03/02/2011
às 15:26 \ RelacionamentosEntre a cruz e caldeirinha
Namoro há cinco anos um homem divorciado que tem uma filha de 6 anos. O relacionamento dele com a ex não é bom. Ela só o deixa ver a filha quando quer, e ele aceita isso com uma incrível passividade. Já tínhamos quase dois anos de namoro quando a ex deixou que eu conhecesse a criança, porém com a condição de que eu não me aproximasse dela (a ex). Ou seja, eu não poderia frequentar os lugares em que a ex estivesse.
Os namorados da mãe não impõem nada, e eu não posso reclamar porque aceitei a situação. O problema é que estou grávida e não sei como lidar com isso quando a criança nascer. Sempre que a filha do meu namorado está com a mãe, ela ignora toda e qualquer pessoa da família do pai. Nos encontros furtivos (shopping, rua etc.), finge que não me conhece. Tenho medo de que proceda assim com o irmão que vai nascer. A menina já fez várias viagens conosco e teve um comportamento normal, de respeito e carinho. Nós adultos entendemos, mas como preparar a criança que vai nascer para isso?
Quem dá as regras do jogo é a ex. Quem manda é ela, e é com ela que você terá de falar. Você ou seu marido. A menina só faz obedecer ao desejo da mãe, e esta precisa entender que a atual conduta é prejudicial à filha, que vai ficar entre a cruz e a caldeirinha quando o irmão nascer. Vai ter uma relação complicada com o irmão porque o amor foi desautorizado.
Você aceitou a condição de não aproximação que a ex impôs, mas a vida mudou, e isso não é mais aceitável porque pode prejudicar duas crianças. Você e seu marido têm de fazer o possível para mudar as regras do jogo.
Por que você não tenta a via da correspondência? A carta talvez seja um bom recurso, desde que você tenha as palavras certas. Se for preciso, procure ajuda para encontrá-las. Agora, antes mesmo de falar com a ex, você deve conversar com a menina sobre o irmão que vai nascer, dizendo que podem ser amigos, fazendo-a esperar o nascimento dele. A criança que você tem no ventre pode inspirá-la.
Seu futuro depende muito da recusa a uma condição que hoje se tornou aberrante. Você deve ao menos deixar claro que é contrária a ela. Nem tudo a gente pode realizar na prática, porém a expressão do desejo já é meio caminho andado. Sobretudo se as palavras forem escritas.



















