17/02/2012
às 14:39 \ RelacionamentosUm sonho
Sempre tive o sonho de ser mãe e realizei esse sonho há um ano. Quando estava grávida, minha cunhada, que já tinha dois filhos, engravidou de novo, apesar de ter problemas de saúde. Não se dedicou ao primeiro filho nem ao segundo. Acho que engravidou uma terceira vez para impedir que minha filha ficasse no centro das atenções. Conseguiu, pois, quando a menina nasceu, ninguém ia me visitar, estavam todos preparando o quarto do futuro bebê dela. Minha sogra, que é muito amável, dizia-se preocupada com a saúde da cunhada e eu sentia que era uma forma de me rejeitar.
Não tive um bom relacionamento com minha mãe e com minha irmã. Minha psicóloga diz que estou disputando a atenção da minha sogra como disputava a da minha mãe. Concordo. Mas por que será que eu caí nessa armadilha?
Sempre quis me dar bem com a cunhada e a irmã. Sempre fiz tudo para sermos amigas e elas não quiseram.
Antes de mais nada, observo que você usou sete vezes a palavra minha: minha cunhada, minha filha, minha sogra, minha mãe, minha irmã e minha mãe de novo. A que se deve esse uso repetido de um pronome que designa o pertencimento? Ninguém pertence a ninguém. A cunhada obviamente não; a filha, por incrível que pareça, também não, e, assim que ela chegar à adolescência, você descobrirá isso; a sogra é sobretudo a mãe da cunhada, a quem ela não pertence; a mãe talvez seja mais sua do que as outras todas, pois, como se diz, mãe é mãe, o destino dela está ligado ao do filho; quanto à irmã, ela lhe escapa pois tem um desejo próprio e este não coincide necessariamente com o seu.
Você está numa posição impossível, a de quem quer a posse do outro.
Enquanto não sair dessa posição, vai bater em ponta de faca e ficar infeliz. Precisa descobrir por que o amor para você está associado à posse.
Só assim você se salva. Examine com a terapeuta a relação que você tinha, na infância, com sua mãe e seu pai. O recurso à palavra é eficaz.
Tags: maternidade












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10 Comentários
Renata
-13/03/2012 às 6:32
Também uso ‘MINHA’ apenas pra dizer que aquelas pessoas me são queridas e não minhas como um objeto pessoal. Não cabe “a cunhada de minha pessoa” na frase, e sim, naturalmente, minha cunhada, minha mãe, etc.
Entendo o que ela passou com a cunhada. Sofri com isso também com uma pessoa que me vampirizava (sugava minhas energias) e me copiava em tudo. Isso mina a energia da gente. A inveja e competição têm esse poder e os outros à volta raramente percebem.
Egregora
-09/03/2012 às 0:23
Nossa!! Ficar preocupada porque não recebeu a atenção que desejava é realmente um grande problema? E o seu marido, lhe deu a atenção durante a gravidez? Se deu, isso já não basta?
Leonora
-05/03/2012 às 23:41
Tambem passei por coisa parecida, onde minha cunhada, esposa de meu irmao, engravidou dois meses depois que anunciei minha gravidez. Posso imaginar que a pessoa ficou irritada, infelizmente parece comum isso entre a maioria das mulheres. O seriado FRIENDS retratou em um episodio que Monica diz a Rachel que ela “roubou seu momento” é bem assim que me senti na ocasiao, queria poder viver aquele meu momento sem ninguem para dividir, é uma coisa que passa, com o amadurecimento. Mas no afã da juventude, como creio ter a idade da pessoa que escreveu, esses sentimentos aparecem.
Marfis
-05/03/2012 às 23:36
Quanto a postagem de MAIOR a Betty Milan por diversas vezes ja disse que há uma edição no email dos consulentes. Já vi diversas entrevistas em que ela expõe que em geral os emails são grandes, e ela faz um recorte com pontos principais que foram escutados por ela. Nao me parece mesmo que os consulentes seja pessoas infantis e vagas, me parecem pessoas que em sofrimento esperam ser escutadas.
Ana
-02/03/2012 às 15:42
Desculpe me mas vc esta com baixa auto estima, nao ha relaçao entre vc e sua cunhada q demonstre rejeiçao e/ou preferencia por uma ou outra.
Por que espera atençao e aprovaçao de outras pessoas qdo isso tem q vir de vc mesma ? Se vc estiver bem consigo mesma nada mais importa, nao se sentira mais preterida.
Jung
-23/02/2012 às 1:36
muito interessante a postagem. Mas fica uma curiosidade: todo o mundo diz minha irmã, minha mãe, minha sogra, meu pai etc. A minha dúvida: qual a técnica para substituir o pronome possessivo por outra palavra e não tornar a postagem inintelígivel?
Obrigado.
Ethel Leal Fisher
-22/02/2012 às 21:30
Usar o pronome possessivo deste jeito nao denota nada, Betti. No Rio de Janeiro eh assim que o grosso do povo se expressa.
MAIOR
-21/02/2012 às 18:34
SEMPRE QUE POSSIVÉL FAÇO COMENTARIOS SOBRE OS POSTS…
MAS ULTIMAMENTE ME PARECE QUE SUA COLUNA SAIU DO LUGAR COMUM E SE TORNOU APENAS UM BLOG DE PESSOAS VAZIAS E COMPLEXIDADE DUVIDÀVEL…
OS ULTIMOS POSTS SÃO VAGOS, INFANTIS E AS PESSOAS QUE TE ESCREVEM COMENTAM O BÁSICO E NÃO PARECEM ESTAR MUITO ENTERESSADO EM SUA OPNIÃO, TANTO QUE ESCREVEM POUCAS LINHAS E SEM MUITA INFORMAÇÃO… REVEJA SEUS CONCEITOS E TENTE COLOCAR AQUI APENAS PERGUNTAS E CASOS DE RELEVÂNCIA…
Julia
-18/02/2012 às 0:24
Só de curiosidade: como a Beth Milan se refere aos seus parentes??? Não chama a sogra de “minha sogra”??? Não chama a cunhada de “minha cunhada”??? Não chama a filha de “minha filha”??? Como a consulente deveria chamar designar SEUS próprios parentes???
adriana
-17/02/2012 às 21:02
Betty,comigo aconteceu a mesma coisa…qdo fiquei grávida do meu primeiro filho,minha cunhada que é ciumenta,tb ficou grávida da minha sobrinha.Era sua segunda gestação.Foi dificil pra mim tb,pq as atenções foram todas à ela.Fiquei com muita raiva na época,mas hj não ficaria.Acho que estou mais madura e amo demais minha sobrinha.Amo demais o irmão dela,e minha cunhada de tão ciumenta não deixava eu nem segurar o bebê.Mas essas diferenças com o tempo e o amadurecimento de ambas vão embora.
Bj grande.