiro grande duelo desta Copa do Mundo. Não no quesito futebol bonito, diga-se, mas no extremo equilíbrio entre as duas seleções. E o resultado refletiu isso: Portugal 0, Costa do Marfim 0, sob chuva e frio, nesta terça-feira, em Port Elizabeth. Portugueses e marfinenses entraram em campo sabendo que praticamente decidiriam a vaga nesta terça – isso, é claro, se o Brasil confirmar o favoritismo e for o primeiro colocado no grupo. As duas seleções chegaram para a partida em ritmo de final e levando a campo o que têm de melhor – a não ser pela ausência de Drogba, ainda machucado, entre os titulares da Costa do Marfim. Em Portugal, todos os holofotes sobre Cristiano Ronaldo, sem problemas físicos e com fome de bola.

Desde o primeiro minuto, ficou claro que seria uma batalha. E o resultado dessa postura das duas seleções foi uma partida acirradíssima, com grande igualdade e muitos lances ríspidos. Em cada dividida ficou claro que o destino na Copa passava por este jogo. Cristiano Ronaldo foi a principal vítima desse clima de vai-ou-racha: acabou sendo alvo de pelo menos quatro entradas duríssimas só no primeiro tempo. Ainda assim, protagonizou o melhor momento da etapa inicial, ao dar um corte de categoria num zagueiro e emendar forte para o gol, carimbando a trave.

No resto da primeira etapa, Portugal teve mais posse de bola, mas a Costa do Marfim chegou mais vezes perto da área adversária. Rápidos e agudos no ataque, os africanos mantiveram o setor defensivo dos portugueses sob constante pressão. Cristiano, que tentava buscar a bola no meio e ocupava até a faixa central do campo, fugindo às suas características de ponteiro, não conseguia esconder sua frustração com as raras oportunidades de construir alguma jogada ofensiva. Liédson e Deco tiveram papéis discretos. O centroavante brasileiro naturalizado luso não achou espaços na defesa marfinense e só conseguiu finalizar aos 12 do segundo tempo, de cabeça, para defesa atenta do goleiro Barry.

Do lado oposto, os marfinenses cercavam a meta de Eduardo com tramas perigosas de Gervinho, Dindane e Kalou, sempre com a proteção de um meio-campo vigoroso comandado por Zokora e Yaya Toure. Com Ronaldo abandonado à própria sorte, o técnico Carlos Queiroz tentou oferecer novas alternativas de jogo a ele com a entrada de Tiago e Simão nos lugares de Deco e Danny. Sven-Goran Eriksson pagou para ver e colocou Didier Drogba, craque e capitão do time, no gramado molhado do estádio Nelson Mandela Bay. Há pouco mais de uma semana, era dúvida até se Drogba estaria na Copa. Apesar de uma grave contusão no braço, o artilheiro marfinense partiu para o sacrifício. Não teve, porém, muita chance para mostrar serviço: o equilíbrio continuou tão grande que o jogo foi até o fim sem chances claras para o matador africano.

Nos acréscimos, o grande momento de Drogba: lançado na área, de frente para o gol, decidiu cruzar com o pé esquerdo e perdeu uma chance de ouro. Portugueses e marfinenses abriram o grupo G com um ponto para cada. E o Brasil ganhou a primeira horas antes de entrar em campo: bastava cumprir sua obrigação e despachar os norte-coreanos para já começar como líder isolado da chave. A má notícia é que, no dia 20, em duelo marcado para o estádio Soccer City, Drogba e companhia vêm aí, precisando do resultado para sobreviver no Mundial – e possivelmente jogando de forma ainda mais dura do que nesta terça.

(Por Giancarlo Lepiani, de Johannesburgo)

17/02/2010

às 11:55 \ Jogadores, Perfis

Rooney: o ‘azarão’ na briga para ser craque da Copa

Gol de Rooney contra o Milan (AFP)

Na rodada de terça-feira da Liga dos Campeões, duas partidas reuniram uma constelação de craques da Europa. Em Milão, Milan x Manchester United apresentou Beckham, Ronaldinho, Pato, Pirlo e Ferdinand; em Lyon, o duelo entre o time da casa e o Real Madrid exibiu Kaká, Cristiano Ronaldo e Casillas. Nenhum deles, porém, conseguiu roubar a cena do grande craque da rodada – e, já é possível dizer, do maior jogador da temporada até agora. O atacante inglês Wayne Rooney, de 24 anos, fez dois gols na virada do Manchester sobre o Milan e confirmou o status de principal destaque do futebol europeu a apenas quatro meses da Copa do Mundo da África do Sul. Olho nele: Rooney promete brigar pelo título de craque do Mundial. Em sua primeira Copa, em 2006, Rooney estava machucado e pouco jogou – e acabou sendo expulso na partida em que a Inglaterra foi eliminada. Desta vez, a expectativa é outra.

Combativo, oportuinista e forte como um touro (no começo da carreira, dividia seu tempo entre o gramado e o ringue de boxe), Rooney não é tão badalado quanto Kaká, Messi e Cristiano Ronaldo, favoritos disparados na corrida para ser o astro da Copa de 2010. É inegável, porém, que o goleador inglês está jogando muito mais que seus rivais na presente temporada. Com a saída do português Ronaldo do Manchester, no ano passado, Rooney assumiu o posto de protagonista central de sua equipe no campeonato inglês. Resultado: é o artilheiro isolado do torneio e já soma 25 gols na temporada (contando com os dois anotados na terça, na liga). O atacante amadureceu, melhorou ainda mais sua técnica e não deixou de lado sua impressionante disposição. Além de marcar gols, dá carrinhos no meio, faz a cobertura nas laterais e ajuda a desarmar na intermediária.

No caso do Mundial da África, a situação do atacante inglês é ainda mais promissora. É comum ver um jogador que se destaca em seu clube mostrar um futebol mais apagado na seleção. Para Rooney, porém, essa sina não se aplica. É sem dúvida o grande nome de uma seleção inglesa que tem tudo para disputar a taça na Copa. Além de marcar gols sem parar quando veste a camisa do English Team, Rooney é beneficiado por um esquema ainda mais favorável ao seu futebol. Como a seleção treinada pelo italiano Fabio Capello não tem um grande centroavante – os medianos Heskey e Crouch disputam a posição -, a função do comandante de ataque passa a ser secundária: sua missão acaba sendo ajudar Rooney e deixá-lo brilhar. E se depender do que estão mostrando os grandes candidatos a craque da Copa neste começo de ano, ninguém vai brilhar mais do que Rooney nos gramados sul-africanos.

Por Giancarlo Lepiani

13/12/2009

às 10:45 \ Jogadores

Qual é o gol mais bonito da última temporada? Vote

A festa de gala da Fifa neste final de ano terá, além da entrega dos troféus de melhor jogador e jogadora do mundo em 2009, o anúncio do vencedor do troféu Ferenc Puskas, concedido ao autor do gol mais bonito da temporada. A entidade máxima do futebol mundial decidiu restringir a disputa aos gols marcados no período entre julho de 2008 e julho de 2009, coincidindo com a temporada europeia.

Conforme a Fifa, os finalistas foram escolhidos com base em quatro critérios, incluindo beleza do lance, importância do jogo, ausência do fator sorte e fair play do jogador. A eleição está sendo realizada na internet, pelo site da Fifa. No vídeo a seguir, os oito candidatos, incluindo os brasileiros Grafite e Nilmar. Assista aos vídeos e vote na enquete abaixo. Se quiser participar da eleição da Fifa, deixe seu voto até a manhã de segunda, quando termina o prazo.

Por Giancarlo Lepiani

ADEBAYOR, Villarreal 1 x 1 Arsenal, Uefa Champions League

ATAR, Bnei Yehoda 1 x 1 Maccabi Netanya, Liga de Israel

ESSIEN, Chelsea 1 x 1 Barcelona, Uefa Champions League

GRAFITE, Wolfsburg 5 x 1 Bayern Munchen, Campeonato Alemão

INIESTA, Chelsea 1 x 1 Barcelona, Uefa Champions League

LANDIN, Morelia 1 x 1 Cruz Azul, Campeonato Mexicano

MPHELA, Espanha 3 x 2 África do Sul, Copa das Confederações

NILMAR, Corinthians 0 x 1 Internacional, Campeonato Brasileiro

CRISTIANO RONALDO, FC Porto 0 x 1 Manchester United, Uefa Champions League

TORRES, Liverpool 4 x 0 Blackburn Rovers, Campeonato Inglês

Qual é o gol mais bonito da última temporada?

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07/12/2009

às 17:53 \ Fifa, Jogadores

Clássico espanhol na lista dos melhores do mundo

Messi no clássico com o Real Madrid

Saiu nesta segunda-feira a lista de finalistas ao prêmio de melhor jogador do mundo em 2009, que será entregue no próximo dia 21 pela Fifa. Os arquirrivais Real Madrid e Barcelona dominam a relação: os cinco indicados jogam nessas duas equipes. O Brasil é representado por Kaká, do Real, ganhador do prêmio em 2007. Seu companheiro de time Cristiano Ronaldo também está na lista.

A maioria entre os indicados, porém, pertence ao Barça, que conta com Iniesta, Xavi e Messi – esse último, o favorito disparado. É possível dizer que qualquer resultado que não seja uma vitória avassaladora do baixinho argentino será uma enorme surpresa. No fim de semana, ele já recebeu o prêmio Bola de Ouro, concedido pela revista francesa France Football ao melhor jogador da Europa.

Além de Kaká, a presença brasileira na festa de gala de fim de ano da Fifa, em Zurique, inclui Marta e Cristiane, indicadas a melhor jogadora do ano. Suas rivais são as alemãs Prinz e Grings e a inglesa Kelly Smith. Marta é a atual tricampeã do prêmio, que é determinado pelos votos dos técnicos e capitães de todas as seleções filiadas à Fifa. No ano passado, além de Marta, Cristiano Ronaldo venceu.

Por Giancarlo Lepiani

Em quem você votaria na eleição de melhor jogador do mundo?

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28/11/2009

às 10:13 \ Jogadores, Sem categoria

Domingo de 14 jogadores que podem decidir a Copa

O domingo será recheado de atrações nos gramados da Europa. Listei, em apenas dois grandes clássicos do Velho Continente, 14 jogadores de oito países com condições de decidir a próxima edição da Copa do Mundo, na África do Sul.

Arsenal x Chelsea (14h, horário de Brasília)

APTOPIX EU Britain Soccer Champions League

O maior clássico de Londres reserva cinco grandes nomes para a disputa da Copa do Mundo. Os ingleses Terry, Cole e Lampard, o ganês Essien e o marfinense Drogba defendem a liderança do Chelsea no Campeonato Inglês contra a estrela solitária espanhola Fabregas e a equipe de jovens revelações do Arsenal. Os “gunners” comandados pelo francês Arsène Wenger não terão sua principal estrela na temporada – o holandês Van Persie – por conta de uma lesão no tornozelo direito.

Barcelona x Real Madrid (16h, horário de Brasília)

kaka-cristiano-ronaldo

Um autêntico confronto de titãs em solo espanhol. Na tarde deste domingo, Barcelona e Real Madrid se enfrentam em um duelo aguçado pelas cifras astronômicas que rondaram as duas equipes nesta temporada. Ao todo, foram gastos mais de 900 milhões de reais em contratações. No duelo, pelo menos oito grandes personagens que estarão em campo são as esperanças de seus países na Copa do Mundo de 2010, na África do Sul.

Pelo lado madrilenho, uma constelação: os espanhóis Casillas e Xabi Alonso, o português Cristiano Ronaldo, o brasileiro Kaká, o francês Benzema e o argentino Higuaín. No Barça, as esperanças são creditadas ao argentino Messi e ao espanhol Xavi Hernandez. O sueco Ibrahimovic também é outro grande personagem do clássico, mas está fora do Mundial.

E há quem diga que estes dois confrontos têm mais importância que um duelo em Copa do Mundo. Você concorda?

***

No Brasil, o destaque é o clássico das duas maiores torcidas do país. O Corinthians defende sua honra do final de temporada contra um Flamengo que joga pelo título nacional no estádio Brinco de Ouro, em Campinas. Adriano e Ronaldo, outros dois possíveis nomes na lista de Dunga para o Mundial de 2010, teriam o seu 1º duelo no país. Seria uma chance rara de ver o ataque titular da seleção na última Copa num gramado brasileiro. Seria. O Imperador machucou o pé esquerdo num inusitado acidente doméstico e está fora da partida…

Por Rafael Sbarai

13/11/2009

às 16:10 \ Jogadores, Perfis

Ser Cristiano Ronaldo, acredite, não é tão fácil…

cristiano-ronaldo-praiaNo sábado, a seleção de Portugal enfrenta a Bósnia na primeira partida da repescagem européia para a Copa – e seu capitão e grande craque estará no banco, impedido de jogar pela perseguição implacável dos zagueiros. Machucado, Cristiano Ronaldo, o melhor do planeta – pelo menos até o anúncio do próximo vencedor do prêmio da Fifa, em dezembro -, pode ficar fora do Mundial.

Cristiano tem só 24 anos, mas já está entre os maiores jogadores da história da seleção portuguesa. Ainda assim, sua galeria de conquistas ainda está restrita aos troféus conquistados pelo Manchester United, clube que defendeu entre 2003 e 2009. Na selecionado nacional, sofre com a fragilidade do resto da equipe, que tem jogadores talentosos, mas em número escasso.

Cada vez que entra em campo com a camisa grená da seleção lusa, Ronaldo carrega sozinho as esperanças de um país inteiro. Contra qualquer adversário, é sempre marcado de forma exaustiva, muitas vezes de forma violenta. Vítima de um carrinho brutal em partida do Real Madrid na Copa dos Campeões, tentou voltar num jogo de Portugal, mas sentiu fortes dores e ainda agravou a lesão.

Se Portugal eliminar a Bósnia e garantir passagem para a África do Sul, Cristiano chegará pela segunda vez ao palco máximo do futebol mundial – em 2006, foi o destaque do time que chegou às semifinais e só caiu diante da França, graças a um pênalti duvidoso. Será uma chance de ouro, mas também uma missão inglória – conquistar o primeiro título por Portugal justamente na Copa é tarefa no mínimo improvável.

Enquanto tenta lidar com as pressões e responsabilidades de ser o melhor e mais caro jogador de futebol do planeta, o “gajo” de 255 milhões de reais busca se divertir, tanto dentro como fora do campo. Campeão indiscutível do quesito firula, às vezes desvia do caminho do gol para tentar aplicar mais um de seus dribles – às vezes inúteis, mas quase sempre espetaculares.

Quando tira as chuteiras, também é caçado, mas pelos papparazzi. O português é baladeiro, faz a linha metrosssexual e coleciona um longo elenco de belas namoradas. No começo do ano, espatifou uma Ferrari de 300.000 em Manchester. Meses depois, nas férias, apareceu vestindo shortinho agarrado, boné cor-de-rosa e florzinha atrás da orelha.

No meio do ano, para comemorar a transferência recorde para o Real Madrid, passou uma noite com a socialite Paris Hilton em uma boate de Los Angeles e, com ela, torrou o equivalente a 40.000 reais em bebidas. Um site de fofocas americano disse que conquistar Paris foi “o gol mais fácil da vida de Ronaldo”. De fato, muito mais fácil que ganhar a primeira Copa por Portugal.

Por André Pontes

 

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