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03/12/2012

às 7:59 \ Copa das Confederações

Tabela de 2013 tem maiores jogos em menores estádios

Jérôme Valcke no sorteio (Foto: Paulo Whitaker/Reuters)

Jérôme Valcke no sorteio (Foto: Paulo Whitaker/Reuters)

A definição dos grupos da Copa das Confederações, em sorteio realizado no sábado, em São Paulo, provocou algumas situações inusitadas. Para azar do torcedor que disputará um ingresso na nova fase de venda de entradas promovida pela Fifa – que começa nesta segunda-feira -, alguns dos jogos mais concorridos da competição acontecerão nos estádios de menor capacidade do torneio. Brasil e Itália, por exemplo, se enfrentarão na Arena Fonte Nova, em Salvador, com pouco menos de 50.000 lugares. Enquanto isso, a abertura do torneio, com a seleção brasileira enfrentando a equipe mais fraca do grupo, o Japão, acontecerá em Brasília, cujo estádio pode receber mais de 70.000 torcedores.

No outro grupo, o jogo mais aguardado, entre a Espanha, campeã da Europa, e o Uruguai, campeão da América do Sul, será realizado na Arena Pernambuco, o menor estádio da Copa das Confederações, com menos de 45.000 assentos. Um dia depois, o duelo entre o novato Taiti e o campeão da África, ainda indefinido, será disputado no Mineirão, com mais de 62.000 lugares (o Taiti, aliás, também terá a chance de jogar no gigante Maracanã, ao encarar a Espanha, em 20 de junho). O estádio de Belo Horizonte receberá mais um jogo que corre risco de não atrair muita gente: Japão x México, na última rodada da fase de grupos, quando ambos podem já estar eliminados.

Enquanto isso, no mesmo dia e horário, Brasil e Itália medem forças num confronto que pode não valer muita coisa. Se os dois favoritos do grupo confirmarem as expectativas e vencerem seus dois primeiros jogos, esse aguardado duelo pode valer só o primeiro lugar no grupo. Caso Brasil e Uruguai tenham a mesma colocação na fase inicial (primeiro ou segundo), ficam em lados opostos do cruzamento das chaves e só se encontram numa possível final – que aconteceria no Estádio do Maracanã em 30 de junho de 2013, exatamente 63 anos e 16 dias depois da vitória dos uruguaios sobre os brasileiros na partida decisiva da Copa do Mundo de 1950.

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30/11/2012

às 14:02 \ Copa das Confederações

Técnicos prometem uma briga acirrada em 2013

O espanhol Del Bosque (à esq.) e o uruguaio Tabárez (Foto: Paulo Whitaker/Reuters)

O espanhol Del Bosque (à esq.) e o uruguaio Tabárez (Foto: Paulo Whitaker/Reuters)

Os técnicos das seleções participantes da Copa das Confederações de 2013 acreditam que o ensaio geral para o Mundial de 2014 será uma competição extremamente difícil – e prometem trazer força máxima ao país para tentar conquistar a taça, erguida pela seleção brasileira nas duas últimas edições. O Brasil, aliás, ainda é visto com extremo respeito pelos oponentes, mesmo enfrentando uma fase de transição em seu comando. “A quantidade de bons jogadores que aparece no Brasil é incrível. Olhando de fora, não tenho uma visão tão pessimista quanto a de vocês. O Brasil é uma potência do futebol”, disse Oscar Tabárez, treinador do Uruguai, ao ser questionado sobre o momento vivido pelo futebol do país-sede. O uruguaio, que levou sua seleção à quarta colocação na Copa do Mundo de 2010, na África do Sul, disse que disputar a Copa das Confederações será um momento especial: “Todos os treinadores aqui reunidos têm desafios muito grandes à sua frente, mas para nós é diferente, pois voltar ao primeiro escalão era um sonho quando comecei o trabalho, sete anos atrás. Agora que reconquistamos o direito de estar num torneio como esse, vamos aproveitar ao máximo.”

A Espanha vive um momento diferente que o Uruguai, mas a campeã da Europa e do Mundo também dá grande importância à competição. “Estamos nos preparando da melhor forma possível para prestigiar essa Copa de campeões”, disse o treinador espanhol, Vicente Del Bosque. E o atual campeão mundial garantiu que convocará o melhor time possível para o evento. “Nossa conduta, seja num amistoso, seja numa competição, costuma ser a mesma: sempre tentamos reunir os principais jogadores. A Copa das Confederações é muito importante, portanto traremos os melhores.” Del Bosque, que não quis comentar a troca de comando na seleção brasileira (“É uma questão interna de vocês”), se disse “convicto de que o Brasil será um grande oponente” no ensaio geral para a Copa. Diplomático, o espanhol driblou as perguntas a respeito da qualidade do futebol brasileiro hoje (“seria muito atrevido da minha parte falar sobre isso”) e sobre a superioridade de sua seleção em relação à equipe pentacampeã do mundo (“não acredito que sejamos tão diferentes assim”). Vicente Del Bosque só aceitou tentar explicar a fase extraordinária do futebol espanhol – e disse que isso é o resultado de uma conjunção de fatores. “Conseguimos criar um equilíbrio entre a organização tática e o talento na parte técnica, mas só deu certo graças ao surgimento de uma geração excepcional de jogadores”, avaliou.

Derrotado pela Espanha de Del Bosque na final da Eurocopa deste ano, o técnico da Itália, Cesare Prandelli, destacou a juventude de sua equipe, e afirmou que a Copa das Confederações será a chance de sua equipe amadurecer. “A Copa das Confederações, para mim, começa hoje. Sabemos que o torneio é um primeiro passo para o Mundial. Temos um grupo muito interessante de jogadores, mas eles não tiveram a chance de acumular experiência.” Correndo por fora na disputa do título, a seleção mexicana promete complicar para os favoritos Brasil, Espanha, Itália e Uruguai. “Sabemos que não será nada fácil, que teremos seleções muito importantes. Mas sempre que participamos de um torneio vamos com uma firme intenção de ganhar, seja qual for o adversário”, garantiu o técnico José Manuel De La Torre. Com pretensões bem mais modestas, o italiano Alberto Zaccheroni, que comanda o Japão, se disse ansioso. “Conhecemos nossa força e sabemos quais são os nossos desafios. Vamos enfrentar adversários que vivem em outra realidade, mas não temos medo.” Goleado pela seleção de Mano num amistoso recente, Zaccheroni confessou ter sido pego de surpresa pela ausência do técnico gaúcho no encontro desta semana. “Honestamente, fiquei surpreso com a troca, por causa dos resultados que ele vinha conseguindo. A equipe brasileira me impressionou pela determinação e pela qualidade”, elogiou.

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Prandelli, da Itália: 'Para mim, 2013 começa hoje' (Foto: Paulo Whitaker/Reuters)

Prandelli, da Itália: 'Para mim, 2013 começa hoje' (Foto: Paulo Whitaker/Reuters)

29/11/2012

às 10:29 \ Copa das Confederações, Fifa

Em SP, Blatter aprova sucessão rápida na seleção

Blatter: 'Apoio o senhor Marin' (Foto: Chris Brunskill/Getty Images)

Blatter: 'Apoio o senhor Marin' (Foto: Chris Brunskill/Getty Images)

A decisão da CBF de contratar Luiz Felipe Scolari antes mesmo do sorteio dos grupos da Copa das Confederações, no sábado, em São Paulo, foi bem recebida pela Fifa. O presidente da entidade, Joseph Blatter, não entrou na discussão sobre o acerto do nome escolhido por José Maria Marin para o cargo, mas gostou de ver a seleção brasileira com treinador definido nesta semana recheada de eventos ligados ao torneio do ano que vem. “Não podemos ter uma vaga em aberto numa seleção nacional. Não podemos ter um vácuo, uma terra de ninguém”, disse ele na manhã desta quinta-feira, em São Paulo, pouco antes do anúncio oficial do retorno de Felipão, em entrevista coletiva no Rio de Janeiro. Antes de se decidir por Felipão, o presidente da CBF previa anunciar o novo técnico só em janeiro.

“É muito importante que os brasileiros tenham um técnico. Apoio a decisão rápida e imediata do senhor Marin. Quando for feito o sorteio, que a seleção tenha um técnico e que ele possa responder às perguntas sobre seu trabalho”, elogiou o suíço. Em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, Marin explicou o motivo da mudança de planos – e, ao contrário do que se especulou, sinalizou que a decisão não foi tomada para agradar a Fifa, mas sim para “não atrapalhar o mercado de contratações no Brasil neste final de ano”. “Muitos técnicos estão para renovar seus contratos e poderiam ficar desfocados de seus clubes esperando a definição na seleção. Principalmente o Tite, do Corinthians, que eu desejo que vá totalmente focado com o time para o Mundial de Clubes no Japão.”

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28/11/2012

às 20:42 \ Copa das Confederações

CBF rouba a cena na semana da Fifa no Brasil

Valcke, com Ronaldo e Marin em SP: francês foi coadjuvante (Foto: Paulo Whitaker/Reuters)

Valcke, com Ronaldo e Marin em SP: francês foi coadjuvante (Foto: Paulo Whitaker/Reuters)

Ao marcar o sorteio dos grupos da Copa das Confederações 2013 para o sábado, 1º de dezembro, em São Paulo, a Fifa preparou uma agenda cheia no Brasil. Aproveitando a viagem de seus principais dirigentes ao país, a entidade planejou entrevistas coletivas, solenidades e reuniões para tratar não só do torneio do ano que vem como também dos preparativos para a Copa do Mundo e até de outros assuntos de destaque – na manhã de quinta-feira, por exemplo, o presidente da Fifa, Joseph Blatter, anuncia no Anhembi os finalistas ao prêmio Bola de Ouro. Na semana em que a entidade ficaria sob os holofotes no país, porém, os cartolas estrangeiros transformaram-se em coadjuvantes. A turbulenta mudança no comando da seleção brasileira acabou ofuscando a presença dos ilustres convidados. A começar pelo próprio Blatter, que deverá ter sua primeira aparição nesta visita ao país relegada a segundo plano.

Enquanto o suíço divulga os três melhores jogadores do ano em São Paulo, o presidente da CBF, José Maria Marin, reúne a imprensa para revelar o nome do novo técnico da seleção no Rio de Janeiro. A entrevista coletiva na CBF está prevista para as 10h30. Blatter sobe ao palco no Anhembi às 11 horas. Na segunda-feira, o secretário-geral Jérôme Valcke participou de um seminário que avaliou os preparativos para o Mundial e visitou as obras do Estádio do Maracanã. Enquanto isso, todas as atenções estavam voltadas ao diretor de seleções da CBF, Andrés Sanchez, que expunha publicamente sua indecisão sobre pedir demissão ou ficar no cargo. Na manhã desta quarta (ao mesmo tempo em que Andrés finalmente se despedia), ele conheceu pela primeira vez o canteiro de obras do Itaquerão. O francês mostrou uma empolgação incomum com o projeto paulista para a Copa, destacando principalmente o fato de a futura arena do Corinthians representar um estímulo ao desenvolvimento econômico de uma região que tem muitas carências.

Pouca gente deu atenção: Marin pegou o microfone logo em seguida e fez o anúncio de que o treinador da seleção já estava escolhido – sem, é claro, revelar seu nome, de modo a esticar mais um pouco sua permanência sob os holofotes. À tarde, o brasileiro e o francês deram mais uma entrevista. Mais uma vez, a expectativa não era pelas palavras do segundo principal dirigente da Fifa, mas sim por mais pistas sobre o nome do técnico. E que Valcke não pense que isso mudará depois que Marin enfim confirmar sua escolha. Se o nome de Luiz Felipe Scolari for oficializado, o foco certamente se voltará para a possibilidade de participação no próximo evento da agenda: na sexta, a Fifa promove mais uma reunião importante, desta vez entre os técnicos participantes da Copa das Confederações. Com Felipão reestreando no cargo justamente nesse encontro, o treinador campeão da Europa e do mundo, o espanhol Vicente del Bosque, será mais um coadjuvante de luxo dentro da semana brasileira da Fifa.

16/11/2012

às 11:42 \ Seleção Brasileira

Seleção: em 1 mês, Espanha, Itália, Inglaterra e França

David Luiz no amistoso contra a França, em 2011: Brasil perdeu por 1 a 0 em Paris (Foto: Alex Livesey/Getty Images)

David Luiz no amistoso contra a França, em 2011: Brasil perdeu por 1 a 0 em Saint-Denis. Com Mano no comando, seleção ainda não venceu uma grande seleção europeia (Foto: Alex Livesey/Getty Images)

Se a Copa das Confederações é considerada o grande teste do Brasil antes do Mundial de 2014, o mês em que ela acontece, junho de 2013, será também uma prova de fogo para a seleção do técnico Mano Menezes. Depois de sofrer para encontrar adversários fortes e testar suas reais forças neste ano, é provável que o Brasil encare uma série de clássicos em 2013 – e um período de quatro semanas em junho promete ser de tirar o fôlego para a equipe. Na passagem pelos Estados Unidos, onde a seleção empatou com a Colômbia na noite de quarta-feira, Mano deu pistas de que estão adiantadas as negociações para o Brasil enfrentar a França num amistoso antes da estreia na Copa das Confederações. Outra partida que já está quase certa é contra a Inglaterra, também antes do torneio. O duelo com os franceses pode acontecer em Belo Horizonte, no Mineirão. Contra os ingleses, o palco deverá ser o Maracanã. Os dois estádios estão confirmados na Copa das Confederações. Há a possibilidade de o Brasil realizar mais um jogo de alto nível em junho, já que o calendário da Fifa prevê três datas para jogos internacionais no mês.

Iniciada a Copa das Confederações, o Brasil tem chances de encarar a tetracampeã mundial Itália e, claro, a Espanha, atual campeã da Europa e do mundo. Encontrar os espanhóis antes da Copa é um objetivo de Mano, que espera ter a oportunidade de experimentar sua equipe diante da seleção que todos consideram a melhor do planeta na atualidade. As federações dos dois países conversaram sobre um possível duelo amistoso no primeiro semestre, mas faltam datas disponíveis – afinal, a Espanha disputa as Eliminatórias para a Copa. A competição, aliás, atrapalha os planos da CBF na hora de encontrar oponentes fortes para as partidas amistosas. O Brasil começa 2013 visitando a Inglaterra, no Estádio de Wembley, em Londres, num jogo festivo pelos 150 anos da associação de futebol local. Antes do mês dos superclássicos, em junho, a seleção tem mais duas datas em seu calendário: 22 e 26 de março, quando as principais adversárias deverão estar envolvidas nas Eliminatórias e, portanto, indisponíveis para amistosos. Acredita-se que essas duas datas servirão para jogos de menor grau de dificuldade.

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15/11/2012

às 12:27 \ Copa das Confederações

Adriana Lima e Alex Atala no sorteio da Fifa em SP

A Fifa escalou nesta quinta-feira os brasileiros que participarão, no palco do Anhembi, em São Paulo, do sorteio dos grupos da Copa das Confederações, em 1º de dezembro. O secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, terá a companhia da modelo Adriana Lima, uma das estrelas das célebres campanhas da grife de lingerie Victoria’s Secret, e do chef Alex Atala, do restaurante DOM, presença frequente nas listas de melhores do planeta. “Sou muito fã de esportes e vai ser muito gostoso participar de um evento maravilhoso desses. É uma honra ser convidada”, disse Adriana, que disse se dividir entre a torcida pelo Vitória e pelo Bahia, em entrevista ao site oficial da Fifa. “O evento vai oferecer aos espectadores uma pequena amostra da cultura brasileira, e espero que as características dessa nossa cultura possam causar uma boa impressão.”

Alex Atala, palmeirense, disse que até se assustou quando recebeu o convite. “Quando me disseram, eu falei: ‘Cozinheiro não é para fazer essas coisas’. Depois, fiquei me achando o máximo. Disseram que o David Beckham fez a mesma função no sorteio na África do Sul.” O chef se disse ansioso pela chegada do evento porque acha que a presença de tantos estrangeiros no país será uma oportunidade de mostrar a nova gastronomia nacional, da qual ele é o principal expoente. Com seis cidades-sede confirmadas, a Copa das Confederações, entre 15 e 30 de junho, será um excelente aperitivo para 2014 – além da seleção brasileira, participam do torneio a campeã europeia e mundial Espanha e o campeão sul-americano Uruguai, além de Itália, México e Japão. Taiti, representando a Oceania, e o vencedor da Copa das Nações Africanas, a ser disputada em janeiro, completam a lista de seleções convidadas.

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07/11/2012

às 8:10 \ Cidades-sede

Na reta final, sedes ameaçadas tentam convencer a Fifa

Os dias que antecedem a confirmação das cidades-sede da Copa das Confederações de 2013, marcada para a manhã de quinta-feira, em São Paulo, têm visto a tentativa das candidatas de exibir avanços nas obras de estádios e convencer a Fifa de que são capazes de entregar arenas prontas com tempo de sobra antes do evento. Recife, a cidade mais ameaçada numa possível alteração da tabela – a Fifa fez três versões, com quatro, cinco e seis sedes – recebeu a visita de José Maria Marin, presidente da CBF e do Comitê Organizador Local (COL) na segunda-feira. Na terça, anunciou a chegada do material que servirá para cobrir a parte externa da Arena Pernambuco. Por trás dessa notícia, há mais um sinal da pressa de Recife para conseguir cumprir os prazos – o revestimento entregue nesta semana não era o que estava previsto, mas surgiu como solução para acelerar a obra. Orçada inicialmente em 532 milhões de reais, a arena pode acabar custando mais caro por causa da mudança. O custo final só será conhecido com uma auditoria a ser realizada quando os trabalhos estiverem concluídos.

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A opção apresentada no projeto original (clique na foto acima para ampliar), seria uma espécie de mosaico com placas de alumínio e vidro. Agora, a fachada será coberta por um material conhecido como ETFE, membrana plástica que tem instalação mais simples e rápida. O material foi fornecido pela empresa alemã Vector Foiltec, a mesma responsável pela fachada da Allianz Arena, em Munique, palco da abertura da Copa do Mundo de 2006. Assim como na Allianz Arena e em outra arena famosa coberta de ETFE, o Cubo d’Água, da Olimpíada de Pequim, o novo estádio de Recife poderá mudar de cor graças à instalação de luzes coloridas por trás das membranas plásticas que envolverão a parte externa da arena. Também na terça, outra sede considerada ameaçada, Salvador – que não corre tanto risco quanto Recife, mas também não está totalmente garantida para 2013 – anunciou ter atingido 80% de conclusão das obras da nova Arena Fonte Nova (nas fotos abaixo). De acordo com o consórcio responsável pela obra, o içamento da cobertura está na fase final. Enquanto isso, os trabalhos de acabamento e alvenaria seguem em andamento. O estádio está orçado em 591 milhões de reais.

Arena Fonte Nova

06/11/2012

às 12:07 \ Brasil-2014

Aldo leva Felipão à obra mais adiantada da Copa

As cadeiras do Castelão (Foto: Secopa-CE/Divulgação)

As cadeiras do Castelão (Foto: Secopa-CE/Divulgação)

O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, e o ex-técnico da seleção brasileira Luiz Felipe Scolari visitaram nesta terça-feira as obras do Castelão, o estádio de Fortaleza para a Copa do Mundo de 2014. Obra mais adiantada para o torneio, a arena também está confirmada na Copa das Confederações de 2013 – ao contrário de outras duas sedes nordestinas do torneio, Recife e Salvador, que ainda aguardam uma confirmação de sua participação, na quinta-feira, em entrevista coletiva de integrantes da Fifa em São Paulo. Com mais de 92% dos trabalhos já concluídos, o Castelão começou a receber as primeiras cadeiras nas arquibancadas (na foto acima). De acordo com o consórcio formado pelas empreiteiras Galvão Engenharia e Andrade Mendonça, as cadeiras têm tecnologia contra impacto e contra incêndio. Na semana que vem, começa o plantio da grama. A entrega do estádio está prevista para a segunda quinzena de dezembro.

Fortaleza aposta corrida com Belo Horizonte para ser a primeira cidade-sede a inaugurar uma arena de Copa (o Mineirão também tem entrega prevista para este ano). De acordo com Aldo Rebelo, a presidente Dilma Rousseff irá à inauguração da nova arena, que deverá ocorrer em 18 ou 19 de dezembro, alguns dias depois do previsto inicialmente. A mudança, porém, não tem a ver com atraso nas obras. “É que a presidente Dilma estará fora do país no dia 15, por isso adiamos alguns dias para que ela possa participar da festa”, disse o governador Cid Gomes. Felipão elogiou Fortaleza por “dar um passo à frente” entre as cidades-sede e se disse feliz ao ver o estádio próximo da conclusão. Na manhã desta terça, o governo divulgou mais um vídeo com imagens das obras nas doze sedes do Mundial (assista abaixo). Todas as cenas, como de costume nas imagens de divulgação do Ministério do Esporte, tentam mostrar que os preparativos seguem em ritmo acelerado, sem grandes problemas, dentro e fora dos estádios.

19/10/2012

às 14:07 \ Brasil-2014

Na mira da Fifa, Recife já marca jogo inaugural

As obras em São Lourenço da Mata (Foto: Guilherme Veríssimo/Divulgação)

As obras em São Lourenço da Mata (Foto: Guilherme Veríssimo/Divulgação)

Recife corre contra o tempo para não perder lugar no ensaio geral para a Copa do Mundo. Principal incógnita na definição da tabela da Copa das Confederações de 2013 (Salvador é a outra dúvida), a sede pernambucana é vista com preocupação pela Fifa. Em sua visita ao Brasil nesta semana, o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, deu pistas de que considera a exclusão da cidade do torneio, que começa em 15 de junho do próximo ano, uma possibilidade concreta. Pelo lado dos brasileiros, o discurso é outro – tanto o presidente da CBF, José Maria Marin, como o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, dizem confiar na conclusão das obras da Arena Pernambuco, em São Lourenço da Mata, a tempo de receber a competição.

Marin, que acumula o cargo de presidente do Comitê Organizador Local (COL), recebeu até o convite para o jogo inaugural do novo estádio, que já tem data e até horário para acontecer. De acordo com os pernambucanos, a arena será aberta às 17 horas do dia 14 de abril de 2013, um domingo. Não há times definidos para o confronto. A chance de realizar uma partida entre seleções é pequena, já que a data não está disponível no calendário internacional da Fifa. Também é improvável trazer um grande clube da Europa para abrir o estádio, já que a temporada no continente estará na reta final. A escolha da data para a inauguração foi definida com outro critério em mente: a partida aconteceria dois meses antes da Copa das Confederações, prazo que seria suficiente para possíveis ajustes antes do evento.

Ainda que as obras sejam concluídas a tempo, é improvável que o jogo inaugural seja uma grande partida, já que a Fifa só exige uma ocupação parcial das arquibancadas no primeiro teste do estádio. “Haverá outras partidas para que a arena seja testada devidamente, pois a Fifa recomenda que a lotação do estádio seja gradual”, explica o secretário extraordinário da Copa de 2014 em Pernambuco, Ricardo Leitão. O convite a Marin foi assinado pelo governador de Pernambuco, Eduardo Campos. O cartola disse estar tranquilo com a situação da arena. “Não vou duvidar da palavra e da assinatura de um governador, então eu acredito que ela estará pronta.” No fim de setembro, 64% dos trabalhos no estádio estavam concluídos. Recife tem menos de três semanas para convencer a Fifa antes da definição das sedes.

Leia também: Fifa dá prazo para definir sedes de 2013 – 8 de novembro

18/10/2012

às 11:52 \ Brasil-2014

Secretário-geral da Fifa é internado no Rio de Janeiro

Valcke no Mineirão, na terça (Foto: Gualter Naves/Light Press/AFP)

Valcke no Mineirão, na terça (Foto: Gualter Naves/Light Press/AFP)

O secretário-geral da Fifa, o francês Jérôme Valcke, de 51 anos, teve de cancelar todos os seus compromissos no Rio de Janeiro nesta quinta-feira. Internado desde a noite de quarta num hospital da cidade, o dirigente não poderá participar da reunião do Conselho de Administração do Comitê Organizador da Copa do Mundo de 2014. De acordo com a Fifa, o diagnóstico é de uma infecção, seu estado é considerado bom e ele terá de permanecer em observação no hospital durante dois ou três dias. A entidade não informou onde o francês está internado. Na manhã desta quinta, Valcke participaria do lançamento da pedra fundamental de um novo hotel no Riocentro, na Zona Oeste da cidade. Substituído pelo diretor de marketing da Fifa, Thierry Weil, ele também será a principal ausência do encontro do COL, que reunirá o presidente da CBF e do comitê, José Maria Marin, e o ministro do Esporte, Aldo Rebelo. A reunião já estava desfalcada de Ronaldo, em viagem particular à China. Thierry Weil disse que a infecção de Valcke “não inspira maiores preocupações” e que ele vem sendo acompanhado pelos “melhores médicos da cidade”. Antes de viajar ao Rio, Jérôme Valcke passou por Belo Horizonte, onde elogiou o andamento das obras do Mineirão, e Porto Alegre, onde se disse tranquilo com os prazos estabelecidos para a conclusão da reforma do Beira-Rio.

17/10/2012

às 15:02 \ Brasil-2014

Valcke agora aprova até obra que está longe de terminar

Valcke cumprimenta operário no Beira-Rio (Foto: Jefferson Bernardes/AFP)

Valcke cumprimenta operário no Beira-Rio (Foto: Jefferson Bernardes/AFP)

A visita de Jérôme Valcke a Porto Alegre, nesta quarta-feira, comprovou que a avaliação da cúpula da Fifa sobre os preparativos para 2014 mudou radicalmente nos últimos meses. Se antes o secretário-geral da entidade disparava críticas constantes ao atraso das obras, agora o discurso é bem diferente – mesmo quando a obra em questão ainda está longe de ser concluída. O Beira-Rio está em obras há pouco mais de 200 dias. Depois de um longo impasse sobre a modalidade de financiamento que bancaria a reforma do estádio, a Andrade Gutierrez, responsável pelos trabalhos, diz que a obra está 40% concluída. A entrega é prevista apenas para dezembro do ano que vem. Ainda assim, Valcke se disse satisfeito com o ritmo da reforma. “Visitamos o estádio nesta manhã. A Fifa não tem preocupações com Porto Alegre. O cronograma está sendo cumprido e não temos receio de que ele não deve se concretizar”, disse o cartola francês.

Mesmo ao apontar que os trabalhos estão distantes do fim, o dirigente evitou sinalizar qualquer pressão: “Vamos supervisionar o avanço da obra. Há muita coisa a fazer, mas não temos nenhum temor”. Ao lado do ministro do Esporte, Aldo Rebelo, do governador em exercício do Rio Grande do Sul, Beto Grill, e do prefeito da capital gaúcha, José Fortunati, Valcke também recebeu informações sobre as obras de mobilidade urbana em Porto Alegre. “Enxergamos a Copa do Mundo como uma oportunidade para deixar um legado positivo em mobilidade, transporte coletivo e segurança pública aos gaúchos”, disse Fortunati. “Não vamos decepcionar. Cumpriremos o que foi acordado”, prometeu Grill. Porto Alegre terá cinco partidas do Mundial – e os investimentos no Beira-Rio somarão pelo menos 330 milhões de reais. Jérôme Valcke encerra sua quarta visita ao país neste ano no Rio de Janeiro, na quinta-feira, quando participa da reunião do Conselho de Administração do Comitê Organizador Local (COL) da Copa.

17/10/2012

às 9:59 \ Brasil-2014

Ausente na visita de Valcke, Ronaldo joga golfe com Phelps

Ronaldo jogando golfe, seu esporte preferido depois da aposentadoria (Foto: Zeca Resendes/Divulgação)

Ronaldo jogando golfe, seu esporte preferido desde que se aposentou do futebol (Foto: Zeca Resendes/Divulgação)

Na última visita de Jérôme Valcke ao Brasil, o secretário-geral da Fifa foi acompanhado por Ronaldo, integrante do Comitê Organizador Local (COL) da Copa do Mundo de 2014. Desta vez, contudo, o ex-craque não apareceu para receber o francês, que faz sua quarta série de inspeções nos estádios do Mundial. Na terça-feira, enquanto Valcke visitava o Mineirão, em Belo Horizonte, Ronaldo viajava rumo à China, onde participa de um torneio de golfe no fim de semana. Levando cada vez mais a sério o esforço para perder peso – Ronaldo estrela o quadro Medida Certa, do Fantástico -, ele jogará ao lado de outros astros aposentados do esporte, como o ex-nadador Michael Phelps e o ex-jogador de basquete Yao Ming, e dos atores Ryan Reynolds, Adrien Brody e Andy Garcia. A competição acontece no resort Mission Hills, em Haikou, sul da China, a partir de sexta.

Na quinta, enquanto o COL se reúne com Valcke no Rio de Janeiro, Ronaldo estará treinando para o torneio. O ex-craque não recebe remuneração alguma por seu trabalho no comitê – portanto, não tem a obrigação de participar de todos os eventos ligados à organização do evento. Para os críticos, porém, Ronaldo provoca um conflito de interesses ao manter suas atividades na 9ine, agência de marketing esportivo da qual é sócio, ao mesmo tempo em que integra o COL. No início do mês, por exemplo, a Marfinite, cliente da 9ine, ganhou um contrato de 8,5 milhões de reais para fornecer os assentos da Arena Fonte Nova. Enquanto Ronaldo se prepara para o torneio de golfe, Valcke e o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, visitam nesta quarta-feira as obras do Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre, um dos mais atrasados dos doze palcos do Mundial.

16/10/2012

às 14:31 \ Brasil-2014

Valcke no Mineirão: ‘É bom ver um estádio quase pronto’

Valcke e comitiva no Mineirão (Foto: Ministério do Esporte/Divulgação)

Valcke e comitiva no Mineirão (Foto: Ministério do Esporte/Divulgação)

Obra mais adiantada entre todos os projetos de estádios brasileiros para a Copa do Mundo de 2014, o Mineirão conseguiu despertar uma sensação inédita no secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke: a de alívio e conforto em relação ao andamento dos trabalhos para o evento. “É muito bom ver um estádio que está quase pronto”, disse ele nesta terça-feira, ao entrar no estádio, em Belo Horizonte. “É uma mensagem para as outras sedes. A pessoa se sente confortável quando vê a obra desta forma.” O raríssimo elogio de Valcke aconteceu no início de mais uma viagem de inspeção aos palcos do Mundial. Ao lado do dirigente da Fifa estavam o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, o diretor de Operações do Comitê Organizador Local (COL), Ricardo Trade, o governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia, e o prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda.

Aldo aproveitou as declarações positivas do francês e se derramou em elogios ao novo Mineirão, classificado de “uma das mais belas arenas de todo o mundo”. “Visitar Belo Horizonte é sempre um momento de confiança e de otimismo na capacidade do estado e do Brasil de realizar a Copa de acordo com as expectativas de todos”, discursou, confiante. Houve tempo também para o ministro provocar o prefeito reeleito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, que criticou os preparativos para a Copa. “O prefeito está muito desinformado sobre a Copa no Rio e mais desinformado ainda sobre a Copa no Brasil. As obras estão em dia”, insistiu. Os integrantes da delegação entraram no estádio pelo mesmo local que receberá os atletas nas partidas e fizeram o plantio simbólico das primeiras mudas de grama do Mineirão. “Já estamos falando em plantio do gramado. Estou realmente impressionado”, afirmou Valcke.

O estádio deverá ficar pronto ainda neste ano, e uma partida inaugural está prevista para o primeiro bimestre de 2013. A arena mineira, com 64.000 lugares, receberá três jogos da Copa das Confederações no ano que vem e seis partidas da Copa do Mundo de 2014. A obra, iniciada em 2010, custou 695 milhões de reais (com 400 milhões financiados pelo governo federal). Com 84% dos trabalhos já concluídos, o Mineirão está com a estrutura metálica da cobertura instalada e mais de metade das cadeiras colocadas. Ainda nesta terça, a comitiva liderada por Valcke e Aldo segue para Porto Alegre. Na manhã de quinta, eles visitam o Beira-Rio – que, ao contrário do Mineirão, está distante da conclusão das obras. O secretário-geral da Fifa fecha sua visita ao país na quinta, participando de uma reunião do COL, no Rio de Janeiro.

Valcke e comitiva no Mineirão (Foto: Ministério do Esporte/Divulgação)

Plantio simbólico de grama (Foto: Ministério do Esporte/Divulgação)

10/10/2012

às 19:09 \ Brasil-2014, Fifa

Uma ótima novidade para 2014: menos ingressos no lixo

Argélia x Eslovênia na Copa do Mundo de 2010, em PolokwaneJapão x Camarões na Copa do Mundo de 2010, em Bloemfontein

Pode não parecer, mas as imagens acima são de jogos da última Copa do Mundo. Os duelos não eram de arrancar suspiros, é verdade: Eslovênia x Argélia (à esq.) e Japão x Camarões. De qualquer forma, eram partidas válidas por um Mundial de futebol, e as cidades em que foram realizadas – Polokwane e Bloemfontein – são tão pequenas e monótonas que entrar num estádio durante a Copa seria uma experiência inesquecível para seus moradores. Por que, então, tantos lugares vazios nas arquibancadas? A resposta é simples: por causa das falhas do sistema de distribuição e venda dos bilhetes nas Copas (e também nas Olimpíadas, como se viu em Londres-2012). A concorrência por entradas para esses grandes eventos esportivos é tão acirrada que acaba criando uma situação paradoxal: existe gente de sobra querendo entrar nas arenas, mas assentos sobrando dentro delas. Se depender da Fifa, porém, a Copa do Mundo de 2014 marcará uma transformação – e resolverá, enfim, o fiasco dos lugares vazios em eventos tão disputados.

Hoje, há dois grandes buracos na operação de guerra que é o processo de repasse dos ingressos do Mundial: a existência de grandes lotes reservados aos patrocinadores dos eventos e a falta de flexibilidade na comercialização de bilhetes para os torcedores comuns. No primeiro caso, as consequências são terríveis – setores inteiros são resevados aos sorteados em promoções realizadas por marcas como Coca-Cola, Adidas e Sony, mas nem todos aproveitam as entradas. Ou seja: ingressos que um torcedor local faria de tudo para conseguir acabam sendo jogados no lixo. O segundo problema é decorrente da estratégia adotada para tornar o processo justo e desencorajar a ação de cambistas. Os ingressos são vendidos numa espécie de loteria, com enorme antecedência e entrega nominal ao comprador. Entre o momento em que o torcedor consegue o ingresso e a hora da partida, muita coisa pode acontecer – desistências e cancelamentos de viagens ao Mundial são comuns. De novo, os ingressos acabam sendo desperdiçados, já que não existe uma via oficial para revendê-los.

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Em 2014, a situação deve mudar. De acordo com anúncio feito nesta quarta-feira por Thierry Weil, diretor de marketing da Fifa, há planos concretos para corrigir as falhas e encher todos os estádios. As ideias de Weil foram reveladas durante um seminário realizado no Estádio Stamford Bridge, do Chelsea, em Londres. Em relação aos patrocinadores, a intenção é cobrar uma confirmação do uso dos ingressos distribuídos. Quem não aproveitar as entradas recebidas poderá até perder seus bilhetes nas partidas seguintes. “As empresas não podem simplesmente dizer que as pessoas irão ao estádio e aí ninguém vai”, avisou o dirigente. “O que esperamos dos anunciantes é que eles sejam sinceros conosco sobre quem comparecerá e quem não pretende usar os bilhetes. Queremos que nos digam com antecedência quantos ingressos usarão e quantos deixarão de usar, para que seja possível redistribuir as entradas.” De acordo com o diretor da Fifa, é possível que os sorteados nas promoções ligadas à Copa recebam suas entradas só no dia do jogo. Nada de enviar pelo correio um bilhete que jamais será aproveitado.

Outra novidade prometida para a Copa no Brasil é a criação de um sistema de revenda oficial de ingressos que não pretendem utilizar durante a competição. Isso já existe nas ligas profissionais americanas, consideradas as campeãs mundiais no quesito marketing. No futebol americano, por exemplo, quem desiste de um dos disputadíssimos bilhetes para os jogos da temporada pode recolocá-lo no sistema de vendas on-line e evitar amargar o prejuízo. Sua cadeira no estádio é ocupada e ninguém perde dinheiro. Thierry Weil deixou claro que a Fifa está preocupada com a repercussão negativa de imagens como as duas fotos acima. Desde a Copa da África do Sul, o problema se repetiu – e causou grande frustração nos torcedores – tanto na Olimpíada como na Eurocopa deste ano, na Polônia e na Ucrânia. “É muito ruim quando o estádio não fica lotado. E é pior ainda quando você anuncia para o mundo inteiro que não há mais entradas, mas aí vê na TV um monte de espaços vazios na arquibancada.” Melhor para o torcedor brasileiro, que deve aumentar suas chances de conseguir um ingresso em 2014.

VEJA nas Olimpíadas: Os erros da venda de ingressos em Londres

04/10/2012

às 10:53 \ Seleção Brasileira

Decepção na Argentina sela ano perdido para a seleção

O fiasco do Superclássico das Américas, cancelado por falta de iluminação no Estádio Centenário, em Resistência, na Argentina, na noite de quarta-feira, simboliza bem a campanha da seleção brasileira em 2012: depois de muita expectativa e enorme desgaste, restou apenas a decepção. Foi assim nesta semana, quando o grupo convocado por Mano Menezes se reuniu, treinou e fez uma cansativa viagem, mas voltou para casa sem jogar. E foi assim no resto do ano, em que a seleção disputou um número excessivo de partidas – mas, em função das circunstâncias, pouco evoluiu. Depois de abrir a temporada num fraco amistoso contra a Bósnia, na Suíça, o Brasil engatou uma série de quatro amistosos de bom nível, contra Dinamarca, Estados Unidos, México e a Argentina com Messi em campo. Como se preparava para a disputa da Olimpíada, a equipe levou a campo uma base jovem (contra os argentinos, por exemplo, estavam em campo atletas como Rafael Cabral, Bruno Uvini e Juan). Não teve, portanto, a chance de testar sua equipe principal contra adversários fortes.

A seleção também não trouxe grandes lições dos Jogos de Londres. A campanha foi contra equipes fragilíssimas: Egito, Bielorrússia, Nova Zelândia, Honduras e Coreia do Sul. Na disputa do ouro, contra o primeiro adversário razoável que encarou em todo o torneio, derrota por 2 a 0 para o México, e mais uma decepção olímpica. Reforçada por atletas mais experientes, como Daniel Alves, David Luiz e Ramires, a equipe de Mano Menezes disputou mais três amistosos pouco empolgantes, contra Suécia, África do Sul e China, antes do primeiro jogo do Superclássico das Américas. Prometia-se pelo menos um amistoso de grande impacto, contra uma seleção campeã mundial. Depois da partida cancelada de quarta, porém, os próximos compromissos serão contra Iraque e Japão. Resta mais uma data no calendário, em novembro. Em Resistência, o diretor de seleções da CBF, Andrés Sanchez, confessou que não se deve esperar muito dessa partida. O amistoso provavelmente acontecerá em Doha, no Catar, e será contra mais uma equipe fraca. “Algumas seleções não querem enfrentar o Brasil agora”, disse o cartola, sentenciando a seleção a fechar o ano que antecede o ensaio geral para a Copa de 2014 – dentro de pouco mais de oito meses, a seleção estreia na Copa das Confederações – muito distante do patamar que se esperava para a próxima anfitriã do Mundial.

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