sexta-feira, 4 de junho de 2010
Drogba, machucado, deve perder a Copa
O atacante Didier Drogba pode se transformar na grande ausência da Copa do Mundo. O principal jogador da Costa do Marfim – e um dos adversários mais temíveis no caminho da seleção brasileira – fraturou o braço direito ao cair de mau jeito durante um amistoso contra a seleção japonesa, na manhã desta sexta-feira, na Suíça. Depois de sair chorando de campo, o craque do Chelsea foi levado ao hospital. O jornal francês L’Equipe publicou que o próprio atacante disse que não conseguirá disputar o Mundial, informação que teria sido confirmada também por um integrante da comissão técnica da seleção marfinense.
Aos 15 minutos do primeiro tempo do jogo – que terminou com uma vitória de 2 a 0 dos africanos -, Drogba se chocou contra o jogador brasileiro naturalizado japonês Marcus Túlio Tanaka, e caiu sobre o braço direito. Ele deixou o gramado, com a ajuda dos outros jogadores, sentindo fortes dores. O técnico da seleção marfinense, o sueco Sven-Goran Eriksson, informou que a fratura é em um osso próximo ao cotovelo. “Claro que estou preocupado, ele é nosso capitão e um dos melhores jogadores do mundo”, disse. Eriksson evitou culpar Tanaka. ”Ele não quis machucar ninguém, mas o futebol é um esporte de contato”, lembrou.
Eriksson não confirmou oficialmente a informação de que o craque não teria tempo de se recuperar para jogar o Mundial. A Costa do Marfim estreia contra Portugal no próximo dia 15. No dia 21, é a adversária do Brasil, no estádio Soccer City, em Johannesburgo. O provável corte de Drogba – que deve ter sua substituição autorizada pela Fifa, apesar de o prazo de inscrições já ter acabado -, é péssima notícia para o Mundial, mas motivo de alívio para o Brasil. O craque, artilheiro do último campeonato inglês, seria a grande arma dos marfinenses num jogo que pode ser considerado o mais importante da primeira fase. O Brasil deve passar pela Coreia do Norte na estreia. Bater a Costa do Marfim significaria garantir a vaga e não precisar de nenhum resultado contra a forte seleção de Portugal, de Cristiano Ronaldo.










O Brasil não decepcionou nem animou ninguém: mostrou o mesmo futebol eficiente, pragmático, aplicado e dinâmico dos últimos tempos. Não levanta a arquibancada, não arranca suspiros e não mostra nada de novo, mas enche de esperança o torcedor – o time parece cada vez mais organizado, consciente, determinado.















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