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Posts Tagged ‘Copa 2014’

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Felipe Melo: ‘De forma alguma sou vilão’

O lance da expulsão do jogador, na partida em que a Holanda eliminou o Brasil (Foto: AFP)

Felipe Melo recusou o título de “vilão” da eliminação do Brasil nas quartas-de-final da Copa do Mundo 2010. Em entrevista à TV Globo, o volante disse que sua expulsão na partida contra a Holanda não pode apagar o que fez de bom pela Seleção Brasileira.

“De forma alguma sou o vilão. Parece que tudo o que o Felipe Melo faz é errado. As coisas boas as pessoas esquecem. Tudo o que eu fiz não pode ser apagado por um cartão vermelho”, declarou, salientando que quer disputar o Mundial de 2014, no Brasil. “Meu sonho ainda não acabou.”

Ele admitiu ter perdido a cabeça no lance da expulsão, mas afirmou que isso aconteceu porque tinha muita vontade de ajudar o time a vencer.  ”Naquele momento, perdendo o jogo por 2 a 1 e com as jogadas não dando certo, acabei fazendo uma falta mais forte. Mas de forma alguma eu entrei para ‘quebrar’. Se eu quisesse entrar para ‘quebrar’ o Robben, ele não voltaria mais para o campo.”

Ao falar de seu comportamento em campo, o jogador fez questão de destacar que não é “mau caráter”. ”Eu sou um jogador de caráter muito forte, dentro de campo tenho uma garra muito grande. Mas as pessoas veem isso de outra forma.”

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Sem licitação, orçamento para Brasil-2014 estoura

Está aberta a torneira para se extrapolar orçamentos e prazos nas obras de infraestrutura da Copa de 2014 e na Olimpíada de 2016. O alerta é do Sindicato Nacional das Empresas de Arquitetura e Engenharia Consultiva (Sinaenco), que vê problemas no horizonte a partir do modelo de aquisição de bens e contratação de obras estabelecido pela Medida Provisória 489, que criou, no último dia 12, a Autoridade Pública Olímpica (APO). Para o presidente do sindicado, José Roberto Bernasconi, ao dispensar licitações e permitir pregões eletrônicos para ações de infraestrutura, o governo empurra para uma espécie de loteria projetos como a reforma dos aeroportos nas 12 cidades-sede da Copa. “Esta medida é preocupante. Estamos abrindo espaço para soluções que poderão não ser adequadas, que podem não caber no orçamento previsto e, ainda assim, não ficarem prontas a tempo”, avalia Bernasconi.

A Autoridade Pública Olímpica é o consórcio público, constituído por União e governos municipal e estadual do Rio, encarregado de executar e fiscalizar os projetos da Rio 2016. A MP 489 prevê que, tanto nos projetos da Rio 2016 como da Copa de 2014, “poderão ser adotados inversão de fases e de etapas dos procedimentos licitatórios, bem como sistema de registro de preços”. O texto estabelece também que, “as licitações deverão ser realizadas, preferencialmente, de forma eletrônica, admitindo-se a presencial”. Na prática, entra em cena o pregão eletrônico em vez do modelo de licitação previsto na Lei 8.666.

“É uma loteria para quem executa e para quem contrata. Engenharia é instrumento poderosíssimo para o desenvolvimento, mas tem que ser respeitado. Definitivamente, não é assim que os países desenvolvidos agem”, critica Bernasconi, referindo-se especificamente à inversão de fases.

A dispensa do modelo clássico de licitação visa a dar celeridade às obras em atraso. Em algumas delas, o nível de defasagem em relação ao cronograma é particularmente preocupante, como no caso dos aeroportos nas 12 cidades-sede do Mundial de 2014. Como o Tribunal de Contas da União havia determinado que a Infraero só licitasse obras cujos projetos executivos estivessem totalmente prontos, formou-se um gargalo, com atrasos nos investimentos de modernização e ampliação em todos os 13 aeroportos que precisam de reformas – os das 12 cidades-sede mais o de Campinas, em São Paulo. Os investimentos previstos são de 4 bilhões e meio de reais.

Para a Copa, são esperados cerca de 600.000 turistas estrangeiros e um movimento de 3 milhões de brasileiros. Apesar de a preocupação do governo ser a de aprontar todas as melhorias previstas a tempo para 2014, Copa e Olimpíadas não deveriam ser o foco da discussão, adverte Bernasconi. “Em abril de 2010, a demanda no tráfego aéreo cresceu 23,6%, em relação a abril de 2009. É um crescimento imenso. Se considerarmos esta média de crescimento anual, Guarulhos, que já opera acima de seu limite, vai receber um aumento de 433 mil pessoas por mês. Ou seja, o desconforto e a desorganização vão certamente aumentar”, prevê o engenheiro. Para Bernasconi, subestimar a importância do planejamento, no caso dos aeroportos, vai custar caro ao país. “A emergência é cara. Se você deixa de ir ao médico por muito tempo, quando sente a dor aguda pode ser tarde demais”, compara.

(Por João Marcello Erthal)

terça-feira, 4 de maio de 2010

Todo mundo de olho na Copa do Mundo no Brasil

estadios
O Comitê Organizador Local da Copa do Mundo de 2014 começa nesta quarta-feira a vistoria técnica dos estádios brasileiros e também faz uma avaliação do cronograma de obras em cada uma das 12 cidades-sede. A primeira visita ocorre pela manhã em São Paulo e a última será no dia 20, em Salvador. É um momento delicado para a realização do Mundial no país. VEJA desta semana traz reportagem mostrando que o Brasil desrespeitou todos os prazos fixados para iniciar as obras. Em retaliação, a Fifa avisou que já estuda uma alternativa para 2014.

Pelo menos por enquanto, será possível acompanhar a quantas andam os investimentos não só nos estádios que receberão os jogos da Copa 2014 como também para a Olimpíada 2016, no Rio. Nesta terça-feira, o Portal da Transparência, ligado à Controladoria Geral da União (CGU), lançou dois hot sites – Copa 2014 e Jogos Rio 2016 – em que é possível, segundo o governo federal, ter informações detalhadas e atualizadas sobre os investimentos para a realização dos eventos. Estão listados programa e ação governamental, fonte de recursos (privada ou pública), órgãos executores, cronogramas, editais, convênios, operações de crédito realizadas por instituições financeiras oficiais de fomento e imagens.

Segundo o ministro-chefe da CGU, Jorge Hage, “todos os ministérios envolvidos, além de BNDES, Caixa Econômica Federal e Infraero, terão de enviar relatórios ao órgão de controle”. Ainda de acordo com o ministro, “a população já se acostumou a usar o portal para acompanhar os gastos públicos” – a previsão para este ano é de 2,4 milhões de acessos.

Os sites têm ainda uma área em que o cidadão pode denunciar indícios de irregularidades em obras.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Estádios | 08:50

Copa no Brasil: Fifa quer gramados mais verdes

Da edição de VEJA desta semana:

O verde nos estádios brasileiros da Copa de 2014 deverá ultrapassar – em muito – o gramado. Por exigência da Fifa, a arquitetura das doze arenas que sediarão as partidas precisa ser sustentável, ou seja, guiada por preocupações ecológicas. Todos os projetos já aprovados adotam tecnologias para economizar água e energia. Boa parte deles utilizará formas limpas de produção de energia, como o vento ou os raios de sol. Outros coletarão e aproveitarão a água da chuva para usá-la em limpeza, irrigação e nas torres de resfriamento de ar-condicionado.

Leia a reportagem completa aqui.


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