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Arquivo da categoria História das Copas

08/07/2010

às 7:30 \ História das Copas, Seleções

Você gosta da novidade na final da Copa?

Para muitos torcedores, a ausência de seleções tradicionais, como Brasil, Alemanha, Argentina e Itália, tira toda a graça da final da Copa do Mundo da África do Sul. Para outros, a presença de Holanda e Espanha na decisão, com a garantia de que uma nova campeã será coroada no domingo, no estádio Soccer City, em Johannesburgo, só deixa o torneio ainda mais interessante. Na história das Copas, só onze seleções tinham chegado à decisão, com sete times conquistando pelo menos um título. A última estreante em finais tinha sido a França, em 1998. Agora, já são doze finalistas, com a Espanha fazendo sua primeira decisão (a Holanda já decidiu o título em 1974 e 1978).

Você gostou da final entre dois países que nunca foram campeões?

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(Por Giancarlo Lepiani, de Johannesburgo)

07/07/2010

às 11:05 \ História das Copas, Seleções

Maior finalista de todos ou final inédita?

Seja qual for o resultado da semifinal entre Alemanha e Espanha, nesta quarta-feira, em Durban, a grande decisão da primeira Copa em solo africano certamente entrará para a história. Se os alemães (na foto acima, no treino de terça) garantirem um lugar no jogo de domingo, no estádio Soccer City, em Johannesburgo, serão a seleção com maior presença em finais nos Mundiais. Até agora, estão empatados com os brasileiros, ambos com sete decisões cada. Podem subir para oito dentro de algumas horas. O aproveitamento do Brasil é melhor em títulos, cinco contra três. Mas, se chegarem outra vez à decisão do troféu, os alemães terão se aproximado na fantástica marca de uma final a cada duas participações em Copas (foram 17 no total). Por outro lado, se ficarem de fora da decisão, os alemães vão quebrar uma sequência impressionante, que mostra como a tradição das seleções pesa nas Copas. Desde a primeira edição do torneio, nunca aconteceu uma decisão que não tivesse pelo menos uma das quatro seguintes seleções: Brasil, Itália, Alemanha e Argentina. Em caso de decisão Holanda x Espanha, a escrita estará quebrada – e haverá a certeza de que o campeão de 2010 será um país que jamais sentiu o gosto de levantar a Copa.

(Por Giancarlo Lepiani, de Johannesburgo)

05/07/2010

às 5:21 \ História das Copas, Seleções

Holanda, campeã mundial do ‘já ganhou’

País pequeno acostumado a grandes façanhas, a Holanda sofre há décadas com um problema inusitado quando se trata da seleção nacional de futebol. Como sabem que são muito bons, os jogadores holandeses estufam o peito e elevam a altura do nariz no decorrer de campanhas vitoriosas como a desta Copa do Mundo. E acabam quebrando a cara. A seleção laranja jamais foi campeã do mundo, mas é a detentora incontestável do troféu do “já ganhou” – e recordista em número de decepções decorrentes desse clima de vitória antecipada. O principal capítulo dessa curiosa sina foi a Copa de 1974, quando os integrantes da seleção imortalizada como a Laranja Mecânica entraram em campo achando que dariam um passeio na Alemanha, dona da casa. Grave engano. Quatro anos depois do primeiro vice, foram à Argentina e também disputaram a final. Nova derrota, novo vice. O capítulo mais recente de exagero na empolgação é lembrado pelo próprio técnico holandês, Bert van Marwijk – há dois anos, a equipe começou a Eurocopa dando dois bailes, na França e na Itália. Foi pegar a Rússia nas quartas-de-final pensando já nas semis. E perdeu de novo. Antes do jogo decisivo de terça, contra o Uruguai, na Cidade do Cabo, Van Marwijk já avisou: “Precisamos levar a partida muito a sério. Não ganhamos nada ainda.”

(Por Giancarlo Lepiani, da Cidade do Cabo)

02/07/2010

às 8:27 \ História das Copas, Jogadores

Cruyff, Pelé holandês – também nas gafes

Se no Brasil muita gente reclama quando Pelé vira Edson Arantes do Nascimento na hora de falar – de craque da bola passa a mestre das gafes e das frases que causam polêmica -, os holandeses têm a mesma sensação quando ouvem seu maior jogador de todos os tempos, Johann Cruyff. Quem ficou irritado com a afirmação do lendário craque da Laranja Mecânica sobre o Brasil, na quinta – disse que não pagaria ingresso para ver a seleção jogar, porque ela não costuma fazer partidas bonitas -, deve saber que falar o que vem à cabeça, sem pensar no que está dizendo, é a rotina de Cruyff. Em seu país, ele é famoso não só pelo futebol genial, que o transformou no maior jogador europeu de todos os tempos, mas também por soltar frases inusitadas, surpreendentes e, às vezes, inexplicáveis. A seguir, algumas delas:

“Toda desvantagem tem sua vantagem.”

“O futebol é simples, mas é difícil jogar de forma simples.”

“Eu nunca erro, porque preciso me esforçar muito para cometer um erro.”

“Evitar jogar mal é mais fácil do que tentar jogar bem.”

“A princípio, sou contra tudo. Até que eu mude de ideia e fique a favor de alguma coisa.”

“Quando chego em casa depois de comentar um jogo pela TV, minha mulher me pergunta: ‘Falou o que sobre a partida?’ Eu respondo que não faço a menor ideia.”

“Quando trabalhava como técnico, sempre quis ter um grupo de só 18 jogadores. Assim, a maioria ia gostar de mim, e os que não gostassem iam ser minoria. Seria mais fácil.”

Para um jornalista que não entendeu uma resposta: “Olha, se eu quisesse que você entendesse tudo, eu teria explicado melhor.”

(Por Giancarlo Lepiani, de Port Elizabeth)

01/07/2010

às 20:12 \ História das Copas, Jogos, Seleções

Retrospecto faz dupla sonhar com a final

Copa de 1994: o Brasil eliminou a Holanda nas quartas e seguiu rumo à finalíssima (Foto: Getty)

Por mais que ainda tenha que enfrentar Uruguai ou Gana na semifinal, o ganhador do jogo entre Brasil e Holanda, às 11 horas (no horário de Brasília) desta sexta-feira, no estádio Nelson Mandela Bay, em Port Elizabeth, será inegavelmente o favorito a chegar à grande decisão da Copa do Mundo. Além da superioridade técnica das duas equipes na comparação com as duas seleções que fazem a outra partida de quartas-de-final da sexta, a história também está do lado dos brasileiros e holandeses. Eles já se enfrentaram três vezes em Mundiais, sempre em fases avançadas do torneio. Quem sobreviveu ao duelo sempre chegou à final. O vencedor do jogo de Port Elizabeth enfrenta uruguaios ou ganeses na terça-feira, em partida marcada para a Cidade do Cabo.

O primeiro encontro entre as seleções aconteceu no Mundial da Alemanha-1974, quando a Laranja Mecânica comandada por Johann Cruyff tirou o Brasil, na época o campeão mundial, da campanha de defesa do título. O time avançou à final, mas perdeu para a Alemanha. Vinte anos depois, brasileiros e holandeses se cruzaram novamente, nas quartas-de-final, como na partida de sexta, na África do Sul. Deu Brasil, 3 a 2. A seleção seguiu para as semis e passou para a final. Foi tetracampeã contra a Itália. A Holanda voltou a entrar no caminho do Brasil quatro anos depois, em 1998, na semifinal. Deu Brasil, nos pênaltis, após empate em 1 a 1 no tempo normal e prorrogação. De novo na final, porém, a seleção desta vez deixou escapar o título para a França.

(Por Giancarlo Lepiani, de Port Elizabeth)

27/06/2010

às 7:42 \ História das Copas, Jogos, Seleções

Rivalidade histórica ganha novo capítulo

Semifinais de 1990: Waddle, da Inglaterra, e Matthaus, da Alemanha, em mais uma decisão (Foto: Getty)

Com a exceção de Brasil x Itália, que já decidiram dois Mundiais e são os maiores vencedores da história do torneio, talvez não exista nenhum clássico de Copas do Mundo que supere Alemanha x Inglaterra. Pelos personagens envolvidos – de Beckenbauer a Bobby Moore – e pela rica história do duríssimo confronto (e, inevitável dizer, da própria relação entre os países), a rivalidade entre os alemães e ingleses é das maiores já vistas no futebol. E ela terá mais um episódio escrito às 11 horas deste domingo (no horário de Brasília), no modesto estádio Free State, em Bloemfontein, no choque entre as seleções por uma vaga nas quartas-de-final. A Alemanha fez melhor campanha até aqui e está apresentando um futebol muito mais eficaz. Como todo clássico é imprevisível, porém, não se deve descartar as chances da Inglaterra, que conta com alguns dos melhores jogadores deste Mundial.

Os alemães venceram o grupo D com duas vitórias (4 a 0 na Austrália e 1 a 0 sobre Gana) e uma inesperada derrota (1 a 0 para a Sérvia). Mostraram ao mundo um novo candidato a craque, o jovem meia Oezil, e trouxeram de volta ao palco maior do futebol alguns dos bons jogadores da Copa passada, como Schweinsteiger, Podolski e Lahm. A Inglaterra desembarcou na África do Sul com o status de favorita, com uma delegação formada por craques no auge de suas carreiras, como Wayne Rooney, Frank Lampard, Steven Gerrard, John Terry e Rio Ferdinand – esse último, cortado pouco antes da estreia, por contusão. Os outros ficaram, mas ainda não convenceram. Rooney, que pintava como postulante à coroa de melhor do Mundial, não marcou nenhuma vez. Trata-se de uma das decepções da campanha inglesa, de dois empates (EUA e Argélia) e uma magra vitória (Eslovênia).

No duelo deste domingo, além dos jogadores envolvidos e do passado de rivalidade, há mais um fator favorável a um jogo cheio de emoções: as seleções se pegam na fase eliminatória do torneio, em que um empate pode significar prorrogação e disputa de pênaltis. Foi na prorrogação que a Inglaterra ganhou sua única Copa, jogando em casa, em 1966, por 4 a 2, com direito a um dos gols mais polêmicos de todos os Mundiais. Quatro anos depois, no México, de novo na prorrogação, os alemães se vingaram nas quartas-de-final com uma virada extraordinária: 3 a 2, depois que os ingleses abriram 2 a 0. Outro encontro aconteceu em 1990, nas semifinais, com a Alemanha batendo a Inglaterra nos pênaltis (do mesmo jeito, tiraram os ingleses da decisão da Eurocopa de 1996, jogada na própria Inglaterra). No retrospecto de partidas oficiais entre as seleções, são 27 jogos, com dez vitórias alemãs e doze inglesas. Os alemães, porém, venceram nos pênaltis os dois jogos que terminaram empatados. Portanto, o equilíbrio é total para esse encontro de gigantes na pequena Bloemfontein.

(Por Giancarlo Lepiani, de Johannesburgo)

25/06/2010

às 6:11 \ História das Copas

O último encontro: Eusébio superou Pelé

Encontro histórico: Pelé caído e Eusébio tentando consolar o craque

Na primeira e única vez que enfrentou Portugal numa Copa do Mundo, em 1966, a seleção brasileira era campeã mundial e tinha Pelé, mas estava à beira de ser desclassificada – o que, de fato, acabou ocorrendo, graças a uma derrota por 3 a 1 na última partida da fase inicial do torneio. Nesta sexta-feira, no estádio Moses Mabhida, em Durban, os países voltam a se enfrentar no Mundial depois de 44 anos, numa situação bem diferente – o ponta-de-lança da seleção é o reserva Júlio Baptista e o Brasil busca sua redenção após fracassar na Copa passada, mas o time já está classificado e fecha a primeira fase preocupado apenas em segurar a liderança do grupo.

No duelo anterior entre os países, no dia 16 de julho de 1966, em Liverpool, Portugal tinha um dos melhores jogadores do planeta: Eusébio, o pantera negra, que deixou sua marca duas vezes (Simões fez o outro gol português). Hoje, há Cristiano Ronaldo, rápido e habilidoso como o maior craque português de todos os tempos, mas bem menos goleador. Na Copa de 1966, Eusébio foi o artilheiro isolado, com nove gols. Até agora, Cristiano deixou sua marca na África do Sul em só uma ocasião, na goleada sobre a Coreia do Norte, 7 a 0. Nos vídeos a seguir, confira cenas do duelo entre os brasileiros e os portugueses no Mundial disputado na Inglaterra:

(Por Giancarlo Lepiani, de Durban)

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21/06/2010

às 5:53 \ História das Copas, Seleções

Portugal e Coreia do Norte: em 66, jogaço

Portugal e Coreia do Norte fecham a segunda rodada do grupo G nesta segunda-feira, às 8h30 (no horário de Brasília), no belo estádio Green Point, na Cidade do Cabo. Portugal, que empatou com a Costa do Marfim na estreia, pode assumir a vice-liderança da chave se confirmar seu favoritismo. A Coreia do Norte, que endureceu contra o Brasil no primeiro jogo, busca surpreender e arrancar pelo menos um empate com os portugueses – o que manteria a seleção asiática na briga por uma sonhada vaga na segunda fase. Não seria algo inédito na história das Copas – na última participação dos norte-coreanos, o time do isolado e misterioso país asiático eliminou a Itália na primeira fase e por pouco não prega uma peça na melhor das gerações futebolísticas portuguesas.

Assim como hoje, com Cristiano Ronaldo sob os holofotes, Portugal contava um dos grandes craques da Copa em 1966. Eusébio (na foto acima, com Cristiano, em 2008) era a aposta de gols e de uma vitória tranquila contra os norte-coreanos nas quartas-de-final. A partida, disputada em Goodison Park, estádio do Everton, em Liverpool, entrou para a lista de grandes duelos dos Mundiais. Para espanto geral, a Coreia do Norte abriu 3 a 0 no placar com apenas 25 minutos de jogo. Incrédulos, os portugueses enfim reagiram – numa apresentação magnífica do Pantera Negra, viraram o placar para 5 a 3 e garantiram uma vaga na semifinal contra a Inglaterra. Eusebio marcou simplesmente quatro vezes. Ninguém acredita que a Coreia marque mais que um gol nesta segunda, e nem que Cristiano Ronaldo anote tantas vezes quanto Eusébio. Mas as lembranças daquele jogaço certamente estarão presentes na Cidade do Cabo. A seguir, cenas do jogo de 1966:

(Por Giancarlo Lepiani, de Johannesburgo)

20/06/2010

às 8:00 \ História das Copas, Seleção Brasileira

Africanos são nossos fregueses em Copas

Nantes, 1998: Ronaldo foi o destaque nos 3 a 0 sobre Marrocos (Foto: Allsport)

Se depender do retrospecto, o Brasil conquistará sua segunda vitória neste Mundial no duelo deste domingo, em Johannesburgo, contra a Costa do Marfim – e, possivelmente, até com certa tranquilidade. Foram cinco jogos: cinco vitórias, treze gols marcados, nenhum sofrido. Curiosamente, quatro dos cinco jogos terminaram com o mesmo placar: 3 a 0 para o Brasil. A história dos confrontos entre a seleção e rivais africanas começa num tempo em que o futebol no continente negro era amador e chega até a Copa passada, na última vitória brasileira em Copas até a chegada à África do Sul (depois de bater Gana, a seleção caiu diante da França). A seguir, cenas das partidas:

1974: Brasil 3 x 0 Zaire, em Gelsenkirchen, gols de Jairzinho, Rivellino e Valdomiro

1986: Brasil 1 x 0 Argélia, em Guadalajara, gol de Careca

1994: Brasil 3 x 0 Camarões, em São Francisco, gols de Romário, Márcio Santos e Bebeto

1998: Brasil 3 x 0 Marrocos, em Nantes, gols de Ronaldo, Rivaldo e Bebeto

2006: Brasil 3 x 0 Gana, em Dortmund, gols de Ronaldo, Adriano e Zé Roberto

(Por Giancarlo Lepiani, de Johannesburgo)

20/06/2010

às 7:57 \ História das Copas

Nos tempos em que tinha bobo no futebol

A seleção africana que o Brasil enfrenta neste domingo é recheada de jogadores que atuam em clubes europeus de primeira linha – a Costa do Marfim tem dois atacantes do Chelsea (Drogba e Kalou), um meia do Barcelona (Yaya Touré), outro do Sevilla (Zokora) e defensores do Manchester City (Kolo Touré) e do Arsenal (Eboue). Muito diferente do primeiro adversário africano do Brasil em Copas, o Zaire, em 1974. A equipe que foi à Alemanha mal sabia das regras do jogo. Num dos lances mais inusitados de todos os Mundiais, um defensor encheu o pé e soltou a bomba numa falta. Só que a falta era em favor do Brasil. O jogador do Zaire levou um amarelo – e ainda reclamou do juiz, dizendo que ele já tinha apitado, autorizando a cobrança (assista à cena no vídeo abaixo). O velho chavão de que não tem mais bobo no futebol pode valer hoje em dia, quando até a Coreia do Norte consegue endurecer um jogo contra o Brasil. Mas em 1974…

(Por Giancarlo Lepiani, de Johannesburgo)

17/06/2010

às 5:09 \ História das Copas

Média de gols não preocupa. Por ora

Batiston, da França, marca Zico, no México-1986: aquela também começou mal (Foto: Getty)

Foram apenas 25 gols em 16 jogos, 1,5 gol por partida, a menor média de toda a história das Copas do Mundo. Mas os números da primeira rodada não devem ser considerados um indício de que este será o pior Mundial de todos os tempos. Na Alemanha-2006, a rodada inicial da fase de grupos registrou 39 gols, mas o torneio não foi de arrancar suspiros. Na Coreia do Sul e Japão, em 2002, foram 46 gols só nos 16 primeiros jogos, mas a competição terminou com sul-coreanos eliminando italianos e espanhóis, com turcos nas semifinais e com a finalista Alemanha avançando à decisão com três mirradas vitórias por 1 a 0, contra Paraguai, EUA e Coreia do Sul. Na última vez que a primeira rodada foi tão magra em gols, no entanto, o torneio acabou sendo um sucesso. No México-1986, com 1,7 gol por jogo no começo da fase de grupos, o mundo viu a magia de Maradona, a surpreendente “Dinamáquina”, o jogaço entre Brasil e França (na foto acima)… Nem tudo está perdido, portanto, em 2010. Falta bom futebol, mas ainda há tempo de sobra para ele aparecer.

(Por Giancarlo Lepiani, de Johannesburgo)

07/04/2010

às 20:43 \ História das Copas

Os símbolos de todas as Copas do Mundo

A bola é o elemento comum a todas as 19 logomarcas das Copas do Mundo, desde 1930. Mas o grafismo começou a ganhar espaço a partir da Copa de 1970, no México, a do tricampeonato brasileiro. As cores do país-sede também estiveram na maioria dos escudos oficiais dos mundiais, até mesmo nos mais estilizados ou na representação de bandeiras, como no torneio da Suíça, em 1954. Na imagem abaixo, veja todos as logomarcas das Copas e escolha a sua preferida.

Todos os logos das Copas do Mundo

09/02/2010

às 14:30 \ Fifa, História das Copas

Em vídeo: a Taça Fifa em exposição em São Paulo

O troféu mais cobiçado do futebol está no Brasil. A passagem da taça da Copa do Mundo pelo Rio de Janeiro e por São Paulo animou torcedores e aumentou o desejo do hexa. Assista reportagem em vídeo da repórter Érica Pontes, com imagens e edição de Carlos Eduardo Jorge.

06/02/2010

às 14:50 \ Fifa, História das Copas

No Rio e em SP, maior tesouro do esporte mundial

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Ela está entre nós. A Taça Fifa, maior objeto de desejo da modalidade esportiva mais praticada no planeta, chegou ao Brasil e foi apresentada neste sábado, no Rio de Janeiro. Para exibir o troféu da Copa, nenhum par de mãos poderia ser melhor: o rei Pelé ergueu o troféu. Três vezes campeão do mundo, o maior de todos, curiosamente, jamais levantou a taça que está no país – nas suas três conquistas, o ganhador da Copa erguia a Jules Rimet, conquistada em definitivo pelo Brasil em 1970 e roubada anos depois.

A cerimônia deste sábado foi fechada a convidados, mas os torcedores comuns poderão se aproximar da taça no domingo. O troféu ficará exposto no Forte de Copacabana, entre as 9 horas e o meio-dia. O local onde o troféu ficará tem capacidade para receber cerca de 10.000 pessoas, e conta ainda com exposições sobre a história das Copas e um cinema 3D. Na segunda, a Taça Fifa chega a Sâo Paulo; na terça, ela será exposta à torcida paulistana no Memorial da América Latina, no mesmo esquema que o do Rio. Se puder ir, não perca.

Por Giancarlo Lepiani

O que vale é o momento ou o histórico na seleção?

Luiz Felipe Scolari, técnico do Brasil, antes da Copa-2002

Na terça-feira, o Blog da Copa apresentou aos leitores a seguinte dúvida: é melhor levar Robinho ou Ronaldinho Gaúcho para o Mundial da África do Sul? O primeiro sempre foi titularíssimo no time de Dunga, mas vive uma fase de amargar. O segundo foi um dos símbolos do fracasso da equipe de medalhões que naufragou na Alemanha-2006, mas está jogando cada vez melhor. A escolha entre os dois resume um dilema comum dos treinadores. É comum para eles ficar entre a lealdade aos jogadores que seguraram a onda nas horas difíceis e o momento inspirado de outros que pouco apareceram até então.

Com pouco mais de quatro meses para a Copa da África, Dunga começa a se deparar com algumas dessas opções delicadas. O volante Felipe Mello é um bom exemplo. Em fase muito ruim na Juventus, chegou a ser eleito o pior jogador da Itália numa enquete da RAI. Mas sua trajetória na seleção é inquestionável. Desde que assumiu uma vaga no meio-campo, o time tornou-se mais seguro e consistente. Ele tem crédito para seguir no time ou é melhor buscar uma outra opção, como o jovem Denílson, titular do forte Arsenal londrino, ou Lucas, que finalmente parece ter engrenado no Liverpool?

Outro caso que chama atenção é o de Julio Baptista. Nas últimas temporadas, o meia-atacante não conseguiu se firmar de vez em nenhuma das grandes equipes europeias que defendeu. Muitos torcedores pedem a volta de Alex, do Fenerbahce, para a vaga de substituto de Kaká. Mas Julio é presença quase garantida em todas as listas de Dunga. Nesta quarta-feira, ele é destaque no site da Fifa. Em entrevista à página da entidade máxima do futebol mundial, o jogador da Roma disse: “Muitos jogadores tiveram oportunidades na seleção, e creio que aproveitei a minha”.

Na última conquista de Copa do Mundo pelo Brasil, em 2002, o técnico Luiz Felipe Scolari acertou em cheio ao apostar em jogadores sem muita fama mas em nítida ascensão na carreira. Foi assim que Kléberson e Gilberto Silva conquistaram suas vagas na equipe. Ao mesmo tempo, Felipão abriu mão de levar o meia Alex, seu homem de confiança no Palmeiras, que estava entre os cotados para a convocação. O chefe da “família Scolari”, portanto, preferiu o bom momento dos seus atletas do que a ligação histórica com antigos comandados. E você, o que faria no lugar de Dunga? Valorizaria o passado ou o presente na hora de montar a lista para a África do Sul?

Por Giancarlo Lepiani

 

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