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Arquivo da categoria Jogadores

11/07/2010

às 21:33 \ Jogadores, Torcida

As notas da festa dos heróis de vermelho

>> O título inédito da Espanha foi conquistado com a camisa número dois, azul, mas os campeões do mundo subiram à tribuna para receber suas medalhas e a taça Fifa com o tradicional fardamento vermelho – agora enfeitado com uma estrela dourada sobre o escudo, referência ao primeiro Mundial da Fúria.

>> No momento mais importante de sua carreira, o autor do gol da vitória se lembrou de um jogador do Espanyol, time rival do seu Barcelona, morto em decorrência de um ataque cardíaco no ano passado. “Dani Jarque está sempre conosco”, dizia a inscrição na camiseta que Iniesta vestia por baixo do uniforme. “Queríamos sentir a força de Jarque conosco”, explicou o jogador.

>> Outro titular da Espanha que homenageou um companheiro morto foi o lateral-direito Sergio Ramos, que depois da partida exibiu uma camiseta com a foto de Antonio Puerta, jogador do Sevilla, ex-clube de Ramos. Puerta foi vitimado por um ataque cardíaco sofrido num jogo do campeonato espanhol, em Sevilha, em 2007.

>> Entre os torcedores ilustres presentes à partida, o príncipe Felipe disse que a seleção campeã é um “tesouro”. “Passei o jogo todo sob enorme tensão, mas valeu a pena”, contou o herdeiro do trono. O tenista Rafael Nadal, também presente à tribuna, disse que chorou “como um menino” depois do apito final. “O país inteiro tem que ficar muito orgulhoso.”

(Por Giancarlo Lepiani, de Johannesburgo)

11/07/2010

às 20:06 \ Jogadores

Ao vivo, Casillas beija namorada repórter

Para quem tinha acabado de levantar a taça de campeão do mundo, nada mais justo. O goleiro Casillas não resistiu ao encontro com a namorada, a repórter Sara Carbonero, e a beijou enquanto ela tentava entrevistá-lo, pouco depois da volta olímpica da Fúria. Depois de agarrar a moça, ele saiu rapidamente, a caminho dos vestiários. Ela, desconcertada, ainda teve que seguir na transmissão da TV espanhola. Na primeira partida da Espanha, uma derrota para a Suíça, a presença de Sara na cobertura desta Copa foi criticada no país – para muitos, sua proximidade era uma distração para o jogador. Depois deste domingo, no entanto, ninguém mais deve reclamar. Assista à cena no vídeo a seguir:

(Por Giancarlo Lepiani, de Johannesburgo)

11/07/2010

às 19:30 \ Jogadores

Campeã do jogo coletivo perde os troféus individuais. Forlán ganha a Bola de Ouro

Para uma seleção que se consagrou e chegou ao topo do mundo praticando um jogo baseado no conjunto, nada mais adequado. Veio o tão sonhado título, mas não os troféus individuais mais importantes. David Villa era candidato à Chuteira de Ouro, mas teve de se contentar com a de prata. Villa, Xavi e Iniesta concorriam à Bola de Ouro, mas o atacante só ficou com a de bronze. Um alento – se é que vale dizer isso numa noite em que a Espanha conquistou o mundo – foi a escolha de Iker Casillas como melhor goleiro da Copa, dono da Luva de Ouro. Outro prêmio, desta vez coletivo, foi para a Fúria: o de seleção campeã em fair play.

No resto da lista de prêmios da Fifa, o grande destaque é a revelação alemã Thomas Muller, 20 anos, dono do prêmio de melhor jogador jovem da Copa – esse era uma barbada – e, como se não bastasse, da Chuteira de Ouro, por causa dos cinco gols e três assistências no Mundial. O espanhol Villa e o holandês Sneijder também fizeram cinco gols cada, mas só conseguiram um passe para gol, que era o critério de desempate. Villa ficou com a prata e Sneijder com o bronze porque o espanhol jogou menos que o holandês, o que significa uma média de gols maior. Villa ainda recebeu 16,9% dos votos para craque da Copa, terceiro lugar.

A prata foi para Sneijder, com 21,8% dos votos dos jornalistas credenciados a cobrir o Mundial. E a Bola de Ouro foi para um jogador de que não se esperava quase nada neste Mundial: Diego Forlán, do Uruguai, com cinco gols – todos bonitos – e honroso quarto lugar na classificação final do Mundial. Candidatos ao prêmio antes da Copa não faltavam: Kaká, Cristiano Ronaldo, Wayne Rooney. Nenhum apareceu nem sequer na lista dos dez finalistas. Único dos favoritos a entrar na relação final, Messi decepcionou. Forlán, que defendeu uma seleção modesta e a levou até as semifinais, foi uma escolha surpreendente, mas justa.

(Por Giancarlo Lepiani, de Johannesburgo)

11/07/2010

às 18:37 \ Jogadores, Seleções

Fogos e glória na coroação dos novos reis

Com a rainha Sofia, o príncipe Felipe e a princesa Letizia nas tribunas, os presidentes da Fifa, Joseph Blatter, e da África do Sul, Jacob Zuma, coroaram os novos reis da Espanha no estádio Soccer City, em Johannesburgo. Depois da entrega das medalhas de prata aos holandeses e de ouro aos espanhóis, o capitão Casillas, à frente dos 22 companheiros de seleção, pegou a taça, a beijou e a ergueu, coberto de papéis picados dourados. Depois que os espanhóis desceram do palco de volta ao gramado para dar a volta olímpica, uma espetacular queima de fogos disparada a partir da borda da cobertura do estádio iluminou o céu de Johannesburgo e ajudou a acender a festa da Fúria junto à torcida. Os heróis espanhóis – Iniesta, Xavi, Villa, Puyol, Piqué – se revezaram na exibição da taça aos torcedores. Às 18h30 (no horário de Brasília), três horas depois do pontapé inicial da partida mais aguardada de suas vidas, começaram a retornar ao vestiário, agora eternizados na história e cobertos de glória.

(Por Giancarlo Lepiani, de Johannesburgo)

11/07/2010

às 15:02 \ Jogadores, Seleções

Torres no banco. O Barça tem 7 titulares

Havia apenas uma dúvida em torno das escalações de Holanda e Espanha para o jogo deste domingo, no estádio Soccer City. Entre os espanhóis, o mistério era o nome do companheiro de ataque de David Villa. E ele será Pedro, do Barcelona, e não Fernando Torres, que foi o artilheiro da Eurocopa e começou a Copa como titular da equipe. O Barça, aliás, tem sete dos onze titulares da Espanha, o que deixa claro que o estilo de jogo da Fúria é bastante influenciado pelo clube catalão. Na Holanda, nenhuma surpresa: todos os titulares do técnico Bert van Marwijk estão à disposição e confirmados para a partida. Os holandeses vão jogar a final com Stekelenburg; Van der Wiel, Heitinga, Mathijsen e Van Bronkhorst; De Jong, Van Bommel e Sneijder; Robben, Van Persie e Kuyt. A Espanha vai a campo com Casillas; Sergio Ramos, Piqué, Puyol e Capdevila; Busquets, Xabi Alonso, Xavi e Iniesta; Pedro e David Villa.

(Por Giancarlo Lepiani, de Johannesburgo)

11/07/2010

às 13:23 \ Jogadores

Coadjuvantes que podem decidir o troféu

Todas as câmeras estarão voltadas para Sneijder, Villa, Robben e Xavi, mas tanto Holanda como Espanha têm coadjuvantes com papéis decisivos na final deste domingo. Do lado holandês, uma figura essencial, apesar de pouco comentada, é o volante Nigel De Jong, do Manchester City. Ele tem um abacaxi a descascar neste domingo – afinal, é o principal homem de marcação no meio, e deverá evitar que Xavi e Iniesta armem jogadas de perigo para Villa finalizar. Entre os espanhóis, o jogador menos famoso da equipe é também um dos mais importantes no jogo deste domingo. O lateral-esquerdo Capdevila, do Villareal, um dos bons valores da Fùria na Copa, terá que manter o papel de surpresa ofensiva e, ao mesmo tempo, proteger seu lado do campo dos avanços sempre perigosos do ponta Robben. Num descuido de Capdevila ou De Jong, o título pode escapar. Mas se esses dois coadjuvantes estiverem numa boa noite, suas seleções estarão bem mais perto de uma conquista inédita.

(Por Giancarlo Lepiani, de Johannesburgo)

11/07/2010

às 10:23 \ Jogadores

Os artilheiros: um duelo por três prêmios

A última vez que um mesmo jogador conquistou a Chuteira de Ouro (artilheiro do torneio) e a Bola de Ouro (o melhor da Copa) foi há vinte anos, na Itália-1990, com o atacante Schilacci, da Azzurra. Isso pode voltar a acontecer neste domingo, já que dois dos principais concorrentes a ambos os troféus estarão em campo na final entre Holanda e Espanha, no estádio Soccer City de Johannesburgo. O meia holandês Wesley Sneijder e o atacante espanhol David Villa não disputam apenas o título de campeão do mundo. Com cinco gols cada e participações decisivas nas campanhas de suas seleções, têm tudo para travar um duelo à parte na disputa dos troféus individuais da Fifa. Se não marcarem nenhum gol neste domingo, ficarão empatados com Forlán e Muller, que também têm cinco gols. Nesse caso, a Chuteira de Ouro será entregue ao jogador com maior número de passes para gol – hoje a liderança é do alemão Muller, com três assistências.

Sneijder, da Inter de Milão, nunca foi um grande goleador, mas surpreendeu nesta Copa. Marcou contra o Japão, a Eslováquia e duas vezes contra o Brasil antes de anotar um gol decisivo contra o Uruguai, na semifinal. Sua importância para o sucesso da Holanda na Copa é tamanha que ele foi eleito o melhor da partida em quatro dos seis jogos de sua seleção até aqui. Ex-atleta do Real Madrid, terá adversários conhecidos no duelo pelo controle do meio-campo na finalíssima – do outro lado estarão Xavi e Iniesta, do Barcelona. O time catalão, aliás, é a nova casa de David Villa, que estava no Valencia até a última temporada. Antes de se apresentar ao Barça, porém, Villa resolveu deixar sua marca no Mundial. Assim como Sneijder, foi indispensável ao sucesso espanhol, marcando cinco dos sete gols de seu time no torneio. Três das cinco vitórias da Espanha no Mundial podem ser atribuídas diretamente a ele (contra Honduras, Portugal e Paraguai).

(Por Giancarlo Lepiani, de Johannesburgo)

11/07/2010

às 9:00 \ Jogadores

Os capitães: quem vai receber a taça Fifa?

Setecentos e trinta e seis jogadores foram inscritos na Copa do Mundo da África do Sul. Algumas dezenas marcam gols ou fazem jogadas que ficam na memória dos torcedores. Dez deles chegam ao último dia da competição disputando a Bola de Ouro, o troféu entregue ao melhor jogador do Mundial. Mas só um tem a honra de entrar para a história como o rosto da equipe campeã do mundo neste domingo. Além do peso da responsabilidade de jogar a final, os capitães Iker Casillas, da Espanha, e Giovanni van Bronckhorst, da Holanda, chegam para o estádio Soccer City com a expectativa de receber a taça Fifa e levantá-la em nome dos companheiros de time e compatriotas, diante de um estádio lotado e de uma audiência televisiva extraordinária.

O capitão que teve esse privilégio em 2006, o italiano Fabio Cannavaro, está em Johannesburgo para entregar o troféu momentos antes do jogo deste domingo. A partir daí, ele ficará à espera das mãos de Casillas, o goleiro seguro que só levou dois gols até agora, ou de Van Bronckhorst, o lateral experiente e discreto que só chamou atenção mesmo com seu golaço de fora da área na semifinal, contra o Uruguai, na Cidade do Cabo. Por coincidência, os dois foram adversários durante anos – Casillas defendendo o Real Madrid e Van Bronckhorst, o arquirrival Barcelona. O holandês nunca levantou um troféu por sua seleção. O espanhol já teve a chance de erguer a Eurocopa, em 2008 (na foto acima).

(Por Giancarlo Lepiani, de Johannesburgo)

10/07/2010

às 20:30 \ Jogadores

Donos do meio-campo – e da Copa-2010

Como de costume em Copas do Mundo, os craques que jogam no ataque atraem quase todos os holofotes nesta reta final de Mundial da África do Sul. Mas para cada gol de David Villa, Forlán e Sneijder existe o trabalho duro – e cada vez mais qualificado – dos jogadores que ditaram o ritmo do torneio. Se a Copa da Alemanha-2006 teve grandes defensores entre seus destaques, como o zagueiro Cannavaro e o goleiro Buffon, em 2010 é a vez dos meias, especificamente os volantes, capazes de ditar o andamento da partida e garantir o domínio territorial para seus times.

Neste sábado, um deles ajudou a definir o terceiro lugar para a Alemanha. Pouco conhecido fora de seu país antes da Copa, Khedira, jovem alemão de origem tunisiana, marcou um gol de cabeça e definiu a vitória de sua seleção sobre o Uruguai por 3 a 2. Na mesma seleção alemã, um meia ofensivo transformado em segundo volante ganhou até mesmo um lugar entre os candidatos à Bola de Ouro: Schweinsteiger, que era um simples coadjuvante em sua antiga posição, virou o grande nome da Alemanha, substituindo o machucado Ballack no centro do gramado.

No domingo, a final entre Holanda e Espanha apresentará mais alguns representantes bem-sucedidos dessa difícil função. Xavi é o símbolo deles. O espanhol não é um armador típico, daqueles que vestiam a camisa 10 de seus times no passado. Ainda assim, é raro que uma jogada perigosa da Fúria não passe pelos pés do meia do Barcelona. Nos seis primeiros jogos da Espanha nesta Copa, Xavi deu 570 passes (os de curta distância foram minoria), com grau de acerto superior a 80%. Também na Fúria, outros dois jogadores fazem a dupla função de reforçar a defesa e organizar o ataque: Xabi Alonso e Iniesta (esse último, candidato à Bola de Ouro, assim como Xavi).

Na Holanda, a posição tem o xerife Van Bommel, chamado de desleal por alguns adversários mas fundamental para o sucesso de uma seleção que joga com dois pontas, um centroavante e um meia ofensivo. Não fosse o poder de controlar o jogo de Van Bommel, a seleção laranja não teria chegado tão longe. Vendo o sucesso dos times que contam com bons jogadores nessa faixa do campo, não é difícil entender o fracasso da seleção brasileira no torneio – o time de Dunga teve como titulares da posição o operário Gilberto Silva e o desastrado Felipe Melo. Um pouco à frente, Elano, machucado logo no segundo jogo, foi substituído por Daniel Alves, lateral improvisado. Hernanes, volante que segue o mesmo estilo dos destaques desta Copa, nem sequer foi lembrado.

(Por Giancarlo Lepiani, de Johannesburgo)

09/07/2010

às 7:26 \ Fifa, Jogadores

Fifa anuncia concorrentes à Bola de Ouro

Sneijder, Villa e Schweinsteiger: três favoritos ao prêmio de melhor jogador da Copa (Fotos: Getty)

A Espanha tem o maior número de candidatos à Bola de Ouro, o prêmio de melhor jogador da Copa do Mundo de 2010. A lista de dez concorrentes divulgada nesta sexta-feira, em Johannesburgo, pelo secretário-geral da Fifa, Jerome Valcke, tem Xavi, David Villa e Iniesta. Pelo lado dos holandeses, dois concorrentes: Robben e Sneijder. O Brasil não tem nenhum jogador na lista de dez postulantes ao troféu. Os únicos jogadores que não chegaram às semifinais e estão na briga são Messi, da Argentina, e Gyan, de Gana. Além de Messi, o único sul-americano é o uruguaio Forlán. A África tem só o ganês Gyan.

A escolha será feita pela imprensa internacional e o anúncio do craque da Copa sai logo depois da final, no domingo, no estádio Soccer City. A lista prévia foi escolhida pela própria Fifa, através de seu comitê técnico. A votação vai até o fim da decisão – ao contrário dos anos anteriores, em que os votos eram recebidos antes da final, o que provocou situações esquisitas – como a vitória de Ronaldo em 1998 e de Oliver Kahn em 2002. Ambos foram mal e acabaram sendo derrotados na finalíssima, mas ainda assim levaram o troféu para casa. A seguir, a lista dos candidatos:

Diego Forlán, do Uruguai; Asamoah Gyan, de Gana; Andrés Iniesta, da Espanha; Lionel Messi, da Argentina; Mesut Oezil, da Alemanha; Arjen Robben, da Holanda; Bastian Schweinsteiger, da Alemanha; Wesley Sneijder, da Holanda; David Villa, da Espanha; Xavi, da Espanha.

Em quem você votaria na eleição do melhor jogador da Copa?

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(Por Giancarlo Lepiani, de Johannesburgo)

09/07/2010

às 5:12 \ Jogadores, Seleções

A última do Cruyff: torcerá para a Fúria…

A coleção de declarações surpreendentes do lendário ex-craque holandês Johann Cruyff continua crescendo. Maior craque de toda a história do seu país, o comandante do Carrossel Holandês dos anos 1970 agora afirma que vai torcer para a Espanha, contra a sua própria seleção, na final da Copa do Mundo, no domingo, em Johannesburgo. “A Espanha é uma réplica do Barcelona”, escreve ele numa coluna publicada no jornal El Periodico de Catalunya. “Para quem estou torcendo? Sou holandês, mas apoio o futebol que a Espanha está jogando.” Para justificar sua inusitada escolha, Cruyff afirma que o estilo de jogo espanhol é melhor – e, portanto, uma vitória da Fúria pode ser uma influência mais positiva para o esporte. “A Espanha é a grande favorita”, palpita o ídolo holandês – que, nesta Copa, já tinha dito que o Chile era o melhor time do torneio, às vésperas da eliminação do time contra o Brasil, por 3 a 0.

(Por Giancarlo Lepiani, de Johannesburgo)

07/07/2010

às 10:57 \ Jogadores

Duelo dos maiores ‘fominhas’ em Durban

Tão castigada no começo da Copa, a Jabulani encontrou companheiros bastante fiéis no decorrer do torneio – e eles não querem largar dela. Nesta quarta-feira, na semifinal entre Alemanha e Espanha em Durban, estarão reunidos os seis maiores “fominhas” do torneio, todos eles representantes de duas seleções que gostam de ter o controle da bola. Os integrantes do ranking são os jogadores que percorreram as maiores distâncias com a bola nos pés desde que a competição começou. O líder no ranking é o espanhol Xavi (na foto acima), principal articulador de jogadas da Fúria, que já correu nada memos que 26,2 quilômetros levando a bola nos pés. Em segundo lugar está um companheiro de Xavi no meio-campo espanhol, Xabi Alonso, com 24,6 quilômetros rodados sem se separar da bola. Em terceiro e quarto estão dois meias alemães, Khedira (24,2 quilômetros) e Schweinsteiger (23,3 quilômetros). Em quinto e sexto lugares, mais dois espanhóis: o lateral Capdevilla (22,7 quilômetros) e o atacante David Villa (22,5 quilômetros). Mais uma estatística que indica uma partida de altíssimo nível técnico – e grande equilíbrio – nesta quarta.

(Por Giancarlo Lepiani, de Johannesburgo)

05/07/2010

às 16:35 \ Jogadores

Na reta final da corrida pela artilharia

O espanhol David Villa é o líder isolado, com cinco gols anotados nos últimos quatro jogos. Desde Ronaldo e Rivaldo na Copa de 2002 um jogador não conseguia marcar em quatro jogos consecutivos. Se marcar na semifinal e no jogo seguinte – seja a final, seja a disputa de terceiro lugar -, Villa iguala Just Fontaine (1958) e Jairzinho (1970), que fizeram gols em seis jogos seguidos de Copa. Os alemães Klose e Muller vêm logo atrás, com quatro gols, empatados com o holandês Sneijder. E ainda há os uruguaios Forlán e Suárez, correndo por fora, com três gols cada. Mas Suárez tem só mais um jogo a disputar no Mundial, pois está suspenso para a disputa da semifinal, na terça, contra a Holanda. O mesmo problema tem o alemão Muller, que ficará de fora do jogo contra a Espanha, na quarta. Apesar da liderança de Villa na tabela de goleadores, é possível dizer que Muller, de apenas 20 anos, tem impacto maior ainda neste Mundial. Além dos quatro gols anotados, ele tem três passes para gols. Dos pés da revelação alemã saíram sete gols de sua seleção na Copa.

Quem será o artilheiro da Copa do Mundo?

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(Por Giancarlo Lepiani, da Cidade do Cabo)

05/07/2010

às 11:36 \ Jogadores, Seleções

Renovação alemã, exemplo para o Brasil

O que fazer quando sua seleção parece estagnada, sem criatividade e sem estilo próprio de jogar? Traga novos valore para seu time, afirma o técnico da Alemanha, Joachim Low. “Depois que perdemos a final da Eurocopa, em 2008, queríamos mudar. Era hora de dar uma chance aos jogadores mais jovens. Estávamos dispostos até a perder alguns jogos para que eles pudessem ganhar uma oportunidade. Eles aproveitaram, e agora não têm medo de nada.” Além da decisão do técnico, a contusão do capitão Ballack acabou ajudando – era um veterano a menos no time, abrindo espaço para Oezil, de 21 anos, e Muller (na foto acima), de 20, no meio-campo. Não por acaso, são eles os diferenciais numa seleção apontada como revolucionária, por transformar a tradicional forma de jogar da Alemanha e fazer de sua seleção a mais apreciada da Copa. Até os colegas mais experientes se impressionaram com o sucesso da renovação da equipe. “Sim, estou surpreso com eles”, admitiu, sorrindo o zagueiro Mertesaker. “Oezil e Muller cresceram de forma notável em apenas um mês.” Pode ser um bom modelo para a CBF, prestes a definir o novo técnico da seleção brasileira. A quatro anos da Copa mais aguardada das últimas décadas para sua torcida, que verá o time tentar o título em casa, a equipe bem que poderia aproveitar alguns dos vários novos talentos que surgem a cada ano no país.

(Por Giancarlo Lepiani, da Cidade do Cabo)

05/07/2010

às 11:25 \ Jogadores, Seleções

A Espanha aguarda o despertar de Torres

Ele chegou à África do Sul com um cartaz maior que o do companheiro de ataque David Villa. Mas se o colega já soma cinco gols na competição, Fernando Torres ainda não foi às redes uma só vez. Sua próxima chance de espantar a má fase será especial: na quarta, em Durban, os espanhóis enfrentam a Alemanha, um reencontro com a equipe que a Fúria derrotou na final da Eurocopa de 2008. Naquela ocasião, o gol da vitória foi marcado justamente por Torres. O jogador do Liverpool admite que não está em sua melhor forma, mas diz estar contente pela equipe como um todo. “Não importa quem faz os gols. Se eu tiver a chance de marcar um de novo contra a Alemanha, ótimo. Mas o principal é que a Espanha precisa vencer a Alemanha.” Sobre Villa, que ofuscou sua presença até agora, Torres é só elogios. “Ele vem sendo a chave do sucesso para nós. É a Copa do Mundo dele.” Mas para bater a Alemanha, melhor seleção da Copa até agora, é inegável que a Espanha precisará de muito mais do que só Villa inspirado. No jogo de quarta, que a Fúria tenha um Xavi mais criativo, um Piqué mais seguro na zaga e, principalmente, um Fernando Torres mostrando o futebol que o consagrou na Europa. Caso contrário, a Fúria dificilmente será páreo para a fantástica Alemanha.

(Por Giancarlo Lepiani, da Cidade do Cabo)

 

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