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Archive for the ‘Turismo’ Category

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Após Johannesburgo, a agradável Durban

Em seu primeiro compromisso fora de Johannesburgo, a seleção brasileira aproveita um desvio de rota bastante agradável. Nesta sexta-feira, quando entrar em campo para enfrentar Portugal, encontrará a temperatura amena de Durban, depois de amargar o frio dos jogos noturnos nos estádios Ellis Park e Soccer City. A localização do estádio Moses Mabhida, aliás, é privilegiada: ele fica bem próximo da praia. Do alto das arquibancadas é possível ver o Oceano Índico. A mudança de cenário também é bem recebida pelos torcedores brasileiros. Nas partidas de Johannesburgo, têm de se deslocar até Soweto (nos jogos em Soccer City) ou atravessar o centro da cidade, cheio de lugares barra-pesada (em Ellis Park). Aqui, basta seguir uma calçada desde a entrada do estádio para pisar na areia. Por volta do meio-dia (no horário local, 7 horas em Brasília), a temperatura era de 22 graus. A previsão para a hora do jogo era de temperatura de até 26 graus.

A maior concentração de torcedores – tanto os que têm ingressos como os que vêm só pela farra – deve acontecer na própria orla da cidade. Até a Fan Fest da Fifa foi erguida na praia. Cidade com quase 2,7 milhões de habitantes e clima quente durante praticamente o ano inteiro, Durban é um dos maiores destinos turísticos dos sul-africanos (que, ao contrário dos visitantes estrangeiros, atraídos ao país por safáris e passeios aos locais históricos na luta contra o apartheid, querem mesmo é praia e sol). Além de um ar menos carregado e de uma menor preocupação com a criminalidade na comparação com a metrópole Johannesburgo, Durban conta também com forte sabor cosmopolita. Tem, por exemplo, a maior população urbana de indianos fora da Índia. Como opera o maior porto da África, também recebe muita gente de fora. O Brasil e seus torcedores poderão ter outra chance de aproveitar a cidade se a seleção ficar em segundo lugar no grupo. Nesse caso, faria a semifinal no estádio Moses Mabhida.

(Por Giancarlo Lepiani, de Durban)

segunda-feira, 7 de junho de 2010

A Dar es Salaam que não verá o jogo

Na manhã desta segunda-feira, enquanto a seleção brasileira aguardava o amistoso contra a Tanzânia e alguns milhares de torcedores se preparavam para ir para o Estádio Nacional, outros moradores de Dar es Salaam lamentavam não ter a possibilidade de acompanhar os craques visitantes de perto. Com os ingressos mais caros já cobrados no país – entre 25 dólares e 180 dólares, uma fortuna inatingível para o habitante comum da cidade –, pescadores e pequenos comerciantes não mudaram sua rotina por causa da partida. Abaixo, fotos das atividades desta segunda no litoral da maior cidade da Tanzânia.

(Por Giancarlo Lepiani, de Dar es Salaam)

Turismo | 04:27

Tanzânia, a África que consegue crescer

Depois de visitar um país que representa o que a África tem de pior – o miserável e caótico Zimbábue comandado pelo ditador Robert Mugabe -, a seleção brasileira se apresenta nesta segunda-feira numa nação que foge dos clichês do continente. Com 44 milhões de habitantes e população formada por uma mistura de 100 grupos étnicos africanos e asiáticos, a Tanzânia ainda está distante de igualar a força econômica da África do Sul, o carro-chefe da região. Ainda assim, tem motivos de sobra para fazer inveja nos seus vizinhos.

Por mais que ainda não tenha ficado rico, pelo menos é um país estável e pacífico. Em outras partes do globo, pode não ser grande coisa. Na África, contudo, é exceção que foge à regra. De quebra, tem alguns indicadores respeitáveis para os padrões do continente. Exemplo: oito entre cada dez pessoas sabem ler e escrever (os idiomas oficiais são inglês e swahili). O amistoso desta segunda, contra a seleção da casa, acontece na maior cidade da Tanzânia. Com 2,5 milhões de habitantes e banhada pelo Índico, Dar es Salaam não é a capital oficial, mas é o principal local de negócios do país.

Em comparação com outras grandes cidades africanas, é um lugar em evidente evolução, com alguma atividade financeira e relevância comercial. O mesmo acontece no resto do território: no decorrer da última década, o crescimento medio anual do PIB nacional encostou nos 6%. E o melhor: isso acontece apesar do país não ter as mesmas riquezas naturais que os vizinhos. As melhores porções de seu território – a ilha de Zanzibar, o parque nacional do Seringueti e o monte Kilimanjaro, o maior da África – só servem para o turismo.

O caso de relativo sucesso do país é creditado a um programa de abertura da economia comandado pelo último presidente, Benjamin Mkapa, que ficou dez anos no poder e ganhou elogios do FMI e do Banco Mundial por reduzir a inflação, engordar o PIB e zerar a dívida externa. O atual presidente, Jakaya Kikwete, foi o sucessor apontado por Mkapa. Eleito em 2005, não conseguiu resolver o principal problema da economia tanzaniana: a dependência da ajuda financeira que vem de fora. Mesmo com um fluxo constante de dólares, o país amarga a pobreza e os problemas decorrentes dela, principalmente na infraestrutura.

Os investidores que chegam ao país reclamam da ineficiência e da falta de qualidade da mão-de-obra local. As condições para fazer negócios estão a quilômetros do ideal. A proximidade de países marcados por conflitos e pela miséria não ajuda. Tanto esses investidores quanto os responsáveis pelas doações internacionais, entretanto, parecem dispostos a insistir em sua aposta sobre o futuro da Tanzânia. Em contraste com os vizinhos mergulhados na violência, corrupção e atraso, o país oferece pelo menos uma ponta de esperança num continente acostumado a esperar pelo pior.

(Por Giancarlo Lepiani, de Dar Es Salaam)

Sun City se prepara para as WAGs

Nas Copas de 2002 e 2006, a seleção inglesa que mais chamou atenção não foi aquela comandada por David Beckham, mas sim a que tinha a spice girl Victoria como chefe de delegação. Enquanto seus parceiros tinham desempenho pouco brilhante – caíram nas quartas-de-final em ambas as Copas -, as mulheres e namoradas dos astros da Inglaterra sacudiam as cidades por onde passavam com suas farras, bebedeiras e surtos de consumismo. Preocupado com a presença das chamadas WAGs (wives and girlfriends, as esposas e namoradas), o técnico italiano Fabio Capello decidiu concentrar seu time na pacata e interiorana Rustemburgo, local do primeiro jogo dos ingleses, contra os Estados Unidos. Não adiantou.

Para sorte de Victoria e sua turma, a cidade é próxima ao lugar perfeito para receber as marias-chuteiras inglesas: o complexo turístico de Sun City. Formado por hotéis, palácios, jardins e piscinas que tropeçam na linha tênue que divide o superluxuoso do cafona e ostentoso, o resort se preparou bem para a chegada das peruas da terra da rainha. “Encomendei seis caixas de caviar e acho que preciso mandar buscar mais”, contou o chef do resort, Nicolas Smalberger. Cada caixa de caviar custou o equivalente a 1.900 reais. “Também importamos alguns cogumelos exóticos e recebemos pedidos de clientes que queriam enguias defumadas.”

As lojas instaladas dentro do complexo também esperam lucrar alto. Uma tenda de souvenirs colocou à venda peles de zebra por 4.000 reais cada. E uma joalheria trouxe um anel de diamantes de 11,5 quilates com ouro 18 quilates. Preço: meio milhão de reais. A direção de Sun City não confirma a reserva dos quartos para as WAGs, mas não esconde que gostaria de recebê-las. “Não podemos dar qualquer certeza, pois nunca se sabe o que esse tipo de gente vai fazer. Mas é claro que o Palácio da Cidade Perdida seria o lugar perfeito para Victoria se hospedar”, afirmou o gerente Gert Venter, em referência ao principal hotel do complexo (na foto abaixo).

(Por Giancarlo Lepiani, de Johannesburgo)


sexta-feira, 21 de maio de 2010

Turismo | 18:14

Moeda de R$ 5 em prata para a Copa 2010

O Banco Central lançou nesta sexta-feira moeda comemorativa da Copa 2010, em prata e com valor de face de cinco reais. Numa face, há uma paisagem da savana africana com um jogador de futebol, e mapa da África, com destaque para a África do Sul. Na outra, mostra dois jogadores com a bola, tendo ao fundo a bandeira do Brasil. A tiragem da moeda será de 25.000 peças, que serão vendidas por 108 reais

As moedas poderão ser compradas nas representações regionais do Banco Central e pelo site do Banco do Brasil

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

O estádio mais bonito da África do Sul ficou pronto

O estádio Green Point com a Table Mountain ao fundo (Foto: AFP)

A Cidade do Cabo inaugurou na segunda-feira seu novo estádio, o mais belo palco entre todos os que foram preparados para a Copa do Mundo do ano que vem. A arquitetura do Soccer City, em Soweto, pode chamar mais atenção, mas o estádio Green Point foi erguido num cenário absolutamente deslumbrante, com vista privilegiada para a Table Mountain, que domina a paisagem da cidade mais bonita de toda a África. O estádio é cercado por uma grande área verde e fica próximo do mar. Perto dali também está o Waterfront, complexo de lojas e restaurantes que atrai todos os turistas que visitam a Cidade do Cabo. Com 68.000 lugares, o estádio receberá oito partidas da Copa. Se der tudo certo para o Brasil, Dunga e seus comandados estarão em Green Point no dia 6 de junho de 2010 para disputar a semifinal do torneio. Que ele traga boa sorte à seleção.

Por Giancarlo Lepiani

sábado, 5 de dezembro de 2009

Fifa, Turismo | 18:39

Mais um milhão de ingressos à venda neste sábado

ingressosBoa notícia para quem sonha em ver a Copa de perto: começou neste sábado a terceira fase da venda de ingressos para o Mundial. O novo lote tem cerca de 1 milhão de bilhetes. Mas conseguir um deles não será uma tarefa tão fácil. Além de caros, os ingressos pelos jogos mais importantes deverão ser alvos de uma disputa acirrada.

A expectativa da FIFA é de uma procura ainda maior por conta do sorteio dos grupos do torneio, que ocorreu na sexta. “É tradicionalmente a fase mais importante de vendas de ingressos, quando fãs de futebol do mundo inteiro poderão comprar ingressos já sabendo quais seleções se enfrentarão”, disse Horst R. Schmidt, presidente da comissão de ingressos.

O pedido por ingresso deve ser feito no site da Fifa. “A boa noticia é que teremos ingressos para todos jogos, incluindo alguns para a grande final”, completa Schmidt. Os torcedores terão até o dia 22 de janeiro para fazer o pedido por ingressos para partidas individuais ou do pacote de cada seleção, em que você garante ingressos para ver todos os jogos de um país.

Caso haja uma procura maior do que o número de ingressos à venda, a Fifa realizará um sorteio no dia 1 de fevereiro para selecionar os felizardos. Os ingressos para os três jogos da primeira fase custam 160 dólares cada um. Uma partida das oitavas-de-final sai por 200 dólares, as quartas-de-final custam 300 dólares, as semifinais 600 e a final, 900 dólares.

De acordo com a FIFA, até agora foram vendidos 674.403 ingressos para a Copa, ou 90% dos ingressos que tinham ficado disponíveis até hoje. Desses ingressos, 53.6% (361.582) estão nas mãos de sul-africanos. Outras 84.103 entradas foram adquiridas por americanos, 48.388 por britânicos, 25.112 por alemães e 17.876 por australianos. Os brasileiros compraram 8.006 ingressos.

Por André Pontes

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Quer ir à África do Sul? Cuidado com os babuínos…

Babuíno dentro de carro de turista

Uma das maiores preocupações dos organizadores da Copa do Mundo é com a segurança do evento. Não há como negar: o país é violento. Para que nada de ruim ocorra com os turistas, a polícia sul-africana deverá contar com mais de 250.000 agentes. “Cumpriremos nossos compromissos em matéria de segurança”, bradou Danny Jordaan, presidente do Comitê Organizador do Mundial. Mas Jordaan ainda não sabe como lidar com outro problema: os babuínos sul-africanos.

Só na última terça, 29 desses animais de focinho longo invadiram quatro carros na Cidade do Cabo, uma das principais sedes da Copa, em busca de comida. De acordo com o jornal britânico The Guardian, eles aprenderam a abrir portas de carro e pular para dentro em busca de sanduíches ou restos de comida. “Nós passamos praticamente o dia todo resgatando turistas”, disse Marke Duffels, um voluntário que monitora os animais no Parque Nacional do Cabo da Boa Esperança.

Durante esses “assaltos”, os macacos reviraram mochilas com passaportes e outros pertences dos turistas – que, é claro, ficam apavorados. O babuínos que habitam o parque, uma das principais atrações da belíssima região da Cidade do Cabo, vivem em bandos. A estimativa é de que só na periferia da cidade existam 420 deles, andando em cerca de 17 grupos. Eles são protegidos pela legislação sul-africana – portanto, não devem ser incomodados em sua “caça” de turistas.

Por André Pontes

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Vem aí a Fan Fest da Copa. Em Copacabana

fan-fest-copa-2006

Para muitos torcedores, uma invenção da Fifa marcou mais a Copa da Alemanha-2006 do que o título da Itália, a cabeçada de Zidane em Materazzi e o vexame do Brasil contra a França. As chamadas Fan Fests, quase um carnaval de rua, foram a grande sacada do último Mundial. Com telões monumentais, barracas de comida e bebida e, claro, muitos produtos licenciados da Fifa à venda, os festivais de torcedores resolveram um problema histórico dos torcedores sem ingressos numa Copa. Com eles, não é preciso ter a sorte de conseguir um ingresso para sentir a emoção de estar num Mundial – basta aparecer na festa e torcer ao lado de milhares de fanáticos vindos de todas as partes do mundo.

Na Alemanha, cerca de 18 milhões de pessoas compareceram. Na África não será diferente: sabendo que multidões de torcedores chegarão ao país sem bilhetes, a Fifa já organizou a montagen das Fan Fests em todas as grandes cidades do país. Nesta segunda-feira, porém, anunciou mais uma boa novidade: além dos festivais de torcedores montados na África, haverá Fan Fests também em outros países – incluindo o Brasil. Será na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, local que já se transforma no ponto oficial de concentração dos torcedores na corrente pela conquista do hexa. Outras seis cidades também terão Fan Fests durante o Mundial: Sydney, Berlim, Londres, Paris, Roma e Cidade do México.

Por Giancarlo Lepiani

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Quer ir à Copa? Ainda dá tempo. Mas custa caro…

torcida-africa-do-sul

Sonho de nove entre cada dez torcedores de futebol do planeta, assistir aos jogos de uma Copa do Mundo no estádio é uma empreitada difícil – a não ser que o torcedor em questão tenha dinheiro de sobra. Para os brasileiros, ainda é possível conseguir um lugar na arquibancada. Há duas opções: comprar um pacote em uma agência de viagem ou conseguir ingressos através dos sorteios realizados pela Fifa (já não há mais bilhetes para as semifinais e final). Em nenhum dos dois casos a aventura será barata. A viagem de um mês à África não sai por menos que 10.000 reais, contando passagem aérea, hotel e alimentação.

O modo mais barato é ir à África do Sul sem depender de agência de turismo. Para isso, contudo, o torcedor precisa ter sorte de campeão. Se conseguir algum ingresso nos sorteios da Fifa (é preciso entrar no site e cadastrar seu cartão de crédito), basta comprar as passagens e reservar o hotel. Essas duas missões também serão dificílimas. Vôos lotados e milhares de quartos já reservados (a Fifa até teme que não haja lugar suficiente para todos) são os próximos obstáculos.

Os ingressos para os três jogos da primeira fase custam 160 dólares cada um. Uma partida das oitavas-de-final sai por 200 dólares, e nas quartas, o preço sobe para 300 dólares. Os felizardos que foram sorteados para assistir a semifinal e a final desembolsaram 600 e 900 dólares, respectivamente, pelos ingressos. A passagem aérea de ida e volta sai por cerca de 4.000 reais.

Quem não quer depender da própria sorte para garantir um lugar na arquibancada vai gastar muito mais. Apenas cinco operadoras tem autorização da entidade máxima do futebol para vender pacotes com ingressos no Brasil. São elas: Agaxtur, Stella Barros, Ambiental, Marsans e Pallas. O preço que as agências cobram, porém, é bem salgado.

O pacote com 32 dias de estadia na África do Sul, translados terrestres e aéreo e os ingressos para os sete jogos possíveis de uma seleção na Copa não sai por menos de 35.000 dólares, cerca de 61.000 reais. As refeições nos (ótimos) restaurantes sul-africanos não estão incluídas. Para entrar no país não é preciso tirar visto. Mas é obrigatório tomar vacina contra a febre amarela até dez dias antes da partida.

Por André Pontes


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