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quarta-feira, 7 de julho de 2010

Seleções | 07:15

Ausência de Ballack, Alemanha renovada

Destaque das boas campanhas da seleção alemã nas Copas de 2002 (quando a equipe foi vice-campeã) e 2006 (terceira colocada), o meia Michael Ballack tem um papel positivo também no sucesso do time no Mundial de 2010 – mas, desta vez, é através de sua ausência. Representante do velho estilo alemão de jogar futebol, com muita força e disciplina tática, Ballack seria capitão e titular da seleção do técnico Joachim Low. Cortado por contusão a poucas semanas do embarque para a África do Sul, abriu uma vaga no meio-campo. E possibilitou que a Alemanha enfim encontrasse uma de suas melhores formações nas últimas décadas, com os jovens Oezil e Schweinsteiger cumprindo as funções de armação (com outro novato, Khedira, como volante). Schweinsteiger, que possivelmente jogaria pela ponta caso Ballack estivesse no time, encontrou no meio o espaço perfeito para desenvolver seu jogo – é candidato a melhor jogador da Copa. De quebra, abriu espaço para que Thomas Muller – 20 anos e 4 gols em 5 jogos – pudesse ganhar uma vaga entre os titulares. Enquanto isso, Ballack, que nas últimas temporadas tem mostrado um futebol que se resume à potência física, está acompanhando a campanha alemã das tribunas dos estádios sul-africanos. Melhor para a Alemanha.

(Por Giancarlo Lepiani, da Cidade do Cabo)

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