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Adriano tem vaga no time de ‘operários’ de Dunga?

terça-feira, 9 de março de 2010 | 11:52

adriano-brasil-irlanda

O grupo montado pelo técnico Dunga para a Copa do Mundo da África do Sul tem alguns jogadores habilidosos e outros nem tanto; tem paulistas, mineiros e baianos; tem evangélicos e católicos; tem veteranos consagrados na Europa e novatos que ainda sonham em defender uma grande equipe. Pelo menos uma característica, porém, une a enorme maioria dos integrantes da atual seleção brasileira: o profissionalismo. Quase todos mantêm uma preparação física impecável. Dificilmente têm qualquer problema de relacionamento com os colegas. E muitas vezes tornam-se símbolos e líderes de seus clubes, mesmo dividindo espaço com superastros do futebol internacional. Não por coincidência, nomes como Elano, Gilberto Silva, Kaká, Maicon, Juan, Lúcio e Júlio César são considerados ícones da atual seleção.

Antes da Copa de 2006, Adriano foi apenas um dos jogadores que se apresentaram ao técnico Carlos Alberto Parreira fora de suas melhores condições. Com o peso bem acima do ideal e longe de sua melhor forma técnica, foi uma das muitas decepções do Brasil no Mundial da Alemanha. Teve quatro anos para recolocar a carreira nos eixos. Foi prestigiado por Dunga e ganhou numerosas chances na equipe. Ainda assim, agora repete a história de 2006. De acordo com a imprensa do Rio, está pesado, fora de forma e sem ritmo de jogo. E se envolveu em mais um rolo em sua atribulada vida particular. Por enquanto não há sinais de que Dunga pense em tirá-lo do grupo. Mas Adriano tem três meses para se cuidar melhor. Afinal, pouquíssimos jogadores têm a chance de disputar uma Copa com a camisa amarela. Fazer pouco caso dessa oportunidade de ouro e chegar ao Mundial sem estar na ponta dos cascos não é só um desperdício de seu próprio talento - é também um desrespeito à torcida.

Adriano deve ser convocado para a Copa do Mundo?

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Por Giancarlo Lepiani

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Três alertas e uma segurança na rodada europeia

segunda-feira, 8 de março de 2010 | 6:16

julio-baptista

- Em Roma, o substituto de Kaká, Julio Baptista, ficou frente a frente com o candidato de parte da torcida à sua vaga, Ronaldinho Gaúcho, no clássico entre Roma e Milan. Julio começou bem, mas depois caiu de produção, sumiu na partida e foi substituído no começo do segundo tempo. Ronaldinho manteve sua incômoda sina no Campeonato Italiano: brilha contra os times pequenos, se apaga e não decide nada contra os grandes. Resultado: 0 a 0 no placar e na procura brasileira por um nome convincente para ocupar o lugar de Kaká numa emergência (toc-toc-toc).

- Na Espanha, o próprio Kaká fez acender o sinal amarelo para Dunga. O Real sofreu para derrotar o Sevilla, de virada, com um gol no finzinho - e ele só saiu quando o camisa dez da seleção deixou o campo para a entrada de Raúl. Resumo: além de sofrer da dependência de Kaká, o Brasil acompanha com atenção uma fase pouco inspirada - e com problemas físicos - de seu grande astro. Diego, outro possível postulante à vaga, fez um golaço e ajudou a Juventus a vencer a Fiorentina. Seu nome, porém, é carta fora do baralho de Dunga - e não sem razão, pois ele teve chances de sobra para agarrar um lugar na seleção.

- Os três principais centroavantes do país não entraram em campo. Adriano, envolvido em mais um rolo no Rio de Janeiro, só foi notícia na Europa por causa da repercussão da briga que teve com a namorada numa favela carioca. Luís Fabiano e Pato, com problemas físicos, não defenderam as cores do Sevilla e do Milan, respectivamente. Quem seria o quarto nessa fila de possíveis matadores da seleção na África do Sul?

- Apesar da cautela com as três situações acima, o Brasil segue tendo uma grande convicção: vê em Lúcio, seu capitão, uma garantia de firmeza e eficiência. A Inter de Milão não saiu de um empate com o Genoa, em casa, mas o zagueirão foi um trator durante a partida toda. Lúcio é uma das poucas constantes numa seleção com muitos jogadores instáveis nesta temporada.

Por Giancarlo Lepiani

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Tecnologia na arbitragem é vetada de vez pela Fifa

sábado, 6 de março de 2010 | 16:12

Acabou a discussão em torno do uso da tecnologia para ajudar os árbitros de futebol. Pelo menos é o que diz a Fifa, segundo informa a Agência Estado:

A International Football Association Board (IFAB), responsável por fazer mudanças nas regras do futebol, vetou neste sábado a realização de experimentos tecnológicos que poderiam ajudar os árbitros em lances polêmicos durante as partidas.

A decisão de barrar os instrumentos tecnológicos foi tomada depois que especialistas fizeram apresentações com novas tecnologias para auxiliar os juízes através de imagens de vídeo. Essas alternativas já vinham sendo testadas em alguns jogos, principalmente nos casos em que havia dúvida sobre a entrada da bola no gol.

Contudo, a IFAB resolveu encerrar essas pesquisas, que previam o uso de “bolas inteligentes”, providas de microchips (sistema chamado de Cairos), e de potentes câmeras para registrar as jogadas (chamado de Olho de Águia), equivalente ao “Desafio” utilizado no tênis.

A entidade, porém, deixou em aberto a possibilidade de utilizar árbitros extras atrás de cada gol para, nos casos de dúvida, checar se a bola realmente entrou. Essa alternativa será debatida pela IFAB em uma reunião especial, que será realizada nos dias 17 e 18 de maio.

“A tecnologia não deverá entrar neste esporte. Devemos confiar e manter o futebol como um jogo em que prevalece o lado humano”, declarou o secretário-geral da Fifa, Jerome Valcke, após a reunião deste sábado. “Esta decisão não apenas congela a busca por instrumentos tecnológicos. Ela encerra essa pesquisa”.

Se depender da entidade máxima do futebol, casos espinhosos como o gol polêmico da Inglaterra na final da Copa de 1966, contra a Alemanha (veja no vídeo abaixo), continuarão acontecendo no futebol.

Outras possíveis decisões da International Board foram adiadas: a permissão ou não do uso da paradinha nas cobranças de pênaltis, por exemplo, só será decidida em maio. O uso de um quarto árbitro também é dúvida.

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O último e decisivo teste das seleções antes da Copa

quarta-feira, 3 de março de 2010 | 19:55

Astro do Chelsea, Drogba vê sua seleção perder para a Coreia do Sul (AP)

A menos de 100 dias da Copa na África do Sul, as principais seleções do mundo e futuros rivais do Brasil na primeira fase fizeram seus últimos testes em amistosos internacionais. Para Dunga, a quarta-feira de jogos pelo mundo fez com que experimentasse uma nova o função – de espião.

O capitão do tetra e seu auxiliar Jorginho aproveitaram o jogo contra a Irlanda para permanecer em Londres e assistir no Emirates Stadium a vitória da Coreia do Sul sobre a Costa do Marfim por 2 a 0 - esta última é o segundo adversário do Brasil na África do Sul.

Mesmo com a presença de sua maior estrela, Didier Drogba, do Chelsea (ING), a seleção africana confirmou que o time está em uma grande crise.  No sábado, o técnico bósnio Vahid Halilhodzic foi demitido e há especulações de que o holandês Guus Hiddink, ex-treinador de Drogba no Chelsea, assuma a equipe.

Alemanha 0 x 1 Argentina
Lionel Messi foi coadjuvante de uma partida de um único jogador - Angel Dí Maria, atacante do Benfica, de Portugal: deu o passe para o gol de Higuaín e foi o grande personagem da vitória argentina por 1 a 0 sobre a Alemanha, em Munique. Os alemães saíram de campo reclamando de um pênalti não marcado em Miroslav Klose.

Sergio Ramos e Villa, autores dos dois gols espanhois, comemoram com Davi Silva a vitória por 2 a 0 sobre a França, em amistoso realizado em Paris

França 0 x 2 Espanha
Sem duas de suas principais estrelas, a Espanha confirmou que está na lista das favoritas para conquistar o Mundial. Com Xavi e Fernando Torres no banco – machucados – a ‘Fúria’ derrotou com certa facilidade a seleção francesa por 2 a 0, em pleno Saint-Dennis, em Paris, palco da decisão da Copa de 1998 entre França e Brasil. David Silva e David Villa, ambos do Valencia, marcaram os gols.

Resultados – amistosos encerrados
Costa do Marfim 0 x 2 Coreia do Sul (em Londres)
Grécia 0 x 2 Senegal (em Pireu)
Eslováquia 0 x 1 Noruega (em Zilina)
Bósnia 2 x 1 Gana (em  Sarajevo)
Turquia 2 x 0 Honduras (em  Istambul)
Argélia 0 x 3 Sérvia (em  Argel)
África do Sul 1 x 1 Namíbia (em Durban)
Nigéria 5 x 2 Congo (em Lagos)
Suíça 1 x 3 Uruguai (em  St. Gall)
Áustria 2 x 1 Dinamarca (em  Viena)
Eslovênia 4 x 1 Qatar (em  Maribor)
Holanda 2 x 1 EUA (em  Amsterdã)
Itália 0 x 0 Camarões (em  Monte Carlo)
Alemanha 0 x 1 Argentina (em  Munique)
França 0 x 2 Espanha (em  Paris)
Inglaterra 3 x 1 Egito (em Londres)

Por Rafael Sbarai

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Brasil encerra ciclo pré-Copa com vitória protocolar

terça-feira, 2 de março de 2010 | 19:04

robinho

Em clima de “grupo fechado”, a seleção brasileira fez apenas o necessário para vencer seu último desafio antes da Copa do Mundo. Na mais nova “casa” do time de Dunga – o Emirates Stadium, na Inglaterra -, a equipe não teve dificuldades para derrotar a Irlanda por 2 a 0. Robinho - cuja passagem pelo inglês Manchester City despertou críticas e indiferença - foi o grande personagem do duelo, ao marcar um belo segundo gol - o primeiro foi anotado por Andrews, contra. O futebol pouco inspirado comprovou outra vez que “show” definitivamente é o que não deve se esperar do time na África do Sul.

O discurso de Dunga, reiterado quase à exaustão, leva a crer que o grupo já está mesmo fechado, e que os jogadores relacionados para a partida desta terça-feira formarão a base da equipe que enfrentará a Coreia do Norte, na estréia do Mundial, no dia 15 de junho. As exceções: o atacante Luis Fabiano, em lugar de Grafite, e o goleiro Victor, ao invés de Carlos Eduardo. Ronaldinho Gaúcho, cuja habilidade é pedida por parte da imprensa e dos torcedores, estaria fora.

O resultado encerra o ciclo pré-Copa do Brasil. Agora, o próximo compromisso é com uma lista: em maio, Dunga anuncia os selecionados para a Copa do Mundo. Até lá, o capitão do tetra terá de lidar com uma avalanche de sugestões – encabeçada, é claro, pelo nome de Gaúcho - para elencar os 23 nomes que vestirão a camisa verde-amarela.

Foto: Reuters

Por Rafael Sbarai

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Riquelme, a estrela que se apagou em Buenos Aires

segunda-feira, 1 de março de 2010 | 0:52

Riquelme contra o Estudiantes

É possível contar nos dedos de uma mão os craques - aqueles autênticos e incontestáveis, capazes de desequilibrar qualquer jogo - que não deverão aparecer nas convocações de suas seleções para a próxima Copa do Mundo. O Brasil tem sua dupla de Ronaldos, superastros aparentemente dispensáveis numa seleção que parece estar pronta para disputar a taça. A Itália tem Totti, também esquecido depois da reformulação a que foi submetida a atual seleção campeã do mundo. Por fim há Juan Román Riquelme, 31 anos, 54 jogos e dezoito gols pela Argentina. Ao contrário dos demais, ele está fazendo muita falta. Riquelme poderia ser a peça que falta para consertar a equipe do técnico Maradona, absolutamente perdida e ainda sem um maestro. Em junho, porém, o camisa dez permanecerá em Buenos Aires. Para decepção dos fãs do futebol clássico e bem jogado, Riquelme insiste em rejeitar a seleção - e, pior ainda, parece viver uma precoce decadência.

Temperamental e imprevisível como qualquer legítimo camisa dez surgido na Argentina, Riquelme já foi um dos jovens armadores apontados como candidatos a sucessor de Maradona. Campeão do Mundial Sub-20, cumpriu caminho idêntico ao de Diego - revelado pelo Argentinos Juniors, brilhou no Boca Juniors e foi transferido para o Barcelona. Também como Maradona, não emplacou na Catalunha e mudou para uma equipe de menor tradição. Se Diego fez sucesso no Napoli, Riquelme foi ídolo no Villareal, minúscula equipe espanhola que o craque carregou até uma inédita semifinal de Liga dos Campeões. Na América do Sul, foi o terror dos brasileiros: conquistou três Libertadores, superando os times do Palmeiras (em 2000 e 2001) e do Grêmio (em 2007). Na seleção, comandou a campanha competente dos argentinos na Copa-2006, e começou as Eliminatórias para 2010 em grande forma, marcando quatro gols em dois jogos e liderando um time promissor, com Leo Messi, Tevez e Aguero. Foi quando uma mal-explicada discordância com Maradona o levou a renunciar ao selecionado nacional.

Desde então, a Argentina de Maradona se perdeu - e Riquelme também. Enquanto a seleção sofre para se acertar, o jogador vai aos poucos perdendo seu brilho no Boca. Assediado pelo Corinthians no ano passado, Riquelme não quis mudar, e vem cumprindo campanhas apagadas. Na noite da última sexta-feira, o Blog da Copa acompanhou o desempenho do craque na partida entre Boca e Estudiantes de La Plata, na Bombonera. Assim como Ronaldo nos gramados brasileiros, Riquelme está nitidamente acima do nível dos outros atletas em atividade na Argentina hoje - a cada passe e a cada drible, exibe uma habilidade extraordinária e uma técnica refinada. No início da partida, quase fez um golaço de falta. Tirando as jogadas de bola parada, porém, ele pouco resolve - aparenta estar sem inspiração, desligado, desmotivado. Apesar da notável facilidade para executar até as jogadas mais complexas, prefere não arriscar. Parece entediado com o próprio talento.

Na quarta-feira, a Argentina enfrenta a Alemanha em seu último amistoso importante antes do Mundial da África do Sul. A armação da equipe deve ficar a cargo de Juán Sebastián Verón, veterano do Estudiantes, que é mais um segundo volante do que um verdadeiro “enganche”, como os argentinos chamam os homens responsáveis por ligar o meio ao ataque. E é justamente nessa função que a seleção está órfã. Diego Maradona pode escolher entre Messi, Tevez, Higuaín, Milito e Aguero no ataque, mas não encontra ninguém para alimentar essa artilharia. Riquelme estará em casa, descansando depois do jogo entre Boca e Vélez, na terça. Infelizmente, no entanto, pouca gente deverá se lembrar dele. No duelo de sexta, o Boca vencia por 1 a 0 (gol de outro veterano, Palermo, de pênalti) quando, numa distração de Riquelme, a equipe da casa perdeu a bola no ataque. Eram 46 minutos do segundo tempo. Num contra-ataque rápido, o Estudiantes empatou, mergulhando o Boca, na 12ª posição no campeonato, em uma crise. O blog perguntou aos jornalistas presentes à tribuna da Bombonera sobre Riquelme. Tão fanáticos pelo craque quanto os fiéis torcedores do Boca, estão decepcionados. “Lamento”, disse um deles. “Não dá mais. Está na hora de Román ir para o banco”.

Por Giancarlo Lepiani, de Buenos Aires

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Juan: ‘Preparo psicológico é superior ao de 2006′

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010 | 22:58

Juan na marcação de Malouda, nas quartas da Copa do Mundo de 2006, mna partida contra a França (Alexandre Battibugli)

O zagueiro Juan, 31 anos, foi revelado no Flamengo e em 2002 foi defender o Bayer Leverkusen da Alemanha, onde passou cinco temporadas, até ser contratado pela Roma. Foi chamado para a seleção brasileira pela primeira vem em 2001, mas só jogou a Copa de 2006, sendo elogiado na dupla formada com Lucio.

Teve momentos ruins, às voltas com contusões, mas agora diz que “isso é coisa do passado”. Apesar do pedido para uma conversa, só concordou em responder perguntas por e-mail.

Como foi sua adaptação na Alemanha na primeira temporada?

Foi fácil porque o Leverkusen era um time preparado e acostumado a trabalhar com brasileiros. França, Paulo Rink, Jorginho e Emerson já haviam jogado lá, além do Zé Roberto, Lúcio, Athirson e Roque Júnior. Adquiri muita experiência na Alemanha, o que serviu de base para que eu pudesse me acostumar rapidamente com o futebol italiano.

Por que escolheu a Alemanha?

Na verdade, o Leverkusen foi o único clube que apareceu com uma proposta concreta. Havia muita sondagem de equipes de outros países, mas nenhum concretizou o interesse. Eles me apresentaram uma ótima proposta de trabalho e mostraram a estrutura que iria ter. Resolvi aceitar.

Quais as principais diferenças entre o futebol alemão, italiano e brasileiro?

O futebol alemão é mais pegado e exige muito da parte física do jogador. Já o italiano é focado na parte tática, mais estudado. O brasileiro é o mais técnico de todos. Um jogador de habilidade consegue se destacar no Brasil sem problemas. Mas se você não souber aliar e adquirir novos conhecimentos quando sai do país, certamente encontrará problemas.

O que teve de mudar no seu estilo para se adaptar ao futebol alemão e depois italiano?

Não mudei nada. Procurei agregar as coisas que estava vivenciando e aprendendo. O mesmo aconteceu quando me transferi para a Roma. Fui procurando pegar o que eles tinham de forte, que faltava um pouco nas minhas características. Até hoje funciona dessa forma. Tem sempre algo para aprender.

Qual adversário da primeira fase da Copa você acha que é mais difícil para o Brasil? Por quê?

Sem fazer média, acho que todos os jogos serão difíceis. A partida contra a Coréia do Norte será uma estreia, que é sempre um jogo nervoso. Depois, enfrentaremos uma equipe africana, Costa do Marfim. Os africanos estarão em seu continente, estão acostumados com as condições climáticas. Já o terceiro jogo será uma partida entre duas grandes equipes do futebol mundial: Brasil e Portugal.

Quem pode ser surpresa na Copa 2010?
É normal termos algumas surpresas na Copa do Mundo. Dessa vez aposto que uma equipe africana irá se sobressair.

Qual o ponto forte da equipe brasileira?
A união dos jogadores e a crença no trabalho que está sendo realizado pelo Dunga. Todos estão focados em busca dos objetivos. Vejo um grupo pronto para o que irá encontrar. Acredito que esta seleção está mais preparada psicologicamente para enfrentar uma competição complicada como é a Copa do Mundo do que a de 2006, que pecou um pouco nesse aspecto.

Pretende voltar a jogar no Brasil?

Renovei contrato com a Roma até 2013 e estou feliz aqui. Se um dia voltar, darei preferência ao Flamengo.

Por que ficou fora da seleção de 2002?
Foi simplesmente uma escolha do treinador.  Nada além disso.

Na seleção de 2006, talvez a única coisa elogiada foi a dupla com o Lucio. Tem algum segredo a combinação com ele?
Realmente me entendo muito bem com o Lúcio, tanto dentro quanto fora de campo. Ele é inteligente, guerreiro e muito experiente. Jogamos juntos no Leverkusen e fomos construindo um bom entrosamento desde então. Talvez essa seja uma das coisas que nos faz ter um bom rendimento quando estamos juntos.

Você e Lúcio são sujeitos calmos, tranquilos, avessos a badalação. Isso interfere dentro da seleção?
De forma nenhuma. Num grupo de jogadores você conta com vários perfis diferentes. Isso é normal. A seleção tem um grupo muito bom, onde todos são unidos e se respeitam acima de tudo. Com as coisas dessa forma, não tem como dar problema.

Como é o trabalho com Dunga?
Ele não diferencia ninguém no grupo, dando a mesma importância ao atacante, que faz o gol, e aos zagueiros, que tentam evitá-los. O Dunga é uma pessoa bem tranquila, sempre disposta a ouvir e conversar com todos.

Como você tem enfrentado o problema de contusões?
Felizmente esse assunto já faz parte do passado para mim. Desde que voltei a jogar depois da minha última lesão no ano passado, não sofri mais nada. Tenho ido bem na Roma e vou me cuidar para que as coisas permaneçam dessa forma. Estávamos na 14ª posição na décima rodada. Retornei ao time na 11ª rodada e desde então não sofremos mais derrota, e encostamos na líder Inter de Milão.

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Luisão: ‘Hoje a torcida gosta de ver jogo da seleção’

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010 | 1:27

Luisão marca o português Cristiano Ronaldo

O zagueiro do Benfica Anderson Luís da Silva, o Luisão, 29 anos, paulista de Amparo, é o irmão mais velho de outros dois zagueiros: Alex Silva, 24 anos, que retornou ao São Paulo em janeiro, e Andrei Silva, 18 anos, junior do Benfica, com contrato recém-assinado por cinco anos. Luisão já frequenta a seleção desde 2000, quando foi chamado, aos 19 anos, para substituir Mauro Silva, machucado, para a Copa América.

Praticamente garantido no grupo que vai à África do Sul, Luisão está em Portugal desde 2003, tem contrato até 2011, mas não faz qualquer plano para deixar Lisboa. Já sonhou em ser capitão da seleção brasileira, mas sabe que é difícil. E como sonhar não tem custo, também já imaginou como seria jogar ao lado dos irmãos mais novos – esteve uma vez na mesma convocação com Alex.

Luisão sofreu muito quando chegou a Portugal, pensou em voltar, mas se sentiria derrotado e encarou a “missão”. Seu melhor momento na carreira foi a sequência de oito jogos na seleção - entrou como titular durante a Copa das Confederações em 2009 - e nas quatro últimas partidas das Eliminatórias. Agora é ter fé e esperar a convocação definitiva de Dunga.

Por que o início em Portugal foi difícil?

Nos primeiros meses, as críticas foram muito fortes. Eu me machucava muito e o treinador José Antonio Camacho pedia para eu jogar. Eu voltava sem estar em condições. O time perdia e a culpa era minha.

Você pensou em voltar ao Brasil?

Pensei. Não cheguei a falar com ninguém no clube, mas conversei com minha família. Eles me deram uma grande força e me desafiaram a superar as dificuldades. Eu não podia voltar com o sentimeneto de derrotado. Agora sim, depois de quase sete anos, estou feliz de ter ficado.

Portugal pode ser uma boa porta para o futebol europeu?

O campeonato é muito duro, difícil, é um tipo de futebol de muito contato. Isso já prepara você para enfrentar qualquer outro campeonato na Europa, seja na Espanha, França, ou Itália, por exemplo.

Em Portugal há visibilidade necessária para ser convocado?

Claro, sou convocado desde 2003 jogando no Benfica. O futebol aparece sim, como em qualquer outro país da Europa. Isso também nunca me preocupou, porque a seleção tem um trabalho sério para acompanhar os jogadores. O Dunga está atento, já foram convocados jogadores que estavam na Rússia, por exemplo. Eles acompanham de perto.

Há mudança de posição na seleção em relação à que você joga no Benfica?

Na seleção, ao lado do Lucio, jogo pelo lado esquerdo e no Benfica jogo no lado direito, mas isso não é problema, não faz muita diferença.

E jogar ao lado dele?

É fácil, nem precisa falar muito. Tanto ele como o Juan de parceiro é muito fácil. Basta ver o que eles jogaram em 2006.

Qual o ponto forte da seleção brasileira na sua visão?

Bem, a qualidade de futebol acho que é indiscutível. Agora, uma coisa que sempre foi cobrada é que os jogadores deveriam ter dedicação à seleção, se entregarem. Creio que esse grupo jamais deixou dúvida sobre isso. Todos estão determinados, e uma prova é que o torcedor hoje gosta de ver jogo da seleção, sabem que todos estão se empenhando ao máximo.

Qual foi seu melhor momento na carreira?

Foi a sequência de oito jogos com a seleção. Entrei na equipe infelizmente pela lesão do Juan, mas fiquei feliz em conseguir jogar na Copa das Confederações e nas Eliminatórias para me firmar.

Você já foi capitão da seleção…

Sim, durante um jogo inteiro, contra o Paraguai, na Copa América, acho que em 2004.

Ainda sonha em ser de novo?

Realmente seria sonho, porque na realidade está bem distante. Já pensei nisso, imaginei, mas tenho de conquistar outras coisas antes. Quero estar no grupo que vai à Copa, gostaria de jogar na África e finalmente ser campeão.

Você lembra de sua primeira convocação?

Foi na Copa América, na Colômbia, em que Mauro Silva não foi e o Felipão me convocou com 19 anos. Eu soube durante um treino no Cruzeiro e quando me avisaram minhas pernas tremeram. É uma emoção tremenda, só de fazer parte da seleção já vale o sacrifício de ser jogador. Afinal são apenas 22 no mundo que integram uma seleção. E mesmo agora que já fui convocado várias sempre rola uma expectativa na hora de saber quem o Dunga vai chamar, não dá para evitar.

Você já pensou em jogar mais à frente, mais para o meio campo?

Ah, não, não tenho a menor vontade.Quando eu era mais novo até arriscava a jogar algumas vezes como volante, mas tenho convicção de que sou um zagueiro e pronto, eu gosto de ficar ali, não vejo outra posição. Deu certo até agora, não há por que mudar.

O Brasil joga contra Portugal na primeira fase. Como está a seleção portuguesa?

Individualmente os jogadores são de muita qualidade, mas acho que falta um pouco de entrosamento, conjunto. Além do Cristiano Ronaldo há jogadores muito perigosos, como o Nani e o Liedson, os quais nunca se pode dar chance de armar jogadas.


Por Silvio Nascimento

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A ‘amarelinha’ que vestirá a seleção na África do Sul

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010 | 16:08

Camisa nova da seleção (AFP)Os torcedores brasileiros conheceram nesta quinta-feira a camisa que a seleção vestirá na África do Sul. Depois de algum suspense e do vazamento das fotos - sites asiáticos já exibiam o modelo há mais de uma semana -, a Nike, fornecedora de material esportivo da CBF desde meados dos anos 90, mostrou o desenho da camisa em Londres: simples, clássico, com uma faixa verde sobre os ombros e pequenos pontos verdes nos lados, sob as mangas. Em tempos de preocupação ambiental, até a camisa da seleção brasileira de futebol, símbolo máximo da modalidade esportiva mais popular do planeta, ganhou um tom mais “verde” - não na cor, mas sim no material. A peça é fabricada com material reciclado - garrafas de plástico deram origem à trama - e pesa 15% menos que o modelo que não deu sorte na Copa da Alemanha, em 2006. Curiosamente, o jogador escolhido para mostrar a camisa não deverá estar na África - o atacante Alexandre Pato foi o escolhido, depois que outros craques patrocinados pela empresa americana, como Luís Fabiano, Daniel Alves, Robinho e Adriano não puderam comparecer. A camisa começa a ser vendida nos próximos dias e será usada pela seleção pela primeira vez no amistoso da próxima terça, contra a Irlanda, também em Londres. O modelo reserva, azul, foi lançado no Carnaval e já é encontrado nas lojas do país. Que ambos fiquem guardados na memória como os trajes que vestiram os hexacampeões mundiais na África do Sul.

Por Giancarlo Lepiani

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Maicon: Caímos no grupo da morte, mas isso é bom

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010 | 9:06

Maicon comemora um de seus gols pela seleção
Aos 28 anos, o lateral-direito Maicon faz parte da defesa da seleção brasileira que atua na Internazionale de Milão, ao lado do zagueiro-capitão Lucio e do goleiro Julio Cesar. Maicon começou a jogar nas categorias de base do Criciúma, originalmente na posição de meia-direita. O pai se tornou seu treinador no clube e decidiu testar Maicon na posição que ele, pai, havia ocupado na equipe do Novo Hamburgo, quando era jovem. Deu certo.

Em 2001, transferiu-se para o Cruzeiro e em 2004 assinou contrato com o Monaco, da França. Dois anos depois, foi para a Inter. Com 70 convocações, sonha em ser campeão mundial e em jogar futebol por muitos anos ainda. “Quero prolongar ao máximo a minha vida dentro do esporte, quero jogar até onde conseguir”, conta o gaúcho de Novo Hamburgo.

Seu pai foi sua maior influência no futebol…

Sim, foi. Ele jogou no Novo Hamburgo e em vários times do interior gaúcho e a família sempre acompanhava os jogos. E foi ele quem decidiu que eu jogaria como lateral-direito. Ele estava certo, pois foi nessa posição que cheguei ao Cruzeiro, à Europa e à seleção.

Você teve muitos problemas de adaptação na França?

Os primeiros seis meses foram difíceis, não sabia nada de francês. Minha salvação foi o treinador, Didier Deschamps, que levantou a taça na Copa da França em 1998: ele fala espanhol e aí eu consegui me virar, apesar de não falar espanhol também (risos)… mas ele teve paciência e me ajudou muito. Depois de uns seis meses já conseguia me comunicar bem.

E dentro de campo, foi difícil o início na Europa?

Não foi fácil. No Brasil, lateral-direito ataca mais, quase nunca tem função apenas de marcar. Na Europa é o contrário. Um treinador que tive, Francesco Guidolin, hoje no Palermo da Itália, me disse que na minha posição o jogador tem de defender 90% do tempo e atacar somente em 10%. Eu não tinha muita noção defensiva e tive de me adaptar.

O futebol francês é muito diferente do italiano?

Na França a bola não para, é uma correria danada, exige muito mais preparação física. O futebol italiano é mais tático e de mais força, é mais tranquilo de jogar.

A torcida na Itália assedia muito?

Mais que no Brasil, onde eu não era tão conhecido. Aqui na Itália é impressionante, não da para ir ao restaurante, não dá para andar no centro. Mas é legal, é o reconhecimento do trabalho, é o lado bom. Na França, havia 4.000, 5.000 pessoas nos estádios. Aqui sempre tem mais de 30.000. Os italianos são muito mais fanáticos.

E a imprensa italiana?

Eu me dou bem com toda a imprensa porque falo direto com os jornalistas, não tenho intermediários. Assim evito mal-entendidos.

Como é jogar com o Lucio e Julio César?

Cada dia treinamos mais e mais. Assim facilita muito quando estamos junto com a seleção. Já sabemos o que um ou outro faz, fica bem mais fácil.

O Lucio parece ser muito competitivo, às vezes até bravo…

Que nada, ele é tranquilo. Na hora do jogo ficamos nervosos e mudamos a fisionomia, fazemos caretas… Mas é só isso, apenas reações normais dentro da partida.

Qual seleção européia pode surpreender?

Eu acho que uma grande favorita é a Inglaterra. Pela idade e experiência de jogadores, é a seleção a ser batida.

E o grupo do Brasil na Copa?

Estamos no grupo da morte, não tenho dúvida. Se passarmos por este grupo, temos grande chance de chegar longe. Não temos adversário fácil. Dizem que a Coreia do Norte não é boa, mas acho um bom time. Portugal e Costa do Marfim também são fortes. Mas acho melhor cair logo de vez num grupo assim na primeira fase, porque já temos de começar forte, a 100%, já na primeira partida.

Você pensa em voltar a jogar no Brasil?

Hoje não há a mínima chance, tenho contrato até 2014, mas não sei do futuro… Vou pensar nisso mais para a frente.

Já passou pela cabeça ser treinador?

Não, sem chance. Depois que parar de jogar não quero mexer com futebol. Quero seguir o máximo de tempo que puder jogando, é o que gosto de fazer. Cada treinamento é uma diversão, a convivência é ótima, ganhamos cultura, afinal há jogadores de vários lugares do planeta. Espero que isso demore para acabar.

Por Silvio Nascimento

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Lucio, o capitão: ‘Sem sacrifício não há benefício’

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010 | 16:32

O capitão da seleção brasileira, Lucio (Foto AFP)
“Se você não tem dor, é porque alguma coisa está errada”, diz o zagueiro Lucio, titular da seleção de Dunga e da Inter de Milão. Em entrevista a VEJA.com, na véspera da primeira partida das oitavas-de-final contra o Chelsea, no estádio de San Siro, o brasiliense de Planaltina revelou, pela primeira vez, ter disputado a Copa do Mundo de 2002, a do penta, machucado, à base de antiinflamatórios.

Lucio tinha torcido o tornozelo do pé esquerdo na primeira partida do Brasil na Copa das Confederações de 2001, em junho, contra Camarões. Aguentou seis meses o incômodo, uma pequena fratura, até que, em janeiro de 2002, foi aos Estados Unidos e ouviu o veredicto: operação e no mínimo quatro meses de gesso, o que o tiraria do Mundial da Coreia-Japão.

“Tem outro jeito”?, perguntou Lucio ao ortopedista americano.

“Sim, antiinflamatório e aguentar as dores”.

E assim foi, no sacrifício. Somente depois da Copa ele parou para o tratamento correto. Lucio ri, timidamente, ao seu feitio. Baixa os olhos e solta uma frase que ajuda a defini-lo: “Sem sacrifício não há benefício.”

Fábio Altman, de Milão

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O giro dos sul-africanos pelo Brasil e um jogo em SP

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010 | 15:10

Parreira, técnico da África do Sul

Dentro de pouco mais de um mês, a seleção anfitriã da Copa do Mundo deste ano virá se apresentar no Brasil. De acordo com o técnico Carlos Alberto Parreira, da África do Sul, os “Bafana Bafana” deverão disputar um amistoso contra o São Paulo, no estádio do Morumbi, no dia 3 de abril. O convite partiu do clube paulista, em plena campanha para emplacar seu estádio como uma das principais sedes do Mundial de 2014. A renda será doada às vítimas do terremoto no Haiti.

Conforme anunciou Parreira nesta terça-feira, a partida está confirmada - apesar de o São Paulo ter um jogo do Campeonato Paulista marcado para o mesmo dia, também no Morumbi. A preparação dos sul-africanos no Brasil ocorrerá entre março e abril. Além da partida contra o São Paulo, os donos da casa no Mundial deverão enfrentar equipes cariocas e times reservas de Corinthians e Palmeiras. Por fim, os “Bafana Bafana” deverão enfrentar alguma seleção sul-americana.

A declaração de Parreira sobre a temporada de preparação no Brasil foi dada durante o encontro de técnicos das seleções participantes da Copa, nesta terça, em Sun City, resort mais famoso e luxuoso da África do Sul. Dunga foi um dos 18 treinadores que compareceram à reunião. Mais uma vez, o técnico se irritou com as perguntas dos jornalistas sobre a chance de convocação de Ronaldinho Gaúcho, do Milan. “As perguntas e as respostas continuam as mesmas”, resmungou.

Dunga em Sun City

Por Giancarlo Lepiani

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A seleção de excluídos: monte seu Brasil alternativo

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010 | 20:32

Costuma-se dizer que o Brasil tem tantos bons jogadores que seria possível formar várias seleções diferentes sem repetir nenhum atleta. O técnico Dunga só poderá levar 23 para o Mundial da África do Sul, em junho. Mas e os craques que vão assistir à Copa pela televisão? Na enquete abaixo, você pode montar a sua seleção apenas com os “esquecidos” pelo treinador da seleção brasileira (considerando que o grupo que vai para a Copa é o que foi convocado para o último amistoso antes da viagem à África, acrescido do goleiro Victor, do Grêmio, que vem sendo a escolha mais frequente de Dunga depois de Júlio César e Doni). Em cada posição você tem cinco opções diferentes - escolhidas com base no histórico na seleção, sucesso nos clubes, potencial para disputar uma boa Copa e, claro, os comentários e “cornetadas” deixados neste blog. Se você prefere alguma outra escolha, deixe uma mensagem. Com sua participação, elegeremos o time dos melhores craques excluídos da seleção no Mundial.

Atacante

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Meio-campista

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Centroavante

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Meio-campista

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Volante

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Volante

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Lateral-esquerdo

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Zagueiro

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Zagueiro

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Lateral-direito

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Goleiro

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A árdua tarefa de comandar uma seleção na Copa

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010 | 18:00

maradona-argentina

A menos de quatro meses da disputa da Copa, a pressão imediata por bons resultados em uma das competições esportivas mais disputadas do ano já ameaça comandantes de tradicionais seleções. Três campeãs do Mundo chegam à África do Sul com um histórico de favoritas, mas a sombra de um fracasso fica cada vez mais evidente.

A Argentina encabeça a lista de equipes vulneráveis. O ex-craque Maradona, que parece não ter a menor vocação para ser técnico, dirige uma seleção talentosa, porém instável. Confuso e apaixonado por seu país, é um dos comandantes que mais tem seu cargo ameaçado.

Raymond Domenech é o técnico que vive a situação mais delicada. Há seis anos no comando da seleção francesa, o atual vice-campeão do Mundo está com a popularidade em baixa depois de sofrer para levar seu país à Copa do Mundo. E é importante lembrar: só conseguiu o feito na repescagem das Eliminatórias Europeias graças a um gol ilegal no confronto com a Irlanda. O ex-zagueiro Laurent Blanc é o nome mais cotado para substituí-lo até antes do início da competição na África.

O treinador da seleção alemã, Joachim Löw, vive uma situação diferente. Desde o fim de 2009, pôs em dúvida sua permanência no cargo. O motivo é único: divergências com a Federação Alemã de Futebol. No caso, os resultados pouco importam. Löw quer mesmo seu contrato prorrogado, situação que a entidade máxima do futebol do seu país não aceita.

Foto: Reuters

Por Rafael Sbarai

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Rooney: o ‘azarão’ na briga para ser craque da Copa

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010 | 11:55

Gol de Rooney contra o Milan (AFP)

Na rodada de terça-feira da Liga dos Campeões, duas partidas reuniram uma constelação de craques da Europa. Em Milão, Milan x Manchester United apresentou Beckham, Ronaldinho, Pato, Pirlo e Ferdinand; em Lyon, o duelo entre o time da casa e o Real Madrid exibiu Kaká, Cristiano Ronaldo e Casillas. Nenhum deles, porém, conseguiu roubar a cena do grande craque da rodada - e, já é possível dizer, do maior jogador da temporada até agora. O atacante inglês Wayne Rooney, de 24 anos, fez dois gols na virada do Manchester sobre o Milan e confirmou o status de principal destaque do futebol europeu a apenas quatro meses da Copa do Mundo da África do Sul. Olho nele: Rooney promete brigar pelo título de craque do Mundial. Em sua primeira Copa, em 2006, Rooney estava machucado e pouco jogou - e acabou sendo expulso na partida em que a Inglaterra foi eliminada. Desta vez, a expectativa é outra.

Combativo, oportuinista e forte como um touro (no começo da carreira, dividia seu tempo entre o gramado e o ringue de boxe), Rooney não é tão badalado quanto Kaká, Messi e Cristiano Ronaldo, favoritos disparados na corrida para ser o astro da Copa de 2010. É inegável, porém, que o goleador inglês está jogando muito mais que seus rivais na presente temporada. Com a saída do português Ronaldo do Manchester, no ano passado, Rooney assumiu o posto de protagonista central de sua equipe no campeonato inglês. Resultado: é o artilheiro isolado do torneio e já soma 25 gols na temporada (contando com os dois anotados na terça, na liga). O atacante amadureceu, melhorou ainda mais sua técnica e não deixou de lado sua impressionante disposição. Além de marcar gols, dá carrinhos no meio, faz a cobertura nas laterais e ajuda a desarmar na intermediária.

No caso do Mundial da África, a situação do atacante inglês é ainda mais promissora. É comum ver um jogador que se destaca em seu clube mostrar um futebol mais apagado na seleção. Para Rooney, porém, essa sina não se aplica. É sem dúvida o grande nome de uma seleção inglesa que tem tudo para disputar a taça na Copa. Além de marcar gols sem parar quando veste a camisa do English Team, Rooney é beneficiado por um esquema ainda mais favorável ao seu futebol. Como a seleção treinada pelo italiano Fabio Capello não tem um grande centroavante - os medianos Heskey e Crouch disputam a posição -, a função do comandante de ataque passa a ser secundária: sua missão acaba sendo ajudar Rooney e deixá-lo brilhar. E se depender do que estão mostrando os grandes candidatos a craque da Copa neste começo de ano, ninguém vai brilhar mais do que Rooney nos gramados sul-africanos.

Por Giancarlo Lepiani

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