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Luís Fabiano: “Mudei meu estilo de jogar na marra”

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010 | 5:37

Luis Fabiano comemora gol contra a Itália na Copa das Confederações 2010
Depois de três anos e quatro meses, em novembro de 2007 Luís Fabiano voltou à seleção brasileira na partida contra o Peru, em Lima, válida pelas eliminatórias. Ele substituiu Vagner Love na metade do segundo tempo e o jogo terminou em 1 a 1. No jogo seguinte, no Morumbi, contra o Uruguai, Fabiano entrou como titular e marcou os dois gols que garantiram a vitória do Brasil por 2 a 1 de virada. Foi o bastante para ser ovacionado pela torcida e praticamente garantir seu lugar no grupo.

Artilheiro da seleção sob a gestão Dunga – 19 gols, segundo levantamento da CBF –, Luís Fabiano, 29 anos, diz nesta entrevista que está em seu melhor momento, e que mudou seu estilo de jogo, pois agora busca mais as jogadas e até faz assistência aos companheiros de Sevilha – tudo por força do estilo de jogo europeu, mais rápido e mais fechado. Fala ainda que quer jogar numa grande equipe europeia e sonha em voltar a defender o São Paulo.

Você não quis ir para o Milan no ano passado?
Vários clubes fizeram ofertas. Cerca de cinco meses atrás, o Milan fez uma proposta para o Sevilha, mas o clube não aceitou porque achou baixa.

Mas você pensa em mudar?
Olha, jogar num grande clube sempre foi meu maior objetivo e nestes últimos anos estive muito perto disso. Não aconteceu ainda por circunstâncias de contrato, mas acredito que quando meu contrato estiver vencendo – vai até junho de 2011 – e se eu for convocado para a Copa e jogar bem, acredito que vão aparecer novas oportunidades.

Depois de passar por Portugal e Espanha seu estilo de jogo mudou muito?
Mudou. O Luis Fabiano que jogava no São Paulo mudou totalmente. Aprendi a marcar, a voltar mais para buscar jogo. Estou passando por uma nova experiência na minha carreira que é dar assistência para os companheiros - no fim do ano tinha seis assistência em 15 jogos. Isso acontece porque volto muito, saio da área para jogar. Não estava acostumado a fazer isso no Brasil, aprendi aqui na Europa. Aqui tem de ser um jogador mais dinâmico porque não tem muito espaço, o jogo é muito rápido. Tudo isso tive de aprender na marra.

O que aconteceu na sua passagem pelo Porto?
Nada deu certo lá, mas agora sei que tive grande culpa porque não tentei lutar contra as dificuldades que tive. Eu só pensava em sair, não quis permanecer e dar a volta por cima, como aconteceu aqui no Sevilha. Não dá para procurar desculpa, o erro foi meu, e ainda tive problemas como o seqüestro da minha mãe, lesões. De toda a forma eu não estava com a mesma cabeça boa de quando cheguei aqui no Sevilha.

E agora você anda mais calmo dentro de campo…
Muito mais (risos). Claro que não se perde totalmente a maneira de ser, a personalidade, mas a gente aprende a lidar com certas situações. Eu aprendi bem e sei lidar com isso. Se rola confusão eu naturalmente saio, tenho outra maneira de agir. Antes estourava e fazia tudo que vinha na cabeça, era um grande erro.
Em época de convocação ainda rola aflição, dúvida?
Com certeza, todo mundo só acredita vendo. Sempre quando tem convocação fico atento. Lógico que o momento é favorável, mas todo mundo fica tenso, todos ficam na expectativa.

Treino da seleçãoQual jogo foi mais emocionante: a estreia na seleção ou a partida contra o Uruguai no Morumbi nas eliminatórias, quando você fez os dois gols?
Olha, o sentimento foi o mesmo, com pequenas diferenças. A estreia com a camisa da seleção não dá para esquecer, e considero o jogo contra o Uruguai minha reestreia. Foi um jogo muito especial: jogar no Morumbi com a camisa da seleção depois de muito tempo, reencontrar o torcedor de São Paulo, e ainda fazer os dois gols… foi um sonho. Eu nem sabia que seria titular naquela noite, foi surpresa, e acabei dando a vitória depois de um jogo muito difícil, muito sofrido.

Você ouvia a torcida gritar seu nome no Morumbi?
Sim. Já quando entrei em campo a torcida começou a gritar. Fiquei emocionado porque havia muitas estrelas, como o Ronaldinho, o Kaká, o Robinho. A torcida gritando… foi uma emoção muito grande, e graças a Deus consegui retribuir fazendo os gols.

Qual foi o seu momento mais emocionante na seleção?
Foi na Copa das Confederações na África do Sul, no jogo final contra os Estados Unidos, pelo jeito que vencemos. Foi um jogo sofrido, e conseguir a virada no resultado da maneira que conseguimos – começamos perdendo de 2 a 0 e vencemos por 3 a 2. E ser segundo melhor jogador da competição e artilheiro então, foi muita coisa.

Qual o ponto forte da seleção brasileira?
Acho que hoje é um grupo que tem um só pensamento, todos têm o mesmo objetivo. Um grupo vencedor começa por aí, pela união. O que é muito importante porque qualidade os brasileiros sempre tiveram, há jogadores que podem definir uma partida. Juntas, as duas coisas deixam a equipe brasileira mais forte ainda.

O que você acha do grupo do Brasil?
Difícil, já joguei contra Portugal, é um time muito forte. E conheço alguns jogadores da Costa do Marfim. Não vai ser fácil.

Quem está praticando um bom futebol na Europa no momento?
A Espanha é a seleção que está jogando melhor e tem jogadores que estão num ótimo momento.

Quem você acha que pode se destacar na Copa?
Iniesta ou Xavi (ambos do Barcelona) podem ser destaques, porque estão em momentos excepcionais tecnicamente.

Você ainda é pontepretano?
São-paulino e pontepretano, isso é para sempre

E pensa em voltar a jogar no Brasil?
É uma coisa que sempre tive na cabeça, e quero voltar em bom nível. E tenho como minha primeira opção voltar ao São Paulo.

Por Silvio Nascimento

Uma jóia rara sérvia chamada Petkovic

terça-feira, 15 de dezembro de 2009 | 7:47

petkovic

Um brilhante representante da legião estrangeira no Brasil. Aos 37 anos, Petkovic era, até o início do ano, um aposentado em atividade. Nas últimas temporadas, um fracasso em clubes tradicionais, como Santos, Fluminense e Atlético-MG. Chegou ao Flamengo em maio deste ano sob o olhar desconfiado de sua própria torcida e com um único argumento de amortizar uma dívida de quase R$ 18 milhões que o clube teria com o jogador.

Sete meses depois, termina a temporada como vice-artilheiro do campeão Brasileiro e, acima de tudo, uma das maiores referências em um setor carente no país: meias de ligação. A boa fase, o cenário em torno do atleta e suas boas condições de jogo nos fazem levantar, pela terceira vez nesta década, a pergunta: Pet teria condições de disputar a Copa do Mundo de 2010, na África do Sul?

Um dos maiores ídolos de clubes cariocas nesta década, Petkovic sofreu com a intolerância dos profissionais do rubro-negro carioca em 2009. Em sua apresentação oficial, por exemplo, nenhum funcionário do alto escalão do clube (presidente ou próprio treinador da época, Cuca), apareceu para prestigiá-lo.

Mas o hexacampeonato do Flamengo coroou a genialidade do sérvio nos gramados. Experiente, calmo e de um toque refinado quase extinto no futebol nacional, Pet fez a diferença ao lado de Adriano. Pela Sérvia, a história é completamente diferente. Seu histórico de convocações é vergonhoso: apenas sete partidas esporádicas entre 1995 e 1999, período em que ainda defendia a extinta Iugoslávia. Depois, nunca mais voltou a vestir a camisa de seu país.

Radomir Antic, atual treinador do selecionado nacional, já demonstrou sua felicidade com o bom retorno do futebol do meia, mas já garantiu: Pet dificilmente estará na lista de 23 atletas que defenderão o país na disputa da Copa do Mundo. Uma pena.

A Sérvia tem uma pedra preciosa já lapidada e precisa de um atleta para ditar um ritmo de uma equipe de poucos conhecidos, como Vidic (Manchester United) e Stankovic (Inter de Milão). Com um jogo ora mais rápido, ora mais cadenciado, o país tem o nome de Dejan Petkovic em mãos. A questão, agora, é colocá-lo no time. E você, acredita que Petkovic tem chances de disputar a Copa de 2010?

Por Rafael Sbarai

Eles brilham em seus clubes. E estão fora da Copa

terça-feira, 24 de novembro de 2009 | 10:55

Eles são destaques em clubes europeus, ídolos solitários em seus países e não estarão presentes na disputa do principal torneio esportivo do mundo, em 2010. Selecionamos cinco nomes de grandes jogadores que farão falta na competição da África do Sul. Faltou alguém? Confira a lista:

Adebayor

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Um dos principais nomes do Manchester City na disputa do Campeonato Inglês, o atacante Emmanuel Adebayor não terá a chance de disputar seu segundo Mundial consecutivo. Seu país, Togo, ficou na terceira colocação do Grupo A das Eliminatórias Africanas, atrás de Gabão e Camarões.

Arshavin

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Meia de toque refinado, ágil e apontado como a principal revelação do Leste Europeu dos últimos anos. Aos 28 anos e formado em moda, Andrei Arshavin é mais um craque fora da Copa de 2010. O jogador do Arsenal, da Inglaterra, não conseguiu ajudar a Rússia na repescagem europeia e seu país foi surpreendido ao ser eliminado pela surpresa Eslovênia.

Ibrahimovic

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Talentoso, temperamental e, sem sombra de dúvidas, a principal ausência do torneio na África do Sul.  O atacante Ibrahimovic, do Barcelona, da Espanha, tem grandes chances de ser eleito no final do ano um dos três melhores jogadores do mundo em 2009, pela Fifa, mas a torcida apaixonada por futebol não terá a oportunidade de assistir, mais uma vez, suas jogadas imprevisíveis em uma Copa do Mundo. Seu país, a Suécia, ficou atrás das classificadas Dinamarca e Portugal no grupo das Eliminatórias europeias.

Shevchenko

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O maior nome da história do futebol da Ucrânia perdeu, provavelmente, a última oportunidade de disputar uma Copa do Mundo. Responsável pela conquista inédita de uma vaga no Mundial da Alemanha, em 2006, o atacante Shevchenko decepcionou sua torcida, não demonstrou o mesmo futebol que o consagrou no Milan e viu a Grécia, campeã europeia de 2004, derrotar seu país em Kiev e faturar uma das quatro últimas vagas do Velho Continente para a Copa.

Rosicky

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Companheiro do russo Arshavin na equipe do Arsenal, da Inglaterra, Tomas Rosicky era a principal esperança checa após a aposentadoria de Pavel Nedved. O meia, que ficou mais de um ano fora de campo por conta de uma séria lesão, retornou aos gramados há pouco tempo e não conseguiu ajudar seu país durante as Eliminatórias Europeias. Os checos acabaram em terceiro lugar no Grupo 3, atrás de Eslováquia e Eslovênia, nações presentes no Mundial da África do Sul.

Por Rafael Sbarai