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Posts Tagged ‘arbitragem’

terça-feira, 29 de junho de 2010

Fifa | 10:32

As mães deles que nos perdoem

O alto falante é parecido com o do presídio ali ao lado do campo de treinamento dos juízes

A Baavianspoort Youth Prison ficou para trás. Não, não é ali que estão os árbitros da FIFA, escalados para uma sessão de treinamento diante dos jornalistas. O motorista que leva a equipe de VEJA anda mais um pouco e, agora sim, chegamos ao endereço correto, a Odendaal High School, a pouco menos de um quilômetro da carceragem destinada a jovens de 14 a 21 anos. Desde que o uruguaio Jorge Larrionda não viu a bola dentro do gol alemão, no mais polêmico lance desta Copa, e o italiano Roberto Rossetti não viu o argentino Carlitos Tevez impedido, no jogo contra o México, a turma do apito virou atração – e não por acaso havia pelo menos duas centenas de repórteres a cercá-los no campo universitário.

Vuuuuuuu, vuuuuuuuuu, vuuuuuuuuuu. Eles correm, fazem flexões e simulam situações de impedimento em meio ao já clássico e insuportável som das vuvuzelas. Mas onde elas estão? Cadê o público? Os alto falantes reproduzem o som típico das partidas de modo a habituar juízes e bandeirinhas com o ruído. Vuuuuuuuu, vuuuuuuuuuuu, vuuuuuuuuuuuu. Um gaiato diz que o local, com o som sendo emitido a todo vapor, parece com o pátio de um presídio, um pouco como aquele da vizinhança. Os fotógrafos habituados a trabalhar dentro de campo dizem que, nos estádios, tudo é muito mais barulhento. Eric Dansault, o bandeirinha de Brasil e Costa do Marfim, um francês sorridente, pequeno e dado a gesticular muito, diz já se ter acostumado com o estrondo, mas lembra que é fundamental treinar com elas, as vuvuzelas, ao fundo. “Por que é assim que vamos apitar, sem ouvir direito o apito, sem poder conversar com os jogadores”, diz a VEJA. Nada, ele diz, que o faça tirar o sono.

“Mas fiquei sem dormir depois da partida do Brasil, quando vi em detalhes o gol do Luis Fabiano, com dois toques da bola no braço”, admite. “Mas não há nada a ser feito, o futebol é humano, e por ser humano há erros”. Cuidadoso – porque a FIFA lhes proibiu de falar de questões técnicas a cerca a atividade – Dansault aceita conversar sobre a possibilidade, que já não parece tão distante, de existir no futebol um sensor eletrônico, nas traves ou na bola, que permite identificar um lance duvidoso de gol, como o do chute de Lampard que estourou no travessão e bateu dentro da meta do alemão Manuel Neuer. “Sou contra a tecnologia”,afirma. “Dúvidas fazem parte de um jogo, não há motivos para interrompê-lo a todo momento para resolver uma dúvida”. Uma provocação não tira o prumo de Dansault. “Mas vocês, juízes, devem ter orgulho próprio, não é justo que sejam criticados pelo mundo inteiro por um erro que poderia ser evitado com o uso de tecnologia”. A resposta, orgulhosa. “Sei disso, mas faz parte da nossa profissão, e enquanto a FIFA não decidir pelo contrário, assim é”.

Atrás de Dansault, um árbitro comenta com outro, avistando no gramados grupos de jornalistas a cercá-los como quem caça Messi para uma entrevista: “Essa turma adorou, dois erros num mesmo dia e viramos notícia, como sempre… quando tudo dá certo, e não há lance polêmico, não dizem nada”. Assim é a vida de quem apita, especialmente de quem apita Copa do Mundo. As mães deles que nos perdoem.

(Por Fábio Altman, de Pretória)

segunda-feira, 28 de junho de 2010

De olho nas quartas, cuidado com cartões

O Brasil enfrenta nesta segunda-feira a seleção mais indisciplinada do Mundial. Em três jogos, os chilenos levaram um total de dez cartões amarelos e cometeram 61 faltas. O Brasil, porém, também precisa estar preocupado com a arbitragem, que está a cargo do inglês Howard Webb (na foto acima). Quatro de seus jogadores estão pendurados. Se tomarem um amarelo, perdem uma possível partida de quartas-de-final. Na defesa, o titularíssimo Juan corre esse risco. No meio, Felipe Melo (que não deve jogar contra o Chile) e Ramires (que deve ficar na reserva) também já têm um amarelo. O outro atleta pendurado é Luís Fabiano, advertido com cartão no jogo contra Portugal. Para sorte dos brasileiros, o árbitro desta segunda é representante de um futebol onde os cartões amarelos não são distribuídos em qualquer jogada faltosa. Na liga inglesa – como em boa parte da Europa -, levar amarelo, só em jogada desleal. O jogo duro mas na bola, que é o que se espera nesta segunda, costuma ser permitido pelos ingleses.

(Por Giancarlo Lepiani, de Johannesburgo)

sábado, 19 de junho de 2010

O problema da ultra câmera lenta

Dividida no jogo Alemanha x Sérvia: jogadas são duras, mas na TV parecem violentas (Foto: Getty)

A Copa do Mundo é espetáculo de televisão – e a mais interessante novidade tecnológica de 2010 na tela são as imagens em ultra câmera lenta. Há duas delas em cada jogo. Os lances são registrados a uma velocidade de 300 frames – ou quadros – por segundo, dez vezes mais rápido que as gravações normais. O resultado é um balé cadenciado, chuteiras que se entrelaçam, bolas amassadas nas testas dos jogadores, carrinhos que parecem demorar uma eternidade. Recursos como esse já foram usados em Olimpíadas, mas pela primeira vez despontam no mundial de futebol.

Descobre-se, por meio das morosas cenas, uma camada até então desconhecida. “Lances antes invisíveis aparecem na televisão, e o futebol soa mais violento do que realmente é”, disse a VEJA o comentarista de arbitragem da TV Globo, Renato Marsiglia, ex-juiz. Esporte de contato, o futebol é feito também de resvaladas de corpo, camisas puxadas e toques ligeiros de pés, sem que o apito soe, porque o olho humano é incapaz de percebê-los. Na lentidão multiplicada, tudo é ressaltado. “É um novo avanço da tecnologia a trabalhar contra os juízes”, diz Marsiglia. “Se a vida deles já era complicada, agora piorou”.

(Por Fábio Altman, de Johannesburgo)

sábado, 5 de junho de 2010

Fifa | 16:42

Húngaro apita primeiro jogo do Brasil

A Fifa divulgou há pouco a lista de trios de arbitragem para a primeira rodada da fase de grupos do Mundial. O húngaro Viktor Kassai, de 34 anos, há sete no quadro da Fifa, apitará o jogo de estreia do Brasil, no dia 15, contra a Coreia do Norte, em Johannesburgo. Em 2008, ele foi o árbitro da final do torneio olímpico, nos Jogos de Pequim. Os auxiliares, também húngaros, serão Gabor Eros e Tibor Vamos. O trio brasileiro na lista de arbitragem da Copa estreia num jogo importante: Carlos Eugênio Simon, que está em sua terceira Copa, comandará Inglaterra e Estados Unidos. Os bandeirinhas são Altemir Hausmann e Roberto Braatz. A Fifa anunciou uma decisão exótica: a honra de apitar o jogo de abertura do Mundial ficou com um árbitro do Uzbequistão, Ravshan Irmatov. Seus auxiliares são Rafael Ilyasov, também uzbeque, e Bakhadyr Kochkarov, do Quirgistão.

(Por Giancarlo Lepiani, de Johannesburgo)

sábado, 6 de março de 2010

Fifa | 16:12

Tecnologia na arbitragem é vetada de vez pela Fifa

Acabou a discussão em torno do uso da tecnologia para ajudar os árbitros de futebol. Pelo menos é o que diz a Fifa, segundo informa a Agência Estado:

A International Football Association Board (IFAB), responsável por fazer mudanças nas regras do futebol, vetou neste sábado a realização de experimentos tecnológicos que poderiam ajudar os árbitros em lances polêmicos durante as partidas.

A decisão de barrar os instrumentos tecnológicos foi tomada depois que especialistas fizeram apresentações com novas tecnologias para auxiliar os juízes através de imagens de vídeo. Essas alternativas já vinham sendo testadas em alguns jogos, principalmente nos casos em que havia dúvida sobre a entrada da bola no gol.

Contudo, a IFAB resolveu encerrar essas pesquisas, que previam o uso de “bolas inteligentes”, providas de microchips (sistema chamado de Cairos), e de potentes câmeras para registrar as jogadas (chamado de Olho de Águia), equivalente ao “Desafio” utilizado no tênis.

A entidade, porém, deixou em aberto a possibilidade de utilizar árbitros extras atrás de cada gol para, nos casos de dúvida, checar se a bola realmente entrou. Essa alternativa será debatida pela IFAB em uma reunião especial, que será realizada nos dias 17 e 18 de maio.

“A tecnologia não deverá entrar neste esporte. Devemos confiar e manter o futebol como um jogo em que prevalece o lado humano”, declarou o secretário-geral da Fifa, Jerome Valcke, após a reunião deste sábado. “Esta decisão não apenas congela a busca por instrumentos tecnológicos. Ela encerra essa pesquisa”.

Se depender da entidade máxima do futebol, casos espinhosos como o gol polêmico da Inglaterra na final da Copa de 1966, contra a Alemanha (veja no vídeo abaixo), continuarão acontecendo no futebol.

Outras possíveis decisões da International Board foram adiadas: a permissão ou não do uso da paradinha nas cobranças de pênaltis, por exemplo, só será decidida em maio. O uso de um quarto árbitro também é dúvida.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Fifa | 14:13

Tecnologia na arbitragem: se depender de Blatter…

fa-cup

Questão que sempre volta à tona quando algum erro escandaloso de arbitragem prejudica alguma equipe e tumultua um campeonato, o uso da tecnologia no campo de futebol é um assunto espinhoso. Muita gente lembra, com razão, que usar câmeras, sensores ou qualquer outro tipo de equipamento eletrônico para ajudar os juízes pode ser viável apenas nas grandes competições, quando há dinheiro suficiente para pagar os custos de tudo isso. O que mais costuma incomodar os defensores da tecnologia no futebol, porém, é o argumento usado justamente por Joseph Blatter, o chefão do esporte, na hora de justificar sua oposição à ideia.

O presidente da Fifa voltou a repetir a mesma frase nesta quinta-feira, em Abu Dhabi, onde acontece o Mundial de Clubes. Conforme Blatter, os erros de arbitragem são parte do jogo, “pois sempre há falhas na vida”. O cartola não dá margem para qualquer debate: “Não usaremos imagens para interromper as partidas”, avisou. A quem espera ver uma mudança, recomenda-se paciência. Isso porque, também nesta quinta, Blatter, de 73 anos, sinalizou que pretende ganhar um novo mandato – daqui a dois anos, quando já terá 75. “Isso cabe ao congresso da Fifa. Se ele decidir pelo atual presidente, que seja bem vindo, pois ainda tenho coisas a terminar.” Entre elas não está, certamente, o uso da tecnologia – ainda que isso pudesse modernizar o esporte e transformá-lo num jogo muito mais limpo e justo.

Você é a favor do uso de câmeras ou sensores para ajudar os árbitros?

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Por Giancarlo Lepiani

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Seleções | 08:47

Franceses acham que não merecem a vaga

Do Blog de Paris, de Antonio Ribeiro:

Entre 10 franceses, 8 acham que a França não merece ir a Copa devido a trapaça de Henry. Que aliás, é reprovada pela mesma pesquisa em igual número de franceses descontentes. Metade dos entrevistados quer o atual treinador,  Raymond Domenech, fora do comando dos Bleus.

Leia o post completo aqui.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Seleções | 09:15

Fim de papo: ‘bleus’ na Copa, irlandeses em casa

Do Blog de Paris, de Antonio Ribeiro:

A Fifa decidiu hoje não atender a reivindicação dos irlandeses. Não haverá novo jogo entre França e Irlanda. A entidade que governa o futebol mundial justifica a decisão em um comunicado: “Como mencionado claramente nas Regras do Jogo, durante as partidas, as decisões tomadas pelo arbitro são definitivas.”

Leia o post completo aqui.


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