sábado, 3 de julho de 2010

Miroslav Klose: 14 gols em três Copas do Mundo. Foto: AFP
Um centroavante comum, pouco badalado, mas próximo de se tornar o maior artilheiro da história da Copa do Mundo. Aos 32 anos, Miroslav Klose tem uma chance de ouro – precisa apenas marcar em mais duas oportunidades na África do Sul para superar o brasileiro Ronaldo e se tornar o maior goleador do principal evento esportivo do mundo.
Neste sábado, o polonês naturalizado alemão ajudou sua seleção a massacrar a Argentina na África do Sul e alcançou a marca de 14 gols (marcou cinco vezes em 2002 e cinco em 2006). De quebra, se iguala ao compatriota Gerd Muller. Ronaldo, com 15 gols contabilizados, é seu último adversário. De reserva de luxo em seu time, o Bayern de Munique, tornou-se, mais uma vez, peça imprescindível na seleção comandada por Joachim Löw.
Neste Mundial, terá pelo menos 180 minutos para se consagrar – independente do resultado nas semifinais, disputa a grande final ou o duelo de 3º e 4º lugar. A tarefa – antes árdua – começa a ficar mais simples.
Os maiores goleadores da história das Copas
1º – Ronaldo (BRA) – 15 gols
2º – Klose (ALE) – 14 gols
2º – Gerd Muller (ALE) – 14 gols
4º – Fontaine (FRA) – 13 gols
5º – Pelé (BRA) – 12 gols

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sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Quando o assunto é Copa do Mundo, é difícil encontrar alguém com mais história que Ronaldo, o fenômeno que jogou duas finalíssimas, levantou a taça duas vezes e tornou-se o maior artilheiro de todos os Mundiais. Se for convocado por Dunga e jogar todas as sete partidas possíveis da seleção na África do Sul, será o recordista também em número de jogos em Copas, superando o alemão Mattheus. Ele e o mexicano Carbajal foram a cinco Copas. Ronaldo, presente em 1994, 1998, 2002 e 2006, igualaria essa marca se embarcasse rumo ao próximo Mundial.
Apesar desse currículo inigualável, a chance de Ronaldo entrar na lista de Dunga parece ser pequena. Fora da seleção desde o fracasso na Alemanha-2006 e ainda lutando contra o peso, o eterno artilheiro vem brilhando de forma esporádica com a camisa do Corinthians. O próprio craque não se engana: diz que gostaria de ir à Copa, mas avisa que hoje não seria convocado se estivesse no lugar de Dunga. Argumentos contrários e favoráveis à presença do fenômeno no Mundial não faltam. Nas listas a seguir, dois repórteres de VEJA.com defendem suas posições. E você, o que acha? Leia os prós e contras e vote na enquete no lado direito do blog.
Cinco motivos para Ronaldo ir à Copa, por Rafael Sbarai
- Gol é com ele: Ronaldo é o maior artilheiro da história da competição, com 15 gols.
- Ele é o cara: Sempre correspondeu às expectativas ao vestir a camisa da seleção e costuma crescer em Mundiais.
- Longo currículo: A experiência que adquiriu e a possibilidade de disputar seu 5º Mundial demonstram sua importância.
- Técnica não se desaprende: Bem ou mal, gordo ou magro, é um dos jogadores mais eficazes do país na hora de marcar gols.
- O fator superação: Nos momentos que foi criticado por parte da imprensa e da torcida, conseguiu provar seu valor. A Copa de 2002, na Coreia e no Japão, é a principal prova do poder de reação do craque.
Cinco motivos para Ronaldo não ir à Copa, por André Pontes
- Ainda a balança: O tempo passa, os treinos continuam e Ronaldo segue acima de seu peso ideal.
- A idade pesa: Já não é mais o fenômeno eleito três vezes o melhor jogador do mundo. Uma coisa é fazer gols na Copa do Brasil, outra é superar os melhores zagueiros do mundo…
- Não falta mais nada: Ele já conquistou os títulos mais importantes do mundo. Por isso, não terá o mesmo empenho e dedicação dos outros jogadores.
- Estranho no ninho: O grupo está fechado com Dunga. Ronaldo, com sua fama de baladeiro e sua tendência de roubar a cena, pode atrapalhar a concentração da equipe e causar intrigas na seleção.
- Só se for titular: Dificilmente ele aceitaria ficar no banco – e, hoje, o dono da camisa 9 da seleção é Luís Fabiano.