terça-feira, 15 de dezembro de 2009 | 12:05

O estádio Green Point com a Table Mountain ao fundo (Foto: AFP)
A Cidade do Cabo inaugurou na segunda-feira seu novo estádio, o mais belo palco entre todos os que foram preparados para a Copa do Mundo do ano que vem. A arquitetura do Soccer City, em Soweto, pode chamar mais atenção, mas o estádio Green Point foi erguido num cenário absolutamente deslumbrante, com vista privilegiada para a Table Mountain, que domina a paisagem da cidade mais bonita de toda a África. O estádio é cercado por uma grande área verde e fica próximo do mar. Perto dali também está o Waterfront, complexo de lojas e restaurantes que atrai todos os turistas que visitam a Cidade do Cabo. Com 68.000 lugares, o estádio receberá oito partidas da Copa. Se der tudo certo para o Brasil, Dunga e seus comandados estarão em Green Point no dia 6 de junho de 2010 para disputar a semifinal do torneio. Que ele traga boa sorte à seleção.
Por Giancarlo Lepiani
sábado, 5 de dezembro de 2009 | 18:39
Boa notícia para quem sonha em ver a Copa de perto: começou neste sábado a terceira fase da venda de ingressos para o Mundial. O novo lote tem cerca de 1 milhão de bilhetes. Mas conseguir um deles não será uma tarefa tão fácil. Além de caros, os ingressos pelos jogos mais importantes deverão ser alvos de uma disputa acirrada.
A expectativa da FIFA é de uma procura ainda maior por conta do sorteio dos grupos do torneio, que ocorreu na sexta. “É tradicionalmente a fase mais importante de vendas de ingressos, quando fãs de futebol do mundo inteiro poderão comprar ingressos já sabendo quais seleções se enfrentarão”, disse Horst R. Schmidt, presidente da comissão de ingressos.
O pedido por ingresso deve ser feito no site da Fifa. “A boa noticia é que teremos ingressos para todos jogos, incluindo alguns para a grande final”, completa Schmidt. Os torcedores terão até o dia 22 de janeiro para fazer o pedido por ingressos para partidas individuais ou do pacote de cada seleção, em que você garante ingressos para ver todos os jogos de um país.
Caso haja uma procura maior do que o número de ingressos à venda, a Fifa realizará um sorteio no dia 1 de fevereiro para selecionar os felizardos. Os ingressos para os três jogos da primeira fase custam 160 dólares cada um. Uma partida das oitavas-de-final sai por 200 dólares, as quartas-de-final custam 300 dólares, as semifinais 600 e a final, 900 dólares.
De acordo com a FIFA, até agora foram vendidos 674.403 ingressos para a Copa, ou 90% dos ingressos que tinham ficado disponíveis até hoje. Desses ingressos, 53.6% (361.582) estão nas mãos de sul-africanos. Outras 84.103 entradas foram adquiridas por americanos, 48.388 por britânicos, 25.112 por alemães e 17.876 por australianos. Os brasileiros compraram 8.006 ingressos.
Por André Pontes
quinta-feira, 26 de novembro de 2009 | 13:52

Uma das maiores preocupações dos organizadores da Copa do Mundo é com a segurança do evento. Não há como negar: o país é violento. Para que nada de ruim ocorra com os turistas, a polícia sul-africana deverá contar com mais de 250.000 agentes. “Cumpriremos nossos compromissos em matéria de segurança”, bradou Danny Jordaan, presidente do Comitê Organizador do Mundial. Mas Jordaan ainda não sabe como lidar com outro problema: os babuínos sul-africanos.
Só na última terça, 29 desses animais de focinho longo invadiram quatro carros na Cidade do Cabo, uma das principais sedes da Copa, em busca de comida. De acordo com o jornal britânico The Guardian, eles aprenderam a abrir portas de carro e pular para dentro em busca de sanduíches ou restos de comida. “Nós passamos praticamente o dia todo resgatando turistas”, disse Marke Duffels, um voluntário que monitora os animais no Parque Nacional do Cabo da Boa Esperança.
Durante esses “assaltos”, os macacos reviraram mochilas com passaportes e outros pertences dos turistas - que, é claro, ficam apavorados. O babuínos que habitam o parque, uma das principais atrações da belíssima região da Cidade do Cabo, vivem em bandos. A estimativa é de que só na periferia da cidade existam 420 deles, andando em cerca de 17 grupos. Eles são protegidos pela legislação sul-africana - portanto, não devem ser incomodados em sua “caça” de turistas.
Por André Pontes
segunda-feira, 23 de novembro de 2009 | 15:09

Para muitos torcedores, uma invenção da Fifa marcou mais a Copa da Alemanha-2006 do que o título da Itália, a cabeçada de Zidane em Materazzi e o vexame do Brasil contra a França. As chamadas Fan Fests, quase um carnaval de rua, foram a grande sacada do último Mundial. Com telões monumentais, barracas de comida e bebida e, claro, muitos produtos licenciados da Fifa à venda, os festivais de torcedores resolveram um problema histórico dos torcedores sem ingressos numa Copa. Com eles, não é preciso ter a sorte de conseguir um ingresso para sentir a emoção de estar num Mundial - basta aparecer na festa e torcer ao lado de milhares de fanáticos vindos de todas as partes do mundo.
Na Alemanha, cerca de 18 milhões de pessoas compareceram. Na África não será diferente: sabendo que multidões de torcedores chegarão ao país sem bilhetes, a Fifa já organizou a montagen das Fan Fests em todas as grandes cidades do país. Nesta segunda-feira, porém, anunciou mais uma boa novidade: além dos festivais de torcedores montados na África, haverá Fan Fests também em outros países - incluindo o Brasil. Será na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, local que já se transforma no ponto oficial de concentração dos torcedores na corrente pela conquista do hexa. Outras seis cidades também terão Fan Fests durante o Mundial: Sydney, Berlim, Londres, Paris, Roma e Cidade do México.
Por Giancarlo Lepiani
sexta-feira, 13 de novembro de 2009 | 17:23

Sonho de nove entre cada dez torcedores de futebol do planeta, assistir aos jogos de uma Copa do Mundo no estádio é uma empreitada difícil - a não ser que o torcedor em questão tenha dinheiro de sobra. Para os brasileiros, ainda é possível conseguir um lugar na arquibancada. Há duas opções: comprar um pacote em uma agência de viagem ou conseguir ingressos através dos sorteios realizados pela Fifa (já não há mais bilhetes para as semifinais e final). Em nenhum dos dois casos a aventura será barata. A viagem de um mês à África não sai por menos que 10.000 reais, contando passagem aérea, hotel e alimentação.
O modo mais barato é ir à África do Sul sem depender de agência de turismo. Para isso, contudo, o torcedor precisa ter sorte de campeão. Se conseguir algum ingresso nos sorteios da Fifa (é preciso entrar no site e cadastrar seu cartão de crédito), basta comprar as passagens e reservar o hotel. Essas duas missões também serão dificílimas. Vôos lotados e milhares de quartos já reservados (a Fifa até teme que não haja lugar suficiente para todos) são os próximos obstáculos.
Os ingressos para os três jogos da primeira fase custam 160 dólares cada um. Uma partida das oitavas-de-final sai por 200 dólares, e nas quartas, o preço sobe para 300 dólares. Os felizardos que foram sorteados para assistir a semifinal e a final desembolsaram 600 e 900 dólares, respectivamente, pelos ingressos. A passagem aérea de ida e volta sai por cerca de 4.000 reais.
Quem não quer depender da própria sorte para garantir um lugar na arquibancada vai gastar muito mais. Apenas cinco operadoras tem autorização da entidade máxima do futebol para vender pacotes com ingressos no Brasil. São elas: Agaxtur, Stella Barros, Ambiental, Marsans e Pallas. O preço que as agências cobram, porém, é bem salgado.
O pacote com 32 dias de estadia na África do Sul, translados terrestres e aéreo e os ingressos para os sete jogos possíveis de uma seleção na Copa não sai por menos de 35.000 dólares, cerca de 61.000 reais. As refeições nos (ótimos) restaurantes sul-africanos não estão incluídas. Para entrar no país não é preciso tirar visto. Mas é obrigatório tomar vacina contra a febre amarela até dez dias antes da partida.
Por André Pontes