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quarta-feira, 7 de julho de 2010

Seleções | 07:15

Uma espanha ‘catalã’ a serviço da coroa

Fabregas e Piqué no treino (Foto: Getty)

Entre todas as seleções que participaram da fase eliminatória da Copa, nenhuma tem uma equipe titular com tantos jogadores de um só clube quanto a Espanha. A Fúria, que enfrenta a Alemanha na semifinal, nesta quarta-feira, em Durban, conta sempre com pelo menos cinco jogadores do Barcelona em campo – às vezes, chega a ter sete colegas de clube jogando juntos. A zaga titular é a mesma da equipe catalã, com Puyol e Piqué; no meio, Busquets, Xavi e Iniesta são destaques; na frente está o novo reforço do Barça, David Villa, contratado pouco antes do Mundial. Como se não bastasse, o clube da Catalunha ainda ensaia contratar o “12º jogador” da seleção, principal opção para mudar o jogo entre os reservas: o meia Cesc Fabregas, do Arsenal, revelado no próprio Barcelona. Do Real Madrid, o time cuja imagem é ligada à coroa espanhola e que tem a maior torcida no país, há apenas o goleiro Casillas, Sergio Ramos na lateral e Xabi Alonso no meio. Uma situação curiosa, visto que os catalães mais radicais chegam até a torcer contra a seleção espanhola por causa de toda a rivalidade com Madri e a turbulenta história das relações da capital com a Catalunha. Se conquistar seu primeiro título mundial, os madrilenhos provavelmente terão de lidar com mais uma provocação dos rivais do norte – ouvirão que, na verdade, a campeã da Copa é a Catalunha, e não a Espanha.

(Por Giancarlo Lepiani, da Cidade do Cabo)

terça-feira, 6 de abril de 2010

Jogadores | 20:31

Para o presidente do Barça, Messi já é um “gênio”

Messi faz quatro gols e Barcelona goleia Arsenal na Liga dos Campeões

Já virou lugar-comum elogiar as atuações do argentino Lionel Messi com a camisa do Barcelona. Nesta terça-feira, não foi diferente. O meia precisou apenas de meio tempo para decidir uma partida e levar seu clube às semifinais da Liga dos Campeões da Europa – fez os quatro gols da goleada sobre o Arsenal por 4 a 1, na Espanha. Para Joan Laporta, presidente do Barça, não há dúvidas: “é um gênio”. A declaração foi feita logo após o confronto de hoje. “Chegamos a quatro semifinais nos últimos cinco anos e temos uma estrela, um gênio: Messi”, disse Laporta.

Chamado carinhosamente de Leo, “Gênio” e até mesmo Messias (por catalães) , Messi mostra mais uma vez que também sabe marcar gols. Só nesta temporada, foram 39 em 43 jogos, marca espetacular para um jogador na sua posição – o velho ponta-de-lança, que corre pelas laterais do campo até a linha de fundo com a função de armar e atacar.

Para a Copa do Mundo, Messi ainda é um mistério. Nunca repetiu na seleção argentina as boas atuações que são sua marca no Barcelona. Por sinal, é sempre bom lembrar: há quatro anos, os mesmos adjetivos que hoje são usados para classificar Messi eram aplicados a outro camisa 10 do Barça, Ronaldinho Gaúcho.

O presidente do Barcelona exagerou ao chamar Messi de "gênio"?

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Por Rafael Sbarai

quarta-feira, 24 de março de 2010

Jogadores | 05:19

Na Catalunha, ‘Messimania’ elege o sucessor de Pelé

Jornais de Barcelona

“Messi não se igualou a Pelé”, diz o garçom ao descobrir que seu cliente vem do Brasil. “Messi já é melhor que Pelé.” O garçom trabalha num bar de tapas de El Raval, bairro de imigrantes na região central de Barcelona e destino preferido das farras de Pablo Picasso na juventude. Ele não está sozinho: para quase todos os torcedores do Barça, o craque argentino, 22 anos, já pode reivindicar o título de melhor jogador de todos os tempos. Desde o fim de semana, quando Messi marcou seu segundo triplete (três gols num só jogo) consecutivo, jornais e programas de TV da Catalunha não param de mostrar suas jogadas extraordinárias – e de comparar o argentino não apenas a Pelé, mas também a Maradona, Di Stéfano, Cryuff, Puskas…

A menos de três meses da Copa do Mundo, é raro ver uma camisa da Espanha, uma das favoritas à conquista do Mundial, nas ruas de Barcelona. Para qualquer lugar que se olhe, porém, existe uma camisa azul e grená com o nome de Messi. Na TV, um dos principais telejornais noturnos promove a seguinte enquete: “Messi já é um dos cinco melhores da história?” Os diários esportivos vão além. O Mundo Deportivo chama Messi de “deus do futebol” e “ser superior”. O Sport não tem dúvidas: “Já é o melhor da história”. Em entrevista exclusiva com o primeiro-ministro José Luís Rodríguez Zapatero, a âncora do canal 3, o maior de Barcelona, interrompe a espinhosa discussão sobre o estatuto da Catalunha e muda de assunto: quer saber o que ele acha de Messi. O premiê se derrama em elogios: “É um fora-de-série – e ainda por cima é humilde”.

É possível, afinal, comparar o astro argentino – sem dúvida o melhor do mundo no momento – com Pelé ou Maradona? Para os torcedores ainda imunes à febre Messi que contagia Barcelona, ainda é muito cedo para isso. E vale lembrar que esses elogios exagerados não são inéditos entre os fanáticos catalães – os mesmos que, por exemplo, inventaram o apelido “Fenômeno” para Ronaldo. Há quatro anos, os mesmos adjetivos que hoje são usados para classificar Messi eram aplicados a outro camisa 10 do Barça, Ronaldinho Gaúcho. Assim como Messi, ele era o melhor do mundo e a grande esperança de sua seleção na Copa – apesar de, também como o argentino, não repetir as atuações espetaculares pelo Barcelona quando vestia a camisa de seu país. Ronaldinho foi um fiasco na Copa da Alemanha. Acabou sendo vendido para o Milan. No museu do clube (na foto abaixo), apinhado de garotos com as inevitáveis camisas com o nome de Messi, o rosto do argentino está por todos os lados. Ronaldinho quase não é lembrado.

Museu do Barcelona

Você acha que Messi poderá algum dia superar Pelé?

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Por Giancarlo Lepiani, de Barcelona

sábado, 19 de dezembro de 2009

Fifa, Jogadores | 17:13

Espanha vence Copa de Clubes – que precisa mudar

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A dois dias de conquistar o prêmio de melhor jogador do mundo na festa da Fifa – ninguém acredita em qualquer outro resultado na votação -, o argentino Lionel Messi deu ao Barcelona seu primeiro título de campeão mundial de clubes, neste sábado, em Abu Dhabi. Os espanhóis, que já tinham sido derrotados por São Paulo e Internacional em outras finais, começou perdendo para o Estudiantes, da Argentina, mas empatou o placar com Pedro e virou só na prorrogação, justamente com Messi. O craque argentino marcou com o peito, no finzinho, depois de uma atuação pouco inspirada. De qualquer forma, decidiu o placar e ainda levou o prêmio de melhor jogador do torneio. Foi o primeiro título mundial do clube catalão.

O Barça comemorou demais – o técnico Guardiola, vice como jogador diante do São Paulo em 1992, não conseguia segurar o choro. As imagens confirmaram que os europeus valorizam, de fato, a conquista do Mundial. Mais uma vez, no entanto, o torneio que fecha o calendário do futebol internacional não empolgou. Com times fragilíssimos dividindo espaço com apenas dois grandes, a competição repetiu a mesma história dos anos anteriores: uma série de partidas de nível lastimável antes do único jogo que realmente importa, o confronto entre sul-americanos e europeus. Se a Fifa quer emplacar o torneio com o status sugerido pelo nome oficial da competição – a “Copa do Mundo de Clubes” -, precisa repensar sua fórmula. A seguir, cinco passos sugeridos pelo Blog da Copa para finalmente transformar o evento numa verdadeira Copa entre clubes:

1. Só um “pangaré” por vez

Se a Copa do Mundo de seleções tem Eliminatórias, por que não o Mundial de Clubes? Abrir um torneio tão importante com uma partida entre um time da Nova Zelândia e outro dos Emirados Árabes, como ocorreu neste ano, é no mínimo desanimador. Os continentes com menor tradição no futebol – África, América do Norte, Ásia e Oceania – precisam ter acesso ao Mundial, é claro. Mas uma vaga a ser disputada por todos eles já está de ótimo tamanho. Os campeões de cada região poderiam disputar uma seletiva que apontaria o participante mais forte de todos. E só ele entraria na Copa de Clubes.

2. Mais gigantes na disputa

Ao invés de um time da América do Sul e outro da Europa, melhor dobrar o número de vagas para cada região. Assim, campeão e vice da Libertadores e campeão e vice da Liga dos Campeões estariam no Mundial. Ainda que alguma zebra se colocasse entre os classificados – como a LDU em 2007, por exemplo – , a presença de pelo menos dois ou três gigantes do futebol mundial seria garantida. A Copa de Clubes não teria só um jogo importante e atraente, mas sim vários deles.

3. Levar a festa para grandes palcos

Por motivos comerciais, o Mundial tem sido realizado nos países de origem dos principais patrocinadores do evento – o Japão, da montadora Toyota, e os Emirados Árabes, da companhia aérea Emirates. Além disso, é sabido que a Fifa gosta de usar competições como essa para popularizar e promover o futebol em regiões onde a modalidade não é tão difundida. Mas se a Fifa quer valorizar de vez o torneio, precisa levá-lo para países tradicionais na geografia da bola.

4. Festival de grandes clássicos

Com dois times sul-americanos, dois europeus, um representante do país-sede e outro dos “emergentes”, seria possível realizar dois triangulares na primeira fase, colocando frente a frente, logo no começo, clubes do pelotão de elite do futebol mundial. Jogariam todos contra todos nessa etapa classificatória e o primeiro de cada chave avançaria à grande final. Ao invés de se resumir a uma só grande partida, como ocorre hoje, o Mundial teria pelo menos cinco ou seis confrontos de primeira categoria.

5. Emprestar prestígio ao evento

Para transformá-lo de fato numa Copa de Clubes, não custa nada valorizar o torneio também fora de campo. A Fifa poderia, por exemplo, relacionar o Mundial com a festa de gala da entidade, que costuma acontecer um ou dois dias depois da competição. Que tal fazer a final num sábado e realizar a apresentação do melhor jogador do mundo no domingo, no mesmo local onde ocorreu o Mundial? Com isso, todas as grandes estrelas do futebol estariam reunidas num mesmo local, numa semana de festa, para encerrar cada ano com chave de ouro.

Exemplos do que poderia acontecer a partir das mudanças acima? Que tal uma Copa de Clubes no Brasil com Barça, Manchester United, Cruzeiro, Estudiantes e Flamengo, e a festa de entrega do prêmio de melhor do mundo no Rio de Janeiro? Ou um Mundial na Inglaterra, com  Real Madrid, Milan, Chelsea, Boca Juniors e algum brasileiro, como São Paulo, Grêmio, Palmeiras, Inter…

Por Giancarlo Lepiani

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Jogadores | 08:49

Messi, Bola de Ouro, é o Ronaldinho da Copa-2010?

Messi, ganhador da Bola de Ouro

Era uma barbada: campeão e artilheiro da Liga dos Campeões, campeão espanhol e campeão da Copa do Rei, o argentino Lionel Messi, do Barcelona, não perderia o troféu de melhor jogador da temporada europeia nem que saísse de férias nos últimos dois meses. O anúncio de sua vitória na eleição da tradicionalíssima Bola de Ouro, entregue anualmente pela revista France Football, foi feito nesta terça-feira e não surpreendeu ninguém. Ou quase ninguém, já que o próprio Messi disse que “não esperava” ganhar – pelo menos não com uma vantagem tão grande. Nunca na história do prêmio um jogador ganhou com tamanha folga em relação ao segundo colocado.

De acordo com a France Football, o prêmio foi quase unânime: Messi conquistou 473 pontos de 480 possíveis. Em segundo ficou o português Cristiano Ronaldo, 240 pontos atrás. O terceiro foi o espanhol Xavi. Kaká foi o brasileiro mais bem colocado na lista, em sexto. Curiosamente, Messi, de 22 anos, é o primeiro argentino a levantar a Bola de Ouro – nos tempos em que Maradona brilhava com a camisa do Napoli, o concurso era restrito aos jogadores europeus. Com contrato com o Barcelona até 2016, seu futebol custaria cerca de 250 milhões de euros a qualquer outro clube que sonhasse em contratá-lo. Com tudo isso, ele é o grande candidato a craque da Copa do ano que vem, certo? Talvez não…

A situação do jovem craque argentino lembra em muitos aspectos a condição de Ronaldinho Gaúcho antes do Mundial da Alemanha, em 2006. O brasileiro, que também defendia o Barcelona, foi o vencedor da Bola de Ouro no ano que antecedeu a Copa, 2005. Também era considerado o melhor do mundo de forma quase unânime e reinava absoluto no futebol espanhol. Assim como ocorre com Messi, porém, era questionado por não repetir com a camisa da seleção as atuações que exibia no Barça. Carregando nas costas a obrigação de ser o grande craque da Copa, Ronaldinho fracassou em 2006. Messi, que será caçado de forma implacável pelos zagueiros no ano que vem, tenta fugir dessa mesma sina.

Por Giancarlo Lepiani

Você acha que Messi será o craque da Copa da África do Sul? Ele é capaz de levar a Argentina de Maradona ao título? Dê sua opinião.

domingo, 15 de novembro de 2009

Robinho vai jogar fora outra chance?

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Machucado desde setembro, o jogador que mais defendeu a camisa da seleção brasileira na era Dunga começa a perder espaço no time justamente na reta final dos preparativos para a Copa. Robinho acompanhou a delegação ao Catar, mas não jogou e pouco treinou. Enquanto isso, Nilmar voava baixo contra a Inglaterra.

O atacante do Villareal foi tudo o que Robinho não costuma ser: raçudo, contundente, incansável e combativo. Acreditou em todas as jogadas, roubou bolas no meio, fez o gol da vitória e sofreu um pênalti. Em nove jogos com a seleção – a maioria como reserva -, tem sete gols. E começa a justificar um lugar na equipe titular.

Robinho tem a preferência de Dunga, não há dúvidas. Foi uma das peças-chave do time desde que o gaúcho assumiu o cargo. Mas precisa tomar cuidado – e parar de desperdiçar seu espetacular talento. Na atual temporada do futebol europeu, Robinho pouco jogou. Antes de se machucar, tinha perdido a vaga de titular num time médio da Inglaterra, o Manchester City. Já negocia para trocar de equipe. De novo.

Depois de brilhar no Santos, Robinho exigiu ser negociado e, como recompensa pela insistência, ganhou a camisa 10 do Real Madrid, sonho de qualquer jogador do planeta que não tenha crescido como torcedor do rival Barcelona. Decepcionou e saiu pela porta dos fundos. Deve repetir a dose em Manchester, forçando a barra para ser transferido ao Barça nos próximos meses.

Robinho continua achando que é questão de tempo até ser eleito o melhor do mundo. Que se não dá certo em um time, o problema é do time. Se não emplacar de vez no Barcelona, corre o risco de fechar as portas na Europa. E essa pressão para ser negociado foi o assunto que mais teve de comentar na viagem com a seleção.

A entrevista coletiva concedida por ele na sexta-feira, aliás, foi emblemática da displicência com que Robinho trata as chances de ouro que recebeu na vida. Morando na Inglaterra há mais de um ano, precisou da ajuda do colega Kaká para entender todas as perguntas dos jornalistas britânicos.

Kaká, o intérprete improvisado de Robinho, nunca jogou na Inglaterra e, ao discursar na festa da Fifa em 2007, falava inglês com dificuldade. Hoje, usa o idioma com desenvoltura. Desde então, além de ter colocado o troféu de melhor do mundo na estante, tornou-se o grande protagonista da seleção e foi contratado pelo Real Madrid. Já está conquistando a torcida espanhola. Ninguém nem pensa na chance de Kaká tentar ir embora.

Por Giancarlo Lepiani

Quem seria titular na sua seleção: Nilmar ou Robinho?

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sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Jogadores, Perfis | 17:56

Leo Messi, o dez da argentina: craque ‘por acaso’

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A Argentina conheceu seu maior craque da atualidade por uma revista. Lionel Messi, hoje a principal arma do Barcelona e da seleção dirigida por Diego Maradona, era um desconhecido. Com problemas de crescimento ósseo, o menino da cidade de Rosário foi convocado por acaso por Jose Pekerman para disputar a Copa do Mundo da Alemanha, em 2006. Não fosse uma reportagem, um dos países mais fanáticos por futebol no planeta teria descoberto seu maior craque pela televisão, assistindo aos jogos do Barça.

A revista El Grafico, de quase 100 anos de história, descobriu o franzino garoto das pernas tortas e de habilidade imprevisível. Messi era um ânonimo dos gramados. Torcedores, jornalistas e até o presidente da Federação Argentina de Futebol, Julio Grondona, não tinham informações sobre o jogador. Fora apresentado aos argentinos por vídeos, enviados pelo pai, Jorge, e reproduzidos na publicação local. Só que de tão longe, em outro continente – o europeu – um clube já sabia de seu talento promissor: o Barcelona.

Sua chegada a um dos maiores clubes do mundo só aconteceu por conta do descaso dos clubes de seu país. O jogador, favorito para ser eleito o melhor do Mundo da Fifa neste ano, sofria de problemas hormonais, que impediam o seu desenvolvimento ósseo. Aos 13 anos e nas categorias de base do Newell’s Old Boys, Messi media apenas 1,40 metro, altura considerada anormal para sua idade.

Sem condições financeiras para pagar o tratamento de 900 dólares mensais que exigiam injeções diárias, Messi teve a oportunidade de apresentar o problema ao clube. O Newell’s se recusou a pagar e dispensou o atleta. A próxima parada foi o River Plate, que também o ignorou.

Com a Argentina em uma crise financeira, os pais do jogador apelaram aos parentes que moram na cidade espanhola de Lérida, onde pouco tempo depois conseguiu firmar um contrato com o Barcelona, quando Messi tinha 15 anos de idade. De quebra, o clube espanhol propôs a pagar o tratamento hormonal de Messi.

Em 30 meses na Catalunha, cresceu 30 centímetros. Chegou a 1,70 metro de altura, mais forte e com a mesma magia na perna esquerda. Em 2004, com 17 anos, tornou-se o estreante mais jovem da história do Campeonato Espanhol a marcar um gol. Aos 18, disputou sua primeira Copa do Mundo. Agora, aos 22, tem boas chances de conquistar o planeta.

Por Rafael Sbarai


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