terça-feira, 17 de novembro de 2009
O Brasil que se acostume: vem aí a Copa das Arábias
A seleção brasileira faz nesta terça-feira seu segundo amistoso em quatro dias no mundo árabe. Jogando contra Omã, em Mascate, o time de Dunga faz seu último jogo do ano e seu penúltimo amistoso antes da convocação para a Copa de 2010, a primeira realizada na África. No futuro, porém, o Brasil pode voltar ao Oriente Médio em outra situação: para disputar um Mundial.

O Catar, país que recebeu o jogo de sábado contra a Inglaterra, já está na fila para disputar a chance de sediar a Copa em 2018 ou 2022. No caso da primeira, é improvável que a Fifa não escolha um país europeu, possivelmente a Inglaterra. O mundo árabe, contudo, está na fila para uma das próximas edições – e não faltam indícios de que o Mundial chegará à região nas próximas décadas, algo impensável até há pouco.

Os países árabes têm sediado cada vez mais grandes eventos esportivos internacionais. A Fifa claramente reconhece a importância da região – tanto que realiza seu Mundial de Futebol de Areia, que começa nesta semana, em Dubai, e marcou as próximas duas edições do Mundial de Clubes, em dezembro, para Abu Dhabi. Parece questão de tempo até que a força dos petrodólares atraia a Copa.

Levar o Mundial para mais uma região que jamais realizou o evento está dentro da estratégia da Fifa de espalhar e popularizar ainda mais sua grande festa. Falta apenas plantar uma cultura futebolística menos artificial nos campeonatos das arábias. O estádio do Califa, que recebeu o amistoso de sábado (nas fotos acima), é usado só uma vez por ano. Onde sobra dinheiro, faltam torcida, tradição e futebol de qualidade.
Por Giancarlo Lepiani


















Uruguai
Itália
Alemanha
Brasil
Inglaterra
Argentina
França