domingo, 20 de dezembro de 2009
‘Maldição’ do melhor do mundo fará outra vítima?
A Fifa entrega nesta segunda-feira, numa festa de gala em Zurique, o prêmio de melhor jogador do mundo em 2009. Há cinco candidatos, mas um deles é favorito disparado – Messi deverá superar Kaká, Cristiano Ronaldo, Xavi e Iniesta e conquistar o prêmio pela primeira vez. Sinal de que ele será o grande nome da Copa do Mundo de 2010? Se depender do histórico do prêmio da Fifa, será justamente o contrário, para alívio dos brasileiros, “secadores” oficiais da seleção argentina.
Nunca na história um jogador que chegou à Copa apontado como o melhor do mundo levantou a taça. Desde que a Fifa passou a entregar o prêmio, em 1991, uma nuvem negra parece seguir o escolhido durante o Mundial realizado no ano seguinte. Alguns simplesmente não jogam nada na Copa. E mesmo quando conseguem mostrar um bom futebol, os eleitos acabam enfrentando situações traumáticas. A seguir, o que aconteceu com cada um dos vencedores do prêmio
Roberto Baggio: Eleito o melhor jogador do mundo em 1993, o craque italiano jogou demais na Copa de 1994 – sem ele, a Azzurra não teria chegado à final da competição. O final da história, porém, todos conhecem. Baggio chutou para fora a última cobrança na disputa de pênaltis e deu o tetra de presente ao Brasil. A última imagem do Mundial dos EUA foi sua expressão de decepção.
Ronaldo: Vencedor do prêmio da Fifa em 1997, Ronaldo era disparado o melhor do mundo em 1998. Estava no auge da carreira.Deixava os zagueiros loucos e bagunçava a estratégia de qualquer equipe. Começou bem a Copa, ajudando o Brasil a chegar à decisão. Na manhã da final contra a França, porém, algo aconteceu. O astro brasileiro sofreu uma convulsão, de causas desconhecidas. Ainda assim, Ronaldo insistiu em jogar a final. Entrou em campo, mas mal tocou na bola. Só assistiu de perto a surra que a seleção levou dos Bleus.
Luís Figo: Em 2002 foi a vez do meia português chegar à Copa como o melhor jogador do mundo. Ausente do Mundial havia muito tempo, a seleção lusa depositava todas as suas esperanças no ponteiro rápido e habilidoso. Um desempenho fraco de Figo, porém, contribuiu para que Portugal caísse ainda ainda na primeira fase. Figo não marcou um gol sequer.
Ronaldinho Gaúcho: O craque, que naquele tempo defendia o Barcelona, desembarcou na Alemanha, em 2006, como o detentor incotestável do título de melhor do mundo. Para ajudar, Ronaldinho ainda estava cercado de feras: Ronaldo, Adriano e Kaká. Com a aquela seleção, ser campeão era praticamente obrigatório. Para muitos, era só questão de saber quem seria vice. O camisa dez, porém, foi uma das maiores decepções da história das Copas. Sumido em campo e refém dos marcadores, ainda foi acusado de participar de baladas na fase de preparação. O Brasil foi eliminado pela França nas quartas-de-final. Desde então, Ronaldinho nunca mais voltou a jogar o futebol que o levou a condição de melhor do mundo. Em 2010, dificilmente terá lugar na seleção de Dunga.
Por André Pontes



















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