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Arquivo da categoria Estádios

06/07/2010

às 10:29 \ África do Sul, Estádios

O estádio Green Point: bonito e caríssimo

Nas escadarias e corredores, ele ainda cheira a cal e cimento, como se fosse um edifício que acabou de ficar pronto. De fato, o estádio Green Point, localizado na costa atlântica da Cidade do Cabo, só teve suas obras concluídas neste ano. Temerário para um campo que receberia nove partidas da Copa, mais que qualquer outro estádio da África do Sul. E, como é de se esperar em situações como essa, em que a necessidade de concluir rapidamente uma obra fala mais alto do que o controle dos gastos, o custo do projeto inchou perigosamente. Nos últimos cálculos, falava-se em 4,5 bilhões de rands, o equivalente a mais de 1 bilhão de reais. O estádio é simplesmente espetacular, diga-se. Com um formato que faz lembrar uma onda, tem vista para a Montanha da Mesa, principal cartão-postal da Cidade do Cabo. Sua cobertura, de fibra de vidro, permite a entrada de luz natural, reduzindo os gastos com energia elétrica. E, ao contrário de outros estádios construídos para o Mundial, não sofre com a perspectiva de se tornar um elefante branco, já que a cidade é populosa e costuma receber muitos eventos esportivos e musicais. Ainda assim, fica a lição para o Brasil em 2014. Até nos projetos mais perfeitos na arquitetura e mais viáveis nas finanças, não cuidar dos prazos pode significar jogar dinheiro no lixo.

(Por Giancarlo Lepiani, da Cidade do Cabo)

18/06/2010

às 7:00 \ África do Sul, Estádios

Uma semana depois, faltou só futebol

A Copa do Mundo da África do Sul fecha sua primeira semana nesta sexta-feira. Os piores temores dos críticos da escolha do país para sediar o torneio não se confirmaram. Da mesma forma, as promessas dos organizadores, que garantiam a realização de um evento sem falhas, também eram exageradas. A seguir, alguns dos destaques positivos e negativos da semana inicial – e o que esperar para as próximas:

GOLS DE PLACA

A torcida – apesar das vuvuzelas: Sem qualquer sinal de briga e com muita animação, o público que acompanha o começo da Copa da África do Sul está fazendo sua parte. E as vuvuzelas? Bem, elas não vão sumir. A Fifa ameaça, mas não conseguirá proibir.

Os estádios (dos portões para dentro): Bem construídos e bem dimensionados, não são perfeitos, mas cumprem o prometido pelos organizadores – fazer uma Copa dentro das possibilidades africanas. Os mais bonitos: Soccer City, Durban e Cidade do Cabo.

CHUTES PARA FORA

A maldição da Jabulani: As reclamações foram intermináveis, mas o fato é que 20 jogos já foram disputados, e a promessa de lances grotescos e goleiros expostos ao ridículo não se concretizou. Quem engoliu frango (como o inglês Green) errou sozinho.

Trânsito ao redor dos estádios: Já se sabia que os trajetos até os estádios – principalmente os de Johannesburgo – seriam complicados. Mas ainda assim o sistema montado para transportar os torcedores está capenga. Falta melhor transporte público.

CANELADAS

Poucos gols na primeira rodada: Talvez tenha sido o nervosismo da estreia; talvez, a cautela de um começo de torneio. Mas a média de gols no começo foi a menor da história. As goleadas de Argentina e Uruguai no início da 2ª rodada já são um alento.

Buracos nas arquibancadas: Como em todas as Copas mais recentes, várias porções de arquibancada ficam vazias, até mesmo nos jogos mais importantes. Não há solução, pelo menos por enquanto: os ingressos foram comprados, mas seus donos não apareceram.

FRANGOS

Funcionários em greve: Nos primeiros jogos, funcionários com coletes laranjas ajudavam a organizar o acesso das torcidas. Nas últimas partidas, entraram em greve e foram substituídos por policiais. Acredita-se que haverá acordo para que eles voltem.

O vestido “holandesinho” na mira: Detidas só porque usaram minivestidos promocionais de uma marca de cerveja concorrente da patrocinadora oficial, 36 garotas levaram um susto na estreia de sua seleção. A Fifa deverá processar a cervejaria holandesa.

(Por Giancarlo Lepiani, de Johannesburgo)

15/06/2010

às 8:09 \ África do Sul, Estádios

Um palco digno da melhor das seleções

Não foi o estádio da abertura desta Copa e também não receberá a grande final. Mas não importa. Difícil imaginar um lugar mais adequado para receber o primeiro jogo da seleção brasileira no Mundial da África do Sul que o Ellis Park. Assim como o Brasil é a maior bandeira da história das Copas, o estádio localizado perto do centro de Johannesburgo é o grande templo do esporte sul-africano.

Seu nome atual é Coca-Cola Park, mas a Fifa não permite o uso de marcas para se referir aos estádios da Copa – ainda que a marca em questão seja a maior patrocinadora do torneio. Pouca gente, porém, se refere ao campo assim: ele é conhecido mesmo como Ellis, tradicional, imponente e cheio de história. Inaugurado em 1928, o estádio passou por uma grande reforma no ano passado, mas manteve intactas todas as suas características mais marcantes. Tem capacidade para receber 62.567 pessoas.

Chegou a receber partidas de críquete, mas tem tradição mesmo é no rúgbi e, em menor medida, no futebol. Foi o palco de grandes glórias – a maior delas, a vitória sul-africana e a presença de Nelson Mandela na Copa do Mundo de rúgbi de 1995 (na foto abaixo). Outra grande conquista foi brasileira, a Copa das Confederações que serviu de ensaio para o Mundial deste ano.

Também presenciou tragédias, como a morte de 42 torcedores pisoteados num clássico local entre Kaizer Chiefs e Orlando Pirates, em 2001. Em 2005, cavou vaga em mais um capítulo da história sul-africana: tornou-se o primeiro estádio de propriedade de empresários negros. Na noite desta terça (horário local, tarde em Brasília), terá mais uma honra: a de receber a maior seleção do planeta na principal competição esportiva do mundo.

(Por Giancarlo Lepiani, de Johannesburgo)

14/06/2010

às 5:41 \ África do Sul, Estádios, Fifa

Arquibancadas vazias alarmam a Fifa

O jogo de domingo em Port Elizabeth: buracos nas arquibancadas (Foto: Getty)

A Fifa anunciou nesta segunda-feira que está tentando solucionar um mistério: por que grandes porções de arquibancada estão ficando vazias em alguns jogos da Copa? Essa não é uma cena rara nos Mundiais, mas em cada edição há uma explicação para isso. No domingo, quase 40.000 ingressos foram vendidos para o jogo entre Coreia do Sul e Grécia, no belíssimo estádio Nelson Mandela Bay, em Port Elizabeth. Cerca de 8.000 bilhetes, no entanto, não foram usados. A ausência dos torcedores preocupa os organizadores – a festa, afinal, perde muito da sua graça quando os estádios têm setores inteiros desocupados.

“Parece que as pessoas simplesmente não apareceram para a partida”, disse um porta-voz da Fifa. “Estamos investigando, mas por enquanto não temos pistas.” De acordo com pessoas ligadas à organização, a maioria dos ingressos que não foram aproveitados faz parte dos lotes vendidos às companhias de turismo que pagaram pelo direito de comercializá-los com exclusividade em seus países. “Queremos saber quais são essas empresas, por que os ingressos não foram entregues aos donos ou por que esses donos não foram aos estádios”, avisou o representante da entidade máxima do futebol mundial.

(Por Giancarlo Lepiani, de Johannesburgo)

06/06/2010

às 10:44 \ África do Sul, Estádios

Brasil-2014: mais um sinal de alerta

A euforia dos sul-africanos nos dias que antecedem a abertura pode dar lugar a um gosto amargo depois da Copa, quando a população começar a sentir o impacto do custo da festa nos cofres públicos. As estimativas sobre a entrada de dinheiro no país continuam altas, mas o problema é o tamanho do buraco que precisa ser coberto. Novos cálculos sobre o uso de verbas públicas no Mundial indicam um aumento assombroso nas despesas. O valor gasto nos estádios, por exemplo, deverá ser dez vezes maior do que o previsto inicialmente, em 2003 – no total, foram 16 bilhões de rands, o equivalente a 3,7 bilhões de reais.

O custo das obras no Soccer City é mais de 100% maior que o primeiro orçamento. No caso da reforma do Ellis Park (na foto acima), o preço disparou 400%. O impacto direto para o contribuinte passa dos 40 bilhões de rands, e muitas cidades e províncias assumiram dívidas pesadas para dar conta das obras. A curto prazo, a realização da Copa trará fartura, é certo. Mas é bom o comitê organizador da Copa do Brasil-2014 ficar de olho na experiência de 2010. A longo prazo, os benefícios trazidos pelo evento podem ser apagados se o planejamento financeiro não for bem estruturado. Pelo bem do já calejado contribuinte brasileiro, os responsáveis pelo Mundial brasileiro precisam mirar com atenção no que acontece na África do Sul.

(Por Giancarlo Lepiani, de Johannesburgo)

20/05/2010

às 8:19 \ Cidades-sede, Estádios, Fifa

Sem licitação, orçamento para Brasil-2014 estoura

Está aberta a torneira para se extrapolar orçamentos e prazos nas obras de infraestrutura da Copa de 2014 e na Olimpíada de 2016. O alerta é do Sindicato Nacional das Empresas de Arquitetura e Engenharia Consultiva (Sinaenco), que vê problemas no horizonte a partir do modelo de aquisição de bens e contratação de obras estabelecido pela Medida Provisória 489, que criou, no último dia 12, a Autoridade Pública Olímpica (APO). Para o presidente do sindicado, José Roberto Bernasconi, ao dispensar licitações e permitir pregões eletrônicos para ações de infraestrutura, o governo empurra para uma espécie de loteria projetos como a reforma dos aeroportos nas 12 cidades-sede da Copa. “Esta medida é preocupante. Estamos abrindo espaço para soluções que poderão não ser adequadas, que podem não caber no orçamento previsto e, ainda assim, não ficarem prontas a tempo”, avalia Bernasconi.

A Autoridade Pública Olímpica é o consórcio público, constituído por União e governos municipal e estadual do Rio, encarregado de executar e fiscalizar os projetos da Rio 2016. A MP 489 prevê que, tanto nos projetos da Rio 2016 como da Copa de 2014, “poderão ser adotados inversão de fases e de etapas dos procedimentos licitatórios, bem como sistema de registro de preços”. O texto estabelece também que, “as licitações deverão ser realizadas, preferencialmente, de forma eletrônica, admitindo-se a presencial”. Na prática, entra em cena o pregão eletrônico em vez do modelo de licitação previsto na Lei 8.666.

“É uma loteria para quem executa e para quem contrata. Engenharia é instrumento poderosíssimo para o desenvolvimento, mas tem que ser respeitado. Definitivamente, não é assim que os países desenvolvidos agem”, critica Bernasconi, referindo-se especificamente à inversão de fases.

A dispensa do modelo clássico de licitação visa a dar celeridade às obras em atraso. Em algumas delas, o nível de defasagem em relação ao cronograma é particularmente preocupante, como no caso dos aeroportos nas 12 cidades-sede do Mundial de 2014. Como o Tribunal de Contas da União havia determinado que a Infraero só licitasse obras cujos projetos executivos estivessem totalmente prontos, formou-se um gargalo, com atrasos nos investimentos de modernização e ampliação em todos os 13 aeroportos que precisam de reformas – os das 12 cidades-sede mais o de Campinas, em São Paulo. Os investimentos previstos são de 4 bilhões e meio de reais.

Para a Copa, são esperados cerca de 600.000 turistas estrangeiros e um movimento de 3 milhões de brasileiros. Apesar de a preocupação do governo ser a de aprontar todas as melhorias previstas a tempo para 2014, Copa e Olimpíadas não deveriam ser o foco da discussão, adverte Bernasconi. “Em abril de 2010, a demanda no tráfego aéreo cresceu 23,6%, em relação a abril de 2009. É um crescimento imenso. Se considerarmos esta média de crescimento anual, Guarulhos, que já opera acima de seu limite, vai receber um aumento de 433 mil pessoas por mês. Ou seja, o desconforto e a desorganização vão certamente aumentar”, prevê o engenheiro. Para Bernasconi, subestimar a importância do planejamento, no caso dos aeroportos, vai custar caro ao país. “A emergência é cara. Se você deixa de ir ao médico por muito tempo, quando sente a dor aguda pode ser tarde demais”, compara.

(Por João Marcello Erthal)

14/05/2010

às 13:36 \ Cidades-sede, Estádios

Copa 2014: sete estádios têm projetos aprovados

Apesar das ameaças de pelo menos dois ministros, o presidente de CBF, Ricardo Teixeira, negou nesta sexta-feira, em São Paulo, a possibilidade de reduzir o número de cidades-sede para a Copa de 2014 no Brasil. Ele confirmou que até agora sete cidades tiveram seus projetos aprovados (Belo Horizonte, Curitiba, Brasília, Porto Alegre, Cuiabá, Manaus e São Paulo) e as outras cinco não devem ter dificuldades para aprovar os projetos. “A partir de agora, os responsáveis pelos estádios têm a obrigação de provar nos próximos 30 dias a ‘viabilidade econômica’ das obras e o organograma”, disse Teixeira, membro do Comitê Organizador da Copa – braço da Fifa.

Se não for cumprida esta exigência, aí sim pode ocorrer o descredenciamento do estádio, não da cidade – “até agora está tudo apenas no papel”. Ele ainda confirmou que o estádio do Morumbi está apto a receber ”semifinais”, mas as cidades em que ocorrerão a abertura e encerramento da Copa ainda serão definidas pela Fifa.

O Comitê Local ainda vistoria os estádios nas cidades Fortaleza (17 de maio), Natal e Recife  (18 de maio), e Salvador (19 de maio),

11/05/2010

às 9:07 \ Estádios, Fifa

Fifa vistoria Maracanã e secretária defende projeto

A equipe de representantes da Fifa que percorre o Brasil vistoriando estádios da Copa de 2014 visitou nesta segunda-feira o Maracanã, no Rio. O grupo entrou mudo e saiu calado, dando à secretária estadual de Esporte, Márcia Lins, oportunidade para defender o projeto de reforma do estádio. “Esse projeto já está desenhado com todas as alterações e especificações que a Fifa fez durante as últimas inspeções”, disse Márcia, garantindo que não haverá atrasos na conclusão das obras. Os doze estádios previstos para a Copa precisam ficar prontos até o fim de 2012 para que, em 2013, recebam as partidas da Copa das Confederações.

O cronograma original da reforma no Maracanã previa início de obras em março de 2010. Segundo Márcia Lins, as perfurações para os pilares das novas rampas de acesso comprovam que o cronograma está sendo seguido. O projeto, no entanto, ainda não teve edital de licitação publicado. A previsão da secretária é de que isso ocorra nos próximos 10 dias. As obras foram orçadas inicialmente em 600 milhões de reais – 400 milhões financiados pelo BNDES e 200 milhões do governo do estado. As exigências da Fifa, no entanto, podem elevar estes valores.

A fachada, tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), será mantida. Mas a modernização deve transformar radicalmente o interior do estádio, que receberá cobertura e terá capacidade de público reduzida de 87.000 para 82.000 pessoas. Está prevista a demolição dos 96 camarotes atuais e a construção de 88 novas unidades. Também serão criadas 14.000 vagas de estacionamento, das quais mil no próprio complexo do Maracanã e o restante em áreas próximas.

Por João Marcello Erthal

04/05/2010

às 19:57 \ Cidades-sede, Estádios, Fifa

Todo mundo de olho na Copa do Mundo no Brasil

estadios
O Comitê Organizador Local da Copa do Mundo de 2014 começa nesta quarta-feira a vistoria técnica dos estádios brasileiros e também faz uma avaliação do cronograma de obras em cada uma das 12 cidades-sede. A primeira visita ocorre pela manhã em São Paulo e a última será no dia 20, em Salvador. É um momento delicado para a realização do Mundial no país. VEJA desta semana traz reportagem mostrando que o Brasil desrespeitou todos os prazos fixados para iniciar as obras. Em retaliação, a Fifa avisou que já estuda uma alternativa para 2014.

Pelo menos por enquanto, será possível acompanhar a quantas andam os investimentos não só nos estádios que receberão os jogos da Copa 2014 como também para a Olimpíada 2016, no Rio. Nesta terça-feira, o Portal da Transparência, ligado à Controladoria Geral da União (CGU), lançou dois hot sites – Copa 2014 e Jogos Rio 2016 – em que é possível, segundo o governo federal, ter informações detalhadas e atualizadas sobre os investimentos para a realização dos eventos. Estão listados programa e ação governamental, fonte de recursos (privada ou pública), órgãos executores, cronogramas, editais, convênios, operações de crédito realizadas por instituições financeiras oficiais de fomento e imagens.

Segundo o ministro-chefe da CGU, Jorge Hage, “todos os ministérios envolvidos, além de BNDES, Caixa Econômica Federal e Infraero, terão de enviar relatórios ao órgão de controle”. Ainda de acordo com o ministro, “a população já se acostumou a usar o portal para acompanhar os gastos públicos” – a previsão para este ano é de 2,4 milhões de acessos.

Os sites têm ainda uma área em que o cidadão pode denunciar indícios de irregularidades em obras.

15/12/2009

às 12:05 \ África do Sul, Estádios, Turismo

O estádio mais bonito da África do Sul ficou pronto

O estádio Green Point com a Table Mountain ao fundo (Foto: AFP)

A Cidade do Cabo inaugurou na segunda-feira seu novo estádio, o mais belo palco entre todos os que foram preparados para a Copa do Mundo do ano que vem. A arquitetura do Soccer City, em Soweto, pode chamar mais atenção, mas o estádio Green Point foi erguido num cenário absolutamente deslumbrante, com vista privilegiada para a Table Mountain, que domina a paisagem da cidade mais bonita de toda a África. O estádio é cercado por uma grande área verde e fica próximo do mar. Perto dali também está o Waterfront, complexo de lojas e restaurantes que atrai todos os turistas que visitam a Cidade do Cabo. Com 68.000 lugares, o estádio receberá oito partidas da Copa. Se der tudo certo para o Brasil, Dunga e seus comandados estarão em Green Point no dia 6 de junho de 2010 para disputar a semifinal do torneio. Que ele traga boa sorte à seleção.

Por Giancarlo Lepiani

23/11/2009

às 8:50 \ Estádios

Copa no Brasil: Fifa quer gramados mais verdes

Da edição de VEJA desta semana:

O verde nos estádios brasileiros da Copa de 2014 deverá ultrapassar – em muito – o gramado. Por exigência da Fifa, a arquitetura das doze arenas que sediarão as partidas precisa ser sustentável, ou seja, guiada por preocupações ecológicas. Todos os projetos já aprovados adotam tecnologias para economizar água e energia. Boa parte deles utilizará formas limpas de produção de energia, como o vento ou os raios de sol. Outros coletarão e aproveitarão a água da chuva para usá-la em limpeza, irrigação e nas torres de resfriamento de ar-condicionado.

Leia a reportagem completa aqui.

17/11/2009

às 7:25 \ Estádios, História das Copas

O Brasil que se acostume: vem aí a Copa das Arábias

A seleção brasileira faz nesta terça-feira seu segundo amistoso em quatro dias no mundo árabe. Jogando contra Omã, em Mascate, o time de Dunga faz seu último jogo do ano e seu penúltimo amistoso antes da convocação para a Copa de 2010, a primeira realizada na África. No futuro, porém, o Brasil pode voltar ao Oriente Médio em outra situação: para disputar um Mundial.

Fãs no estádio Califa, no Catar

O Catar, país que recebeu o jogo de sábado contra a Inglaterra, já está na fila para disputar a chance de sediar a Copa em 2018 ou 2022. No caso da primeira, é improvável que a Fifa não escolha um país europeu, possivelmente a Inglaterra. O mundo árabe, contudo, está na fila para uma das próximas edições – e não faltam indícios de que o Mundial chegará à região nas próximas décadas, algo impensável até há pouco.

Tenda no lado externo do estádio

Os países árabes têm sediado cada vez mais grandes eventos esportivos internacionais. A Fifa claramente reconhece a importância da região – tanto que realiza seu Mundial de Futebol de Areia, que começa nesta semana, em Dubai, e marcou as próximas duas edições do Mundial de Clubes, em dezembro, para Abu Dhabi. Parece questão de tempo até que a força dos petrodólares atraia a Copa.

Festa antes do amistoso entre Brasil e Inglaterra

Levar o Mundial para mais uma região que jamais realizou o evento está dentro da estratégia da Fifa de espalhar e popularizar ainda mais sua grande festa. Falta apenas plantar uma cultura futebolística menos artificial nos campeonatos das arábias. O estádio do Califa, que recebeu o amistoso de sábado (nas fotos acima), é usado só uma vez por ano. Onde sobra dinheiro, faltam torcida, tradição e futebol de qualidade.

Por Giancarlo Lepiani

 

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