13/07/2010
às 18:56 \ RelacionamentosTer ou não ter?
Tenho 37 anos e sou casada há cinco com um homem maravilhoso, seis anos mais jovem, porém super-responsável, carinhoso e inteligente. Também sou realizada profissionalmente. Minha vida vai muito bem, obrigada, em todos os sentidos. Não sinto a menor vontade de ter filhos; pelo contrário, só vejo motivos para não ter. Sempre me digo que não se deve mexer em time que está ganhando. Por outro lado, os bebês e as crianças não me inspiram grande carinho.
Isso posto, minhas amigas todas estão tendo filhos. Minha sogra e meu sogro me pedem netos. Eu me sinto cobrada, mas meu marido diz que não faz questão de ser pai. Só tenho medo de que algum de nós se arrependa. Claro que ele poderá ter filhos quando quiser, já eu…
Na minha família, sempre houve histórias de traição, desgosto, frustração amorosa, desencanto das mulheres com o comportamento do marido e dos filhos. Elas sempre me aconselham a não ter filhos. Dizem que estes só trazem problemas e não seguram casamento nenhum. Será que estou sendo influenciada por elas? Tenho muitas dúvidas sobre o assunto.
As amigas estão tendo filhos e os pais do seu marido querem netos. E daí? A pressão social não pode ser um argumento válido para dar à luz. Assim como a pressão exercida pelas mulheres de sua família não é um argumento para não fazê-lo. Cada um sabe de si e tem a própria história.
O medo do arrependimento também não justifica a concepção e a maternidade. A única razão para tanto é o desejo ardente de ser mãe. Só este permite acolher bem o filho, vencer a estranheza que a gravidez e a aparição do recém-nascido podem causar, abrir mão de tempo para cuidar do bebê, educar a criança, suportar o adolescente… Ou seja, poder continuamente escutar o filho. Para ser mãe, é preciso estar inspirada. Num certo sentido, é uma arte.
Ademais, seu marido diz que “não faz questão”, deixa-a sozinha com a decisão de ter ou não, quando o filho que você imagina é do pai e da mãe. Posso afirmar que não está na hora, apesar dos seus 37 anos. Alguma coisa precisaria mudar. Os chineses têm um provérbio que se aplica a seu caso: “Quando as águas se juntam, o rio se forma”. A junção das águas não se deu. Agora, se depois desta resposta, a dúvida continuar a atormentá-la, procure um analista para saber mais sobre você mesma. Ninguém perde com isso, pelo contrário.
Tags: maternidade













Deixe o seu comentário
Aprovamos comentários em que o leitor expressa suas opiniões. Comentários que contenham termos vulgares e palavrões, ofensas, dados pessoais (e-mail, telefone, RG etc.) e links externos, ou que sejam ininteligíveis, serão excluídos. Erros de português não impedirão a publicação de um comentário.
» Conheça as regras para a aprovação de comentários no site de VEJA
51 Comentários
Marilia
-28/09/2011 às 16:10
Bom seria se todas as pessoas compreendessem a importância da maternidade, mas essa é uma questão que não vem ao caso. Acho completamente egoísta a posição de uma mulher que não quer ter filhos para não perder a liberdade, ou porque implica preocupação por toda a vida, ou mesmo as que não veem sentido em ter filhos. A vida sim é que não tem sentido se dedicada exclusivamente a si mesmo como se ninguém mais importasse. Infelizmente nem todos tem ou algum dia terao essa perspectiva . Não existe recompensa maior para todo o esforço que a maternidade exige do que o amor sem limites e a pessoa infinitamente melhor que se pode tornar sendo mae. Não se pode tomar uma decisao como essa baseada em situações e cirscunstancias alheias desfavoráveis. “A família foi ordenada por Deus” e os filhos podem sim se tornar pessoas maravilhosas, assim como suas maes e pais, se forem ensinadas principios corretos. Nem sempre será fácil, mas nada que vale a pena é fácil, e o contrário também se aplica. Porém, por outro lado, se uma mulher não deseja ter filhos e pode faze-los sofrer, por esse motivo, é melhor mesmo que não os tenha. Mas UM DIA ela saberá, que ela foi a ÚNICA a perder com isso e que aquele ser que ela decidiu nao trazer a esse mundo, nascerá de outra mãe que o desejar. De uma forma ou outra todos nascerão. Aquelas que escolherem não passar pela experiência por considerarem-na DIFÍCIL, se arrependerão amargamente, mas será tarde.
Hana
-28/08/2011 às 19:38
Sinceramente e francamente falando e expondo os meus sentimentos…..amo o meu bebê de sete meses demais, mas desde em que ele nasceu eu vivo frustrada, cansada emocionalmente e fisicamente,triste por não ter com quem deixá-lo quando preciso resolver alguma coisa.Enfim, aconselho a não tê-los.Não estou gostando da experiência de ser mãe.É cansativo demais.Não é um conto de fadas.É trabalho 24hs..alguém vive feliz assim?Não pergunto àquelas que pagam babás…
Mariote
-06/05/2011 às 13:27
Os filhos são herança do Senhor. Tenho duas filhas e sou completo por tê-las. Temo que no futuro você se arrependa desta decisão. Porém, ser mãe e ser pai é muito mais abrangente do que simplesmente “ter filhos”. Se você concorda que os filhos são bênção e herança, então prepare-se para tê-los. É um grande desafio que traz consigo sérias responsabilidades.
Busque em Deus a resposta que precisa.
Salmos 127:3 “Os filhos são herança do senhor, uma recompensa que ele dá.”
marcia
-06/05/2011 às 12:47
Não tenham filhos, por própria experiência. Tenho 2 filhas: 1 de 15 anos e outra de 18 anos, hoje me arrependo, pois pensei que fossemos as melhores amigas, porém quando tento avisar o que está errado, já passamos a inimigas. Suportei as maiores humilhações como mulher (traição), pensando assim em ser a melhor mãe, para não criar filhos longe de pai e com determinadas privações financeiras. O tempo passou e hoje me arrependo de ter suportado tanto, por elas, que hoje nada aparenta de gratidão. Por isso eu te falo não tenha filhos…
A realização é passageira, nas primeiras fases da infancia. Quando aprende a falar, você escuta até o que nunca imaginou, que um dia pudesse escutar. Acho até que desabafei.
vernanda
-15/01/2011 às 10:49
Tenham filhos. Sejam felizes! Não tenham filhos. Sejam felizem também!Desejo a todos vocês muitas felicidades e o exercício do direito de escolha!
Hermes Santos
-11/09/2010 às 18:11
Não ter filhos é uma opção e não quer dizer que a pessoa seja desprovida de sentimentos. Sou casado e não vemos razão alguma para ter filhos. Quantos as pessoas, bem, gostam de se meter. Ter filho é tradição. Namorou, casou, ter filhos, netos… Quer aprofundar no assunto? Leia o livro Sem Filhos: 40 Razões Para Você Não Ter, de Corinne Maier. Eu, sinceramente, tenho mais de 40 razões para não ter filhos.
Marcelo Distrito Federal tagua
-05/09/2010 às 2:27
Você é uma tola e egocêntricas não devem ter filhos.Quanto aos bobos e suas tolices sobre bombas demográficas e outras tolices sobre o tamanho da população peço que parem de repetir, como papagaios,os que os panteístas modernos adoradores de árvores e odiadores da humanidade propagam e passem a ler o que geográfos sérios dizem sobre o assunto.Eu como sempre metendo a real sem dó.
Norberto
-03/09/2010 às 11:27
O crescimento populacional vai acabar com a terra mesmo
beck
-27/08/2010 às 16:50
“minha vida vai muito bem, obrigada” e “filho não segura casamento” me parece incoerência. Vale voltar-se a si.
Sofia
-04/08/2010 às 13:01
Filho é para sempre. Muda tudo. É muito sério. Você não será mais dona de seu próprio tempo/vida. Está pronta pra se doar totalmente? Renunciar a intimidade e o tempo livre com o seu marido?
Filhos, quando se quer tê-los, não existe dúvida. Portanto pense bem.
Sua sogra, sogro, suas amigas, vão achar uma gracinha o bebê que você tiver, vão pegá-lo no colo e devolvê-lo ao primeiro sinal de choro! srsrs Fácil, não?
Raquel
-29/07/2010 às 5:49
Uma coisa é querer uma vida sem filhos, com todos os benefícios que sabemos inerentes a essa escolha. Outra coisa, bastante agressiva, é achar que as mulheres que optaram por ser mães – ou as mulheres para quem a maternidade aconteceu e que não tiveram coragem de abortar – sejam atrasadas, incivilizadas, retrógradas, etc.
Até porque, essas mulheres estão sendo mães com cada vez mais reponsabilidade, em idade mais avançada, optando por menos filhos (algumas, como eu, ficaram apenas no n. 1). Elas estão, inclusive, desarmando a “bomba demográfica”, isso foi capa de Veja há semanas atrás.
Claro, há ainda mulheres e homens que põem filhos no mundo sem terem onde cair mortos. Há mães e pais deploráveis por aí. Mas e quanto às pessoas que se realizam nesses papéis e conseguem criar gente equilibrada, afetuosa e ética? Que conseguem romper com histórias de violência e dor que atravessaram gerações?
Talvez não para todas, mas para muitas mulheres, a maternidade tem um lado maravilhoso, sim, não é só “perda da liberdade”.
Do mesmo modo que mulheres que não querem ser mães devem ser respeitadas, a maternidade, quando acontece, deve ter o mínimo de respeito. O papel da mãe e do pai é um dos mais importantes na formação de um indivíduo, acho triste que muitos comecem a desqualificá-lo, muitas vezes baseados apenas na própria história individual.
Também acho que a defesa de uma vida sem filhos não deve coincidir com discursos que beiram o desprezo às crianças e à própria vida humana. Esse tipo de discurso acaba alimentando essa violência crescente contra elas. Aliás, está aí um sintoma sombrio e triste desses nossos tempos: um crescente desprezo às crianças, seja por parte dos próprios e miseráveis pais, seja por partede estranhos… é de se pensar nas razões desse desprezo crescente.
Quanto à Consulente: é errada a afirmação de que crianças “só trazem problemas”. É correta a afirmação de que “não seguram casamento nenhum”. Não seguram mesmo, pelo contrário: põem à prova.
Para mim, a maternidade tem sido maravilhosa, falo de todo o coração. Claro que não tenho mais a liberdade toda que eu tinha, mas compensam o carinho e o sorriso do meu filho, além do meu amor por ele.
Agora, acho que vc já sabe sua resposta, você não quer ter filhos. Não se deixe levar por pressões, seja fiel a si mesma.
Alessandra, Goiás
-28/07/2010 às 17:51
Acho ridículo as pessoas insistirem em cobrar que as outras tenham filhos. Antes ficam todos fazendo as exigências e ressaltando a todo instante que “o relógio biológico está correndo”, “você vai se arrepender”, “você não sabe o risco que está correndo”, blá blá blá…
Depois, você tem seu filho e é você mesma quem vai cuidar. Essas pessoas que ficaram enchendo o saco a vida toda não vão aparecer para te ajudar a pagar as contas, trocar fraldas, amamentar, passar a noite em claro, cumprir a famigerada tripla jornada de trabalho… aí colega, é com você! Se o marido não faz questão então, cuida que o filho é teu. E o seu trabalho? Sua carreira? Seus estudos? Seu casamento? Sua vida? MELHOR TER FILHO QUANDO VOCÊ REALMENTE DESEJA ARDENTEMENTE, CASO CONTRÁRIO NÃO FAZ SENTIDO.
regiane, goiás
-27/07/2010 às 12:40
Filhos se não ter, você não será capaz de saber se acertou ou cometeu um erro, se o tempo passa uma hora não dá mais.Acho muito importante ter filhos sim é a certeza q na terra serei sempre eterna.Mais é um assunto q vc e seu parceiro devem decidir sozinhos!
Pete
-25/07/2010 às 21:36
Ana Maria, amei seu comentário. Concordo em gênero, número e grau.
Tina
-24/07/2010 às 10:52
As mulheres parecem estar indo de um extremo para o outro. Antigamente era quase obrigatório ter que ter filhos, então só se falava dos aspectos positivos da maternidade. Agora é o oposto: maternidade está quase virando um tabu (símbolo da “perda da liberdade”), então as mulheres ficam enfatizando os aspectos negativos.
Acho que não nenhum desses extremos é adequado. Ser mãe tem tanto seu lado bom como seu lado ruim – como qualquer coisa nesse mundo. Como disse a Chica, toda escolha traz no bojo uma conquista e uma renúncia. O mesmo vale para a matenidade. Se você tiver filhos, isso vai trazer várias consequências para sua vida, mas se você não tiver, também vai haver consequências. Tudo na vida tem um preço a se pagar. Cabe a você escolher o que seria melhor para os seus planos.
Tome sua decisão com calma. Você parece estar apressada por causa do seu relógio biológico, mas você ainda é jovem, se decidir engravidar, ainda dá tempo. Então, não tenha pressa, pense no assunto com calma, avaliando os prós e os contras.
ana maria
-23/07/2010 às 19:38
Eu me sinto muito bem por não ter tido filhos. No começo do meu casamento havia muita cobrança por parte da família, mas começaram a acontecer as separações de casais, as doenças de filhos, as desavenças com sogras e noras, então pensei: menos um no mundo para sofrer, de mim não virá um a mais para a gaiola onde se fica preso ao próprio corpo.Não se ama quem não nasceu, então perder filho é uma dor que não terei. Já chega as dores que tive e tenho com amigos e parentes queridos. Considero o Homem o câncer do mundo. Quanto menos gente melhor. Eu já caí na armadilha, ninguém me consultou sobre nascer ou eu teria dito: não, obrigada, pode dar a vez a outro que quiser nascer. Mas estou aqui e nem posso me queixar, não tenho passado tantos problemas assim (ainda?). Trazer mais gente para o caos, não! Quem nunca nasceu nunca vai sentir dor, sofrer, chorar.O que posso fazer é aproveitar da melhor forma o espaço entre minha vinda sem consulta e minha ida aí mesmo sem consulta nenhuma.Viver bem no espaço entre ser e não ser, que nunca sabemos que tamanho terá. Acho que muita gente inveja as viagens que fiz por não ter filhos, o descompromisso e a liberdade. O mais engraçado, porém, é que adoro crianças e elas me adoram, a ponto de causar ciumes nos pais quase sempre.Adolescentes conversam comigo com liberdade e intimidade.Com pessoas da minha idade é que fica mais complicado: a conversa gira em torno do mesmo tema (filho, empregada, marido) e isso me cansa. Cada um é um e o que chamamos de amor não passa de um truque da Natureza para nascer gente.O instinto berra e lá vamos nós aumentar a trupe enquanto o circo pega fogo. Não, obrigada!
Mensageiro Obscuro
-23/07/2010 às 12:55
Eu sou solteiro e sem-filhos convicto, tenho 26 anos e nesse ano pagarei caro pela minha tão esperada cirurgia de vasectomia a qual busco desde os 16 anos, mas que nunca me permitiram fazer, mas agora através de indicação de um amigo sem-filhos convicto já vasectomizado eu poderei realizar o meu sonho de me livrar completamente da possibilidade de ser pai. Meus pais e alguns amigos e amigas acham loucura de minha parte, mas sou convicto e minha decisão foi pensada por anos, tanto que briguei com namoradas que queriam transar sem preservativos comigo e não aceitei por medo de DSTs e principalmente gravidez indesejada. Desde pequeno sinto aversão ao casamento e principalmente à paternidade, criei meu estilo de vida próprio que é incompatível com uma vida em família, sei mesmo que não sirvo para ser marido e muito menos pai de ninguém, no máximo como homem atual penso em ter uma namorada contínua que seria uma mulher com quem tenho compromisso sério e que ela tenha um estilo de vida similar ao meu sendo solteira e sem me cobrar filhos (não ligo se a mulher tem filhos desde que ela assuma as crianças sozinha).
Muita gente reclama comigo sobre meu estilo de vida, dizendo que eu serei bom marido e bom pai e que devo tentar essa experiência que não tem volta, mas eu não quero. Ter família não é para mim, tem também quem use comigo de frases e bordões alienantes e idiotas com discurso pró-procriação e pró-vida (muito atraso filosófico), rogam maldições para que eu seja pai (irônico é praguejarem com algo que dizem ser bom), citam trechos de livros religiosos justificando a procriação (sou ateu e herege imune a domínio mental) e usam de outros meios sujos para tentar me convencer a ter filhos como se eu dependesse disso para viver. Sinceramente não entendo a mente de gente que pensa que só existe uma maneira de ser feliz na vida, estou rodeado de mentes miseráveis e medíocres, mas eu sei o que é melhor para mim e não sigo a mente alheia, tento fazer as coisas do meu modo e sinto que dá certo. Quando planejamos bem um estilo de vida podemos ter sucesso, mas isso incomoda cabeças pequenas que não conseguem ir mais além do que o Sistema estabelece a elas como felicidade e estilo de vida, até prefiro o termo “plenitude” no lugar de felicidade.
Ao ler sobre a consulente penso que ela deva ter uma conversa definitiva com o marido, pois se eles querem ter filhos e possuem estruturas para criar bem uma criança devem pensar juntos se realmente querem procriar. Caso o casal realmente não queira filhos é bom que um ou ambos se infertilizem (vasectomia para ele, laqueadura para ela) e sigam o casamento numa boa. Ter filhos é algo que deve ser muito pensado pois não existe ex-mãe, ex-pai e ex-filho, um filho poderá causar benefícios e malefícios para a família até o fim da vida e ser mãe ou pai é algo vitalício, essa decisão deve ser muito bem pensada. Pelo que li mais parece que ela é uma sem-filhos (childfree – pessoa que não tem e não quer ter filhos) como eu, com a diferença que ainda não é convicta.
Muita gente não tem as estruturas básicas para ter filhos, conheci gente muito imatura e louca (isso influi na criação e no ambiente familiar), pobre (sem dinheiro fica difícil alimentar, educar, cuidar, vestir etc.), doente (certas doenças passam aos filhos e os deixam debilitados), idiota (sem cultura e valores fica difícil criar bem um novo ser) e maldosa (pais e mães cruéis criam filhos traumatizados e possíveis criminosos no futuro) que quer ter filhos sem pensar e as coitadas das crianças é que pagam pelos erros dos seus pais. É importante que somente pessoas estruturadas queiram ter filhos, isso não é para qualquer casalzinho tosco, é para quem está preparado para criar conscientemente novos seres para o mundo.
A plenitude é algo nosso, outras pessoas são complementos, então não creio que ter companheiro(a) e filhos seja a base para a plenitude que nos leva a ter uma vida melhor, é algo muito mais interno que externo. Depende muito mais de nós do que dos outros.
Mércia
-23/07/2010 às 11:43
Se você chegou a essa idade sem saber se quer ou não ter filhos, é porque você não quer. Se você quisesse, vc já saberia disso há mto tempo. Não tenha filhos. Se você tiver, provavelmente você vai arrepender. E uma mulher quando arrepende da maternidade, ela não passa a ver o filho como um filho: ela passa a vê-lo como um fardo que ela irá carregar pro resto da vida. Não faça isso com sua própria vida. E não faça isso também com a vida do seu filho, que sequer está pedindo pra nascer. Não pague pra ver uma coisa que, no fundo, você já sabe que não vai dar certo. Você não tem instinto materno! Esquece essa idéia de ter filhos, você não nasceu pra ser mãe!
E não se culpe por isso. Muitas nasceram iguais a você, e são felizes com suas escolhas (não ter filhos). Não mexa no atual rumo da sua vida (felicidade, paz, casamento unido e feliz). Em se tratando de felicidade, não se mexe no que está quieto. Mta gente quis pagar pra ver e se arrependeu pro resto da vida. Não comete o mesmo erro que eles não! Nessa vida a gente tem que aprender com o erro dos outros. E não imitá-los!
D.
-22/07/2010 às 21:21
@Rogério Lima
Eu não tomo anticoncepcional hormonal e não quero ter filhos. Não sei se a sua percepção é correta.
Cada dia que passa tenho mais certeza de que não quero passar a minha vida cuidando de filho. Gosto da minha liberdade e quero fazer milhões de coisas…
Just-for-fun
-21/07/2010 às 19:17
@ Helbert – 20/07/2010 às 13:10
Aproveitando a posição semelhante aqui exposto por você, os evangélicos televisionados americanos (décadas antes de aparecerem por aqui), proliferaram como tiriricas nos USA. Estes se tornaram tão poderosos que infiltraram nos meios acadêmicos pervertendo a educação em doutrinação. Lá como cá, dificilmente se elegerá a algum cargo eletivo se declarar que é ateu publicamente.
PS. Cada um tomo posição que quiser, mas infelizmente todos irão pagar o “pato”.
Maria
-21/07/2010 às 16:26
Vejo, nos depoimentos de mulheres que não querem ter filhos, um grande avanço da civilização; lógico que muito mais para as mulheres para que os homens. Uma de suas consequências será livrar a mulher do homem-filho.
Rogéria Santos Lima
-21/07/2010 às 1:48
Sou ginecologista e nos últimos tempos venho percebendo que várias mulheres não sentem esse tal instinto materno, mesmo quando a idade já vai ameaçando.De tanto encontrar essa situação, observei (não existe trabalho científico sobre isso),é apenas uma percepção mesmo,que pacientes que usam anticoncepcionais hormonais, geralmente não sentem desejo genuino de ser mãe;muitas querem apenas racionalmente, mas sem aquela paixão que vejo em outras pacientes.
Como a frequencia disso tem aumentado,tenho proposto a elas que suspendam essas medicações por um tempo,adotando outros métodos,pois não acho que filho pode ser acidente, e tenho visto a vontade de ter filhos brotar lentamente.Não acontece em todas,mas tem sido muito eficaz para ajudá-las a sair desta incerteza.
Pode parecer chute, mas temos áreas no cérebro que precisam de grandes quantidades de hormônios para serem ativadas e essa pode ser a explicação para esse fenômeno.
Não acredito que todas as mulheres nasceram para ser mães,mas essa decisão deve ser tomada com toda a nossa potencialidade feminina.
Não sei se isso pode ajudar a consulente, mas não custa tentar.
Marina
-21/07/2010 às 0:22
Tenho 34 anos. Como a consulente, a maternidade nunca me interessou. Mais ainda, tenho verdadeiro horror de crianças e bebês! Além disso, nenhum dos meus amigos e amigas tem filhos (e nem querem ter). Nunca tive dúvidas quanto a minha opção, nem sofro pressão de família ou amigos; todos concordam que a maternidade não é para mim.
O grande problema, para mim, é que, aparentemente, TODOS os homens parecem querer ter filhos. Perdi meu ex-namorado (meu grande amor) por este motivo, assim como tantos outros antes dele. Meu atual namorado, mais novo, não diz nada, mas temo perdê-lo pelo mesmo motivo.
Portanto, amiga, aproveite que você tem ao seu lado um homem que partilha do seu desejo de ter uma vida plena, de liberdade e tranquilidade, sem as preocupações e chatices que os filhos impõem! Pare de dar ouvidos a cobranças dos outros e de se questionar, aproveite a vida e a sorte que você tem! Se mais tarde você se arrepender, sempre há a adoção!
Nádia
-20/07/2010 às 20:22
“Agora, eu vou te dizer uma coisa politicamente incorreta: ter meu filho foi maravilhoso pra mim (hoje em dia parece ser cada vez mais politicamente incorreto escrever/falar esse tipo de coisa).”
Andreia, adorei seu comentário! Eu tenho a mesma impressão que você. Parece que hoje em dia você não pode mais falar que se sente feliz em ter um filho – porque se você fala, algumas mulheres imediatamente interpretam errado e ficam achando que você está tentanto convencê-las a ter filhos também… Não, não é nada disso. Quando eu falo, digo apenas para expressar minha alegria. Só isso. Não estou querendo catequizar ninguém, rsrsrs.
Minha experiência foi um pouco diferente da sua. Você diz que ficou só nos primeiros meses. Eu felizmente não fiquei. Não tinha minha família por perto (porque eles moram longe), mas eu tinha o apoio do meu marido, que é um paizão. Isso faz uma diferença enorme. Contar com o apoio do marido é MUITO importante. Por isso acho que a leitora está em uma situação difícil. O marido dela não mostra estar interessado, deixa-a sozinha com a decisão de ter filhos ou não. Isso é complicado.
Leitora, acho que você precisa ter uma conversa séria com seu marido. Você está claramente indecisa. Se ele mostrar que também está indeciso, então talvez seja melhor mesmo desistir da idéia. Sem o apoio dele, você vai enfrentar muitas dificuldades.
Helbert
-20/07/2010 às 13:10
Acredito que os comentários exigindo a censura do Jorge de Lucca são mais perniciosos do que o que ele escreve. Tivemos uma ditadura há poucos anos, parece que muitos se esqueceram do que significa o cerceamento de direitos.
Não necessito de nenhuma censura para criticar o que o Jorge escreve. Ele é tão retrogrado, tão desvinculado de nossos tempos, que quanto mais ele se expõe, menos razão ele tem. É só deixá-lo expor-se ao ridículo, sem a necessidade de auxílio por ninguém.
Nenhum dos comentaristas desta coluna parece precisar da “proteção” solicitada por nenhum sensor. Somos adultos, não precisamos de ninguém para pensar por nós. Viva a liberdade de expressão!
Andreia
-20/07/2010 às 4:02
Fico com a colega que disse: “se você tem dúvidas, melhor não ter”. De fato, o melhor é que a mulher seja mãe apenas se sentir um desejo genuíno de ser mãe, de dar amor, de educar. Porque mãe tem de ser pedagoga, amiga, tem de estar disponível o tempo todo – pra educar, ensinar, brincar, escutar, disciplinar… 24/7, dá um trabalhão e às vezes enche um pouco o saco!
É muita doação – e sem nenhuma garantia, já que seu filho pode muito bem nem querer papo com vc no futuro, pode magoá-la, pode ser levado por caminhos não muito legais – a despeito de todos os seus esforços no sentido de criar um ser-humano decente… A mulher que te diz que maternidade “é batata” ou nasceu pra ser mãe, ou deve ser uma droga de mãe.
A maternidade exige uma entrega fora de série, em todos os sentidos, é um ato de fé na vida sem comparação (assista ao filme “The Road” e vai entender o que é a maternidade, muito embora a “mãe” ali seja o pai).
Agora, eu vou te dizer uma coisa politicamente incorreta: ter meu filho foi maravilhoso pra mim (hoje em dia parece ser cada vez mais politicamente incorreto escrever/falar esse tipo de coisa). Eu tinha/tenho um bom salário, bom emprego, como vc. Mas, na época em que engravidei, não queria filhos nem casamento, tanto que ele veio por um ‘acidente’ com meu ex-namorado. Eu dizia: “sou ferrada demais pra ter filhos” (vim de uma família bastante desestruturada).
Acontece que, sendo uma boa mãe pra ele, tenho aprendido a ser uma boa mãe para mim – a que me faltou muitas vezes. No início houve momentos em que me desesperei, em que me arrependi, ouso confessar. Os primeiros meses com um bebê são muito – MUITO – exigentes para a mulher, mas a maioria não admite. Pra complicar, eu fiquei só nos primeiros meses. No meio daquelas noites sem dormir, daquela insegurança e medo do futuro, daquela solidão com meu filho, lembro de ter sentido raiva das mulheres, para mim, então, “grandes mentirosas”. Mas isso foi passando, à medida em que fui me dedicando ao meu bebê e descobrindo todo o meu amor por ele. Posso dizer agora que o amor que sinto por esse pequeno me emociona, de tão intenso e gratuito e verdadeiro. Nunca mais senti aqueles vazios horríveis que eu sentia. Até parei com meus ataques de medo da morte – sinto que daqui a muitas décadas vou morrer satisfeita, apenas por tê-lo gerado. Sei que parece egoísta, mas é o que sinto com cada molécula: meu filho me deu um sentido e me fez ver meu próprio valor, além de ter me mostrado que eu sou capaz de amar (escrevo isso não sem vontade de chorar).
Enfim: se tem muitas dúvidas, talvez seja melhor não ter. A maternidade pode ser uma bênção – e eu tive sorte, porque pra mim está sendo. Mas também acho que deve ser um estorvo horrível quando a mulher não a quer de jeito nenhum ou não tem a menor vocação. Além disso, ter filhos sem vontade é a raiz dos estragos que a gente vê mães (e pais) fazerem em seus rebentos, pois crianças sentem muito bem quando não são bem-vindas.
Miranda
-18/07/2010 às 16:10
Leonardo, faço suas as minhas palavras. Esse tal de Jorge merecia um delet em todas as suas falas. Está se auto-promovendo às custas desta coluna. Se continuar assim, este espaço vai perder a sua seriedade e deixaremos de vir aqui falar o que pensamos. No caso, nao se trata de cerceamento de opinião, mas do fato de que a liberdade foi virando libertinagem e agora, está virando uma grande brincadeira com a nossa cara. Cara Betty, se nao houver filtros, isso aqui vai por água abaixo e as pessoas sérias vai se embora. Eu tô quase indo.
Adele Neubauer - Lake Worth , Florida
-18/07/2010 às 0:12
O fato de ter nascido “MULHER” nao nos transforma em maes automaticamente.
Nao ha nada de errado em assumir que sendo “MULHER” nao possui o dom chamado inato e natural que toda mulher deve ter de ser “MAE” Nem todas as mulheres nascem com esse dom materno.Mas,alguns homens nascem com ele…E ,por isso que vemos alguns homens serem melhores maes do que muitas mulheres…Isso chama-se “O VERDADEIRO INSTINTO MATERNO” E, AQUELE QUE VEM DE DENTRO PARA FORA E NAO O CONTRARIO !!!Podemos ser otimas esposas,excelentes profissionais,filhas amorosas,mas nao sentimos desejos de ser MAE!!! qual e o problema???Melhor assumir que nao nasceu para ser MAE e nao trazer filhos ao mundo, do que traze-los e nao cuida-los e deixa-los para que outros facam aquilo que interiormente, nao nascemos para ser. O fato de possuir “UM UTERO” nao nos faz e nem nos transformam em verdadeiras maes…E, apenas um aparelho reprodutor…Quem nasceu PARA SER MAE, NAO PRECISA CONCEBER UM FILHO…TORNA-SE MAE DE VERDADE DOS FILHOS DAS OUTRAS…Amor de mae sera sempre uma escolha livre e do coracao.Nao pertence a ninguem mais.
Seja feliz do jeito que voce esta levando a sua vida…So voce e responsavel por voce…Ninguem mais.Nao permita que a ditadura familiar te faca sentir culpada por nada.Ser mulher,e ser acima de tudo um ser humano que sabe pensar por si mesma e que sabe escutar a voz do coracao.
felicidades…Sou uma mae e avo por que eu quiz ser…minha irma nunca quiz ser mae e foi…quem ficou o filho dela fui eu !!! nunca me arrependi disso..nem ela!!!
Voce esta certa…nada do que voce disse depoe contra a sua natureza de “MULHER”.
Andréa
-17/07/2010 às 17:52
“Filhos, melhor não tê-los. Mas se não tê-los, como saber-los?”
Esta frase de Vinícius de Moraes ilustra bem a dúvida da leitora.
Eu passei pelo mesmo dilema. Sinceramente, ter filhos nunca foi o maior objetivo da minha vida. Mas com 39 anos, casa própria, bom emprego, casamento estável, o relógio biológico fazendo tic-tac, me vi em um beco sem saída: é agora ou nunca!
Decidi engravidar justamente por medo de me arrepender mais tarde, como aconteceu com amigas e parentes que chegaram aos 50 anos e não tiveram filhos. Hoje estou com 40 anos e um filho de 6 meses. Tive depressão pós-parto, tomei antidepressivos e fiz terapia. Já estou bem melhor, mas ainda me questiono se meu motivo para ser mãe estava certo.
Concordo com a opinião da Betty: a decisão deve ser tomada pelo simples e puro desejo de ser mãe e não por pressões seja de quem for, de família, sociedade, de você mesma e até do tempo! Se posso dar um conselho, é este. Filho não se devolve pro fabricante, até porque a fabricante é vc mesma!
Meu filho é lindo, saudável, sorridente, uma criança maravilhosa. Daqui pra frente é embarcar nessa aventura e curtir a dores e delícias da maternidade.
Teca
-17/07/2010 às 17:36
Adorei o post! Me identifiquei muito com a conselente e gostei muito da resposta da Betty. A sociedade ainda cobra das mulheres, sutilmente ou não, a maternidade. Como se fosse a única e sublime forma de viver nossa feminilidade.
paulo de linhares.
-16/07/2010 às 19:57
Os biólogos evolucionistas afirmam que a seleção natural privilegiou nas crianças uma estratégia de sobrevivência imbatível:a beleza.Fossem feias e repugnantes não aguentaríamos o trabalho que nos dão.
Transcrito de uma matéria do Dr.Drauzio varella.
heleovam
-16/07/2010 às 18:01
Vejo nessa narrativa um senso de egoísmo e insegurança como uma pessoa que diz vive maravilhoasamente com o seu marido e não deseja conceber um filho com a pessoa que mais ama, acho que ela tem medo do marido dividir o seu amor com os filhos, demonstra total desprepara na hora de dividir, este comportamento é egoista.
[WORDPRESS HASHCASH] The poster sent us ’0 which is not a hashcash value.
Josi
-16/07/2010 às 14:45
Se for pra ter filho então que o coitado seja amado, querido e cuidado. Tem muitas mulheres que põem crianças no mundo só pra dizer que são mães mas nem merecem esse nome pois largam na casa dos outros pra se matar de trabalhar ou pra ficar na gandaia (não é caso da consulente). Trabalhar é importante, mas quando se tem filhos é preciso dar uma desacelerada no ritmo pois é injusto com os coitados que não pediram pra nascer viverem com pais ausentes. E a maioria das obrigações recai sobre a mãe, não tem jeito. A vida da pessoa já é linda, um filho nessa circunstância só ia atrapalhar.
Abraços.
Josi
-16/07/2010 às 14:36
Filho só serve para dar preocupação, gasto e trabalho. FUJA disso!
Regina
-16/07/2010 às 9:14
Concordo com o que a Bruna disse: o fato de você não ter carinho automático pelos filhos dos outros não é um sinal para não ser mãe. Filho dos outros você não conhece direito, então não é nenhuma surpresa se você não morrer de amores por eles.
Com sobrinho, já é diferente. Eu também nunca liguei muito para crianças dos outros, mas quando minha sobrinha nasceu, foi uma experiência especial. Era uma criança dentro da minha família, eu convivia com ela, ajudava a cuidar, desenvolvi uma relação com ela. Fiquei apaixonada pela minha sobrinha e agora tenho vontade de ter filhos. Concordo com a Betty, é inspiração sim. A relação com minha sobrinha serviu de minha inspiração.
Você não diz se tem sobrinhos. Tem algum afilhado, alguma criança com que você possa conviver com frequência? Acho que uma experiência mais concreta daria uma base melhor para você refletir.
Lígia
-16/07/2010 às 7:57
“Incrivel seria se vc não tivesse dúvidas.”
Mas depende do tipo de dúvida. Você se perguntar “como vou dar conta da rotina?”, isso é uma dúvida comum, qualquer mulher em certo momento pensa nisso, até quem não trabalha fora.
Agora, você se perguntar “será que eu quero MESMO ter filhos?”, isso já é uma dúvida de outro nível. Eu trabalho fora, também tenho minhas dúvidas sobre como conciliar trabalho e família, mas mesmo assim eu desejo ter filhos.
O problema da leitora é que ela não parece sentir esse desejo. Ela não tem certeza se realmente quer ser mãe. É uma dúvida séria, então tem que pensar direito, pois como disseram aqui, depois que teve a criança, não dá para voltar atrás.
Anne Carla
-16/07/2010 às 1:31
A natureza é tão sábia! Nem sogro, nem sogra, nem amigas, nem tia frustrada, a concepção é feita do pai e da mãe. Ainda que venham com uma hereditariedade misteriosa, os gametas são a imagem de quem deve decidir pela vinda de um filho: o casal.
Seu marido é menos opinativo que os de fora. Melhor culpar o sogro, a sogra, as amigas, a tia frustrada. Todos te devendo um velhice sem desgosto ou um filho que te dê orgulho. Das duas, uma.
A natureza é sábia, o relógio corre. Betty é certeira, não é hora. Melhor descer do muro e deitar no divã.
Bruna
-15/07/2010 às 20:14
Como pode Betty Milan estar totalmente enganada se a consulente lhe escreveu justamente porque não sabe se quer ter filhos? Se ela tivesse respondido dizendo ´Agora é a hora, minha querida, seu relógio biológico não espera`, daí sim eu entenderia a crítica. Não seria profissional, embora não seja mentira.
Acredito que só há que se falar em arrependimento sobre coisas que você deixou de fazer. Como se arrepender de não querer ter filhos? Ou você quer ou você não quer.
Concordo com Chica. Você parece querer garantias e guia-se por equívocos. O fato de não ter carinho automático pelos filhos dos outros não é um sinal para não ser mãe. Pena que você não mencionou sobrinhos, pois julgando por mim, é difícil não amá-los como se fossem nossos.
Digo mais, acredito que você não é influenciada pelas mulheres em sua família, pois se o fosse não teria se casado, uma vez que o desencantamento delas também estende-se aos homens.
Se você realmente não quiser ter filhos, não tenha. Do contrário passará sua frustração para quem não pediu para nascer.
Eu tenho 3 anos a menos que você e também vivo me perguntando se quero ou não apesar de no meu caso minha mãe achar isso fabuloso. Digo, ter filhos. Acontece que eu tenho um problema que poderá me impedir de ter filhos. O meu desejo é ter antes dos 36, pois a partir daí as chances de engravidar diminuem bastante.
Nunca fui louca para casar ou ter filhos. E ainda tinha medo de ter filhos e me separar depois. Hoje vejo que as conhecidas separadas com filhos são possivelmente mais felizes que as sem filhos e tiram isso de letra (pois no nosso país os avôs e a família amparam).
Não sei se deveria te dizer isso, mas pelo o que observo é perto dos 40 quando os homens sem filhos começam a realmente ter vontade de tê-los.
Finalmente, uma amiga decidiu não tê-los. O casamento terminou e hoje ela ´atura` problemas decorrentes da filha adolescente do namorado. Para mim ela morreu na praia.
Ambos tem que querer filhos e querer muito. Ao contrário do que minha mãe sustenta, filho não une o casal no começo. Ambos tem que se voltar para ele, mas com maturidade e compromisso isso é superado. Estou pronta.
HMGirl
-15/07/2010 às 19:26
Tenho 35 anos, sou casada a 9 anos e finalmente estou gravida. Sempre adiamos e sempre tivemos cobrancas das duas familias mas nunca ligamos para o que os outros pensavam. Foi uma decisao totalmente nossa. Estamos muito felizes e nao vemos a hora de ver a carinha dele! Vc tem que conversar com seu marido sobre o assunto pois a posicao dele de tanto faz nao eh legal. Filho eh do pai e da mae. Somos nos que carregamos a crianca mas sempre digo que estamos “gravidos”, nos dois. A responsabilidade eh tanto minha como dele. Acho um absurdo pessoas que se arrependem de ter filhos. Como que vc pode ver a carinha de um bebe e se arrepender. Este tipo de pessoa sim, precisa de ajuda psicologica. Se vc tem tanta duvida assim espere mais um tempinho. Um dia vc vai resolver, como eu e marido fizemos. Foi natural e espontaneo e tendo apoio do parceiro faz as coisas ainda melhores. Boa Sorte.
Ângela
-15/07/2010 às 18:58
Moça,o ruim é quererem colocar na sua cabeça que existe uma obrigação de ter ou não ter filhos, quando isso é algo tão particular – e sério.
Pelas realizações que você conta, parece que você tem um refinado instinto para a felicidade. Ouça-o mais uma vez.
C.
-15/07/2010 às 11:55
Eu acho que a Betty esta totalmente enganada. Eu não conheço quase ninguém, e todas as minhas amigas são mulheres que trabalham, financeiramente independentes (quero dizer: não tinham como objetivo de vida só formar uma família), que não tenha tido dúvidas profundas na hora de resolver engravidar ou não.
Eu tive meu filho, mas durante a gravidez inteira fiquei refletindo se tinha sido uma boa decisão, tive dúvidas se seria uma boa mãe, no que influiria no meu casamento, se eu ia conseguir me adaptar a mudança de rotina. Enfim, um mundo de dúvidas e ansiedades. Minha gravidez foi ótima, apesar das reflexões eu não me lembro de ter me sentido tão bem por um período tão longo.
Meu casamento acabou depois de uns anos, o nascimento do meu filho influiu? Com certeza. Ser mãe me fez ver inúmeras coisas com outros olhos, eu classifico essa experiência como a mais rica da minha vida.
Algumas amigas minhas se arrependeram de ter tido filhos.
Enfim, ter filhos é uma decisão que com certeza vai mudar a sua vida e a do seu marido. Incrivel seria se vc não tivesse dúvidas.
Pense, mas pense bem.
Se vc esperar para ter certeza absoluta, sem sombra de nenhuma dúvida, com total apoio de todos que te cercam, eu já posso te adiantar que vc não os terá.
Francis
-15/07/2010 às 10:47
Olá! Eu sei mais ou menos o quê passa pela sua cabeça, tenho 35 anos e até agora não bateu aquela vontade suprema de ser mãe. Vejo minhas amigas com os filhos e ouço as reclamações que elas não tem mais tempo pra elas. Ser mãe é bom, mas tem um preço…se não está preparada é melhor não tê-los, é completamente egoísta, mas é a verdade.
Helbert
-15/07/2010 às 1:03
“Só este permite acolher bem o filho, vencer a estranheza que a gravidez e a aparição do recém-nascido podem causar, abrir mão de tempo para cuidar do bebê, educar a criança, suportar o adolescente…”
Betty, com certeza, você foi econômica nas dificuldades. Só para acrescentar um pouquinho: …sobreviver ao(s) adultos.
Maternidade é atividade de tempo integral. Não dá para “ver como é que é”, “tentar”. É como pular de para-quedas: ou pula, ou não pula. Depois que começou, a viagem vai até o final.
Muito se fala sobre os abusos morais, físicos e verbais que se pode impor a uma criança. Observamos na psiquiatria que uma das coisas que mais causam problemas aos filhos é a negligência. Ter o filho e não querer cuidar, sabe-se lá até quando (talvez até a morte, imagine um filho com deficiência física ou mental), é tão ruim quanto o espancar ou abusar dele sexualmente.
Ah! É claro: não é que a maternidade seja desaconselhada. Simplesmente, pode correr tudo bem e sem muitos sobressaltos, ou não.
Chica
-15/07/2010 às 0:40
Percebo que a consulente busca garantias para ter ou não ter um bebê. Não há garantias, nunca houve. É verdadeiro que filho não segura casamento. Mas ainda assim, muitas mulheres colocam seus rebentos no mundo e podem ser felizes ou não.
Dizem que toda escolha traz no bojo uma conquista e uma renúncia. Observe o seu entorno e faça sua escolha. O Caetano em uma de suas músicas diz: cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é…
Ana
-14/07/2010 às 18:40
“Minhas amigas todas estão tendo filhos.”
Aproveite a oportunidade e observe a experiência delas. Escolha 1 or 2 amigas com quem você tenha mais intimidade e tente acompanhar de perto a experiência delas como mãe. Talvez isso te ajude. Pensar sobre filhos de forma abstrata é complicado. Quando você tem um exemplo concreto diante de você, fica mais fácil de analisar e pensar no que você gostaria de fazer.
Então, acompanhe a experiência de suas amigas. Quem sabe isso traga a inspiração que está te faltando (ou o contrário, talvez deixe claro que não é isso o que você quer).
Leonardo
-14/07/2010 às 13:46
Betty, você ainda não se deu conta que esse Jorge de Lucca está usando sua coluna para auto-promoção? É um perverso!!! E escreve tantas coisas coisas perigosas ao induzir os menos avisados com as palavras hipócritas que ele usa. Acho um risco ao consultório sentimental a permanência dos comentários dele. E agora ele está convocando outros a escrever para ele usando de sua coluna para acessar as pessoas. Sou seu leitor desde o começo, mas dado o nojo que esse sujeito causa, já sei de pessoas que estão deixando de ler a coluna. E sabe por que? Por que parece faltar um “filtro” aos comentários aqui colocados. E isso não tem nada a ver com cerceamento ao direito de expressão pois a coluna é espaço de “ajuda” e como tal, precisa haver ponderação no conteúdo. Considerando que os leitores também lêem os comentários, considero com isso que também os comentários são parte integrante e, como tal, de responsabilidade sua. Desculpe o tom que uso, mas paciência tem limite e esse sacana do Jorge já esgotou minha.
Nina
-14/07/2010 às 11:52
È verdade o que diz a dra. Milan, se tem essas dúvidas todas, não está mesmo preparada,filho não é um artigo que se der errado voce troca, ou dá pro vizinho, tem que pensar bem, por outro lado, também pode acontecer mais lá na frente de chegar um certo arrependimento, mas tudo que se disse ali é certo, eles não seguram casamento, voce já percebeu se seu marido diz isso, porque quer te agradar? é uma decisão e tanto que voce precisa tomar, boa sorte!
Jorge de Lucca
-14/07/2010 às 11:02
“Multiplicarei seu sofrimento na gravidez; com sofrimento você dará a luz a filhos. Seu desejo será para seu marido, e ele a dominará.”
Ass.: Deus (Em Gênesis 3; 16)
Assim é a vida, mas assim é o desejo de Deus: que tenhamos filhos. Portanto você deve repensar sua conduta, Deus vai te julgar um dia por isso.
Vera
-14/07/2010 às 7:42
Quando você fala da sua família (mencionando traição, frustração amorosa, desencanto), dá para ver que você está misturando as coisas. Você está confundindo relacionamento de marido com relacionamento de filho. Apesar de interligados, não são a mesma coisa. Uma mulher pode sentir desencanto em relação ao marido e ainda assim amar profundamente os filhos.
Você também fala que filhos “não seguram casamento nenhum”. Minha amiga, você deve ter filhos porque deseja se tornar mãe, deseja ter esta experiência, e não porque quer garantir o seu casamento. De novo, você está misturando as coisas.
Você precisa refletir e pensar sinceramente no que VOCÊ quer. Você diz que não sente “a menor vontade de ter filhos”. Será que é isso mesmo? Eu acho que se você não sentisse absolutamente nada, nem estaria aqui falando desse tema. O fato de você estar pensando no assunto ou de estar com medo de um dia se arrepender, indica que você sente uma pontinha de vontade. Talvez você ainda não esteja pronta, como diz a Betty, mas já está começando a sentir certo desejo.
Pare, reflita, dê um pouco mais de tempo a você mesma. Com 37 anos, você não é muito jovem, mas também não é velha, então ainda dá para esperar mais um pouquinho. Nesse meio de tempo, as coisas devem ficar mais claras para você. Deixe a idéia amadurecer. Se você chegar à conclusão que não quer mesmo, pelo menos vai ficar mais em paz consiga mesma. E se decidir ter um filho, vá em frente sem medo. A história de sua família é uma, a sua é outra.
Por fim: diga para o seu marido sair de cima do muro e falar mais francamente sobre o assunto. A opinião do seu parceiro é importante e você deve ouvi-la também.
Janne
-14/07/2010 às 0:31
Consulente, ter filhos não é para qualquer pessoa, se vc não se sente preparada e seu marido não te da apoio nenhum, é como a Betty falou, é melhor vc não ter, pois depois que tem, não tem como voltar.
Tudo na vida tem um preço a pagar, bom, ruim, pequeno, grande, não importa sempre pagamos um preço, esteja segura do que vc quer,se vc não deseja ter filhos, não os tenha, pois pra te-los e eles serem pessoas frustradas pq a mãe nunca os desejou e o pai não está nem aí, então meu amor, continue só com seu marido mesmo e seja feliz.
Não importa o que os outros achem e sim o que queremos de nossas vidas.
Cris
-13/07/2010 às 20:40
“Para ser mãe é preciso estar inspirada. Num certo sentido, é uma arte.”
Betty, que frase linda. Concordo totalmente.
Na minha família, também houve histórias de traição, desgosto, desencanto, mas isso nunca me tirou o desejo de ser mãe. Quando me senti preparada, tive minha filha. Na minha mente estava bem claro: quero ser mãe, quero ter uma criança para amar e educar. É uma decisão pessoal mesmo, quando chega a hora certa, você sente.
Leitora, concordo com a Betty, acho que ainda não é a hora certa para você. Você parece ter muita dúvida em seu coração. Nesse caso, é melhor não ter filhos.