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segunda-feira, 28 de junho de 2010

Fifa | 09:44

Fifa insiste: nada de câmera para árbitro

Nem mesmo dois erros grotescos que mudaram a história da fase eliminatória deste Mundial foram o bastante para a Fifa sequer cogitar o uso da tecnologia para ajudar a arbitragem. Numa entrevista coletiva nesta segunda-feira, um dia depois das falhas que marcaram os jogos Argentina x México e Inglaterra x Alemanha, o secretário-geral da Fifa, Jerome Valcke, afirmou que usar câmeras de vídeo para resolver lances duvidosos “não é uma opção” e que é impossível criar um sistema “à prova de falhas” na arbitragem. Valcke só falou na possibilidade de colocar mais auxiliares na Copa do Brasil, em 2014. “Mas isso não quer dizer que vamos usar câmeras. O que estamos discutindo é só a ideia dos auxiliares adicionais, para ajudar os árbitros em todas as suas decisões.” Em uma reunião de sua cúpula em março, a Fifa descartou o uso de tecnologia na arbitragem, por 6 votos a 2. O secretário Valcke e o presidente da entidade, Sepp Blatter, apoiaram a manutenção da situação atual, sem qualquer aparelho ou equipamento para tirar dúvidas em lances polêmicos. Blatter estava no jogo de Bloemfontein, em que um gol claro da Inglaterra não foi validado pela arbitragem (na foto acima). A transmissão da TV mostrou o presidente da Fifa na tribuna, claramente incomodado com as vaias dos ingleses depois do lance polêmico.

(Por Giancarlo Lepiani, de Johannesburgo)

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    12 Comentários

    1. naaathy

      | segunda-feira, 28 de junho de 2010 | 11:59

      esse campeonato é muuuuuito comprado. fala sério!

    2. Rene

      | segunda-feira, 28 de junho de 2010 | 12:08

      Acredito que as cameras acabam com o charme dos jogos, e também acabam com as rodas de conversas!!!

    3. Vânia Cavalcanti

      | segunda-feira, 28 de junho de 2010 | 12:28

      O cínico grão-cartola da Fifa se incomodou mais com as vaias do que com o erro absurdo da arbitragem. Acho que a Fifa se desmoraliza agindo dessa maneira, o problema só não é o erro em si mesmo, mas a insistência num sistema que faz do erro protagonista de um espetáculo em que a habilidade ou o mérito se submetem, precisamente, ao erro.

    4. João França

      | segunda-feira, 28 de junho de 2010 | 17:56

      Talvez, resida no romantismo da incerteza do resultado justo ou injusto, o encanto polêmico do futebol submetido a erros humanos, sem ajuda externa ao campo de jogo. Talvez isso explique o purismo da FIFA que já não usa spray para marcar lugar de falta e linha de barreira (todas andam) e nem maca com carrinho elétrico.

    5. Leomar Top Dog

      | segunda-feira, 28 de junho de 2010 | 18:28

      Olha se se um juiz eletronico atrapalhasse o futebol americano não teria o charme que tem, depois do futebol que nós jogamos e o esporte que tem a final “superball” mais assistido no mundo.

    6. Giggio

      | segunda-feira, 28 de junho de 2010 | 18:38

      Mas um chipizinho dentro da bola ajudaria .

    7. Eduardo

      | segunda-feira, 28 de junho de 2010 | 19:03

      Tudo bem não querem câmeras para lances polêmicos então devemos parar com as punições aos jogadores através das mesmas. Afinal ou temos o recurso para tudo ou não precisamos utiliza-lo para nada.

    8. Marcelo

      | segunda-feira, 28 de junho de 2010 | 19:38

      Tenho 33 anos e espero que eu ainda possa ver essa evolução em nosso futebol, será muito melhor e trará sempre a certeza de que os que estão sendo premiados serão o merecedores de tal feito. É uma pena termos todo aparato técnologico para fazer o que é certo e não fazer uso…

    9. Tatiane Saldeira

      | segunda-feira, 28 de junho de 2010 | 19:39

      Nada mais correto afinal se eles são de tanta eficiente para estarem a dirigir jogos da copa do mundo, ele não necessitam de ajuda para tomarem decisoes concretas em relação a lances como estes.

    10. Danilo Fugihara

      | segunda-feira, 28 de junho de 2010 | 23:23

      O uso de câmeras impede a fabricação de resultados. A Inglaterra entrou como favorita nessa copa e a saída precosse dela nas oitavas vai dar muito dinheiro nas casas de apostas da Europa para quem apostou.

    11. Leduard

      | terça-feira, 29 de junho de 2010 | 14:59

      Esse “romantismo” que serve de pretexto para não se adotar a tecnologia auxiliando a arbitragem no futebol é a mais pura idiotice. Não posso acreditar que o futebol dependa disso para manter sua atração.

    12. Nelson

      | terça-feira, 29 de junho de 2010 | 15:55

      Até que ponto as partidas são realmente decididas dentro das quatro linhas?


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