11/01/2010
às 8:18 \ Copa Africana de NaçõesCopa Africana: além de tragédia também tem bola…
A edição 2010 da Copa Africana de Nações já está inevitavelmente eternizada como o torneio que começou com uma saraivada de tiros de metralhadora, um ônibus cheio de jogadores apavorados, três cadáveres estendidos ao chão e uma interminável confusão em torno da participação ou não da seleção de Togo, alvo do ataque ocorrido na última sexta-feira – no domingo, a delegação voltou para casa; ainda se cogita o retorno do time no decorrer da competição.
No fim de semana, porém, não houve apenas discussões e articulações políticas para tentar manter Togo na disputa. Teve também futebol – não de altíssimo nível, vale dizer, mas com fortes emoções e uma grande surpresa. A seleção da casa, Angola, abriu a copa enfrentando Mali, no estádio 11 de Novembro, em Luanda. Diante de seis chefes de estado, incluindo o sul-africano Jacob Zuma e o congolês Joseph Kabila, os donos da casa foram do céu ao inferno em só 11 minutos.
Depois de muita festa e fogos na cerimônia de abertura, o time da casa incendiou os 50.000 torcedores amontoados nas arquibancadas abrindo uma vantagem extraordinária de 4 a 0. No fim do segundo tempo, muitos angolanos já deixavam o estádio, embriagados de alegria com o massacre de sua seleção contra Mali. Foi quando o time visitante protagonizou um verdadeiro milagre, marcando quatro gols – média de um a cada dois minutos – e empatando o jogo (veja no vídeo).
Nesta segunda, a tabela da competição previa duas partidas. Uma delas, envolvendo um time classificado para a Copa do Mundo da África do Sul, não vai acontecer: Gana jogaria contra Togo, em Cabinda, mas a partida está cancelada por causa da retirada da delegação atacada na sexta. O outro jogo do dia, também em Cabinda, é de grande interesse para os brasileiros. Costa do Marfim, nossa segunda adversária no Mundial, pega Burkina Faso (às 14 horas em Brasília).
Por Giancarlo Lepiani
Tags: Angola, Costa do Marfim, Mali, Togo



