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03/02/2012

às 21:57 \ Relacionamentos

Inconsolável

(Imagem: Getty Image)

Fui casada durante vinte anos, mas meu marido recebeu o diagnóstico de bipolar e decidiu sair de casa. Julgava que meu casamento e meu marido eram perfeitos, mas, com a separação, tudo mudou. Ele se afastou das filhas, complicou nossa vida financeira e, agora, está com uma namorada.

 Há três anos que estou separada, porém não consigo me interessar por ninguém. O que aconteceu me incomoda muito! Apesar do sofrimento dos últimos anos de casada, lembro mais das coisas boas, do marido e do pai presente.

Queria não me importar com o fato de ele estar namorando. Preferia me dizer que ele está doente. Sinto, no entanto, que está feliz e faz a companheira feliz, como um dia me fez.

Como podia você julgar que seu casamento era perfeito quando o diagnóstico de bipolaridade levou seu marido a sair de casa? Ele devia estar muito mal no casamento e você é que não percebia o mal-estar dele, embora se refira ao “sofrimento dos últimos anos”. Seu marido inclusive pode ter se afastado por você ser insensível a ele.

Enquanto você idealizar o passado e negar a realidade, não vai conseguir se separar do ex nem se ligar a outro. Isso, evidentemente, nem é bom para você nem é bom para ele, que parece ter encontrado um equilíbrio e estar feliz.

Quando a separação acontece, é preciso aceitá-la e se perguntar por que aconteceu. Nunca é por acaso. E a vida muda continuamente. O ensinamento básico do budismo é a impermanência. Segundo os budistas, para cada existência, a verdade básica é que tudo muda. Deixamos de sofrer e alcançamos o nirvana quando aceitamos isso. Quem aceita a verdade da impermanência tem prazer inclusive no sofrimento, é capaz de encontrar uma existência perfeita através de sua existência imperfeita.

Por Betty Milan

06/01/2012

às 15:57 \ Relacionamentos

Descompasso

Tenho 40 anos e, há um ano, conheci um rapaz 28 anos mais jovem que eu. Acabei me apaixonando por ele, mas tentava não deixar isso muito visível. Ele me ligava quase todos os dias e nós nos encontrávamos sempre que possível. Ele me fascina pela inteligência. Resumindo a história, sempre nos demos muito bem, e ele me dizia que nunca tinha vivido isso com sua ex-mulher. Um dia, no entanto, ele me saiu com: “Gosto de você, mas não com a sua intensidade”. Desmoronei…. Chorei muito, e ele ficou transtornado. Nos separamos durante quatro meses.

 Em fevereiro deste ano, fiz uma cirurgia e ele foi me visitar. Acabamos ficando juntos novamente até julho. No último encontro, ele percebeu que eu estava triste, por ele ficar pouco comigo. Me disse que não podia me dar o que desejo e, da parte dele, é só amizade. Não acredito que seja e não sei o que fazer, pois gosto muito dele. Espero ou não ele me procurar novamente?

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Por Betty Milan

29/12/2011

às 19:27 \ Casamento, Relacionamentos

Um filho inesperado

Sou bancário, tenho 27 anos. Vivo, em união estável, com uma pessoa há quase quatro anos. Agora, minha esposa está esperando nosso primeiro filho, mas não consigo aceitar esse fato com naturalidade. Ser pai não estava nos meus planos, e nós ainda tínhamos muitos sonhos para realizar juntos antes de ter filhos. Quando vejo outros homens felizes por estarem esperando um primeiro filho, eu me sinto um verdadeiro ET. Não digo aos amigos que vou ser pai. Vou arcar com as responsabilidades materiais, mas ainda não consegui amar essa criança. Será que sou normal? Preciso entender o que se passa comigo. Por favor, responda.

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Por Betty Milan

16/12/2011

às 13:49 \ Relacionamentos

Na curva dos 50

Tenho 49 anos. Sou casada há trinta, com dois filhos adolescentes. Perdi minha mãe aos 7 anos, e meu pai me presenteou com várias madrastas. Sempre fui assediada sexualmente. Inclusive por ele. Aos 18 anos, conheci meu marido e, aos 19, já estava casada. Nunca o amei com paixão, mas com ternura. Grata talvez pelo amor dele e pelo porto seguro. Nunca tive desejo sexual por ele, que me trata como uma filha e faz todas as minhas vontades. Já o traí uma vez e pedi a separação. Ele não aceita se separar e eu sigo arrastando. Na verdade, por amá-lo também.

Só que, agora, o pior aconteceu. Estou apaixonada por um rapaz de 20 anos. Transamos uma só vez, porém nos falamos todos os dias. Está sendo maravilhoso gostar do beijo novamente. O que eu faço? Paro com isso? Sei que não temos futuro.

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Por Betty Milan

02/12/2011

às 16:25 \ Relacionamentos

Abandonado e humilhado

Acompanho a sua coluna, pois sempre vejo uma luz no fim do túnel, uma palavra amiga, quando tudo parece perdido. Sou um jovem senhor de 42 anos, casado e com um único filho. Apesar de a vida de casado ser boa, no ano passado eu me envolvi pela internet com uma mulher americana, bonita e cativante. Ela veio ao Brasil a negócios. De um almoço, nasceu um beijo. Do beijo, uma transa. Da transa, um amor arrebatador, que nos levou a loucuras. Ela veio várias vezes para cá, e, sempre que nos encontrávamos, vivíamos um conto de fadas. Mas ela resistia à ideia de se separar do marido. Por estar apaixonado, resolvi acabar com o meu casamento, acreditando que ela faria o mesmo. Ledo engano, ela não só não largou o marido como arrumou outro cara nos EUA, um vizinho. Estou arrasado: ela não me quer como parceiro, embora o marido tenha pedido a separação. Não sei o que fazer. Sinto que sou um otário, abandonado e humilhado.

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Por Betty Milan

04/11/2011

às 19:32 \ Relacionamentos

Identidade secreta

Tenho 31 anos e sou casada há sete. Comecei a namorar com meu marido aos 16. Ele tinha 21. Somos servidores públicos, construímos tudo juntos e hoje temos uma vida confortável. Sempre declaramos nosso amor e temos um relacionamento sexual bom. Mas ele me trai. A última vez que isso aconteceu foi há um mês. Viajei para a casa dos meus pais. Quando voltei, descobri a traição escarafunchando as coisas dele. Conversávamos todo dia no MSN, e ele me dizia que estava com saudade. Pedia para eu voltar logo etc. Jura que só saiu com a menina para jantar e falou de mim a noite toda. Também saiu com outra menina para almoçar. Diz que não ficou com ela, porém eu acredito que tinha intenções de ficar. Há um tempo ele criou um MSM para manter relacionamentos secretos.

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Por Betty Milan

17/10/2011

às 11:11 \ Relacionamentos

Falso libertino

Tenho 38 anos e creio me enquadrar no que você classifica de libertino. Meus relacionamentos duram cerca de um ano e, depois, começam a minguar, porque o desejo se esvai com o tempo e com a convivência. Passo a desejar outras mulheres. Quaisquer outras, na verdade. Menos a minha. Poderia viver pulando de galho em galho, só que é uma vida vazia e cansativa. Gosto do conforto e da estabilidade que os relacionamentos proporcionam, mas isso acaba com meu desejo sexual. Existe uma saída?

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Por Betty Milan

07/10/2011

às 14:29 \ Relacionamentos

Farsa

Tenho 27 anos e namoro um rapaz de 30, há seis anos. Nossos primeiros anos de namoro foram maravilhosos, ele é muito atencioso. Foi bem paciente comigo, pois eu era virgem e sempre tive medo e vergonha de tudo. Em compensação, ajudei no que pude: computador, estudos etc. Porém, nós temos religiões diferentes: ele é evangélico e eu espírita. Já nos separamos por causa disso. Depois, reatamos com a condição de que eu parasse de frequentar o centro espírita. Alguém tem de ceder, e eu aceitei a condição, embora minhas convicções não tenham mudado.

Passado um tempo, começamos a brigar. Ele disse que não se satisfazia comigo na cama. Nossa intimidade ocorria num quarto, com outras pessoas na casa, e eu nunca me senti à vontade. Apesar de irmos, às vezes, ao motel, isso também não era bom para mim, pois ele queria fazer tudo o que não havia feito durante o mês. Agora, todos os amigos estão casando e tendo filhos. Falei disso com ele, que não quer se casar. Disse que não consegue mais me falar ‘eu te amo’, sente algo muito especial, mas não sabe se é amor. Me pediu para ajudá-lo a dizer ‘eu te amo’ novamente, pois não quer me perder… O que posso fazer?

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Por Betty Milan

 

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